Desde que apanharam em falso aquela moçoila do Chega que não sabia o valor do Rendimento Social de Inserção, não há debate em que o interveniente daquele partido não seja confrontado com a sacramental pergunta: “Sabe qual é o valor do RSI?”. Acompanhada, quase sempre, por um sorriso matreiro. Confesso que acho piada. Até pela originalidade. Mais ainda se, como foi o caso de ontem, em que o debatente do Partido Socialista depois de obtida a resposta – cerca de duzentos e cinquenta euros, mas sem ninguém ter a certeza – acrescentou a variante, “por família ou por pessoa?” referindo, sem esperar por resposta, ser deplorável que o interlocutor ache possível uma família de quatro pessoas, ainda que nenhuma trabalhe, viver com mil euros por mês. Isto dito por um tipo do PS, reitero. Aquele partido, não sei se estão recordados, que esteve no governo vinte e dois dos últimos trinta anos. De recordar igualmente, se calhar há gente do PS que não sabe, que há muitas famílias que se têm de governar com um valor idêntico e, pasme-se, até trabalham.
Por falar em gente alheada da realidade, circula um vídeo nas redes sociais de gente ligada à extrema-direita sobre supostas actividades religiosas daquela malta que reza de cú para o ar, à porta de uma igreja. Não digo que não aconteçam provocações desse género, mas no caso, trata-se de uma encenação efectuada durante um festival medieval. Manipulações desta natureza são, para além de desprezíveis, reveladoras do carácter de quem as faz e que apenas servem para descredibilizar as legitimas preocupações que os comportamentos desta comunidade estão a provocar na sociedade. Ou seja, o efeito contrário ao pretendido.
O que têm em comum estes dois assuntos? Nada, a bem dizer. Tirando aquela parte em que, em ambos os casos, se puxa da cartilha para torturar a realidade.
Mas para a nossa comunicação social se o Pedrinho não souber, não é problema:
ResponderEliminarhttps://www.youtube.com/watch?v=hvdjf7mBhWk
https://www.youtube.com/watch?v=OXf6BA1YXTc
É só sorrir
A comunicação social está completamente virada à esquerda. Por isso, não fossem os apoios públicos, já teriam quase todos ido à falência.
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