quarta-feira, 22 de março de 2023

Lucro mau e lucro bom

1 – “Os lucros de uns são as pobreza de outros”, repete-se com demasiada frequência. Demagogia, radicalismo ideológico ou ignorância dão nisso. Não vou usar a mesma premissa e sugerir que usem igual lamento em relação às “margens de lucro” do Estado – IVA, IRS e outros – nem, tão pouco vou recordar que ninguém, em circunstância normais, vende a casa com prejuízo. É que, toda a gente sabe, esta coisa do lucro só é condenável se for dos outros.


2 – Curiosamente os mesmos que garantem que “os lucros de uns são as pobreza de outros” ficaram muito contentinhos com os lucros Caixa Geral de Depósitos e da TAP. Logo esses que, como qualquer burro percebe, nos fizeram mais pobres...


3 – Por falar em TAP... nacionaliza-la foi mais caro do que comprar um dos maiores bancos suíços. Alguém não sabe fazer negócios. Os mesmos que não gostam de lucros, provavelmente...

terça-feira, 21 de março de 2023

Discriminação selectiva

1 – Não posso chamar “preto” a um cidadão negro. Ai de mim que chame “cigano” a um cidadão de etnia cigana. É melhor nem me atrever a apelidar de “paneleiro” um desses cavalheiros a quem chamam agora homossexual. Se insistir nesta linguagem, com sorte, a malta do politicamente correcto desata a insultar-me e, com mais azar, um Observatório ou Comissão qualquer aplica-me uma multa. Já se chamar múmia a todos os idosos de quem não gosto, ninguém se aborrece. Modernices. Ou algo mais que não me apetece referir. Prefiro deixa-los em paz na sua ignorância.


2 – Um desses Observatórios veio também considerar que, no Carnaval, máscaras de cigano ou africano são um acto de racismo. Não há noticia, por enquanto, que homens vestidos de mulheres, ou o contrário, constituam uma espécie de sexismo ou outro “ismo” qualquer. Vá lá saber-se porquê. Talvez a medicina explique.


3 – Há muita gente que fica escandalizada por alguns comerciantes colocarem sapos de louça no interior dos estabelecimentos. O mesmo nível de indignação não acontece se a decoração envolver, por exemplo, louça das Caldas. Pelo contrário, até acham muita piada a esta última. O que, lamento, constitui uma clara discriminação no âmbito da louça decorativa. Os decoradores de interiores que se cuidem.

segunda-feira, 20 de março de 2023

Confinamento e fim do mundo. Isto anda tudo ligado...

1 – Se há coisa que aprecio neste governo é a capacidade de nos divertir. Podem não saber governar, mas, reconheça-se o mérito, encontrar todos os dias uma ideia, uma proposta, uma lei ou seja o que for para o anedotário nacional não constitui tarefa fácil. Contudo, eles conseguem. Nunca mudem socialistas, nós gostamos de vocês assim.


2 – Acredito que obrigar as populações rurais a ficar em casa nos dias de risco extremo de incêndio parece uma medida adequada aos urbanitas de esquerda. Proibir está-lhes no sangue e acham que, no campo, sair à rua é o equivalente a, na cidade, ir ao jardim. É este tipo de gente que até faz aquele juiz negacionista do covid, com um comportamento um bocadinho a tirar para o estranho, parecer uma pessoa sensata.


3 – Ando desde ontem a ler e a ouvir que Campo Maior fica perto do fim do mundo. Talvez sim. Dada a limitação dos meus conhecimentos em matéria de geografia nem vou duvidar de tais afirmações. Inquietante é que fiquei sem saber se é no sentido de quem vem ou de quem vai...

domingo, 19 de março de 2023

Risota, radares e rabos doridos.

1 – A professora, doutora, historiadora e sei lá que mais Raquel Varela é das pessoas que mais aprecio no contexto do comentário e análise política. É uma pessoa culta, inteligente e dotada de um notável brilhantismo ao nível da desenvoltura com que aborda qualquer tema. As opiniões da senhora fazem-me rir até às lágrimas. Aquela dos militares serem trabalhadores como os demais, defendendo a realização de plenários nos quartéis como forma de tomar decisões, é das melhores que lhe ouvi. Como seria bom viver num país onde fossem aplicadas as ideias da dra Varela. Provavelmente morríamos de tanto rir. Ou de fome.


2 – Segundo a imprensa do regime o Estado está, devido ao atraso na colocação de radares, a perder milhões de euros. Não percebo a lógica. Achava eu que isso dos radares seria destinado a prevenir acidentes e que o grande êxito da sua instalação seria as multas por excesso de velocidade tenderem para zero. Mas não. A boa noticia é que, devido a este atraso, os contribuintes pouparam milhões de euros.


3 – Passos Coelho e Cavaco Silva vão, de vez em quando, mandando os seus bitaites. Coisa que deixa muita gente incapaz de se sentar durante largos dias. Nomeadamente a intelectualidade bem pensante e a minoria ruidosa que não se lembra, ou nunca soube, como era o país antes das maiorias absolutas do segundo.

sexta-feira, 17 de março de 2023

As ervilhas da crise

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Nem de propósito. No dia em que as ervilhas entraram na discussão parlamentar fizemos a primeira colheita na agricultura da crise. Diz que estão a ser vendidas a cinco euros e quarenta o quilo numa grande superfície. Provavelmente a culpa da exorbitância do preço será da inflação. Consequência da guerra, dos combustíveis, da ganância dos merceeiros, da esperteza dos produtores ou do que mais quiserem. Tudo coisas capazes de fazer disparar o preço de qualquer produto. Inclusivé das ervilhas. Por mim, que até gosto de deitar contas à vida, não estou a ver nenhum custo associado à sua produção que tenha subido relativamente ao ano passado. Contudo, se as fosse vender, vendia-as ao dobro do preço. É que, como diz o gajo das alfaces, não sou mais parvo que os outros. Quando muito seria tão especulador quanto eles.

quinta-feira, 16 de março de 2023

E, contudo, eles também votam...

1 – Os sindicatos do sector estão, outra vez, a exigir o encerramento do comércio aos domingos e feriados. A reivindicação é antiga e, entre outros fundamentos, invoca o direito ao descanso dos trabalhadores do ramo. Dos que sobrarem, que os restantes terão imenso tempo para descansar também nos outros dias da semana.


2 – Centros comerciais e demais antros do consumo encerrados ao domingo não me parece má ideia. Mas há que ser ambicioso. Não devemos ficar por aí. Nomeadamente quando a família é usada como argumento. Até porque ela é importante para todos. Assim, para além do comércio, igualmente a restauração, órgãos de comunicação social, postos de combustível, transportes, actividades desportivas profissionais, cinemas, concertos, teatros e tudo o resto à excepção da saúde, segurança e defesa nacional deve estar fechado aos domingos e feriados. Que isto a igualdade, também no âmbito do ripanço, é uma coisa muito bonita.


3 – É alarmante a quantidade de gente que expressa nas redes sociais – ao vivo e a cores, também – o desejo de ver implodir o sistema financeiro global. Não é que essas opiniões tenham qualquer relevância. Vozes de burro não chegam ao céu e essas são tão rasteiras como aqueles que as proferem. O único problema é que esses indigentes mentais também votam.

quarta-feira, 15 de março de 2023

Raspadinhas

1 – A raspadinha é um vicio com o qual muitos idosos esturram as reformas, ficando depois sem dinheiro para as necessidades mesmo necessárias. Atentas ao problema, já há autarquias dispostas a intervir. Se não desconfio das intenções – boas, obviamente – duvido da eficácia. Isto não vai lá com sensibilização. Melhor seria comprar o stock de raspadinhas postas à venda no respectivo concelho, juntar os velhinhos numa mega-festarola onde raspariam gratuitamente aquilo tudo e no fim distribuir de forma equitativa os ganhos por todos os idosos residentes. Ficava toda a gente feliz.


2 – Não são apenas os jogos de azar a “rapar” a reformas. Aquelas moçoilas oriundas de outras paragens, especialmente da América do sul, também dão uma ajuda. Mas, ao que se sabe, não consta que as autarquias se tenham debruçado sobre esta adição. E, se calhar, bem. Que isto, suspeito, ainda há-de aparecer um qualquer especialista a garantir que até se trata de uma terapia adequada à promoção de um envelhecimento activo, ou isso.


3 – Por falar em raspadinhas, idosos e moçoilas sul-americanas lembrei-me de um velhote que encontrei em inúmeras ocasiões num café cá da terra a comprar essas cenas. Mesmo vendo os cartões no expositor à frente do seu nariz, perguntava invariavelmente à vendedora: “têm a raspadinha?”. Já morreu. Atendendo ao olhar fulminante com que a moçoila, sul-americana, lhe respondia só me admira que tenha sido de morte natural.

terça-feira, 14 de março de 2023

Poluidores, comunistas e outros manhosos

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1 – Onde andam os activistas ambientais quando precisamos deles? Não aparecem, é um clássico. Este chasso anda a poluir a cidade sem que uma qualquer Greta desta vida se amarre a uma roda e ponha fim a esta poluição. Devem estar ocupadas a protestar contra a desflorestação da Amazónia e as eólicas que matam os passarinhos.


2 – Há quem acuse o governo de práticas comunistas a propósito das propostas do executivo para a habitação por este pretender deitar a mão às casas que os legítimos donos têm legitimamente desocupadas. Uma injustiça. Coisa de comunas seria mandar os reformados que moram em Lisboa para as suas casas na “província”. E ainda pagar-lhes pela que deixavam livre, melhorando assim as parcas reformas que auferem. Isso é que era um governo amigo dos pobres, como os comunas.


3 – Por causa da subida dos rendimentos mais baixos nunca tão pouca gente recebeu o Rendimento Social de Inserção. Mais gente menos pobre parece uma boa noticia. Só que não. A numenklatura precisa de pobres a quem possa distribuir esmola e vai tratar de alterar as formulas de atribuição do RSI. Ou, então, perceberam finalmente que o salário mínimo na nossa economia, por mais que o aumentem, valerá sempre o mesmo. Ou menos, com esta inflação manhosa.

segunda-feira, 13 de março de 2023

Os anjos também cagam?

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1 – Um destes vistosos montes de merda, obra de um qualquer anjo de quatro patas, pode ser apreciado em todo o seu esplendor em qualquer rua de qualquer cidade. Para isso contribui uma estirpe de gente que se acha no direito de torturar um animal, obrigando-o a viver entre quatro paredes, bem como, ao não recolher os dejectos, de impor o seu comportamento absolutamente badalhoco aos restantes cidadãos. Multas, impostos e reprovação social é do que estas criaturas precisam. Ou de um par de murros nos cornos.


2 – Por mais que a população recalcitre não há muito que um governo possa fazer para travar a escalada dos preços. Daí que, para dar a impressão que faz alguma coisa, vái criar um observatório para o qual irá recrutar umas quantas criaturas a quem será atribuída a função de observar. Para além do cartão do partido, ver bem ao longe deverá estar entre os restantes requisitos exigidos para o desempenho da função...


3 – Tal como o BE, o PCP e possivelmente o PS, também o Chega propõe limites à margem de lucro dos bens alimentares. Talvez, até, vote a favor das propostas daqueles partidos quando as mesmas forem discutidas no parlamento. A inquietante questão que se coloca – mais, urge ver esclarecida – é se alguma daquelas forças politicas aceita o voto do Chega nas suas propostas. Se sim, é deveras preocupante. Uma cena capaz de fazer perigar a democracia, ao que tenho ouvido dizer.

domingo, 12 de março de 2023

Azelhices

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1 – Desde a recuperação desta entrada na cidade que, num evidente desrespeito por quem anda a pé, nenhum dos muitos pinos que foram derrubados pelos automobilistas mais azelhas foi reposto pelos serviços da autarquia. Hoje foi mais um deitado abaixo. Se o “protocolo” habitual for cumprido, os diligentes serviços municipais amanhã tratarão de repor a calçada e recolher o pino. Quanto aos peões que se lixem. Encolham-se e encostem à parede. O que é uma chatice. Está toda cagada.

2 – Diz que haverá restaurantes a sugerir que o cliente dê gorjeta ao empregado que lhe prestou o serviço pelo qual pagou o preço previamente estipulado. Caso para a ASAE intervir, parece-me. É que isto, no âmbito da gratificação, ou há moralidade ou comem todos. Senão ainda acabamos a dar gorjeta à menina da caixa no supermercado.


3 – No tempo do Passos o SNS funcionava tão mal, mas tão mal, que os bebés nasciam em ambulâncias. A coisa era tão má, mas tão má, que ao ministro da saúde chamavam o dr. Morte. Agora os bebés nascem em Uber’s. Não digo chamar nomes ao ministro, mas, ao menos, já ia uma grandolada.

sábado, 11 de março de 2023

Comidos de cebolada

1 - O apoio de Portugal à resistência ucraniana terá custado, até agora, quarenta e quatro euros a cada português. Há quem refile e privilegie o discurso hipócrita da paz e mais o diabo a quatro. Leia-se, para abreviar, rendição da Ucrânia. É o preço a pagar pela liberdade. Bem menor, ainda assim, do que aquilo que já pagámos pela especulação que daí resultou.


2 – O aumento do preço dos bens alimentares tem suscitado ataques à grande distribuição, acusando as grandes superfícies de ganhos exagerados e de margens de lucro exorbitantes. Com razão, provavelmente. Ao mesmo tempo ilibam-se os produtores e pequenos comerciantes de eventuais responsabilidades nesta carestia. Pois. Como se a ganância fosse exclusiva da malta que usa gravata. O gajo das alfaces é um excelente exemplo. Ou o das cebolas. As da agricultura da crise, por exemplo, são da colheita passada e se as fosse vender hoje no mercado cá da terra a dois euros e vinte o quilo, não seria certamente um especulador. Apenas mais uma vitima do grande capital.


3 – Para Manuela Ferreira Leite o Alentejo é uma região “morta e sem vida”. Não diria tanto. Está, ainda, ligado à máquina. À máquina do Estado, no caso. A pouca população que resta é praticamente toda dependente do Estado. Directamente – é tudo reformado, empregado da Câmara ou vive de apoios sociais – ou indirectamente, porque trabalha em instituições ou empresas que sobrevivem graças aos primeiros e/ou subsídios do Estado. Lamentavelmente a senhora em causa, que até foi deputada eleita pelo distrito de Évora,  nada fez para alterar isso. Nem isso, nem outra coisa. Que me lembre nunca a vi por cá. 

quinta-feira, 9 de março de 2023

Merceeiros, pantomineiros e badalhocas

1 – Os ovos do campo no mercado cá da terra – vendidos ao público directamente pelo produtor, saliente-se – são, em alguns casos, vendidos a quatro euros a dúzia. Um aumento de quase cem por cento face ao preço de um ano atrás. Para além da ganância das criaturas e da mais que evidente especulação, apenas vejo uma razão para os fulanos os venderem por aquele valor. A parvoíce de quem os compra. Ah, e não sei se tinha escrito, são produtores.

2 – As redes sociais estão invadidas por perfis que se multiplicam a publicar “boas noticias” e a tentar reescrever a história. Mesmo a mais recente. Ou, talvez seja mais acertado, a tentar fazer-nos de parvo. A idiotice chega ao ponto de pretenderem que acreditemos que foi Passos Coelho quem chamou a troika. Idiotice ou, se calhar, desespero. Mas têm de se esforçar mais. Até o Francisco J. Marques consegue ser mais convincente nas suas permanentes investidas contra o vermelho.


3 – Uma mulher, gestora de topo – um daqueles lugares onde chegam tão poucas mulheres que até querem estabelecer quotas – foi despedida de uma empresa publica. Foi substituída por um homem, por decisão de outros dois. Todos brancos e, possivelmente, heterossexuais. Ontem, dia da mulher, não houve feminista, activista ou empoderada que protestasse contra isto. Estranho.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Economia, contas e greves. Tudo paralelo.

1 – A fazer fé nos números hoje divulgados a economia paralela representará cerca de cinquenta mil milhões de euros. O suficiente, acrescentam, para pagar cinco anos de vencimentos à função pública. Não sei como fizeram o cálculo, mas no Orçamento de Estado para 2023 estão previstos mais de dezoito mil milhões para despesas com pessoal. Vão ver o Medina enganou-se nas contas.

2 – Existe uma mania qualquer que leva umas quantas criaturas a acreditar que o dinheiro que circula no país pertence ao Estado. Mesmo que não existisse economia paralela, apenas uma pequena parte desses tais cinquenta mil milhões entrariam nos cofres do Tesouro sob a forma de impostos. Verdade que outros também não sairiam, nomeadamente em prestações sociais. O que era uma chatice. Acabava-se a clientela, a política da caridade com o dinheiro dos outros e, se calhar, muitos empregos públicos e privados de quem vive à conta disso.


3 – Os trabalhadores dos bares dos comboios entraram em greve. A piada faz-se sozinha...Não sei o que reivindicam, mas acredito que tenham razão. O que, coitados, quase lhes faltava era a ocasião para fazer greve.

terça-feira, 7 de março de 2023

Citações

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1 – A insistência desta gente que trabalha no sector, tem informação privilegiada sobre o mesmo e tem conhecimentos acerca do assunto, em falar sobre habitação, começa a ser irritante. Isto nada como ouvir os que nada sabem, mas que pensam saber tudo, para ficar a saber alguma coisa.




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2 – Como se não bastassem os pastores, agora temos também as pastoras. Deve ser essa coisa do empoderamento, ou lá o que é. Uma espécie de feminismo católico, se calhar. Que isto cada empoderada tem a sua “panca”. A esta, contra todas as expectativas, deu-lhe para fazer o elogio do ejaculador precoce.


3 – Ainda sou do tempo em que os socialistas citavam Mário Soares a propósito de tudo e, principalmente, de nada. Nos últimos anos é coisa cada vez mais rara. A bem dizer nem me lembro da última vez em que ouvi alguém do PS citar o defunto e carismático líder. Deve ter sido antes de terem tirado o socialismo da gaveta.

segunda-feira, 6 de março de 2023

Pobres coitados

1 – “Os portugueses virem a ser minoria no futuro é bom, vão finalmente entender o que nós pessoas racializadas sentimos”, declara uma senhora, dirigente do BE e vereadora na Câmara de Lisboa. Nem sabia que a senhora em causa é “racializada”, seja o que for que isso quer dizer. Ou será que nas suas funções, políticas e autárquicas, age e decide em função da “raça”? Se sim parece-me perigoso. Eventualmente, até, capaz de configurar algo assim do tipo criminoso, ou isso.

2 – O eventual regresso de Passos Coelho está deixar muita gente com nervoso miudinho, alarmada com as malfeitorias que o homem terá feito durante a sua governação. Compreendo e, em parte, até posso subscrever uma ou outra preocupação. O que não compreendo são as razões que os levam a preferir o Partido Socialista. Era suposto o PS ter melhorado a educação e não há aulas há três meses. Ir melhorar a ferrovia e, afinal, não só os comboios não andam como até na Ucrânia circulam mais do que cá. Melhorar o SNS e, vai-se ver, as urgências estão fechadas em todo o lado. A TAP, com eles, seria pública e prestaria um serviço muito melhor e, três mil milhões depois, vai ser privatizada outra vez. Parece-me óbvio que o melhor para todos é o PS parar de tentar melhorar seja o que for...


3 – Os portugueses não gostam dos ricos. Nem, tão-pouco, daqueles que têm um pouco mais do que eles. Das três uma. Ou é daquela coisa da tradição católica de ver a pobreza como uma virtude, dos resquícios do Estado-novo que promovia a pobreza na sua propaganda ou, prefiro esta última, é apenas inveja. Mas, se odeiam tanto a riqueza, por que raio gastam diariamente tantos milhões em jogos de azar na tentativa de ficarem ricos? Pobres coitados.

domingo, 5 de março de 2023

O que faz falta é incluir a malta

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1 – As coisas que esta malta modernaça inventa. Não chegava ser um bebedouro novo, eficiente, moderno, que cumpra todas as normas e padrões de higiene e de segurança. De conforto, vá. Nah...tinha de ser inclusivo. Pouco, ainda assim. A comunidade LGBT não foi incluída. Dali não jorram Licores, Ginginhas, Bagaços nem Tequillas.



2 – Compreendo o drama da autora do texto, coitada. Só estou à espera de voltar a encontrar o sindicalista que, na campanha eleitoral para as legislativas, foi ao meu local de trabalho apelar ao voto nos partidos de esquerda, com o argumento que “não podemos correr o risco de perder o que tanto nos custou a reconquistar”. Terei um especial gozo em esfregar-lhe isto nas trombas.


3 – Dizem as más línguas que o governo vai pressionar as autarquias do PS a executar, de forma rápida e incisiva, a legislação sobre habitação que será aprovada um destes dias. A ser verdade é uma maneira de ficarmos já a saber quais são os autarcas socialistas que não pensam concorrer a novo mandato.

sábado, 4 de março de 2023

O Estado a que isto chegou

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1 – O Estado não aprecia quem faz pela vida. Detesta quem poupa e quem tem algo de seu. Este é só mais um sinal que não vale a pena ser previdente e ter preocupações com os dias que estão para vir. O que interessa são os amanhãs que cantam. A mensagem socialista não podia ser mais clara. Não poupem, endividem-se e esturrem tudo o que têm mais o que não têm. O Estado-paizinho está para vos ajudar. À custa das poupanças dos outros, obviamente.


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2 – Os especialistas que defendem o imposto sucessório serão especializados em que especialidade? Inveja, provavelmente. Nunca como nos últimos anos se retirou tanto dinheiro à sociedade para enfiar no Estado e o resultado desse confisco é o que se vê. Já temos o Estado-ladrão, não precisamos do Estado-herdeiro.


3 – Pedro Nuno Santos tem uma legião de admiradores dentro e fora do PS que fará dele, mais tarde ou mais cedo secretário-geral daquele partido e, também, primeiro-ministro. O homem, recorde-se, foi nos últimos anos responsável pela TAP, CP e Habitação. Um bom currículo, convenhamos. E, principalmente, uma boa amostra do que nos espera.

sexta-feira, 3 de março de 2023

Xenofobia selectiva, nervoso miudinho e idiotas entusiasmados

1 – Vi ontem, no canal público de televisão, uma reportagem sobre norte-americanos a viver em Lisboa onde foi, explicitamente, manifestada a inquietação e evidenciado o profundo desagrado – choque, foi a expressão usada - por estes cidadãos usufruírem de todos os serviços públicos, nomeadamente do SNS, sem que paguem impostos ao nível dos portugueses. Não vou apreciar a bondade ou a injustiça das medidas que permitem esta situação. Limito-me apenas imaginar o que seria se o mesmo fosse dito acerca dos migrantes de outras origens que, para além da saúde, gozam de outros apoios da segurança social sem que, por não trabalharem, efectuem qualquer desconto ou contribuição. Ou, nem é preciso ir tão longe, de portugueses que fazem disso modo de vida.

2 – Por mais que tentem disfarçar e, até, garantam que o eventual regresso de Passos Coelho à liderança do PSD seria uma óptima noticia para António Costa que assim ganharia facilmente as eleições, o que me parece é que esse hipotético retorno provoca um evidente nervoso miudinho à esquerda. Por mais que lhes custe eles ainda se lembram que foi Passos Coelho que derrotou o PS nas legislativas de 2015. Provavelmente esse cenário não se repetiria. O voto útil no Partido Socialista levaria a uma bipolarização de tal ordem que BE e PCP seriam varridos do parlamento. Só por isso já valia a pena o regresso do homem.


3 – Em consequência do mirabolante lucro de 843 milhões de euros, a CGD irá entregar ao Estado cerca de 352 milhões. Motivo mais do que justificado para o gáudio dos entusiastas daquela tese do “nacionalizar tudo, até as tabernas” manifestado sob a forma de comentários do tipo “Estão a ver? E queriam vocês, seus fachos, privatizar aquilo...”. Ora, sendo grande parte dessa receita do Estado proveniente das comissões cobradas, parece-me legitimo concluir que estamos perante mais uma descarada roubalheira fiscal sob a forma de dividendos. Estão a ver, seus idiotas, para que serve uma banco público? Para cobrar impostos, se ainda não tinham percebido.

quinta-feira, 2 de março de 2023

Direitos convenientes e outras alegações

1 – Ao que é noticiado o antigo ministro Manuel Pinho terá admitido que fugiu ao fisco, mas que está arrependido dessa sua fuga. Não o critico na parte da tentativa, pelos vistos fracassada, de se escapulir à voracidade fiscal. Todos os que podem fazem o mesmo. E bem, que isto em matéria de fiscalidade tenho dificuldade em perceber quem é o “ladrão” e quem é o “policia”.

2 – O que a mesma criatura não admite é a parte da corrupção. Nega peremptoriamente e apresenta uma testemunha acima de qualquer suspeita para corroborar a sua inocência. José Sócrates, um homem que topa um corrupto mal o vê. Tudo isto alegadamente, claro.


3 – Não há direitos absolutos, nem sequer o direito à vida. Partindo deste curioso ponto de vista, uma minoria ruidosa inventou um rebuscado conceito sobre o direito à propriedade segundo o qual outros direitos, nomeadamente o direito à habitação, se sobrepõem ao primeiro. Se calhar, digo eu, não será muito boa ideia ir por esse campo da sobreposição. É que, por exemplo, o direito à greve também não é um direito absoluto que se possa sobrepor a outros. Nomeadamente o direito ao trabalho, ao ensino, à livre circulação ou o direito à prestação de um serviço pelo qual já se pagou.

quarta-feira, 1 de março de 2023

Traumas e angústias

1 – Segundo o “Público”, um jornal muito dado a causas cosmopolitas e modernaças, terá sido descoberta mais uma espécie entre a fauna urbana. Os vegansexuais. Uns tipos/tipas/tip@s/tipes/etc e tal, para os quais “beijar alguém que acabou de ingerir um pedaço de animal seria angustiante”. Cada maluco com a sua angústia. Já outro, em tempos, proclamou que “beijar uma mulher que fuma é como lamber um cinzeiro”. Por esclarecer está se ambos ficam angustiados caso um cão que acabou de lamber os tomates lhes dê uma lambidela nas fuças.

2 – Diz que por causa dessa coisa dos “Metadados”, ou lá o que é não pode ser usado como prova um sinal de telemóvel que coloca o criminoso no local do crime à hora a que o mesmo foi cometido. Isso ou algo mais ou menos parecido. A ser assim, o mesmo principio deve ser aplicado às multas por excesso de velocidade. Não têm nada que me multar por um radar colocar o meu carro aquela hora e aquela velocidade que o radar captou.


3 – O segundo clube com mais adeptos na cidade do Porto ficou traumatizado por a arbitragem do seu último jogo não lhe ter sido tão favorável como habitualmente. Ninguém os avisou que aquilo foi uma espécie de demonstração de como seriam os jogos daquela equipa, na primeira liga, se apitados por árbitros relativamente sérios.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Só "glandes" ideias

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1 – Há pessoas assim, coitadas. Só não sei porque não fazem a tão ansiada revolução lá em casa. Ou no quintal, se o tiverem. Com a inegável vantagem de, nessa circunstância, não aborrecerem os demais e ninguém se chatear com eles nem com as suas brincadeiras. Quanto às bombas, parece-me que o receio é manifestamente infundado. Da outra vez bastaram umas mocas de Rio Maior. Hoje umas fisgas chegariam. São tão poucos que quase seriam consideradas armas de destruição maciça.


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2 – As obras são a combinar, promete o proprietário deste imóvel no centro de uma localidade da região. Assim de repente, ajuizando apenas pelo exterior, parece-me que só a demolição será capaz de gerar consenso entre as partes. Ou então o governo toma conta naquilo, faz as obras e ao fim de cinco anos devolve ao legitimo dono...


3 – Foi criada a primeira pós-graduação em estudos interdisciplinares e globais do trabalho. Dado o entusiasmo que a noticia suscitou, presumo que seja uma cena de assinalável relevância. Ocorreu-me, a propósito, uma piada que um antigo colega repetia nas formações em que nos encontrávamos. Garantia ele que a licenciatura em entomologia estudava os insectos, o mestrado o mosquito, o doutoramento a pila do mosquito e a pós-graduação a glande do mosquito. Estes devem ir estudar a greve.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Liberalidades, refeições à pala e ovelhas...ou como isto anda tudo ligado.

1 – Volta e meia regressa a conversa da falência, num futuro mais ou menos próximo, da Segurança Social. Até haverá motivo para isso, face à fraca natalidade e ao aumento da esperança média de vida. Contudo, perante a miríade de “apoios”, subsídios e liberalidades diversas distribuídas a criaturas, em idade activa, que não equacionam sequer a hipótese de trabalhar, não me parece que existam motivos para grandes preocupações acerca da saúde financeira da Segurança Social. Mas, se as profecias quanto à sua insolvência vierem no futuro a confirmar-se, então é porque estamos perante uma gestão criminosa no presente.

2 – Ouço, sem perceber as razões para o espanto com que a noticia é revelada, que uma senhora vogal de uma junta de freguesia se servirá da cantina escolar para refeiçoar. Ela e a família. Louvável esta forma de agir, a ser verdadeira. Graças a ela os pais, encarregados de educação e demais fregueses podem estar descansados quanto à qualidade da alimentação fornecida aos alunos.


3 – Também por cá o número de imigrantes não para de aumentar. Depois de ucranianos e brasileiros, agora são os asiáticos que chegam aos magotes. Dois deles interpelaram-me um dia destes no sentido de obter uma informação. O que se seguiu foi – dada a minha dificuldade com línguas estrangeiras - um dialogo para lá de surreal. Foi quase preciso fazerem um desenho para eu perceber que queriam saber onde podiam comprar uma ovelha. Nem me atrevi a perguntar para que queriam o bicho.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Tenham juizo, pá!

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1 – É triste não ter recursos bastantes para as necessidades básicas do dia a dia. Nem há discussão possível acerca disso. Não menos triste é não ter juízo para administrar os parcos meios de que se dispõe. Pelo preço da refeição descrita na imagem acima por uma senhora muito comovida com a situação, compram-se no Continente duas embalagens de esparguete e um frango com mais de dois quilos. Deve chegar para os seis.

2 – Ainda esta coisa da alimentação. Está pela hora da morte, queixa-se o pagode. Com razão, diga-se, que a especulação neste sector não conhece limites e, sejam as grandes superfícies ou os pequenos vendedores, todos sabem a mesma música. Embora os consumidores tenham, igualmente, muita culpa. Os morangos são disso um bom exemplo. Reclamam do preço, mas c’um caraças, por que raio os compram? Aquilo tem mais químicos do que uma farmácia inteira e nem sequer é o tempo deles! Comam fruta da época, pá!


3 – Gosto de um país onde os cidadãos se podem manifestar, chamar nomes aos políticos e reivindicar coisas. Sejam elas quais forem. Mesmo que entre as reivindicações esteja a exigência que o governo congele os preços. O que me incomoda é que nos países onde os governos congelam preços, mais cedo ou mais tarde, os direitos acima enunciados costumam ser congelados.

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Direitos?! A sério que querem mesmo falar disso?

1 – Nunca, como agora, a Constituição foi tão citada. Nomeadamente aquela parte do “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. Cambada de ignorantes, os portugueses. Se têm direito por que raio andam trinta ou quarenta anos a pagar uma casa? É o que dá não conhecer as leis, seus totós.


2 – Mas vamos por partes. O que é uma “habitação de dimensão adequada” para uma família comum? Daquelas com pai, mãe, filho, filha, cão e gato. Sem grande esforço parece-me licito concluir que terá de ser um alojamento com, pelo menos, três quartos e um pequeno logradouro para os patudinhos esticarem as suas patinhas peludas. Uma vivenda, portanto, pois também só assim se cumpriria aquela parte da privacidade e da intimidade. Sim, que não ouvir gaiatos aos berros, cães a ladrar e vizinhos a discutir afigura-se-me como um dos mais elementares direitos de qualquer um. No centro da cidade, que é isso que a malta reivindica, complementado por um serviço de limpeza prestado pelo Estado, de maneira a assegurar o direito às “condições de higiene”.

3 – Uma parte muito significativa dos proprietários de imóveis arrendados são reformados. Um número que, num futuro não muito distante, crescerá exponencialmente. Pessoas que fizeram sacrifícios para comprar as suas casas – ou as herdaram de quem também os fez – e que completam a pensão com o rendimento que obtém do arrendamento. Gente que não fez férias instagramáveis, que poucas sextas-feiras terá ido refeiçoar fora de casa e por quem os urbano-depressivos esquerdalhos, a quem a comunicação social dá voz, nutrem um profundo desprezo. Quase tão grande como aquele que o país real tem por eles.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Moluscos, burros e outros rafeiros

1 – Leio que Lula da Silva irá discursar na Assembleia da República nas comemorações do 25 de Abril. Parece-me uma escolha adequada às circunstâncias. Não há, até ao momento, noticias que Pinto da Costa, Ricardo Salgado e José Sócrates tenham aceite o convite para, também eles, participarem na dita cerimónia.


2 – Um ano de guerra na Ucrânia. Este tempo todo depois e o PCP continua, coerentemente, a manter o seu discurso de “Miss Mundo” que mais não é do que um evidente apoio à Rússia. É bonito e fica-lhes bem. Citando Mário Soares – alguém que hoje quase não se pode citar sem correr o risco de ser associado à facharia – só os burros não mudam de ideias. Nem, pelos vistos, os comunistas. Passe o pleonasmo.

3 – “O Plano de Costa pode desencadear uma onda de ocupações” avisa-nos hoje a capa de um semanário. Não será tanto o plano do governo a ter a culpa, caso isso venha a suceder. Há é muita gente ligada a certos meios – urbanos, radicais, “artísticos” e “culturais” – mortinha para que isso aconteça. Pode ser que lhes façam a vontade. Especialmente nessa parte do “mortinha”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Para sempre... se não for antes!

1 – “Rendas antigas ficam congeladas para sempre e senhorios serão compensados”. Quem toma medidas destas está notoriamente descompensado. Só pode. Desde 1914 que toda a gente conhece as suas consequências. A novidade é o “para sempre”. E isso, para além de muito tempo, é muito caro.


2 – Depois do alojamento local, as auto caravanas. Diz que vão ter o imposto substancialmente agravado. Parece-me bem. O turismo está a dar muito dinheiro e a gerar emprego portanto há que colocar um travão nisso não vão as pessoas ficar menos dependentes do Estado. Ou do PS, não sei, que a diferença começa a ser pouca.

3 – Com a corrida aos certificados de aforro calculo que os cofres do Estado, desta vez, estejam mesmo cheios. Daí que se multipliquem as iniciativas do governo no sentido de os aliviar. Há, por enquanto, dinheiro para quase tudo e quase todos. Veremos é se chega para devolver todo o aforro, acrescido dos juros prometidos, investido nos tais certificados. Com a vontade de ir buscar dinheiro a quem o tem, já manifestada em tempos por uma mais que provável futura ministra, começo a desconfiar que, na altura da liquidação da coisa, o dinheiro tenha tido um destino mais solidário, chamemos-lhe assim. Leram primeiro aqui...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Papagaios

1 – Desagradado com as criticas pouco abonatórias ao seu “trabalho”, um desses “artistas” das artes performativas – seja lá isso o que for – não esteve com mais aquelas e esfregou merda de cão na cara da especialista da especialidade que se atreveu a criticar o seu desempenho artístico. Um bom exemplo do que é a tolerância, o respeito pelo próximo e pela diversidade de opiniões que reina entre o pessoal das artes e que tanto gostam de papaguear.


2 – Uma casa vaga – expressão usada recorrentemente no discurso da rapariga - é uma casa potencialmente candidata a arrendamento coercivo, insiste a ministra Gonçalves. Inabitada, portanto. Ou seja, pode dar-se o caso de, mesmo não existindo contratos de água e luz, a casa ter ainda todo o recheio dos últimos habitantes. Estes podem ter falecido e os herdeiros, por qualquer razão e muito legitimamente, terem optado por manter os “tarecos” no prédio. Já estou a imaginar os argumentos fantásticos que justificarão a apropriação de um frigorífico sem uso.

3 – Com um toque de dramatismo e, até, um cheirinho a escândalo, foi um dia destes noticiado que o governo estará a injectar todos os anos não sei quantos milhões na Caixa Geral de Aposentações. Muitos, mais a cada ano que passa. Tratando de um sistema fechado, para onde não entram novos contribuintes desde dois mil e seis, não sei onde está a admiração. Longe não está o dia em que todos os beneficiários da CGA estarão reformados e, por consequência, nem um cêntimo de descontos lá vai entrar. Tudo, mas mesmo tudo, terá de ser pago pelo Orçamento do Estado. Habituem-se.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Burgueses execráveis e outros patifes

1 - O cineasta Vasconcelos é dos principais activistas da causa que pretende manter a TAP como sorvedouro do dinheiro dos contribuintes. Não é o único, infelizmente. A ideia, aplicada á transportadora aérea e a inúmeras outras actividades, é apreciada por uma quantidade significativa de portugueses. Haverá alguma relação entre esse apreço e a elevada fuga ao fisco que existe em Portugal?


2 - A probabilidade da futura madre superiora do BE, Mariana Mortágua, vir a ocupar um lugar ministerial no governo que resultará das próximas legislativas, não parece constar das preocupações das generalidade dos portugueses. Cada um sabe de si e lá saberá as suas prioridades em matéria de inquietações. O que não deixa de ser estranho é que, em contrapartida,  afligem-se com o Ventura. Como se ambas as criaturas não fossem igualmente execráveis.  E nem vale a pena fazer comparações com a anterior geringonça. A próxima, liderada por Pedro Nuno Santos, vai ser pior. Muito pior. Os venezuelanos que o digam.


3 - Nos primeiros anos do "Poder local democrático" um presidente de uma câmara aqui da região - comunista como, então, eram quase todos -  terá declarado não estar interessado em que fábricas ou outras unidades fabris - o que hoje se chama investimento - se instalassem no seu concelho. O argumento era simples. Os municipes iriam ganhar melhor, aburguesavam-se e deixavam de votar no PCP. Um visionário, o homem. Como sempre digo, isto está tudo inventado. António Costa e o actual PS não inventaram nada, apenas seguem o mesmo principio. 

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Uma tragédia nunca vem só...

1 – Há histórias muito tristes. Daquelas que nos deixam comovidos e de lágrima no canto do olho. Muito piores do que a de qualquer idoso que deixou de comprar medicação para pagar a renda ou de um casal divorciado que é forçado a continuar a viver na mesma casa. Pior do que isso, muito pior, é a história daquele jovem professor de guitarra que não consegue arrendar uma casa no centro de Lisboa. Isso sim, é que é triste. Trágico, vá.


2 – Segundo a jovencita que nomearam ministra da habitação, qualquer “casa vazia em bom estado no Porto ou Lisboa pode ser arrendada coercivamente”. Num país em que setenta e cinco por cento da população é proprietária, não me parece que esta seja uma conversa particularmente inteligente para quem precisa do eleitorado para ter emprego. Mas, seja como for, sou gajo para apostar as minhas barbas em como a moçoila sai do governo antes que a primeira casa vazia seja coercivamente arrendada.

3 – A comunicação social está a fazer algum alarido por o Presidente da Republica ter condecorado um devedor de uma quantia avultada ao fisco. Não sei do que se admiram. Selfie’s à parte, a única coisa que me escandaliza é esta falta de respeito pela proteção de dados. Não tínhamos nada de saber que o senhor foi condecorado.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

O Estado-Okupa

Avenida1


Avenida2


 


1 – Nada do que vem do actual Partido Socialista constitui motivo para grandes surpresas. Daí que ouvir o primeiro-ministro colocar em causa o direito à propriedade privada não espante ninguém. Aquilo anda numa deriva revolucionária ao melhor estilo do PREC que, calculo, envergonha os milhares de socialistas que, no Verão quente de setenta e cinco, lutaram contra a implementação de uma ditadura comunista.


2 – Depreendo das palavras de António Costa, acerca do pacote da habitação, que o governo pretende, entre outras coisas, tornar-se num “okupa”. Dos bonzinhos, concedo. Toma posse de uma casa vazia, recupera-a se estiver em mau estado, coloca lá quem lhe apetecer e paga a renda ao legitimo proprietário. Não me parece mal de todo. Mas, para precaver inevitáveis desaguisados com os donos, pode começar por recuperar o património do Estado. Como, para não ir mais longe, estas casas que uma empresa cem por cento pública detém cá na terra.

3 – Aproveitar a hora de almoço para ir a qualquer um dos supermercados cá do burgo é uma experiência que não recomendo a ninguém. Estão, todos eles, cheios de reformados e de malta do rendimento mínimo a comprar cenas como se não houvesse inflação. Com toda a tranquilidade deste e do outro mundo. Não podem, obviamente, ir a outra hora. Antes ou depois aqueles espaços comerciais têm demasiada clientela. Nomeadamente reformados e malta do rendimento mínimo que não gostam de ir às compras à hora de almoço.