A banca portuguesa – ou a operar em Portugal, se calhar é mais rigoroso – constitui um exemplo de eficiência, modernidade e de outras cenas mais. Tem quem lhe pague os prejuízos e salve da falência quando o negócio dá para o torto, cobra juros altos e paga juros baixos, fecha balcões e obriga os clientes a fazer o trabalho pelo qual antes pagava aos seus funcionários e ainda lhes cobra por isso. De refereir que no âmbito de sacar dinheiro ao próximo por tudo e por nada, manifesta uma capacidade imaginativa fora do vulgar para inventar comissões só superada pela imaginação do PS a criar taxas quando está no governo. Com a diferença que este partido, quando na oposição, revela igual imaginação a acabar com elas e os bancos não acabam com nenhuma mesmo quando têm lucros extravagantes, chamemos-lhe assim.
Sempre na busca da evolução permanente a banca pretende ser agora mais inclusiva. Seja lá isso o que for. No caso a inovação tem a ver com a criação de agências “pet-friendly”. Ou seja daquelas onde os clientes podem entrar com os seus bichinhos de estimação. O que me parece bem. Há que acabar com a limitação de acesso a qualquer lugar em função do número de patas. Não sei como anda aquilo do crédito mal parado, mas perante este cenário nunca a expressão “vou ali ferrar o cão” foi tão apropriada.


















