quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Uma bicheza...

IMG_20190105_111645.jpg


 


A obsessão em torno dos animais já ultrapassou tudo o que se pode definir como razoável. Um dia destes nem um gafanhoto se pode esmagar sem que apareçam uns quantos parvos a reclamar da violência exercida sobre o insecto. Foi isso que sucedeu com um video, divulgado na internet por um cidadão espanhol, em que o autor acerta em cheio numa aranha com um dardo, provocando, naturalmente, a sua morte. Do aracnideo, claro. As ameaças, as injurias e o desejo de uma morte lenta e dolorosa para o homem foram mais que muitas, evidenciando o triste estado a que chegaram estes desgraçados dos amantes da bicharada. 


Por mim estou-me nas tintas para essa cambada. Vou continuar a abatê-los. É a vida.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Publicidade tóxica

Anda para aí um polémica qualquer por causa de um anúncio publicitário de uma conhecida marca de lâminas de barbear. Não sei, ao certo, do que se trata mas ao que li parece que envolve um conceito modernaço designado por masculinidade tóxica. Seja lá o que for que isso signifique. Deve ser algo muito mau, calculo. A coisa já vai em boicotes à marca e isso. Não sou muito de aderir a retaliações desta natureza, até porque, reitero, ignoro os pormenores da questiúncula. Mas, pelo sim pelo não, vou voltar a deixar crescer a barba. Como forma de protesto. Se não for contra a publicidade é contra o grande capital. Vai dar ao mesmo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

O verdadeiro Porcamoz

IMG_20190115_085717.jpg


 


Para muita gente só uma imaginação prodigiosa encontrará uma justificação minimamente razoável, de preferência compatível com o chamado interesse público, para num concelho altamente desertificado e com pouco mais de doze mil eleitores a câmara municipal dar emprego a quase quinhentas almas. Outros, pelo contrário, acham que ainda são poucos. Faz falta sempre mais alguém e, argumentam, há lugar para todos. Não sei qual das duas versões está, ou não, mais adequada à realidade e aos interesses da população. Nem me interessa. Do que tenho a certeza é que, com a javardice que por aí vai, até podiam ser o triplo - ou mais – e trabalharem o dobro que, nem assim, o nível de imundície reduziria significativamente. Com gente capaz de produzir monumentos à estupidez humana, como esta vistosa cagada, manter as ruas limpas é uma missão impossível. Existirá sempre um porco disposto a cagar – ele ou o cão - à porta dos outros.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Trauma colonial, só pode...

Serão, porventura, resquícios mal resolvidos do colonialismo que levam os portugueses a inquietarem-se com tudo o que os governantes das ex-colónias dizem, fazem ou pensam. Nomeadamente de Angola e Brasil. Uma parvoíce, está bem de ver, até porque, desconfio, as populações daqueles países estão-se nas tintas para nós e para os nossos políticos. O que, diga-se, constitui um evidente sinal de inteligência.


Desta vez a indignação vai direitinha para a ministra brasileira que opinou acerca da homossexualidade. Aqui d’el rei, que a senhora é uma besta. Então essa coisa pode lá ser doença, indignou-se a tugalhada. Pois que não sei se é ou deixa de ser, que de medicina nada percebo. Só desconfio é que quem enfia coisas no intestino, seu ou dos outros, não deve regular lá muito bem da caixa dos pirolitos. E já nem vou para a parte religiosa da questão, até por não ser muito dado a isso de acreditar em amigos imaginários. Mas, mesmo assim, estou em crer que Jesus terá dito “ide e multiplicai-vos” e que jamais lhe passaria pela cabeça proclamar “ide e enrabai-vos”.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Boas noticias para os violadores

O fisco vai ficar a saber quem tem mais de cinquenta mil euros na conta bancária. Diz que é por causa da evasão fiscal e trafulhices diversas. Por mim acho bem. Tal como já achava há uns anos, quando a questão do fim do sigilo bancário para efeitos fiscais foi discutida, sem que a sua aprovação tivesse sido conseguida. Então, como certamente alguns ainda se recordarão, com muita polémica. Tanta que motivou horas de debate televisivo e rios de tinta em artigos de opinião. Outros tempos. Agora a coisa foi aprovada sem que suscitasse a mais pequena reacção. Isto das duas uma. Ou está tudo mais pobre ou está tudo mais manso.


Outra justificação para a pouca importância que se tem dado ao tema é a bisbilhotice natural dos portugueses e o manancial de noticias sensacionalistas que a comunicação social estará já a antever em resultado desta medida. Embora acredite que quem nas finanças tiver acesso a estes dados não os irá passar aos média. Tenho, diga-se, quase a certeza que não. Aquilo é tudo gente séria. E, mesmo que não seja, também estou em crer que nenhum jornal ou televisão estará interessado em divulgar os extractos bancários deste ou daquele figurão. Nada disso. O sigilo fiscal, ao contrário do segredo de justiça, não será violado todos os dias. Só de vez em quando. E com jeitinho, presumo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Fogo à(o) peça(s)...

Desconfio que alguém quer “fazer a folha” àquele médico do INEM a quem as televisões, estranhamente, têm dedicado mais tempo de antena do que à problemática do novo treinador do Benfica. As suas opiniões desassombradas acerca de alguns temas da moda - conheço-as pela leitura da sua coluna num jornal local, mas, presumo, não se coibirá de as manifestar noutros locais – terão contribuído para arregimentar contra si uma vastíssima panóplia de inimigos. Entre os quais os mais perigosos da actualidade. Os anti-touradas, amiguinhos dos animais em geral e militantes de causas parvas em particular. Gentinha capaz de tudo. Até por serem destes as reacções mais desabridas que tenho lido nas redes sociais acerca do alegado comportamento do médico.  


Não deixa de ser irónico que gente que não se cansa de exaltar o seu amor aos animais em detrimento das pessoas, garante que não hesitaria em optar pela vida de um bicho em vez de salvar um ser humano e, como também já vi escrito, recusaria ser atendido por um médico que goste de touradas venha, agora, indignar-se com as alegadas opções que o clinico alegadamente terá tomado. Já dizia o outro: “Quem se mete com o PS, leva”. Quem, acrescento eu, se mete com os defensores de causas modernaças, também.   


 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

"O país dá lucro"?! É pá, a sério...

Se há coisa que a esquerda sabe fazer bem é passar a sua mensagem. Propaganda, em linguarejar comum. Nomeadamente, por cá, o Bloco de esquerda. A agremiação caiu no goto da comunicação social e de uma faixa da população com acesso privilegiado a todos os novos meios de divulgação de informação, pelo que tudo o que é ideia, proposta ou opinião vinda daquele sector é amplamente reproduzida e tida como verdade.


A última descoberta daquelas almas foi que, afinal, o “país dá lucro”. Ideia que anda a ser partilhada por essa Internet fora por gente que, coitada, acredita em tudo o que vem daquele lado. Por mim, que gosto do conceito de lucro, fico contente. E, como me considero accionista deste lucrativo país, fico à espera da distribuição dos resultados.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O hábito não faz o monge

Meninos de azul e meninas de rosa”, “os rapazes são príncipes e as raparigas são princesas” constituem afirmações capazes de deixar a minoria de malucos que se arrogam no direito de impor as suas maluqueiras à sociedade, à beira de um ataque de nervos. Há, depois, os outros parvos – idiotas úteis – que não entendem uma metáfora. São burros, por natureza. De certo que cada um veste a cor que muito bem lhe apetecer. Nem, naturalmente, a ministra brasuca pretendeu ditar a fatiota que cada um dos dois sexos existentes na natureza deve portar. Já quanto à questão dos infantes, apenas um doido varrido pretenderá que um varão algum dia chegue a princesa. Será, no máximo, um príncipe maricas.


Voltando às cores. Todos – pelo menos os que gostam de futebol – nos lembramos de, não há assim tanto tempo, o Glorioso ter usado um manto sagrado a atirar para o cor de rosa. Isso, obviamente, não fazia daqueles matulões um bando de panilhas. Embora reconheça, não sei se influência ou não do tom do equipamento, que às vezes pareciam umas meninas a jogar à bola.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Xenofobiazinha da boa...

Quando li as declarações de um brilhante atleta português, que já ganhou em Portugal e no mundo tudo o que havia para ganhar, manifestando o seu desagrado pela atribuição da nacionalidade portuguesa a outro atleta de origem estrangeira pensei que dali surgisse mais uma onda de indignação por parte da malta do politicamente correcto. Nomeadamente do SOS racismo, do Bloco de Esquerda, do pessoal da opinião publicada, das redes sociais e correlativos. Mas não. Nicles. Ninguém se indignou. Convém acrescentar que o atleta agastado é negro e foi, também ele, naturalizado português. E ainda bem. De realçar igualmente que o atleta que agora obtém a cidadania nacional é cubano, um concorrente directo na mesma modalidade e até está a obter melhores marcas na disciplina desportiva a que ambos se dedicam.


Que o senhor se sinta incomodado e expresse – por isso ou por outro motivo qualquer – a sua opinião, é lá com ele. Tem todo o direito a fazê-lo. Tal como quando se queixou publicamente de ter sido vitima de comportamentos racistas. Mas esta ausência de repúdio pelas suas declarações, relativamente à naturalização do adversário, é que me deixam boquiaberto. Ninguém reagir pode até ser considerado, no limite, como uma manifestação de racismo. Assim tipo, é preto pode dizer o que lhe apetece que ninguém se importa. Se é assim é porque somos mesmo um país de racistas.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Valorizável é ser criminoso de esquerda...

Vai por aí um imenso chavascal pela aparição de um figuração qualquer, alegadamente conotado com a extrema-direita, num daqueles programas televisivos destinados a donas de casa. O basqueiro é de tal ordem que até já meteu queixinhas numas quantas entidades e tudo.


Não sei o que disse a criatura, nem isso é coisa me interesse. O que me aborrece é a existência de gente que se acha no direito de determinar quem pode ou não aparecer na televisão e de decidir acerca das opinião ou ideias que merecem ou não transmitidas. Chama-se a isso censura e era, para os que não sabem, algo que existia no tempo da ditadura. Seja a de antes do vinte cinco de Abril ou na outra – felizmente breve - que acabou em vinte cinco de Novembro de setenta e cinco.


De resto, se a condição de meliante constitui o motivo para tanta indignação, tenho alguma – para não dizer muita – dificuldade em entender a ausência de igual inquietação quando um conhecido pirata, bombista, assaltante de bancos e sei lá que mais aparece nas televisões. Ou ser de esquerda legitima toda a espécie de crime?

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Cada um sabe de si...

IMG_20181231_155017.jpg


Não estou, assim de repente, a perceber que mensagem pretende transmitir a criatura que se deu ao trabalho de escrever esta enigmática e perturbadora frase numa parede situada num espaço público. Bem no centro de uma cidade, mais propriamente. Estará, se calhar, a considerar que isto é tudo uma cambada de medricas, cagarolas e fracotes que é o significado que o dicionário de português atribui a “coninhas”. Mas isso, lá está, sou só eu a divagar. Até porque, embora não seja essa a minha intenção, esta leitura pode revelar-se ofensiva para um - ou mais, que sei eu – dos muitos géneros que agora para aí há.


Quanto ao “e picha”, que alguém acrescentou, disso então nem digo nada. Deve ter sido obra de um machista, sexista, misógino, fascista e portador de mais uma infinidade de defeitos, que não respeitou a criatividade do autor do acto de vandalismo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Ó valha-me o PAN!!!

IMG_20190101_160611.jpg


 


Tenho ultimamente lido algumas publicações de criaturas altamente preocupadas com a passarada. Deu-me para isto. Podia ser pior, concedo. Que são cada vez menos garantem uns, reclamam outros da chacina provocada entre as aves pela apanha mecânica da azeitona e lamentam-se mais uns quantos dos efeitos nefastos das pás das torres eólicas. De tal maneira aquilo os inquieta que não falta quem sugira proibir aquele tipo de equipamentos. Preocupante, de facto. Umas fezes, como dizia a minha avó. Ou, como digo eu, uma real chatice. Um aborrecimento, até. Só é pena (!!) que as preocupações daquelas alminhas sensíveis não sejam mais abrangentes. Sei lá, proibir os automóveis e isso. Provocam uma mortandade no passaredo que só visto.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Nova PIDE

Parece que um cidadão - membro de uma Assembleia Municipal, embora para o caso essa condição pouco importe – foi notificado para pagar uma multa no valor de umas centenas de euros por, no seu discurso, juntar na mesma frase palavras como “ciganos, romenos e meliantes”, a que terá acrescentado expressões como “incomodar residentes” e “causar desacatos”. A sanção pecuniária terá sido aplicada por uma dessas novas organizações criadas para vigiar a linguagem, os comportamentos e as atitudes de pessoas e instituições. Uma nova PIDE, no fundo. O dito cidadão irá, certamente, recorrer à justiça de tão grave atentado à sua liberdade de expressão. Será, muito provavelmente, absolvido desta acusação. Ficam, no entanto, o incómodo, o aborrecimento e, principalmente, o procedimento pidesco de que foi alvo.


Andam há anos a impingir-nos o papão da extrema-direita, do regresso do fascismo e dos perigos que isso representa para democracia. Temeram, primeiro, a propagação destes ideais pela Europa e começam agora a recear a sua chegada a Portugal. O que, face a ocorrências desta natureza, não constituirá motivo para grande surpresa, diga-se. A PIDE não era propriamente uma organização apreciada pelos portugueses. Nem, tão-pouco, a bufaria é algo que suscite a nossa simpatia. Por mais justificações que procurem encontrar.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Sois uns crentes, vós...

Ainda que fugazmente e de forma pouco convicta, cheguei a acreditar que depois de três bancarrotas em quarenta anos os portugueses arrumariam os políticos que nos conduziram à ruína no caixote do lixo da história e adoptariam um tipo de vida que nos precavesse de repetir aquelas tragédias. Esperava esta atitude, por maioria de razão, daqueles que as viveram em idade adulta. Parvoíce a minha. Não só não aprendemos com os erros, como aqueles que passaram por elas estão, agora, entre os que menos parecem ter aprendido. Vamos, alegremente, a caminho do quarto estouro do país e ninguém se importa com isso. Vá lá saber-se porquê acreditamos que quem rebentou com isto das outras vezes desta nos vai conduzir à glória eterna. Ou, então, confiamos apenas que a sorte está do nosso lado. No fundo somos como aqueles ladrõeszecos que roubam raspadinhas. Acreditam que têm prémio e que o conseguem levantar impunemente. Normalmente corre mal. A nós também.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Pelo fim dos animais nas aldrabas

IMG_20181225_162601.jpg


Gostar de animais é algo natural. Digamos que o cidadão médio é, de alguma forma, alguém que nutre de uma outra outra maneira uma qualquer espécie de afecto pela bicharada. Nem que seja quando os vê no prato que degusta. Ou, vá, gosta deles mas prefere vê-los ao longe. A histeria que nos últimos anos tem vindo a crescer em torno dos ditos direitos – se não têm deveres não sei como podem ter direitos – dos animais é que não faz nenhum tipo de sentido. Desde ideias parvas, comportamentos aberrantes e, até, prática de crimes parece valer tudo quando se alega o bem estar animal. Ou aquilo que os urbanitas alucinados entendem como tal.


No âmbito do ridículo os amiguinhos dos animais não param de nos surpreender. E, depois dos provérbios, desconfio que mais dia menos dia arranjarão outra imbecilidade qualquer para nos divertirem. Sugiro-lhes as aldrabas. Se consideram má a referência a animais nos ditados populares, nem quero imaginar o que pensarão da representação de animais em objectos. Como no caso da imagem acima, em que o desgraçado do pato, mesmo sem dentes, tem de segurar pelo bico o peso de um tartaruga que, coitada, por sua vez é usada, em muitas circunstancias de forma violenta, para matraquear uma porta. Tá mal, pá. Há que pôr fim a estes costumes bárbaros, em nome do progresso, da civilização e coiso…

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Ainda bem que cá não há essa coisa das fake news...

Captura de ecrã de 2018-12-24 12-12-48.jpg


Esta gente podia fazer um intervalo. Não era pedir muito. Mas não. Insistem no disparate, na burrice e, desconfio, a alimentar causas parvas. Sei, não é preciso que me ensinem, que os números quando torturados dizem o que quisermos que eles digam. Mas há limites. Até para, quando os divulgarmos, não ofendermos a inteligência dos outros. Esta manchete de um jornal de hoje constitui um excelente exemplo. Os funcionários públicos não são aumentados há uma porrada de anos, viram o desconto para a ADSE duplicar, nestes anos o SMN que tem um peso muito maior no privado do que na função pública passou de 485 para 580 euros mas, ainda assim, encontraram uma maneira de promover a ideia que os funcionário públicos viram os seus vencimentos crescer o dobro dos restantes. Brilhante. Ainda bem que os jornais se esforçam tanto a combater o populismo. Pena que não façam o mesmo em relação à demagogia e à pantominice em geral.


 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Brutamontes

Esta época natalícia é dada a exageros. Nomeadamente no âmbito do consumismo. O que, por estes dias, faz de uma ida ao supermercado, nem que seja só para ir comprar um item em falta na despensa, um acto quase heroico revelador de uma coragem inaudita. Mesmo nestas paragens desertificadas são hordas de gente por todo o lado a encher carrinhos de compras – com morfes, muitos morfes - como se não houvesse amanhã ou a transformação de Portugal num gloriosa republica socialista estivesse por horas. O que, apesar da quadra, não deixa de ser estranho dado que as famílias são cada vez mais pequenas. Andamos a comer que nem uns alarves, parece-me licito concluir.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Ter smartphone deve ser um novo direito humano

Sair de casa sem telemóvel constitui, nos dias de hoje, um verdadeiro drama. Daqueles mesmo dramáticos. Causadores de elevados níveis de stress, até. Daí que perceba que o telefone portátil seja um objecto de primeira necessidade. Para toda a gente. Para os refugiados, por exemplo. Diz que fogem à fome, à miséria e que nos seus países de origem tudo lhes falta. Tudo menos, pelos vistos, telemóveis daqueles carotes. Atendendo ao que se diz ser o rendimento per capita dos países de onde essa malta é oriunda, faz-me espécie como é que conseguem ter dinheiro para comprar aparelhos daqueles. Mais ainda quando, quase todos, argumentam não ter trabalho ou não ganhar o suficiente para o seu sustento e das famílias. Às tantas anda por aí uma – ou mais, sei lá – uma organização mafiosa qualquer a financiar estas movimentações de massas. De todos os tipos, as massas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Sejam parvos à vontade...mas não aborreçam!

Ainda sou do tempo em que chamar comunista a alguém constituía uma ofensa da pior espécie. Veio o 25 do A e a injúria passou a ser apelidar alguém de fascista. Anti-comunista também servia. Era, aliás, quase o mesmo. Depois a coisa estabilizou. Até, mais ou menos, ao final dos anos noventa do seculo passado. Por essa altura ser cavaquista era uma cena do piorio. Seguiu-se a fase em que neoliberal foi uma opção a evitar, por ser demasiado mal-vistaMas hoje, no âmbito do insulto, superamos tudo isso. O delírio impera e quem não alinha com a cartilha oficial, ditada quase sempre pela esquerda e outra gente com manias esquisitas, é de extrema-direita, possuidor de inúmeros defeitos quase sempre terminados em “ista” ou “fóbico”. Qual deles o mais parvo, ridículo e demonstrativo da quantidade de imundície acumulada na cornadura de quem assim cataloga todos os que divergem da moral vigente, imposta por meia dúzia de malucos urbano-deprimidos.  


Por mim quero que eles vão todos bardamerda. Não sabem o que dizem nem o que querem.  Usem eles suástica, foice e martelo ou bandeira em arco iris são todos uns filhos da puta. Sem ofensa para as meretrizes.  


 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Os amarelos do colete

Como referi noutro post, não acredito nisso dos coletes amarelos à portuguesa. Pode, até, haver um ou outro bloqueio – basta um camião para bloquear uma estrada – mas uma coisa em grande, como em França, não creio ser possível de replicar por cá. Embora, pelo que leio no Trombasbook que é onde estas coisas “acontecem”, o pagode que alegadamente aderiu à causa propõe-se bloquear tudo e mais alguma coisa. Pontes, portagens e rotundas, nomeadamente. Fazem bem, os valentes.  


Pena é que por aqui não haja disso. Nem, sequer, uma ameaçazita de cortar o trânsito no Rossio, nem nada. Se calhar também não adiantava. O pessoal ia à volta e pronto. Talvez melhor mesmo seja bloquear as zonas de acesso a cafés, restaurantes e afins. Isso é que era transtorno à séria. Fica a ideia. Parva, claro. Como as dos outros, afinal.

sábado, 15 de dezembro de 2018

O gangue, as cabras e as outras

IMG_20181215_163525.jpg


IMG_20181215_163534.jpg


O gangue das pichagens continua ao ataque. São uns engraçadinhos, eles. Desta vez deu-lhes para borrar as placas de indicação de localidade situadas na entrada – e na saída, também - mais deplorável da cidade. Do mal o menos, portanto. Nas outras, que estão devidamente arranjadas, seria pior. 


Desconheço se isto é ou não uma terra de putas. Dessas coisas não sei nada. Mas posso confirmar que se trata de um caminho de cabras. Tal como sei – eu e toda a gente, diga-se - que não constitui a melhor maneira de receber quem chega e tampouco de dizer “adiós” a quem parte. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Diz que vão parar Portugal...

Está em curso nas redes sociais uma tentativa de arremedar aquilo dos coletes amarelos. Não me parece que resulte. Nem, sequer, que valha a pena a campanha de descredibilização do alegado movimento, por parte da comunicação social, conotando-o com a extrema direita. Tal conotação, para além de ridícula, é absolutamente desnecessária. Quase apostava as minhas barbas em como a iniciativa não mobilizará muitos mais do que a do outro maluco que promoveu aquela pseudo-manifestação, em frente ao parlamento, contra a corrupção.  


Bem visto quem é que vai protestar e, ao certo, contra o quê? Dos combustíveis caros?  Mas ninguém dá a porra de um passo a pé... Dos impostos elevados? Como assim, se toda a gente exige cada vez mais ao Estado?! Do salário mínimo que é baixo? Sim, talvez, mas se aumentar depois queixam-se do preço da bica, do pastel de nata e de uma infinidade de serviços básicos. 


De resto, desconfio, aos itens das várias listas reivindicativas que por aí circulam, qualquer um pode acrescentar o que muito bem lhe dê na real gana. Assim do tipo carta ao Pai Natal. Há sempre quem acredite.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

PETA que os pariu!

Ao contrário do que tem sido divulgado, o PAN – aquele partido esquisito, constituído por gente esquisita com ideias igualmente esquisitas – não será o responsável pela iniciativa de retirar as referências a animais nos provérbios e ditos populares. Parece que os mentores da ideia serão um grupo de idiotas encartados que se auto-intitulam de PETA. Faz sentido. Até porque se fosse o PAN – acrónimo de pessoas, animais, natureza - a proposta teria de envolver, além da bicharada, os seres humanos e os vegetais. Ou seja, acabar também com expressões como, por exemplo, “vote nas putas porque nos filhos delas não deu certo” ou “de pequenino é que se torce o pepino”. Dichotes atentatórios contra pessoas e natureza, está bem de ver.


Podemos, pois, estar descansados. Pelo menos por enquanto. O melhor é aproveitar para continuar a “afogar o ganso”, a “apanhar uma cadela” ou tirar “macacos do nariz” enquanto as “vozes de burro não chegam ao céu”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Antes na cadeia que no hospital...

Acho muito bem esta coisa das greves. Que isto, já dizia a minha avó, quem não chora não mama. E agora, ao que parece, todos querem mamar. Coisa que, diga-se, nem é nada de surpreendente. Afinal foi a geringonça, ao propagandear o fim da penúria, que colocou as tetas do Estado à disposição das corporações, das elites, da tropa de choque da extrema-esquerda e de todos que estão de acordo com o governo embora simultaneamente se reservem o direito de exprimir opinião contrária. 


O que acho muito mal é aquilo dos serviços mínimos. Ou, na maior parte dos casos, da falta deles. Nos transportes e na saúde não há disso. Já nas prisões a coisa fia mais fino. Aí os grevistas têm de assegurar o bem-estar dos reclusos. O que não me causa admiração. Nunca tive dúvidas que, para quem governa isto, os criminosos são muito mais importantes do que os trabalhadores e os doentes. Deve ser para dar razão àquele velho provérbio "antes na cadeia do que no hospital". Desde que não vá de transporte público, claro.  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Género?! Sexo, porra, sexo!

Cuidava eu, na minha imensa alarvidade, que essa cena do Follow Friday era coisa que ocorria religiosamente a cada sexta-feira. Pois que não. Diz que é só quando o Sapo quer, ou isso. Está um gajo para aqui a programar um post para sair altas horas da madrugada – tipo dez e vinte e oito da madrugada - e depois afinal não há cá Follow Friday, nem o camandro. Bem-feita, que isto já dizia a minha avó que as cadelas apressadas parem os cães cegos.


Espero que hoje seja dia disso. É que tenho um blogue mesmo jeitoso para recomendar. O Ideologia de Género [Sexo]. Haja quem tenha coragem de escrever o que a esmagadora maioria da população pensa, mas que não diz por receio de não parecer modernaça. Parabéns à autora.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O algodão, o recibo e os pantomineiros

Confidenciaram-me um dia destes que estou mais rico do que nunca. Céptico como sou, duvidei da fartura e, acto continuo, fui verificar o meu recibo de vencimento de um longínquo mês do ano da chegada da troika. Aquele conjunto de entidades manhosas que nos resgataram da falência provocada pelos governos do Partido Socialista. A confirmação chegou de imediato. Continuo pobre como sempre. O pequeno pedaço de papel não engana. Aufiro menos umas dezenas de euros do que então.


Calculo que seja este tipo de fake opiniões, também conhecidas como propaganda oficial, que tanto andam a irritar a malta da política e de todos os que gravitam à sua volta. Podem repetir as vezes que quiserem. Podem propagandear e mandar os papagaios de serviços espalhar aos quatro ventos o quanto esta geringonça melhorou a minha vida mas, lamento, o meu recibo de vencimento é como o algodão. Não engana. O resto são fake’s qualquer coisa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Bestas à solta

IMG_20181205_085250.jpg


Coisas de gaiatos, dirão. Serão. Mas não apenas. Logo, por não serem costumeiras por aqui. Em mais de trinta anos é o primeiro acto de vandalismo que vejo por perto. Depois, porque os papás dos meninos que fazem estas coisas não são inocentes relativamente ao comportamento dos filhos. Uma besta, por norma, aprende com outra. E, parece-me, há por aí muitas com comichão no lombo...

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Coletes amarelos

Colete.jpg


Há por cá uma grande simpatia pelos chamados “coletes amarelos”. Aquela trupe de desordeiros que tem espalhado a confusão, provocado desacatos, vandalizado bens públicos e destruído a propriedade de quem nada tem a ver com os motivos que causaram a ira daquela malta. Pois não concordo nada com as reivindicações - nem, muito menos, com as acções - dessa pandilha. Verdade que a carga fiscal é, lá como cá, sufocante. Agora, como dizia a minha avó, não podemos querer sol na eira e água no nabal. Ou, no caso, ter um Estado social que dá tudo a todos e, simultaneamente, impostos baixos. Pensar que isso é possível é como acreditar no Pai Natal. Mesmo que muita gente acredite em ambas as coisas, não é essa crença que as torna verdadeiras.  


O Macron tem muito a aprender com o Costa. O franciú, para alegadamente combater as alterações climáticas, propunha-se aumentar o ISP lá do sítio. O nosso primeiro propõe-se diminuir o número de vacas. Está bem visto. As bufas do gado vacum podem não produzir o mesmo efeito, mas os protestos dos touros serão muito mais pacíficos

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Uns chatos, estes eleitores.

O drama. O horror. A tragédia. Tudo isso, em simultâneo, aqui mesmo à nossa porta. Os patifes da extrema-direita chegaram ao parlamento regional da Andaluzia. Um escândalo. Uma afronta aos valores da democracia e isso. Desta vez foram os incultos, iletrados, fascistas e mais trezentas coisas acabadas em “ista”, homofóbicos, islamofobicos  e portadores de todas as fobias já inventadas e por inventar que retiraram a maioria ao PSOE e votaram maioritariamente na direita e nos extremistas ainda mais à direita. Não se faz, de facto.  


Ainda assim, o actual chefe de governo espanhol – que por acaso até nem ganhou as eleições gerais – considera que, no caso da Andaluzia, deve ser o partido mais votado a governar. Mesmo sem ter maioria parlamentar. Deve ser uma espécie de direito divino dos socialistas. Ou, então, aquilo da geringonça só é legitimo se for de esquerda.  


Aguardo - com um nível de expectativa bastante reduzido, reconheço -  as reacções de jornalistas, comentadeiros e paineleiros diversos. Todos, presumo, bastante preocupados por, mais uma vez, o eleitorado optar pelas forças populistas ou lá o que chamam a tudo o que escapa aos ditames da doutrina oficial. Que não percebam o que leva os eleitores a estas opções, também não me surpreende. É o que acontece quando em lugar de se ouvir o povo se pretende doutriná-lo. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

Eles "andem" aí...

100_6083.JPG


Uns mais conhecidos do que outros, causando maior ou menor histeria entre os basbaques, isto por aqui, nomeadamente aos sábados de manhã, é um corropio de gente alegadamente famosa. Vagamente conhecida, vá. Com o estranho padrão de, em número significativo e segundo consta, revelarem tendência para a homossexualidade. Coisa que, obviamente, é lá com eles. Nem essa parte os faz menos bem vindos. Estou só a constatar. Que continuem a andar por aí a gastar o dinheiro deles. Assim como assim, com os que cá estão e com os que para cá vêm, já não deve faltar muito para esta terriola se transformar numa espécie de San Francisco à escala do Alentejo. Podia ser pior. Uma Chinatown, por exemplo.