quinta-feira, 12 de maio de 2022

Kuriosidades

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Curiosa, muito curiosa mesmo, a intuição que levou um canito a escolher este local para arrear o calhau. Para além da opção, saliente-se igualmente a pontaria do bicho. Nomeadamente quando anda por aí tanta gente a “cagar fora do penico”. Não é para qualquer um, seja qual for o número de patas em que se locomove. 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Fátima, futebol e falcatruas

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Não consta que a Senhora de Fátima seja portista ou, sequer, se meta em política ou assuntos futebolísticos. Terá, quando muito, intercedido a nosso favor quando de um derrame de petróleo, ocorrido já lá vão uns anos, ao largo da Galiza. Mesmo assim o treinador do Porto fez questão de lhe agradecer as alegadas graças recebidas e que lhe permitiram ganhar o campeonato do pontapé na bola. Fez bem, o cavalheiro. Se bem que essa parte do cavalheiro, atendendo ao seu comportamento dentro dos estádios de futebol, não passa de um eufemismo mal-enjorcado. Mas, reitero, fica-lhe bem o agradecimento. Até porque Fátima e futebol têm, desde o início de ambos, muito mais em comum do que aquilo que se pode suspeitar. Os pastorinhos da Cova da Iria e os árbitros portugueses comungam uma capacidade visual muito peculiar, chamemos-lhe assim, para ver coisas que mais ninguém vê.

sexta-feira, 6 de maio de 2022

Agricultora da crise

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Cavar este quintal fazia parte das penalizações que me eram aplicadas quando, alegadamente, o meu comportamento de adolescente ultrapassava as linhas vermelhas da tolerância paterna. Outros tempos que, provavelmente, motivaram a minha aversão ao uso da enxada. Hoje está como a “vista aérea” mostra. Não por obrigação, mas antes porque posso, quero, me apetece e, principalmente, graças à minha Maria. A verdadeira mentora desta cena da agricultura da crise. É ela que domina a técnica e que dá a táctica.


Graças a isso a época agrícola anterior foi um sucesso. Poderá ter sido, também, sorte de principiante, mas a menos que alguma praga indesejada - como todas as pragas - entre por ali, a expectativa é que a coisa se repita. Para já está tudo com bom aspecto. Assim as toupeiras, os gatos e outros chegadiços não aborreçam em demasia.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Ou há moralidade...ou invadem todos!

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Segundo Lula da Silva, essa espécie de ídolo dos comunistas de várias origens, “Zelensky é tão responsável pela guerra na Ucrânia como Putin”. Visto assim parece uma posição moderada. Não falta gente a considerar o presidente ucraniano muito mais culpado e, até, o único culpado pela invasão russa a um país soberano.


Esta posição sobre o conflito suscita, nas redes sociais, um sentimento de concordância por parte de um vasto número de comentadores e seguidores da criatura. Se um meliante lhes entrar em casa, roubar tudo e arrefinfar uma valente carga de porrada podemos repartir as culpas, certo? É só para saber se posso enveredar pelo mundo do crime sem que isso me traga problemas de índole moral...

quarta-feira, 4 de maio de 2022

(Im)postos de irritação

Longe de mim estar para aqui a defender a regulação de preços. Seja dos combustíveis, do pastel de nata ou do rissol de camarão. Até porque isso é muito bonito no principio mas todos sabemos como acaba. Ainda assim percebo a indignação dos consumidores, do governo e dos especialistas da especialidade por a descida do ISP, em lugar de se reflectir na algibeira dos automobilistas, ter ido parar ao cofre das gasolineiras. Também eu já me indignei por a redução da taxa de iva da restauração não ter tido repercussão no preço do bitoque e o diferencial do imposto ter ficado na posse dos taberneiros.


É por estas e por outras que, ao contrário da maioria, não alinho naquela tese enviesada da injustiça dos impostos indirectos. Alegam, em defesa da sua teoria, que este tipo de imposto é cego perante a pobreza ou a riqueza dos seus pagantes. Não concordo nada. Primeiro porque quem mais consome é, normalmente, mais rico e logo pagará mais e, em segundo lugar, quando, como neste caso, há redução da tributação ela vai sempre para o vendedor e apenas muito raramente e em pequena parte para o consumidor.


Justa seria a redução do saque fiscal que incide sobre os rendimentos. Nomeadamente o trabalho, a poupança e o investimento. Esse sim, ficaria no bolso das vítimas. Que, se assim o desejassem, podiam gastá-lo a comprar bens e serviços em que pagariam os tais impostos indirectos. Enquanto assim não for podem continuar a chorar lágrimas de crocodilo. Os tais capitalistas de quem ninguém gosta agradecem.

domingo, 1 de maio de 2022

Sindicatos, os melhores aliados do fisco.

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A CGTP – aquela organização que está para o PCP como, no futebol, o Portimonense está para o Porto – apresenta no seu cartaz evocativo do primeiro de Maio um conjunto de reivindicações muito jeitoso. Não desfazendo, como gostava de dizer a minha avó. Lamentavelmente esqueceram-se, como sempre, de reivindicar uma redução da carga fiscal sobre o trabalho. Mas, para isso, seria preciso que esta organização tivesse um pingo de seriedade e deixar de apenas se preocupar em constituir um boneco de ventríloquo do PCP.


Tenho a certeza que, por aquelas bandas, sabem fazer contas. Sabem, por isso, muito bem que cerca de metade da reivindicação de um aumento de noventa euros para cada trabalhador levaria sumiço por causa dos impostos. No caso de alguém que aufira mil euros mensais – casado, dois titulares e sem filhos mas dá igual ou parecido noutra qualquer situação – passaria de um vencimento liquido de 777,00€, para 827,31€. O que daria para o trabalhador um acréscimo na carteira de 50,31€ e para o Estado um aumento de receita de 51,17€. Se calhar é por causa destas contas manhosas que cada vez mais trabalhadores conseguem um aumento do rendimento liquido por via da desfiliação sindical e consequente poupança do valor da quota.

sábado, 30 de abril de 2022

Choldra de putinistas

Ucranianos recebidos em Câmara da CDU por russos pró-Putin”. Sinceramente não vejo, assim de repente, onde está o drama ou motivo para esta escândaleira generalizada que para aí vai. Em Lisboa, na gestão do atual ministro das finanças, não havia também uma intima colaboração com a Rússia? E se, na Câmara de Setúbal, os refugiados tivessem sido recebidos por técnicos portugueses que garantias existiam que os tugas não eram putinistas? Atendendo a que se trata de uma autarquia dominada pelos comunas isso seria mais do que provável.


Convém ainda lembrar que o partido que tem este comportamento esteve ligado ao poder nos últimos quatro anos. Coisa que não incomodou minimamente os portugueses. Pelo contrário, a maioria até gostou. Tal como convém não esquecer que, mesmo não votando neles, quase toda gente  considera que o pcp faz falta à democracia. Daí que Portugal devesse constituir um destino a evitar por aqueles que fogem dos russos. É que, inacreditavelmente para um país que anda sempre a berrar pelos “valores de Abril”, Putin tem neste lugar mal frequentado um imenso rol de admiradores. Gente de quem devemos desconfiar, que aquelas almas são capazes de vender a mãe ao Kremlin.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Alarvidades fiscais

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O IMI não será o imposto mais estúpido do mundo mas andará lá perto. Depois de construído e vendido não há nenhuma razão plausível para cobrar um imposto sobre um imóvel. Que, como o nome diz, está ali sem se mexer ou causar despesa a ninguém para além do proprietário. Mesmo aquele argumento que o IMI tem como contrapartida os benefícios que os proprietários recebem com obras e serviços que as autarquias proporcionam, não passa de uma falácia. Primeiro porque as receitas dos municípios não podem – salvo as excepções legalmente tipificadas, como os fundos comunitários e os empréstimos – ser consignadas a nenhuma despesa e, segundo, porque as câmaras gastam o dinheiro deste e de outros impostos onde muito bem lhes apetece. Nem sempre, como às vezes sucede lá para o norte, a proporcionar obras ou serviços aos proprietários dos imóveis.
Mas se o IMI é um imposto bastante alarve, outros tributos que têm como destino as autarquias não são menos. Veja-se, por exemplo, a taxa de resíduos sólidos. O objectivo é taxar o lixo, mas o seu valor é calculado em função da água consumida. Ou seja, mesmo quem não deposita um grama de resíduos no contentor, assim que abre uma torneira já está a pagar a tal taxa. O facto de ter um compostor onde produzo o composto para a agricultura da crise não reduz em nada o valor da TRU que pago. Alguém que não recicle e encha o contentor de lixo, se gastar pouca água, pagará muito menos.
Na nossa fiscalidade outros exemplos haverá da alarvidade de quem inventa estas cenas. A culpa também é nossa, que aceitamos pacificamente que nos roubem à descarada. É que, nunca como agora tanta gente gostou de pagar tantos impostos.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Agricultura de 25 de Abril, só hoje!

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O meu jeito para romancear é praticamente nulo. Daí que, embora nutra um especial apreço pelos acontecimentos que hoje se comemoram, nunca me deu para dizer que o vinte cinco de Abril é isto ou aquilo e representa seja lá o que for. Até porque seria mentira. Aquilo foi um dia como outro qualquer. Diferente apenas por um grupo de militares, com a complacência de todos os restantes, o ter escolhido para acabar com um regime que já chateava toda a gente. As odes que entoam à data não significam nada e servem só para entreter o pagode. O que resultou daquele dia – ainda que nos meses seguintes tenham tentado acabar com ela – foi a democracia. Algo absolutamente normal na parte do mundo em que vivemos.


Ao contrário dos oprimidos e explorados, do proletariado e da classe operária, dos trabalhadores e do povo, não fui celebrar a coisa. Em vez de cravos manuseei outras plantas. Entre colheitas e sementeiras, foi também dia de plantação de tomate e cebola, lá na agricultura da crise. Algo mais útil, convenhamos. Ou não fosse a terra de quem a trabalha e a sopa de tomate - bem como a bela da salada - que daqui possam resultar, uma conquista de Abril.

domingo, 24 de abril de 2022

E que tal fazer contas antes de reivindicar?

Ninguém pode colocar em causa o papel dos sindicatos. A sua importância é por demais evidente e toda a gente, incluindo os empresários dignos desse nome, reconhece que são essenciais numa sociedade democrática. Já relativamente a alguns sindicalistas – praticamente todos, quase me atrevo a escrever – a sua imprescindibilidade é muito questionável. A sua maioria – se não todos, se calhar – não passam de comissários políticos que estão muito mais preocupados em defender e promover as políticas dos respectivos partidos do que em defender os interesses daqueles que, alegadamente, representam. Pouco admira pois que, nos últimos anos, o número de trabalhadores sindicalizados tenha caído em várias centenas de milhares.


Será, certamente, uma mera coincidência, mas as reivindicações dos sindicatos da CGTP reflectem sempre as propostas apresentadas, uns dias ou umas semanas antes, pelo PCP. Não são capazes de inovar. Ou, se calhar, não têm autorização para isso. Daí que, por exemplo, nunca um sindicato tenha reivindicado a diminuição do IRS. A UGT – onde, no caso, o PCP pouco manda – até admite negociar aumentos de 1,3 por cento para a função pública. Ora não é preciso ser sindicalista, nem um inteligente esquerdista, para saber o que acontece a um vencimento que tenha um aumento dessa grandeza. 


Apesar destes cenários reivindicativos, reitero, os sindicatos continuarão a ser imprescindíveis. As marionetas partidárias disfarçadas de sindicalistas, nem tanto.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

Agricultura da crise

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Estamos assim pela agricultura da crise. Mais uma colheita de cenas diversas de origem vegetal. Algumas de que nem sou especial apreciador, mas isto, já dizia a minha avó, tem de ser à vontade de todos os intervenientes no processo produtivo. A terra a quem a trabalha, as favas são para quem as come – que não eu – e o quintal não é do povo nem, por enquanto, de Moscovo. A labuta continua!

terça-feira, 19 de abril de 2022

Coerência ou a vã glória de definhar

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Há quem, mesmo não sendo comunista, veja no PCP um poço de virtudes. Nomeadamente ao nível da coerência, qualidade que enaltecem com algum enlevo e manifesta admiração. Não me incluo nesse grupo. Onde outros veem virtude eu vejo burrice, teimosia e ideias políticas repugnantes, por já terem dados provas consistentes em todos os lugares onde foram postas em prática, que condenam os povos à desgraça.


Esta coisa da Ucrânia acabou-lhes com essa alegada virtude que será pensar sempre da mesma maneira. Desde sempre que para esta pequena agremiação política tudo é nacionalizável. Tempos houve em que até as tabernas estavam no rol. Hoje depende. Para os comunistas nacionalizar empresas russas é roubo, mas nacionalizar empresas portuguesas – ou com capital estrangeiro – é urgente, necessário e uma cena muito patriótica e de esquerda. Depois ainda há comunistas a queixarem-se que querem acabar com o PCP…não é preciso, o PCP está a tratar disso sozinho.


PS: A terceira imagem tem sido profusamente partilhada em inúmeras páginas de militantes comunistas no Facebook. Pode, admito, não vincular o partido, mas apenas os muitos “camaradas” que a exibem no seu perfil.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

Maldito capitalismo...

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Não aprendemos nada com a outra crise. Aquela crise ainda maior do que a crise crónica em que vivemos e que meteu a vinda da troika para nos safar, mais uma vez, da bancarrota. As consequências foram as que se conhecem, mas nem assim isso nos serviu de lição. Voltámos ao mesmo. Se é que alguma vez abandonámos a prática de fazer uma vida manifestamente acima das nossas possibilidades. O recurso ao crédito de maneira absolutamente desvairada é disso uma evidência.


Nisto não aceito a argumentação de que cada um faz o que entende e ninguém tem nada a ver com isso. Esse argumento só colhe enquanto o endividado não se tornar caloteiro. Coisa que acontece com demasiada frequência. Aí tenho eu e temos todos a ver. Por muitas razões. A maioria delas fáceis de entender sem grande esforço. Até para aqueles idiotas que acham o contrário.


Culpa-se, amiúde, os bancos e as sociedades financeiras pela facilidade com que atribuem crédito para tudo a toda a gente. Verdade. Mas, obviamente, ninguém é obrigado a aceitar. Contudo, por mais que os tentem desculpabilizar, quem quer um crédito sabe muito bem o que está a fazer. Sabe, nomeadamente, que apenas paga se quiser. Faz as continhas todas e facilmente conclui que, pelo menos, os setecentos e cinco euros do SMN ninguém lhos tira da conta. Daí que muitos acabem de pagar os actuais créditos quando tiverem a provecta idade de cento e cinquenta ou duzentos anos. E o contínuo aumento do SMN só contribui para agravar o cenário.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Carestia de vida

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Uma chatice, isso dos folares. Um aborrecimento, até. É a carestia de vida que está aí outra vez para nos apoquentar. Mas, descansem todos os que têm menos de quarenta anos e nunca tiveram de se governar em tempos de inflação, que nem tudo é mau quando os preços sobem de forma generalizada. Os juros dos depósitos bancários, nessas alturas, também costumam crescer. Ali pelo meio da década de oitenta do século passado rondavam os trinta por cento. Era, então, ver o pessoal todo contente com o crescimento das contas bancárias. Ora hoje, como parece que o dinheiro depositado nos bancos é mais do que nunca, nem quero imaginar a festa que vai ser quando os juros subirem. Fica tudo rico em pouco tempo. Ou, pelo menos, para o folar.

sábado, 9 de abril de 2022

Finalmente uma promessa séria...

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O futuro é o Estado Social, garantiu o primeiro-ministro no parlamento um destes dias.  Nunca duvidei disso. Com Costa - ou outra encrenca qualquer do actual partido socialista - essa é das poucas certezas que nos restam. Termos um estado social cada vez maior. Ou não estivéssemos nós a caminhar alegre e apressadamente para o último lugar da União Europeia. Algo que, pelos vistos, não incomoda muita gente. Os portugueses gostam assim. A chatice é que o Estado social paga-se. Quando, no futuro próximo, todos ganharmos o SMN e, em consequência disso, uma imensa maioria beneficiar dessa maravilha socialista vamos ver quem é que o vai pagar... Mas, honra lhe seja feita, o homem não engana ninguém. Promete-nos a pobreza. 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Ter de volta o dinheiro que não pagou...isso é que era!

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Nem todos podemos ser especialistas da especialidade. Seja ela, a especialidade, qual for. Podemos é admitir que existem especialidades em que não somos especialistas. Mas não. Insistimos em dar a nossa opinião. Mesmo que ninguém esteja interessado em sabê-la. Chama-se a isso liberdade de expressão. Defendê-la-ei sempre. Até porque eu, como sobejamente está demonstrado neste espaço, também adopto essa prática.


O que igualmente defendo é a liberdade - minha e dos outros o fazerem em relação a mim - de manifestar desacordo ou, inclusivamente, zombar das ideias alheias quando estas evidenciam uma manifesta tendência para o disparate. E há quem mereça ser zombado. Quando o assunto são impostos e, modo geral, tudo o que envolve finanças ou dinheiro gerido pelo Estado não faltam opiniões que dão vontade de partir para zombaria. A que a imagem documenta é uma delas. O seu autor, comentando uma publicação onde se escrevia acerca do IRS que os contribuintes vão “receber”, manifesta o seu lamento por quem não paga ficar de fora da “generosidade” do fisco. Conheço o argumento, mas não consigo evitar uma gargalhada sempre que o ouço. Até o meu gato imaginário  - o  Bigodes –  rosna quando ouve tamanha bacorada…

domingo, 3 de abril de 2022

Bem aventurados os que fogem aos impostos

Segundo uma noticia publicada hoje a “fuga ao IVA dava para pagar mais uma bazuca europeia”. Confesso que ainda não recuperei das náuseas que me acometeram após digerir esta parangona. Estas coisas incomodam-me. São muito feias. Não é que espere grande coisa do jornalismo caseiro. Menos ainda depois de presenteados pelo governo com não sei quantos milhões. Mas, publicar uma noticia destas quando começa a entrega da declaração de IRS, cheira-me a frete. Assim uma cena para nos fazer acreditar que a surpresa que a maioria de nós vai ter quando olhar para o cálculo final do “Isto é um Roubo ao Salário”, podia ser menos surpreendente.


O titulo da noticia revela a cultura - não só jornalística, infelizmente, mas da sociedade em geral - de que aquele dinheiro, se garantido, seria para esturrar. Nada mais errado. O montante em causa, se gerido por pessoas sensatas, devia ser usado para aliviar a imensa carga fiscal que está a sufocar os portugueses. Nomeadamente ao nível do IRS. Ainda que, como amplamente se vai provar mais uma vez nas semanas mais próximas, a esmagadora maioria seja tão burro, mas tão burro, que nem percebe que está a ser sufocado.


Assim sendo, já que o Estado quanto mais tem mais delapida, fugir aos impostos deve constituir um desígnio nacional. Quem puder escapar que escape. Fazem, todos os que o podem fazer, muitíssimo bem. Argumentem à vontade que “se todos pagarem, cada um pagará menos”. A chatice é a realidade mostrar o contrário.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Zappings manhosos

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Longe vai o tempo em que na pequena caixa que mudou o mundo apenas dispúnhamos de dois canais. Ou quatro, para quem como eu está mais próximo da raia. Hoje, graças às novas tecnologias, são mais que muitos os que, de maneira absolutamente legal e gratuita, estão à nossa disposição. Caso se esteja disposto a pagar, ou essa parte da legalidade pouco importe e a opção passe por esquemas mais ou menos manhosos, o número de alternativas televisivas pode ser algo próximo do infinito. Mais coisa menos coisa.


Por falar de esquemas manhosos. Deparei-me um destes dias - ou noites, sei lá - com um conceituado e em tempos muito apreciado político português a participar num programa de comentário político de uma estação televisiva brasileira. Aquilo é do piorio. Em escassos minutos os intervenientes citaram várias vezes - demasiadas para o meu gosto e, até, sanidade mental - o nome de um tal Boaventura Sousa Santos. Citação que, obviamente, me fez prosseguir o zapping a toda a gáspea. Nem cheguei a perceber qual era o tema em debate. Talvez fosse acerca de fantásticos governos liderados por um individuo de nome Sócrates, um tipo que gosta de fotocópias, com a mania que percebe de decoração de interiores e tem amigos altruístas.

segunda-feira, 28 de março de 2022

Tropa não!

Tudo parece conjugar-se para que, mais dias menos dia, a questão do regresso ao regime de serviço militar obrigatório venha a ser colocada. Por mim, que odiei cada dia que passei na tropa, acho mal tal obrigatoriedade. Pelo menos se essa obrigação for nos mesmo termos – ou, sequer, parecidos – com o que vigorava nos meus tempos de mancebo.


Devo ser, presumo, o único a discordar da reimplementação do SMO. Com todo o fervor patriótico que vejo de há anos a esta parte em torno da selecção de futebol ou a admiração pela heróica defesa que os ucranianos estão a fazer do seu país, só posso acreditar que os portugueses vão aderir com inusitado entusiasmo a esta causa e que, todos aqueles que possam, servirão com empenho nas forças armadas durante o tempo que for determinado. Se a realidade me desmentir, coisa que acontece com frequência, só confirma que o que não falta por aí é “goela”.


A menos que sejam como o PCP. Que é, recorde-se, o único partido a defender o SMO mas que, ao mesmo tempo, defende a redução dos gastos com a defesa, o desarmamento, a ausência de políticas belicistas e é contra todas as guerras sejam quais forem as circunstâncias. Ou seja, não se entende para que raio servem as forças armadas na óptica dos comunistas. Deve ser mais ou menos aquilo do “estou inteiramente de acordo e sou simultaneamente de opinião contrária”. Um pouco como eu, às vezes.

quinta-feira, 24 de março de 2022

PCP - Pouco Capacitados para Pensar

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O PCP está cada vez mais parecido com o MRPP. Como se não bastassem já as cores e os símbolos com que se identificam e, mais recentemente, a aproximação em número de votantes, ambos usam a mesma linguagem alucinada. A deturpação da história é, desde sempre, pratica continuada daqueles dois partidos. A da actualidade também. O estranho não é que moldem a realidade em função das suas crenças delirantes. O inacreditável é que ainda existam alminhas que acreditam ou, pior, repitam cheios de convicção tais alarvidades.


Igualmente inexplicável é esta insistência dos meios de comunicação social em dar um lugar de destaque às opiniões do PCP e do BE. Seja qual for o assunto a estas duas forças politicas, que representam um grupo residual de portugueses, é sempre dado um tempo de antena pouco condicente com a sua representatividade social. Enquanto isso outros partidos bem mais representativos são liminarmente ignorados. Dezassete mil e quinhentos dias em democracia parece que foi tempo bastante para alguns perceberem que a opinião do povo é para respeitar. Mesmo que não se goste. Para censura chegou o tempo da escuridão, como eles dizem.

domingo, 20 de março de 2022

"Foi só para ter a certeza..."

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Pouco percebo de estratégia militar. Quando, à força e bastante contrariado, prestei serviço militar na área das Transmissões nada me ensinaram acerca dessas cenas. Nem era preciso. O meu papel, se tivesse havido guerra, era apenas transmitir.


Deve ser por isso que me escapa a lógica de gastar um dinheirão a bombardear um cemitério. Sim, que guerrear sai caro e as bombas estão pela hora da morte. A não ser que aquilo constituísse um alvo estratégico da mais alta importância militar. Isto nunca se sabe o que os mortos andam a congeminar pelo que, na lógica daquelas bestas, o melhor é não facilitar.


Presumo que o partido comunista português, essa organização que há muito devia ter sido proibida, tenha uma explicação extremamente clarividente para justificar mais este acto criminoso. Nem que seja lembrar que um qualquer país ocidental já fez o mesmo, por diversas vezes nos últimos trezentos anos, num lugar qualquer para lá do sol posto.

sexta-feira, 18 de março de 2022

IMI, um imposto ligeiramente parvo

Há quem assegure que o IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis - é o imposto mais estúpido do mundo. Não diria tanto, mas lá que se trata de uma tributação manhosa não tenho dúvida. O imóvel, coitado, está ali sem se mexer - por isso é que é imóvel - sem fazer mal a ninguém, nomeadamente provocar despesa a outrem que não ao seu proprietário e, ainda assim, tem de pagar imposto. Para além da lógica que envolve o financiamento das gulosas tesourarias autárquicas não vejo outra razão para a existência deste tributo.


Obviamente que chegados a este ponto em matéria de obesidade autárquica, não é possível prescindir da receita do IMI. Mas, por aquilo que tenho lido nos últimos dias, temo que esteja em marcha uma campanha que visa suscitar a necessidade de aumentar significativamente a cobrança deste imposto. Não - que eles não são parvos - pelo aumento das taxas. Isso era coisa para aborrecer os eleitores e, como se sabe, a malta não quer aborrecimentos. O que ultimamente tem estado em causa é a discrepância entre o VPT, Valor Patrimonial Tributário, e o valor de mercado. Alguma imprensa, sabe-se lá a mandado de quem, tem mesmo dado exemplos de figuras públicas que, alegadamente, pouparão uns cobres valentes à conta disso. O que, como sabemos, serve sempre para arregimentar defensores para a causa que se pretende promover.


O IMI até pode ser - e eu acho que é - um imposto manhoso e parcialmente estúpido. Apesar disso não tanto - nem tão estúpido, nem tão manhoso - como aqueles que o querem cobrar sobre o alegado valor de mercado. Confesso que fiquei expectante com esta ideia e questiono-me acerca do que se seguirá. Começo a desconfiar que um dia destes vão surpreender-nos com a imperiosa necessidade de cobrar o IUC - Imposto Único de Circulação - de acordo com o valor sentimental do automóvel.

quarta-feira, 16 de março de 2022

Vigaristas

Anda muito boa gente - boa, obviamente, é apenas uma maneira de dizer. Alguma não é tão boa assim - a lamentar que a disponibilidade da Europa, governos e cidadãos, para acolher os migrantes asiáticos e africanos que se esfalfam para chegar aos países da UE, não seja a mesma que evidenciam para acolher ucranianos fugidos da guerra. Não percebo o espanto por acolhermos melhor estes últimos. É da natureza humana manifestar primeiro preocupação com os nossos - família, amigos, vizinhos, conhecidos ou outros com quem temos afinidades - do que com outros que não conhecemos de lado nenhum. O mesmo acontece quando, ao contrário, pedimos ajuda. É por isso, por a natureza humana ser mesmo assim, que quando precisamos de dinheiro emprestado - ou outra coisa qualquer de que necessitemos - seguimos a ordem acima indicada. Ninguém, acho eu, vai pedir cem paus emprestados um tipo que nunca viu na vida. A menos que seja um vigarista no exercicio da sua actividade de vigarizar o próximo. Ou seja, o mesmo que essa malta pretende fazer connosco quando coloca aquelas frases fofinhas sobre a pouca solidariedade que manifestamos relativamente a gente de outras origens. 

terça-feira, 15 de março de 2022

Colaboradores pouco colaborantes

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Detesto aquela permanente guerra entre “público” e “privado”. Nomeadamente quando envolve as virtudes de quem trabalha para uma empresa e os defeitos dos que trabalham para o Estado. Bons e maus trabalhadores existem em todo o lado e, quer num quer noutro sector, tenho a certeza que os bons estão em maioria.
Outra cena que para mim nada significa é aquilo dos “colaboradores”, ou lá o que queiram chamar aos empregados, constituírem o melhor activo de uma organização. Pois. Devem ser devem. Vê-se que são e exemplos desse capital de excelência nos centros de emprego não devem faltar. Mas, se quisermos ir por aí, alguns funcionários também serão dos piores passivos de uma instituição. Ou se calhar, sendo optimista, são capital de risco…
Aos funcionários da limpeza que passam – no sentido literal do termo – na minha rua, nem sei o que os considere. Apesar da via, como todas as outras, ter dois lados apenas varrem de um deles. Quase sempre o mesmo, por sinal. E, ainda assim, mal e porcamente como diria a minha avó. Há anos que repetem este procedimento e admito que nas outras façam o mesmo. Se estes cavalheiros – às vezes também são mulheres a não limpar – são do melhor capital que há, então vou ali e já venho. Se calhar são é seguidores da teoria daquele antigo colega - dado como morto em diversas ocasiões, mas que continua teimosamente vivo - que, quando confrontado com a sua pouca predisposição para o labor, respondia invariavelmente: “Se quisesse trabalhar não tinha vindo para a Câmara”.

domingo, 13 de março de 2022

Agricultura da crise

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Os primeiros nabos e verdura diversa. Alfaces, espinafres, nabiças e outros que tais igualmente verdes. Tudo colheita de sexta-feira lá na UCP. Unidade Colectiva de Produção. Colectiva porque somos dois a bulir. Nada de confusões com aquela cena que envolvia comunistas que espoliavam as terras aos legítimos proprietários. As que, como esta, produziam alguma coisa de jeito, obviamente.

sábado, 12 de março de 2022

Coerênciazinha da boa...

Aborrece-me sobremaneira aquela mania, amplamente propagandeada, da superioridade moral da esquerda. Puta que os pariu. Só não lhes sugiro que enfiem essa auto-proclamada superioridade pelo respectivo rabo acima porque, às tantas, ainda apreciavam a ideia. Veja-se o caso do Bloco de Esquerda. A cada despedimento, fecho de fábricas ou greve por melhores salários lá estão eles a protestar contra os malvados dos capitalistas, esses gananciosos que apenas pretendem lixar os trabalhadores e manter os lucros escandalosos. Sempre, reconheça-se, com um discurso escorreito que cativa os mais parolos. Nomeadamente aqueles que sabem tudo e topam um oportunista a léguas de distância, como acontece com o pessoal que ainda acredita na bondade dos ideais de esquerda.


Contudo a realidade, aquela mesmo real e que insiste em não coincidir com a daquela malta, é uma cena tramada. De tal maneira que o BE, face à diminuição dos fluxos de caixa em consequência dos miseráveis resultados eleitorais, não tem outro remédio senão reduzir o pessoal, encerrar delegações e optar por trabalho voluntário. O mesmo, exactamente o mesmo, que faz qualquer organização - empresarial ou não - quando colocada perante situação idêntica. Se aquilo fosse gente séria, os jornalistas que os entrevistam fossem independentes e os portugueses tivessem memória...mas como nenhuma destas condições se verifica, vamos continuar a ouvir falar da tal superioridade moral destes filhos de uma senhora honesta que ganha a vida à beira da estrada a esmagar formigas com as costas.

quarta-feira, 9 de março de 2022

Diz-me como falas, dir-te-ei quem és...

Se há coisa que me aborrece, incomoda e faz ferver – tudo em simultâneo – é a chamada linguagem politicamente correcta, inclusiva, neutra, imparcial ou lá o que é. Agora essa forma de falar própria de imbecis aplica-se também à comunicação sobre a guerra. Ao que parece a ONU terá proibido – sim, proibido – os seus funcionários de se referirem à situação na Ucrânia como ‘invasão’ ou ‘guerra’. Ao invés, os funcionários da ONU foram instruídos para usar os termos ‘conflito’ ou ‘ofensiva militar’ para descrever a invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Ao que li, também os especialistas na especialidade de educar criancinhas terão recomendado aos pais – se calhar o linguajar moderno recomenda escrever pessoa que educa, para não ofender ninguém – que usem as mesmas expressões para informar os petizes acerca do que está acontecer. Por mim poupava trabalho a esta gente toda. Diziam logo que a culpa é da Nato, da União Europeia, dos EUA e ficava o assunto arrumado. Nada como falar claro e dizer logo ao que vêm. 

terça-feira, 8 de março de 2022

Direitos que ninguém quer...

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Nunca tive grande apreço pelas causas da moda. Tenho, até, um enorme desprezo pela maioria. Os seus mais acérrimos defensores são por norma incoerentes, geralmente parvos e muitas vezes perigosos. Coisa que, invariavelmente, acaba por conduzir ao descrédito daquilo que julgam defender. As feministas, por exemplo, perderam hoje um ensejo soberano de exibir a sua indignação para com o presidente da Ucrânia. Cuidava eu que hoje, como prova de que ainda há muito por fazer para acabar com a discriminação, não iam faltar mulheres a citar o facto de apenas os homens terem sido mobilizados para defender a sua pátria. Só que não. Nem abriram o bico. Pudera. E pior ainda, as mais radicais até estão chateadas por, dentro da idade legal, terem de prestar serviço militar obrigatório. Pois. É que isto da igualdade é muito bonita, mas a discriminação às vezes também dá muito jeito.

sábado, 5 de março de 2022

Decidam-se lá com isso dos refugiados...

Já cá faltavam os choramingas. Primeiro queixavam-se da maneira como a Europa recebe - ou recusa receber, no caso de alguns países - os migrantes económicos oriundos de África, os refugiados da Síria e todos os outros que, aproveitando a boleia dos que fugiam à guerra naquele país, têm tentado entrar no espaço europeu. Agora - ainda há pouco estava um desses patetas na televisão - queixam-se que escancarámos as portas às vitimas do javardo Putin. Não há quem os entenda. Ou melhor, há. Percebe-se, até, muito bem o problema deles. Os primeiros serão, sobretudo, dependentes do estado social, pobres e potencialmente recrutáveis para as causas que aquela malta precisa para viver. Os segundos, os que agora chegam da Ucrânia são, no essencial, gente com vontade de trabalhar e, principalmente, que está “vacinada” contra os vírus esquerdalho-comunóides que ainda sobrevivem por cá.


Por mim, os que comam uma bela de uma bifana e bebam uma cervejola, são todos bem-vindos. Os restantes que desamparem a loja. E levem os tais vírus, de preferência.

quarta-feira, 2 de março de 2022

Discriminação em tempo de guerra

Se, reitero, nesta guerra da Rússia contra a Ucrânia a posição do pcp - propositadamente em minúsculas por ser um partido pequenino, composto por gente igualmente pequenina - em nada me surpreendeu, o mesmo não posso dizer de outras posições e de alguns silêncios. O mais ruidoso de todos é o do movimento feminista. Perante a mobilização geral dos homens entre os dezoito e os sessenta anos para combater o invasor, o movimento feminista disse nada. Já não digo que se despissem em protesto contra este gesto discriminatório do governo ucraniano. Está frio e ainda se podiam constipar. Nem, sequer, precisavam de queimar os soutiens. Mas, ainda que não servisse de nada, podiam ter tido uma tomada de posição qualquer contra esta medida sexista, reveladora de uma profunda misoginia e que visa perpetuar o papel secundário da mulher na sociedade. Ou lá como é que elas - as feministas - dizem quando lhes dá jeito. Não estou com isto - obviamente - a criticar as mulheres ucranianas. São nestes dias, por tudo e mais alguma coisa, verdadeiras heroínas. Quem fica mal na “fotografia” são as “feminazis” ocidentais. Falam, falam... e quando têm oportunidade não chutam à baliza.


Outro silêncio que me anda a deixar curioso é o do “socialista” Pedro Nuno Santos. Não é que me interesse muito o que o sujeito pensa ou deixa de pensar sobre este assunto ou sobre outra coisa qualquer. É só para comparar com a posição do pcp.