segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Estavam em promoção...

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Sempre foi costume, desde que me lembro, das pessoas desta região irem a Badajoz às compras. Primeiro eram os caramelos, os chocolates e outras miudezas domésticas a suscitar o interesse no comércio do outro lado da fronteira. Agora, que já nem existe esse obstáculo administrativo e territorial, a atração pelas compras é muito mais abrangente. Desde o gás de botija ao combustível para a viatura e da roupa às consultas médicas de especialidade – entre muitas outras cenas – tudo constitui um bom motivo para muita gente dar o contributo à dinamização da economia da Extremadura enquanto, simultaneamente, poupa na carteira e escapa à extorsão fiscal do lado de cá.


Não sei se as bananas – plátano em castelhano – fazem parte do cabaz de compras dos muitos alentejanos que, a pretexto de atestar o depósito e trazer gás para si e respectiva vizinhança, enchem a despensa no Mercadona e no Carrefour de Badajoz. Pelo preço que, segundo um conceituado jornal espanhol anunciava na sua primeira página, terá sido vendida a banana que foi colada à parede para fazer a alegada obra de arte manhosa, estou em crer que os repositores da frutaria daquelas superfícies comerciais não terão mãos a medir. Por mim, quando lá for, se ainda estiverem àquele preço trago a mala do carro cheia delas. A três cêntimos a dúzia só um maluco é que não aproveita. Ou, então, é apenas um jornalista...a ser jornalista.

domingo, 1 de dezembro de 2024

Citrinos da crise

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laranjas2.jpgLaranjas e tangerinas em abundância. E já foram muitas mais. Nomeadamente as primeiras. As segundas apenas agora começam a estar comestíveis. Numa ou outra, depois de descascada, deparo-me para meu espanto e horror com uma minhoca. São, felizmente, uma minoria. É o resultado – isso da minhoca – da ausência de tratamento adequado durante o processo de amadurecimento. Não faz mal. É preferível deitar umas quantas para o lixo do que contaminar toda árvore. Sim, que do quintal da crise tudo o que se come é natural.

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

O raio da esperança que nunca mais morre...

Portugal é mesmo o país mais seguro do mundo. Nem é preciso que o primeiro ministro vá à televisão recordar esse facto. Só a serenidade e mansidão do povo que habita este rectangulo justifica que no dia em que foi decidido aumentar as reformas - para além do legalmente previsto para a revalorização anual das ditas - simultaneamente anunciado mais um aumento da idade para acesso à reforma nenhum político tenha sido devidamente escovado pelas vitimas que vão pagar em tempo de trabalho o dinheiro dos aumentos dos outros. Ou então – outra hipótese não descartável - somos todos uns doidos varridos. Uns merdas, a bem dizer. As nossas prioridades não passam pelo bem-estar presente ou futuro nem pela solidariedade inter-geracional. Aceitamos de bom grado que todos os sacrificios sejam atirados para cima das gerações futuras.  Importante é fazermos – muitos ou poucos, não interessa – manifestações a defender terroristas estrangeiros, a solidarizar-nos com criminosos ou greves à sexta-feira porque achamos que despejar o cesto dos papéis é um trabalho especializado.


Vendo bem, se calhar não são apenas os políticos que merecem ver a roupa chegada ao pêlo. Nós também merecemos que nos untem as molas. Mas isso já eles nos fazem. Há muito tempo que andamos bem besuntados.

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

A esquerda e a sua infinita bondade

1 - A discussão sobre vencedores e vencidos do 25 de Novembro de 1975 é dos momentos mais parvos que a vida política portuguesa já nos proporcionou. As coisas foram o que foram e não há volta a dar ao que já passou. Por mais que se queira reinventar o passado, nomeadamente por parte daqueles que não o viveram, não existe maneira de o alterar. Pelo menos até que a máquina de viajar no tempo seja inventada. Quem ganhou naquele dia? Todos nós, que defendemos a liberdade e a democracia. Quem perdeu? Aqueles que ainda hoje trauteiam aquela musiquinha, acerca da data, que diz ter sido “um sonho lindo que acabou”.


2 - A esquerda actual, desde o PS à mais extrema, está de costas totalmente voltadas para os trabalhadores e para aquilo que realmente interessa a quem trabalha. Hoje, no parlamento, opuseram-se à possibilidade das empresas beneficiarem em termos fiscais dos seguros de saúde que façam para os seus funcionários. Ter assistência médica atempadamente e com possibilidade de escolher o prestador é mau. Bom, mas mesmo bom, é ficar meses à espera de uma consulta, exame ou tratamento no SNS. Morrer à espera no público é muito melhor que ser tratado no privado. E se a esquerda diz que é, quem diz o contrário é facho.


3 - Ao que é anunciado hoje o Turismo de Portugal – ou seja o Estado, que é como quem diz os contribuintes – vai dar duzentos mil euros para eventos gay. É capaz de ser uma boa iniciativa esta de financiar coisas de âmbito turístico. Ir ao cú de Judas conta?

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Cuidado com a língua

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O estrondoso desenvolvimento económico da China será sustentado em inúmeros factores que escapam ao meu conhecimento, mas que os especialistas da especialidade não terão grande dificuldade explicar. Nada que realmente me apoquente por aí além. Até porque, de uma maneira simplista, acredito que muito desse sucesso se deve ao facto das sociedades de consumo ocidentais se deixarem endrominar pela publicidade, nomeadamente das plataformas de comércio online chinesas, e comprarem toda a espécie de bugigangas, inutilidades e outras merdices. Como, por exemplo, a do anuncio que me apareceu ao fazer scroll numa rede social. Para que raio serve aquilo?! Assim de repente não estou a ver...mas espero que não seja para aquilo que a minha imaginação delirante está a suspeitar.

sábado, 23 de novembro de 2024

Ruas da minha cidade...e das outras também!

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Estremoz, Bairro da Salsinha, esta tarde. Mas podia ser outro bairro, nesta ou noutra cidade a uma hora qualquer. Haverá sempre, em todo o lado e a todas as horas, um javardo. E não amiguinhos dos animais e outros malucos, não me estou a referir ao canito que acabou de aliviar a tripa.

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Vitória amarga...

O mundo está a ficar um lugar cada vez mais esquisito. Ou, então, sou eu que estou cada vez com menos paciência para as alarvidades dos maluquinhos da aldeia que migraram para as cidades. Como se não bastasse o futuro ser suficientemente incerto, constata-se agora que também o passado se revela cada vez mais imprevisível.


Um bom exemplo da imprevisibilidade dos tempos idos são os acontecimentos que tiveram lugar em 25 Novembro de 1975. Segundo a narrativa mais recente, nomeadamente o Expresso e outros pasquins do regime, “o pcp ganhou no 25 de Novembro”. Naquele 25N que eu vivi não foi assim. Nesse a capacidade de influenciar a política nacional do partido comunista foi reduzida à sua expressão eleitoral e teve inicio um novo ciclo de verdadeira democratização do país. Tudo, nunca é demais recordar, graças ao Partido Socialista e à sua liderança de então. O que mais queiram inventar é conversa da treta. Excepto naquela parte em que o PS de hoje teria estado do outro lado da barricada, mas isso no futuro interessará muito pouco. Dos fracos não rezará a história.


Apesar das novas certezas do presente, parece-me que a reinvenção do passado estará a necessitar de ajustamentos. Nomeadamente quanto à justificação do motivo que leva o pcp e outros comunistas a odiar o 25 de Novembro. Não gostaram de "ganhar", foi?

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Ladroagem altruista

Para muita gente todos os problemas se resolvem com impostos. Especialmente se o âmbito da tributação não os afectar. Desde que calhe a outros pagar o seu bem-estar, vivem num mundo – ou país, no caso – do mais perfeito que há. Daí que todos os anos, por altura da discussão do orçamento do Estado, surjam ideias até mais não para tornar tudo e mais alguma coisa inteiramente grátis e atribuir subsídios a tudo e a todos. A todos é como quem diz, aos potenciais eleitores que podem ficar felizes com a benesse generosamente atribuída com o dinheiro de outros tantos infelizes que a terão de pagar. Isto porque o Estado não gera riqueza, não tem recursos próprios e para ser generoso para com uns tem de saquear outros. O OE do próximo ano não vai fugir à regra. Esperem-lhe pela pancada. Ao que se anuncia, para além de todas as que já foram magnanimamente distribuídas pelo governo, o bodo aos pobres irá continuar a bom ritmo. Mas, há que reconhecer, é disto que o povo gosta. Depois não se queixem da inoperacionalidade de quase tudo o que são serviços públicos nem dos impostos, taxas, taxinhas e outros tributos que têm de pagar. Só por respirar, quase.

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Alhos da crise

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Ainda sou do tempo em que se garantia, acerca do crescimento adequado dos alhos, que teriam “pelo Natal bico de pardal”. Deve ser por causa daquilo das alterações climáticas, ou lá o que é, mas por cá, a mais de um mês do Natal, os alhos da crise já estão de todo este tamanho. Com uma dimensão mais próxima do bico de cegonha, acho eu. Coisas do clima, dirão os apanhados do dito. Ou, então, da minha Maria que os semeou demasiado cedo.
Quanto à parafernália que está estendida no terreno é uma tentativa de impedir que os gatos usem o espaço para cagar. E também, caso surja a oportunidade, para lhes tirar as medidas.

domingo, 17 de novembro de 2024

Ao pé desta gente Frei Tomás era um aprendiz...

Estão a ser tornados públicos negócios ligados ao imobiliário, alojamento local e esquemas utilizados para diminuir – ou, até mesmo, evitar – a elevada carga fiscal de que quase todos nos queixamos. Tudo coisas que não terão nada de ilegal, segundo os autores dos textos que tive paciência para ler. Existem apenas dois pequenos problemas em relação às situações agora reveladas e que constituem o foco de toda a conversa que o assunto está a suscitar nas redes sociais. O primeiro é que as pessoas em questão não se cansam de perorar, em meios de comunicação de grande audiência, contra o capitalismo, a especulação imobiliária e outros temas igualmente caros à esquerda. E o segundo é que ninguém da área jornalística terá tido interesse em investigar os assuntos. Isto mesmo depois de, há uns atrás atrás, uma ex-sócia de uma dessas criaturas ter revelado umas coisas de que não terá gostado na sociedade.


Não tem nada de mal que os comunistas – sejam eles do PS, PCP, BE, Livre ou de outra seita qualquer – façam negócios, ganhem dinheiro e tentem não ser exauridos pelo fisco. Errado é irem para os jornais e televisões guincharem contra quem o faz. Pior ainda é usarem esses mesmos palcos para vociferar contra as redes sociais, garantindo que estão a destruir a democracia, a soldo da extrema-direita e que é preciso silenciar os seus utilizadores. Eles lá sabem porquê.  É que,  já me dizia a minha avó quando desconfiava do meu envolvimento numa qualquer marosca, "tudo na vida acaba por se saber porque tu não andas dentro de nenhum saco". Eles também não.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Fascistas a sair da casca

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Sim, o fascismo está aí. Revela-se nas mais pequenas coisas e nos mais ínfimos pormenores. Como, por exemplo, na recente campanha publicitária de uma conhecida marca de preservativos. Que, diga-se, cobardemente cedeu à pressão de meia dúzia de fascistas e removeu o anúncio. É a censura, a perseguição à criatividade, a limitação do pensamento e da liberdade de expressão que estão de volta. Tal como no tempo da outra senhora. Só falta mesmo enviar para a prisão os prevaricadores que ousam pensar diferente destes novos fascistas. Não deve tardar muito até que o consigam.


Transfobia, argumentam os fascistas que se insurgiram contra a alegada mensagem que estará, na sua mente de facho, implicita na imagem. Se assim é - e no caso de ter minhoca -  que acusação deve a vitima do logro fazer à putativa descascada? 

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Agricultura da crise

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Para além dos gatos, outras ameaças há que colocam em perigo a agricultura da crise que se pratica cá pelo quintal. Para os felinos existe sempre a solução dos garrafões. Contudo, para já, não me apetece cercar o perímetro. Até porque, ainda que apetecesse, iria demorar algum tempo a reunir o material necessário para o efeito. Por outro lado não é suficientemente irritante para as malucas dos gatos. O que me decepciona. É necessário algo mais espectacular. Sem, disso faço questão, causar mazelas aos bichanos. Coitados, não têm culpa.
Entretanto para as lagartas parece estar a dar resultado um truque bastante simples. Colocar cascas de ovos nos locais onde as borboletas pousam. Ou melhor, pousavam. Os lepidópteros olham para aquilo, pensam que se trata de predador extremamente ameaçador e dão às de vila diogo – que é uma expressão que não usamos suficientes vezes – sem largar os ovos que dão origem às lagartas. Fácil, barato e, espero, eficaz. Tudo isto sem mal-tratar as ditas poedeiras aladas. O que é bom. Assim já não fico com as mãos todas borradas quando, numa ou noutra rara ocasião, conseguia esborrachar alguma.

domingo, 10 de novembro de 2024

Gateiras malucas

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Mais sólida ou mais liquida é todos os dias este o cenário com que me deparo no meu quintal. Ultimamente tem sido assim. O bichano anda de diarreia. Alguma coisa lhe caiu mal, certamente. Significa isto que as malucas dos gatos que andam pela cidade a alimentar a bicharada – ou aqui as do bairro, que também as há - não os estão a tratar de forma conveniente. Vejam lá isso.
Não tenho gatos, não quero ter gatos e não quero ter merda de gato no meu quintal. É uma coisa que me aborrece ver aquilo que semeio ou planto constantemente desenterrado, destruído e conspurcado pela gataria das redondezas. Os vadios, quero acreditar, que algumas doidas varridas fazem questão de abrigar e alimentar. Demasiado tempo livre que, digo eu, podiam ocupar de outra forma. Se não têm com quem, instalem o Tinder. Ou, se já não têm interesse nessas coisas, leiam um livro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Adoramos ser pobres

Segundo os especialistas especialmente insuspeitos – o Expresso de uma destas semanas – o PIB da Irlanda cresceu 305% nos últimos trinta anos enquanto o português teve, no mesmo período de tempo, um crescimento de apenas 48%. O que fez com que aquele país passasse da cauda para um dos lugares cimeiros nos rankings da União Europeia. Já Portugal continua, orgulhosamente, na segunda metade da tabela. Não há milagres. Nós, por cá, não gostamos das políticas liberais. Sejam elas neo, ultras ou tenham qualquer outro prefixo colado. Detestamos o grande capital e odiamos os grandes grupos económicos. São o mal da humanidade e, por nossa vontade, não tínhamos cá disso. Chegava-nos muito bem o Estado. A chatice é que não são apenas os esquerdalhos a pensar assim. Até mesmo entre as pessoas psicologicamente saudáveis há quem sustente estas teses. O resultado está à vista.


 

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Comentador burlão

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Este desgraçado está mesmo a precisar de burlar alguém. Anda há meses a tentar enganar os mais incautos, a encrenca. Deixa, nos mais variados blogues e provavelmente noutros sítios, mensagens destas às dúzias. Todos os dias. Porra pá, começo a ficar farto do javardo. Apesar do profundo asco que sinto por gajos destes, ainda assim, deixo um conselho. Dois, até. Convém melhorar o português e subir a taxa de juro. Assim ninguém leva esta coisa à séria e, calculo eu, o servidor lá no Benim não se paga sozinho.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Sei o que fizeste no mandato passado...

1 - O antigo primeiro-ministro Costa atirou-se às canelas do actual secretário-geral socialista na sequência das posições assumidas pelo Presidente da Câmara de Loures e, até ontem, dirigente daquele partido. “Em defesa da honra do PS”, escreveu o agora presidente do conselho europeu. Confirma-se, mas nem era preciso, o que afinal sempre se soube. A honra do Partido Socialista é mesmo defender caloteiros. Basta atentar na frequência com que põem o país na bancarrota.


2 – A eleição de Trump não constitui uma boa noticia para os europeus. Vai-nos sair cara. Nomeadamente ao nível dos impostos que vamos ter de pagar para financiar o rearmamento das forças armadas. Ou, vá, adquirir flores aos milhões para atirar à tromba dos russos quando vierem para estes lados, que isto as flores também estão pela hora da morte.


3 – Por falar em gente que aspira a reocupar cargos de presidente. Há, ao que se consta, diversos ex-autarcas que se propõem submeter de novo ao escrutínio popular. Não tem nada de mal. Estarão no seu direito legal a fazê-lo. Embora não me pareça boa ideia. Nunca se deve regressar onde se foi feliz. Alguns, se calhar, não foram felizes o suficiente ou, então, vão em busca da felicidade perdida. Para convencer parolos poderão usar slogans como “Saí da Câmara, mas a Câmara não saiu de mim”. Sujeitam-se é ouvir os eleitores argumentar “sei o que fizeste no mandato passado”.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Dever é um direito...

Anda por aí gente a rasgar as vestes por causa das declarações do presidente da Câmara de Loures acerca da necessidade de despejar os habitantes das casas municipais que tenham participado em actividades criminosas. Nomeadamente na destruição de bens públicos, como os recentemente ocorridos na região de Lisboa. São absolutamente espantosas as reacções a esta noticia por parte de bloquistas, comunistas e dos socialistas que agora mandam no PS quando vociferam contra a ideia do autarca em causa. O que é que esta gente achará que acontece a quem, nos países que aplicam políticas iguais às que defendem – assim, tipo, a Venezuela ou Cuba – a quem andar a escaqueirar equipamento público ou a queimar os carros dos vizinhos?! Por mim desconfio que vão para umas instalações bastante mais acolhedoras donde, muitos deles, só saem devidamente empacotados após o devido tratamento administrado pela policia democrática que serve o povo daquelas paragens. Igual aquela que reclamam para cá, certamente.


O mesmo autarca, pasme-se tamanha ousadia, também acha que os paizinhos têm de pagar as refeições escolares dos seu filhos. Aqueles, naturalmente, que dado o nível de rendimentos não usufruem da gratuitidade das mesmas. Também esta ideia suscitou a ira das inúmeras criaturas que defendem os caloteiros e a bandalheira em geral. Gente que se está nas tintas para a desigualdade que estas situações geram entre quem se esforça, muitas vezes com dificuldade, para manter as contas em dia e que prioriza o bem-estar dos filhos e aqueles que preferem esbanjar o graveto noutras cenas sem se preocuparem com os catraios. Podiam, ao menos, estes inúteis defender que o autarca sinalizasse essas crianças à CPCJ lá do sitio, mas nem isso os imbecis fazem.


Mais tarde ou mais cedo alguém - o Tribunal de Contas, por exemplo - vai inquirir o porquê da dita autarquia não cobrar os milhões de euros que lhe devem. Nessa altura, muitos dos que agora o criticam por pretender cobrar as dividas, vão chamar uns quantos nomes ao homem por não as ter cobrado. É aquilo do preso por ter cão e por não o ter.

domingo, 3 de novembro de 2024

O lado errado do feminismo

A eleição da primeira mulher negra para liderar o Partido Conservador Britânico não constituiu motivo de regozijo, nem mereceu especial apreço, das empoderadas do regime ou das feministas de conveniência. Tal como a eleição de Meloni como primeira-ministra italiana também não suscitou nenhuma espécie de entusiasmo por parte da mesma trupe. Não são de esquerda, como elas acham que deveriam ser todas as mulheres, todos os negros, homossexuais e todas as outras minorias que por aí cirandam.


No entanto toda esta gentinha vai delirar com a eleição da Kamala. Entre ela e o Trump venha o diabo e escolha. Com um ou com outro, nós europeus, estamos lixados. Com Trump, Putin tem a fronteira leste da Europa escancarada para vir por aí fora com os seus aliados coreanos. Com Kamala enfrentará uma resistência americana ao nível daquela que alardeia o Guterres, triste e bizarro secretário-geral da ONU. Daí que seja absolutamente absurda a algazarra que por cá se faz por causa das eleições americanas. Uma parvoíce. Nomeadamente quando, como lá mais para a frente iremos constatar, qualquer um dos candidatos e os americanos em geral se estão completamente a borrifar para nós. Demonstrar interesse por aquele acto eleitoral faz o tuga sentir-se intelectualmente relevante. Mas, se calhar, é preferível dirigir o interesse e toda a relevância do intelecto para a aprendizagem da língua russa. Só para prevenir.

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Nunca maltrate um ladrão

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Desconheço se, por esta altura, já haverá caixotes do lixo a arder e automóveis ou autocarros incendiados em Ponte de Lima na sequência do ferimento infligido a um ladrão pelo dono da ourivesaria assaltada. Provavelmente não. Os meliantes – daqueles que não contribuem para o aumento da criminalidade – estão em fuga e o que ficou para trás está a beneficiar dos cuidados do SNS. A vitima, entretanto, está a contas com a justiça. Feito ao bife, no caso. Não podia ter disparado - que as armas não podem ser usadas para defender património, só para roubar o património dos outros - e dificilmente se livrará de uma condenação. Tudo de acordo com os cânones da esquerda. Ou seja, se os meliantes estão bem e o proprietário na choça a paz reinará naquelas terras minhotas.


Felizmente nem todos os bandidos – os nacionais e os importados, que miraculosamente abandonam a actividade criminosa mal entram em Portugal – conhecem as nossas leis. Por enquanto. É dar-lhes tempo. Quando eles souberem que, em praticamente nenhuma circunstância, se pode disparar sobre eles aquela coisa da insegurança é capaz de ultrapassar o patamar das sensações. Por mim, já que não posso disparar e ainda que pudesse não tenho grande pontaria, vou comprar uma fisga. Desde que não atire aos pardais não deve ser proibido.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Minorias, opções e coincidências.

Decididamente a esquerda, a comunicação social e outros indigentes mentais desconhecem – ou, se calhar, preferem ignorar - o conceito de maioria silenciosa. Não deviam. Evitavam muitos disparates e, simultaneamente, poupavam-nos potenciais danos futuros. Preferem, em vez disso, as minorias ruidosas. Mas, por mais que se esforcem, serão sempre isso. Minorias.


Veja-se, por ser o mais actual, o êxtase e a insistência com que se vai anunciando a catadupa de assinaturas da petição visando criminalizar os dirigentes de um partido político. Podem, até, arranjar meio milhão de subscritores. Não tem mal nenhum, nem daí vem qualquer mal ao mundo. Estranho, ao contrário do que fazem relativamente a outras iniciativas congéneres, é que não perdem um minuto sequer a divulgar a campanha de angariação de fundos – igualmente, como a tal petição, a decorrer na Internet - para o motorista de autocarro vitima dos meliantes pirómanos. Nada que me espante. A esquerda, por mais que proclame o contrário, nunca gostou de quem trabalha. Opções.


Entretanto a sondagem hoje divulgada indica uma recuperação do Chega, invertendo a tendência de descida acentuada que ainda há pouco se verificava. Coincidências.

sábado, 26 de outubro de 2024

Não é opinião...é a vida!

São inúmeros os alegados especialistas em especialidades especialmente inúteis que nos últimos dias – e noites, principalmente – nos têm entretido com as teorias mais estapafúrdias sobre as causas dos actos criminosos praticados por meliantes javardolas, ao mesmo tempo que apontam as soluções mais mirabolantes para resolver a coisa. O que aconteceu parece simples. Alguém não obedeceu às ordens da policia e sofreu as consequências da sua opção. Se as forças da ordem usaram, ou não, de força excessiva a investigação dirá. Certeza apenas que nem uns nem outros são anjinhos. A solução ninguém a tem. Nem existe. A situação chegou a um ponto de não retorno e não há forma de a resolver. Habituem-se.
Nisto, como em tudo o mais, os jornalistas deviam ser imparciais. Lamentavelmente não se coíbem de tomar partido e, em muitas circunstâncias, mais parecem activistas de uma qualquer causa manhosa. Igualmente deplorável tem sido o argumentário de grande parte das criaturas que vão opinar às Tv’s. Muitos deles nem se percebe por que raio são convidados a ir a um estúdio de televisão. A opinião de alguém com um arganel nas ventas ou de quem aparenta não tomar banho há meses importará, quando muito, à respectiva família. Ou, se calhar, nem tanto.
Há também a questão do aproveitamento político. Neste aspecto ninguém aprendeu nada. Ainda na semana passada era opinião quase unânime que, a haver eleições, o Chega perderia metade ou mais do seu grupo parlamentar. Hoje não sei se alguém conseguirá, com a mesma certeza, dizer o mesmo. Mas, ainda assim, não desistem de insistir no mesmo erro. Depois não se queixem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

A solidariedade é uma coisa muito linda!

O falecimento de um pacato cidadão, provavelmente temente a Deus e portador de muitas outras virtudes, despoletou uma onda de solidariedade sem precedentes. Vizinhos, amigos chegados e outros mais distantes – espalhados por toda a região da grande Lisboa, o que por si só comprova a bondade do homem – resolveram solidarizar-se com a família enlutada queimando e partindo coisas. O normal, quem nunca se solidarizou desta forma que atire a primeira tocha. Por mim, que sou um gajo que também me gosto de solidarizar, tenho um profundo apreço por malta que assim se solidariza. Aquilo não é fácil. Um tipo andar a noite toda a solidarizar-se e depois, pela manhã, ter de ir trabalhar deve ser duro. Principalmente se o autocarro não aparecer ou o carro não pegar devido ao aquecimento provocado por tanta solidariedade.


O que me parece muito mal são algumas reacções, de gente que notoriamente não sabe o que diz, a esta fatídica ocorrência. Insinuar que os policias vão para os bairros da periferia praticar tiro ao alvo é estúpido. E incendiário, também. Pelo que nos é dado a conhecer, nos alvos quem às vezes acerta não são os policias. São outros.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

País de pobres

Há quem esteja agora a descobrir, com algum espanto e relativo horror, que as pensões de reforma estão a ficar cada vez mais baixas em relação ao ultimo ordenado auferido. Habituem-se, que a tendência é para piorar. De acordo com dados citados hoje pela imprensa, setenta e sete por cento das pensões atribuídas no ano passado ficaram abaixo do salário mínimo nacional. No ano em curso este número será ainda maior e num futuro próximo deverá constituir, praticamente, a regra quase geral. Ou seja, o empobrecimento geral do país e dos portugueses prossegue em ritmo acelerado. São, para além de outras, as consequências dos extravagantes aumentos do SMN, do não acompanhamento deste crescimento por parte dos restantes vencimentos e dos sucessivos cortes nas pensões que os fantásticos governos, da não menos fantástica esquerda, garantiu não fazer. Por este andar o indicador de pobreza usado para determinar que temos no país quase dois milhões de pobres tratará de produzir muitos mais. Depois não se queixem.

domingo, 20 de outubro de 2024

Enriquecimento cultural

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Provavelmente as empoderadas, feministas, esganiçadas diversas e esquerdistas em geral já terão reagido ao anuncio da entrada no mercado de uma espécie de Uber apenas para mulheres. Não dei por nada, mas isso dever-se-á, tão somente, ao meu desconhecimento. Imagino que, por esta altura, já abundem comunicados das mais variadas organizações e “colectivos” de esquerda a manifestar indignação e a prometer lutar contra esta iniciativa de negócio – mais uma manigância do capitalismo – claramente discriminatória e, quiçá, atentatória da dignidade das mulheres. Inconstitucional, na certa, por discriminar clientes em função do sexo.
Isto, claro, sou eu na galhofa. Acredito que não tenham feito nem, quase de certeza, farão nenhuma critica a este novo modelo de negócio. De resto, esta iniciativa empresarial apenas vem dar-lhes razão. É mais um beneficio do enriquecimento cultural que, segundo eles, a imigração nos proporciona. Outros se seguirão. Carruagens de comboio só para mulheres ou uso de vestes e adpoção de comportamentos cuja exuberância não suscitem “manifestações de interesse” por parte do imigrantes oriundos de países com culturas medievais. Daqueles que toda a fauna mencionada no inicio do texto acha que nos tornam mais ricos.
Por mim apenas lamento que tenhamos chegado até aqui. Não foi para isto que fizeram o 25 de Abril. Pena que aqueles que a propósito de tudo – e, principalmente, de nada – andam sempre a guinchar “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” não percebam que este é o verdadeiro fascismo. Pior, que o defendam.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

O problema de ontem é a solução de hoje

Uma das vantagens de um gajo ser velho – se calhar a única – é que se lembra de muita coisa. Eu, por exemplo, ainda sou do tempo em que muitíssima gente reclamava do excesso de construção. Barafustavam contra os interesses imobiliários e autárquicos que estariam, a par de outros esquemas alegadamente manhosos, a levar a que se construissem prédios de forma desenfreada e muito para além das necessidades do país. Que, segundo eles, já então teria habitação suficiente para albergar vinte ou trinta milhões de pessoas. Volvidos vinte anos – as mesmas criaturas, em muitos casos – voltam a mandar bitaites acerca do sector. Desta vez, imaginem lá, o problema é a falta de habitação. Os interesses instalados, ou sejam todos menos eles, são responsáveis por não haver casas para ninguém. Uma vergonha a que urge pôr cobro. Construa-se, aconselham, porque afinal os prédios onde cabia toda a gente já não chegam. Não se cansam de estar errados, eles. O único tema onde lhes dou razão, quando noutra ocasião os leio ou ouço sobre outros assuntos, é nisso de criticarem o Ventura por estar sempre a mudar de opinião.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Coitados dos espanhóis...

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O ministro da Defesa proclamou em Estremoz que Olivença é terra portuguesa. Nada de especial – apesar do horror que tal afirmação provocou em certos meios – pois trata-se, afinal, da posição oficial do país. Nem, de resto, os espanhóis ligaram patavina à conversa da criatura. Fizeram mal. Avisados estavam os que concluíram que Nuno Melo estaria a sugerir que invadíssemos Espanha para reconquistar aquela localidade que outrora foi nossa. Isto porque, ainda há poucos dias, outro ministro sugeriu uma nova forma de atacar os espanhóis. Desta vez usando a CP como arma, já que de forma convencional não teríamos sucesso. Curiosamente esta intenção de infernizar a vida dos vizinhos não suscitou nenhum reparo nem a mesma indignação. E, está fácil de ver, é pior, muito pior, do que marchar sobre Olivença. Estou mesmo em crer que, perante tamanha ameaça, o governo espanhol não hesitará em devolver aquilo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Dichotes

Os políticos portugueses podem não ser grande coisa, mas demonstram uma especial capacidade para nos divertir. Valha-nos isso. Os últimos dias têm sido especialmente pródigos em declarações capazes de nos animar. Provocar risota, até. Desde o Pedro Nuno Santos ao Montenegro, passando por outras figuras menores como o Ventura ou Paulo Raimundo. O primeiro ministro fez uma graçola a propósito de auriculares e de jornalistas que farão perguntas encomendadas. A corporação jornalística foi lesta a reagir. Não se ficou pelo sorriso amarelo. Certo que o homem mais valia ter estado calado ou, então, se queria mesmo irritar teria dito o mais ajuizado. Que o dinheiro dos contribuintes não pode servir para financiar jornais. Não tinha tanta piada, mas o nosso bolso agradecia. Quanto ao líder socialista, com a empatia que o caracteriza, mandou os militantes do seu partido ter juizinho e tento da língua, que isto de andar a mandar bitaites acerca da necessidade de aprovar o OE não pode continuar. Nesse e, se calhar noutros assuntos, há que falar em uníssono. Papaguear a voz do dono, portanto. Por falar em comunistas, o secretário geral do PCP está manifestamente chateado por o Orçamento apresentado pelo governo conter medidas contra-revolucionárias. Uma chatice, logo agora que a revolução estava a correr tão bem. Mas teve graça, convenhamos.

sábado, 12 de outubro de 2024

Democracia, sempre.

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A minha tolerância para com o pessoal do “Free Palestina” e arrazoado correlativo é muito limitada. São, na sua quase totalidade, apenas movidos pelo ódio aos Estados Unidos da América e ao ocidente em geral. Seriam, todos eles, incapazes de viver numa sociedade como aquela que os diversos movimentos que lutam contra o Estado de Israel – a única democracia da região, nunca é demais recordar – preconizam e aplicam nos territórios que controlam.
Sou o primeiro a concordar que as sondagens valem o que valem. Todas elas, seja qual for o modelo através do qual se obtém o resultado. Especialmente quando este não nos agrada. Neste inquérito, dos participantes apenas o equivalente a pouco mais do que a soma das percentagens obtidas pelo PCP, BE e Livre nas últimas legislativas não escolheriam Israel para viver. Isto, valha o que valer, só nos mostra o óbvio. Doze por cento dos que responderam são mentirosos. Ou, vá, potenciais suicidas.

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Opções despreziveis

Tenho pouco apreço por medidas, ainda que aparentemente simpáticas, dirigidas especificamente a um segmento da população. Revelam, na maioria das circunstâncias, o carácter interesseiro e o apego ao poder por parte de quem as promove. O que me faz ter em relação a essas pessoas um apreço ainda menor do que aquele que já tenho pelas ditas medidas. Assim uma cena quase ao nível do desprezo, digamos. É o que sinto, também, relativamente a isto do chamado “IRS jovem” e a quem teve teve a ideia. O mesmo sentimento quanto aos que defendem que, em vez disso, preferiam manter tudo como está em termos fiscais e usar o montante equivalente à perda de receita de IRS para aumentar as reformas aos velhinhos. É um clássico dizer que são todos iguais. A diferença está, pelos vistos, no público-alvo. Uns desconfiam que ganham as eleições com os jovens, outros com os velhos. Os que pagam estas tolices são os do costume. A esses só lhes compete pagar.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Recomendações

A Assembleia da Republica acaba de recomendar ao governo que trate de promover o recrutamento de pessoas LGBT+alfabeto inteiro, afro-descendentes e ciganos para a PSP e GNR. Parece-me muito recomendável o cumprimento desta recomendação. Mesmo que a Constituição garanta a igualdade de oportunidades no acesso ao emprego público e, assim à primeira vista, se afigure que o parlamento estará a, digamos, subverter o espírito da coisa. Detalhes. De resto, com recomendação ou sem ela, o principio de favorecer determinados grupos de cidadãos no acesso aos lugares remunerados pelo Estado há muito que está consagrado na prática política. O grupo de cidadãos com cartão de militante do partido no poder, o grupo de cidadãos que são da família deste ou daquele ministro, o grupo de cidadãos amigos do presidente de uma qualquer autarquia, o grupo de cidadãos - e respectivas famílias - que bebe uns copos com um cacique local e  tantos outros grupos de pessoas que aqui não menciono só para não alongar o post, há muito que são tidos como prioritários no acesso ao emprego público. Serão todos criaturas muito recomendáveis, na certa, mas às vezes só isso pode não chegar. Serem recomendados dá uma garantia muito maior quanto ao sucesso da tramóia.