
Graças ao fantástico, maravilhoso, brilhante, espectacular e melhor governo de todos os tempos – tirando o da geringonça, vá – os contribuintes portugueses vão pagar “o acesso a consultas e tratamentos médico-veterinários como, entre outros, a identificação, vacinação, desparasitação e esterilização prestados a animais de companhia cujos detentores sejam pessoas em situação de insuficiência económica, em situação de sem abrigo ou pessoas idosas com dificuldades de locomoção”. E, se as autarquias fizerem não sei mais o quê, a alimentação dos bichinhos será também à pala. Felizmente a Senhora Dona Gata não é uma bicha carenciada. Ou vulnerável, como os idiotas da linguagem alegadamente inclusiva agora dizem. Não terá, graças à sua condição de bichana privilegiada, direito a todas essas mordomias. Vai continuar a comer ossos, restos de peixe e outras iguarias pelas quais nutre uma especial predilecção.
Trata-se, tão-somente, de alargar à bicharada a política assistencialista e de subsídio dependência que já se aplica aos pobrezinhos de duas patas. Estes ainda que ganhando pouco, graças à imensa panóplia de apoios sociais, conseguem obter um rendimento bastante superior aos que ganham ligeiramente mais e aos quais o Estado furta uma parte significativa do produto do seu trabalho. E se esses ditos vulneráveis forem amigos das pessoas certas, então a coisa ainda melhora substancialmente. Dizem, porque eu tirando o que vejo no meu recibo de vencimento nada sei dessas alegadas engenharias caritativas.
O país está a cair aos bocados, mas é nisto que a governação socialista esturra o que nos tira do bolso. Ao contrário do que muitos dizem, os chalupas não são eles. Somos nós, que permitimos este nível de chalupice. Eles apenas estão a tratar da sua perpetuação no poder.