
Tenho a ousadia de pensar que percebo alguma coisa do tema “habitação”. Assumo também que tenho a pretensão de ter algum conhecimento – ainda que vago, admito – acerca de impostos. Nomeadamente daqueles que tenho de pagar. Manias, mas isto cada um tem as suas e pouco há a fazer. Também não me custa nada admitir que muitos outros sabem bastante mais do que eu acerca destes dois assuntos. Tenho, até, humildade suficiente para reconhecer o meu incipiente conhecimento relativamente a estas temáticas – e respectivas solucionáticas – quando comparado com muitos criadores de conteúdos digitais, frequentadores de cafés e tudólogos que tudo sabem destes e de outros problemas.
Ao contrário dos inúmeros especialistas especialmente especializados na especialidade, consigo vislumbrar algumas virtudes nas medidas para a habitação. Quer do actual, quer do anterior governo. Até, no caso das mais recentes, consegui perceber que o conceito de “até 2300€” inclui as rendas de 400, 800, 1000 ou 1500€. Mais, cheguei mesmo à conclusão – e, espantosamente, sem a ajuda de ninguém – que este é o limite proposto para aplicação da taxa de 10% de IRS. O que tenho mais dificuldade em perceber – e isso, confesso a minha burrice, nem com ajuda lá chego – é o que tem o salário mínimo a ver com isto. Mas, diga-se em abono da minha incapacidade para compreender o argumento, quem o usa também não o sabe relacionar de forma lógica.
O problema da habitação não tem apenas uma causa. Quem não anda cá a “comer gelados com a testa”, identifica mais uma neste titulo do “Jornal de Noticias” de hoje.












