1 –O facto de não ser de esquerda não me impede de reconhecer a genialidade, magnificência e importância das suas causas. Provoca-me um orgulho imenso ver que não são a fome – de que se morre em Lisboa, ao que se diz – a educação, os transportes, a saúde, a desertificação do interior ou os impostos brutais a que os trabalhadores estão sujeitos. Nada disso. Para a esquerda o problema é o nome de uma ponte para peões e bicicletas nos arrabaldes de Lisboa. Isso sim, é que é uma causa nobre e de evidente relevância para os portugueses.
2 – Os consumidores, segundo o que está a ser amplamente noticiado, estarão a comprar mais camarão e cerveja do que antes. Não admira. Nunca como agora o Estado – incluindo as autarquias locais distribuiu tantos apoios sociais. Isto anda tudo ligado.
3 – Diz que o preço médio, para arrendamento, de um T1 em Lisboa é de 2500 euros. Uma busca naquele que é considerado o maior portal imobiliário, devolve o resultado de 508 T1’s para arrendar na capital. Dos quais 33 até 1000 euros, 421 até 2000 e apenas 46 por 2500 euros ou mais. A média, como é óbvio, ficará significativamente abaixo do valor anunciado. Ainda assim é muito caro? É, mas lá por isso não precisam de ser aldabrões.

















