
Passar nove horas na sala de espera de um banco de urgência teria dado tempo mais do que suficiente para escrever posts que alimentariam o Kruzes durante um mês. Ou quase. Assim tivesse um daqueles telemóveis todos jeitosos como os que ostentam aquelas criaturas a quem os políticos - ou, nalguns casos, os respectivos sequazes - fazem questão de dar uma parte dos meus impostos. Embora isso, diga-se, até nem me pareça das piores acções dessa malta. Dar largas aos instintos caritativos, ainda que à minha custa, até não é das coisas mais condenáveis. Vem só logo a seguir.
Mas não. O meu telemóvel é daqueles ranhosos. Dos piorizinhos, acho eu. Sem capacidade de memória para um editor de texto minimamente utilizável e uma bateria que pouco mais aguenta do que um telefonema a encomendar uma pizza. Daí que não me tenha sido possível passar a escrito algumas estórias – que entretanto, na sua maioria, já se me varreram – envolvendo aquele microcosmos por onde se movimenta uma abundante e variada fauna.
Há quem garanta que tudo tem um propósito e nada acontece por acaso. Acredito. Mais. Sei, até, qual a razão de manter tanta gente, durante tantas horas, no local em questão. As máquinas de vending, pois claro. Ah, pois é...
















