
Sou pouco dado a estas cenas da fé. Daí que esta coisa da JMJ não conste da minha lista de interesses. O que me levava a crer que o manifesto desinteresse que nutro por este evento fosse dos poucos assuntos em que coincidia com a malta de esquerda. Só que não. Por qualquer razão que me escapa, aquele pessoal ficou ainda mais tresloucado do que o habitual. Talvez seja inveja por nenhuma organização daquela área – nem todas juntas, sequer – conseguirem reunir tanta gente. Ou, então, é uma qualquer espécie de doença que não lhes permite ver outras pessoas felizes a fazerem o que gostam. Como se isso estivesse reservado aos participantes em eventos organizados pelo esquerdume.
Indignam-se também por causa dos gastos do Estado com a realização do certame. O que constitui uma novidade no discurso de quem só vê virtudes na despesa pública, mas que é outro ponto com potencial para merecer a minha concordância. Convém é ter memória. Eu sei que a esquerda tem uma capacidade natural para reescrever a história – os malucos são quase todos assim – mas, recordo, quem se candidatou a receber este encontro foi o governo da geringonça e a Câmara do Medina. Ou seja esta gentinha, em relação às decisões dos guias espirituais, está sempre de acordo e, se fôr preciso, simultaneamente de opinião contrária.