sexta-feira, 23 de junho de 2023

As beldroegas da crise

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Lá pela agricultura da crise já é tempo de aparecerem as beldroegas. Há quem não goste e considere que são uma praga. Nada mais errado, embora nasçam espontaneamente. Fazem uma sopa fantástica e constituem um prato típico aqui do Alentejo, o que significa que é bom. E falo apenas no âmbito da comezaina porque, diz, a beldroega terá inúmeras propriedades que favorecem a saúde, nomeadamente da pele, ossos, olhos e sistemas imunológico e cardiovascular. Mas destas últimas cenas não sei nada. Talvez sim, talvez não. Confirmo é são mesmo boas e quem não as come não sabe o que perde. Estas têm a vantagem acrescida de serem completamente grátis. Para mim. Numa loja on-line estão a ser vendidas a sete euros o quilo e um prato delas, num dos restaurantes finórios cá da terra, deve ser igualmente carote. É a vida, a inflação, a ganância ou tudo junto.

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Foge, se puderes...

Segundo os especialistas da especialidade, a economia paralela rondará os trinta e cinco por cento do produto Interno Bruto. Por um lado parece-me uma boa noticia. Significa que o governo não consegue pôr a mão numa parte da riqueza produzida no país. O dinheiro, por mais que uns quantos pensem o contrário, não é do Estado. É de quem se esforça para o ganhar. O lado mau é apenas esse número não ser significativamente mais elevado. A carga fiscal assumiu proporções de tal ordem que isto só não dá para o torto por o governo ter conseguido criar uma clivagem entre os portugueses. A metade que não paga IRS devido às manigâncias da tabela, não percebe o crime – sim, crime, que roubar ainda é um acto criminoso - que está a ser cometido sobre a outra metade. Daí que, em consequência desta incompreensão e da completa burrice que em matéria financeira afecta grande parte da população, o governo tenha sempre margem politica para manter este esbulho.


Os impostos que daqui resultariam, no dizer dos especialistas especialmente especializados nesta especialidade, dariam para o Estado fazer coisas. Muitas, garantem. Apesar de não ter especialização em nenhuma espécie de especialidade, não acredito que desse para muita coisa. Daria, quanto muito, para as mesmas. Até porque não estou a ver como é que conseguem demonstrar que, dentro da legalidade fiscal, estas actividades gerariam a mesma riqueza. Provavelmente sem elas o Estado teria de gastar muitíssimo mais em apoios sociais e outras esmolas que tais. O que, parece óbvio, ainda tornaria as contas públicas mais insustentáveis.


Por fim uma questão para qual não vejo resposta. Se quem trabalha sem receber ordenado, apenas a troco de cama, mesa e roupa lavada é escravo, alguém que fica sem trinta, quarenta ou cinquenta por cento do seu salário e, da parte restante, ainda tem de pagar esses itens, é o quê? Meio-escravo? Fica dúvida.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Mulheres de armas

Sou do tempo em que eram raras as mulheres em cargos governativos. Tão poucas que havia quem jurasse por todos os santinhos – nomeadamente Marx, Lenine e outros – que se as mulheres mandassem no mundo existiriam muito menos guerras. Para os mais optimistas – ou feministas, dependendo do ponto de vista – quiçá até acabassem as querelas a envolver meios bélicos e a paz reinasse no mundo. Nunca, como agora, existiram tantas mulheres no poder. Bastantes, por acaso ou não, no cargo de ministras da Defesa. As guerras, no entanto, são mais que muitas. Será apenas coincidência, que não sou gajo muito dado a teorias da conspiração. A única teoria que cai por terra é a dos visionários cheios de certezas quanto ao pacifismo feminino e à capacidade das mulheres em resolver as divergências através do diálogo.

terça-feira, 20 de junho de 2023

Nacionalizem o Sol, pá!

Há uns anos instalar um painel solar para produção de electricidade pareceu-me uma boa ideia. Produzir a própria energia – uma parte, pelo menos – contribuir para proteger o ambiente e, principalmente, reduzir a conta da luz eram os motivos que se propagandeavam para levar o pagode a optar pela energia solar. Até porque o Sol quando nasce é para todos e, excepção aos dias nublados, a poupança que o astro-rei proporciona também.


Mas isto, como tudo na vida, para uns ganharem outros terão de perder. E nisto, como no resto, o Estado nunca fica perdedor. Vai daí inventou as taxas, taxinhas, tarifas e tarifinhas que pagamos na conta da luz. O desgraçado do painel que tenho no telhado, apesar do calor que habitualmente se faz sentir por estas bandas, não consegue produzir energia que compense o saque fiscal que mensalmente me chega a casa disfarçado de factura. Desgraçadamente ainda não existe tecnologia que também produza impostos. E se houvesse inventariam um imposto qualquer para lhe aplicar.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

O conceito da noticia aplicado à facada

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Mai’nada, que essa cena do rigor informativo, de esclarecer cabalmente o leitor, o ouvinte ou o telespectador nunca foi grande ideia. Nem coisa apreciada por ditaduras, diga-se. Até porque, está provado cientificamente, o excesso de informação não é nada bom e é, até, capaz de suscitar problemas de vária ordem. Não confundir, obviamente, estas práticas com actividades censórias. Isto é tudo para o nosso bem.


Lamentavelmente esta maneira adequada de reportar os acontecimentos nem sempre é respeitada. Ainda no outro dia uns agitadores quaisquer armados em jornalistas – inflitrados da extrema-direita, quase de certeza – levaram o dia a esclarecerem exaustivamente que o tipo que atacou crianças com uma faca, num parque em França, é cristão. Assim de repente não estou a ver porque, ao contrário do habitual, não terão respeitado as recomendações emanadas superiormente. Se calhar tem a ver com aquilo que, parece, se aprende nas escolas de jornalismo acerca do conceito de notícia. Só é notícia quando é o homem a morder o cão…

Para o ano vai ao Marquês festejar o 39 com o Ventura...

1 – O primeiro-ministro terá ido ver um jogo de futebol utilizando, alegadamente, meios do Estado. Não sei do que se admiram. O dinheiro dos contribuintes é do Estado e o Estado faz com esse dinheiro o que muito bem entender. Nomeadamente ir à bola.


2 – Ainda sou do tempo em que causava indignação generalizada a ida de governantes ao Estádio da Luz. Dizia-se que a proximidade de políticos a gente pouco dada à seriedade não seria benéfica para a credibilidade dos primeiros. Agora tais actividades apenas são criticáveis se o espectador não for do PS e uma das equipas em jogo for o Benfica.


3 – De ora em diante o discurso demagógico e repetido até à exaustão por António Costa, acerca de uma eventual aliança do PSD com o Chega, passa ser ainda mais ridículo. Quem vai à bola com um dos líderes mais extremistas e radicais de direita não terá muita boca para falar acerca dessas coisas.

sábado, 17 de junho de 2023

Xenofobia do bem

Acho piada ao embevecimento demonstrado pela imprensa do regime relativamente ao surto migratório oriundo da Ásia que estará, ao que dizem, a repovoar o Alentejo e torná-lo mais multicultural do que nunca. Circunstâncias que, antevêem, proporcionarão um futuro idílico à região.


Sendo a desertificação humana e o envelhecimento da população o principal problema do Alentejo, a vinda de estrangeiros será sempre positiva. No entanto a mesma imprensa de Lisboa e outros “fazedores” de opinião que por aí pululam, sempre tão empenhados em promover a diversidade, o multiculturalismo e mais uns quantos conceitos manhosos que gostam de inventar não demonstram o mesmo entusiasmo quando os estrangeiros provêem de outras origens mais tradicionais, chamemos-lhe assim. Espanhóis que compram as terras improdutivas, chineses, franceses, britânicos, russos ou brasileiros endinheirados que estão a comprar casas e a mudar-se ou passar parte significativa do ano por estas bandas são, frequentemente, apontados por aquela malta da capital como potenciais descaracterizadores da região alentejana. Gente para quem o turbante é muito mais valorizável do que o sombrero. Complexos de inferioridade mal resolvidos, é o que é.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

A batata ilógica

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A minha experiência em matéria de agricultura é escassa. Ou, por outras palavras, não percebo nada disto. Sei, ainda assim, que se semear batatas existe uma probabilidade bastante elevada de colher batatas. Foi com essa expectativa que semeei batatas. E, juro, eram mesmo batatas. Presumo por isso que estas plantas estejam a desenvolver batatas. No solo, obviamente. Aquilo que ostentam pendurado do caule não sei o que é. Nunca vi. Posso até garantir, como já dizia alguém cujo nome agora não me ocorre, que “nunca tal eu houvera visto”.


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Já framboesas vejo todos os dias, em número razoável, de boa qualidade e sem esquisitices. Não era grande apreciador, mas estou-lhe a tomar o gosto. Esta foi a colheita do dia. Já foram. Amanhã há mais.

domingo, 11 de junho de 2023

Habituem-se...

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Tenho muito pouca simpatia pela “luta” dos professores ou por qualquer outra peleja, de qualquer outra natureza, que para atingir os seus objectivos prejudique pessoas que nada têm a ver com as causas em questão. No entanto, ainda detesto bastante mais a horda de virgens ofendidas que anda desde ontem a rasgar as vestes de indignação pelos cartazes que foram exibidos ao primeiro-ministro. Confesso-me incrédulo com tanta hipocrisia e selectividade no âmbito da condenação do protesto. São os mesmos que não se indignaram com as orelhas de burro do ministro Gaspar, o coelho enforcado numa recepção ao Passos e que chamam anão ao Marques Mendes e múmia ao Cavaco. Só para recordar alguns exemplos mais mediáticos, que quem vasculhar bem a memória encontrará muitos mais. Parece licito concluir que, para esta gentinha, quando se trata de insultar alguém da direita é liberdade de expressão e quando o insulto é dirigido a alguém de esquerda é má educação, falta de respeito pelas instituições do Estado e, até, racismo.


Os cartazes em causa, mais do que uma questão de racismo, remetem para o “Triunfo dos porcos”. Pese toda a má-educação patenteada pelos manifestantes, não podiam estar mais de acordo com a realidade actual da política portuguesa. Só mesmo os alienados do socialismo ou quem não conhece a obra de George Orwell pode achar o contrário.


Para aqueles que ainda acreditam no discurso sobre o perigo que constituiria o retorno da direita ao poder, está aqui um óptimo exemplo para reflexão. Esqueçam essa coisa de confrontar os governantes. A liberdade é muito bonita e muito querida da esquerda, mas só quando não a molesta.

sábado, 10 de junho de 2023

A inveja devia pagar imposto

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Os portugueses são muito isto. Uns invejosos. E parvos, também. Não raras vezes as duas coisas. Não valorizam o esforço, não apreciam o mérito e consideram que qualquer um que tenha alguma coisa de seu a conseguiu por acaso ou de forma ilícita. Raramente lhes ocorre que há muita gente que poupa, arrisca e investe. E depois, naturalmente, obtém o esperado e merecido proveito. Outras opções de vida, como viajar, gastar o que se ganha em jantaradas, nos copos, em gajas ou noutra coisa qualquer que lhes dê na realíssima gana são absolutamente legitimas. Muito populares entre entre nós, reconheço. Mas ainda assim não dá o direito aos muitos que as praticam de quase apelidar de criminoso quem não segue esse rumo.


Depois há aquela coisa da “distribuição da riqueza”. Qual é a riqueza que pretendem distribuir? A dos outros? Parece-me, atendendo à brutalidade da carga fiscal e à generosidade dos apoios sociais, que no âmbito da distribuição não deve haver motivo para queixumes. Os ordenados são baixos e a parte que cabe ao trabalho na riqueza produzida não é suficiente? Arranjem um segundo emprego. Com a falta de mão de obra que se verifica não deve ser difícil. Há muita gente a fazê-lo, não se queixam e alguns, vejam só, até conseguem tornar-se senhorios...

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Pairam sombras sobre os direitos da mulheres

“As forças de direita estão à espreita nas sombras para retirar direitos às mulheres”, escreve hoje num jornal uma criatura com as ideias notoriamente afectadas por um problema qualquer para o qual apenas a medicina terá explicação. Não é a única. Pelo contrário, essa é uma tese muito popular à esquerda.


Não vai ser preciso a direita sair da sombra ou chegar ao poder para as mulheres verem regredir os seus direitos e a sua liberdade limitada ou colocada em causa. A substituição da população local por outra, com outras regras e outros princípios de vida, tratarão do assunto. As mulheres residentes nalgumas localidades do sudoeste alentejano explicam isso melhor do que eu.


Obviamente que o país precisa da imigração e, seguramente, ainda haverá trabalho para muitos mais. Mas a esquerda apenas quer alguns. Nomeadamente aqueles que são oriundos de países onde as mulheres não têm direitos. Aos americanos, suecos, franceses e ocidentais em geral, a esquerda quer fechar a porta. Às claras. Sem ponta de vergonha na puta da cara. Se querem encher o país de gente para quem a mulher é um ser inferior, sem direitos, estão à espera do quê? Depois a culpa é da direita...isto é com cada maluca!

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Pinocada inconsequente

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Afinal as noticias aqui adiantadas acerca de uma eventual gravidez da Senhora Dona Gata foram manifestamente exageradas. Deve andar a tomar a pílula às escondidas ou para aí fez uma IVG. Pelos vistos era só gordura. O que não admira, dado o seu apetite. Já aprendeu que apenas tem direito a comida para gato, pela qual é absolutamente louca, depois de esvaziar o prato.


Seja como for, a bichana anda outra vez toda assanhada. Aquilo é, como diria a minha avó, para o “muito e para o bem feito”. Bom, nesta última parte, esperemos que não e que tanta “pinocada” não tenha consequências.

terça-feira, 6 de junho de 2023

Estigmatizaçãozinha da boa...

“Família numerosa agride...” não consigo deixar de notar aqui uma notícia que tende a estigmatizar as famílias numerosas. Acho mal. Até conheço uma ou outra família composta por um relativamente elevado número de elementos e todas me parecem cordatas e gente de bem. A comissão para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, devia intervir a bem da igualdade entre famílias. Até porque, para o caso, parece irrelevante a quantidade de pessoas que integram o agregado familiar.


“Família de suecos agride...” não consigo deixar de notar aqui uma notícia que tende a estigmatizar as famílias suecas. Acho mal. Até conheço uma ou outra família composta por elementos daquela nacionalidade e todas me parecem cordatas e gente de bem. A comissão para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, devia intervir a bem da igualdade entre famílias. Até porque, para o caso, parece irrelevante a nacionalidade das pessoas que integram o agregado familiar.


“Família agride...” não consigo deixar de notar aqui uma notícia que tende a estigmatizar as famílias. Acho mal. Até conheço muitas famílias e, tirando uma ou outra, todas me parecem cordatas e gente de bem. A comissão para a igualdade e cidadania, ou lá o que é, devia intervir a bem da igualdade entre famílias e grupos de pessoas sem qualquer relacionamento entre si. Até porque, para o caso, parece irrelevante o grau de parentesco entre os agressores.


Percebo que a “Pide” do politicamente correcto e da linguagem inclusiva não permita que as noticias sejam dadas de forma esclarecedora e que, em algumas circunstâncias, acabem por provocar equívocos. Se calhar o melhor seria noticiar que a agressão teria sido perpetrada por criaturas, manifestamente exaltadas, com elevado défice de urbanidade, notória falta de respeito pelos demais e reduzida capacidade para viver em sociedade. Ficávamos na mesma, não estigmatizam ninguém e, melhor ainda, não faziam figura de parvos.

domingo, 4 de junho de 2023

Piada certificada

Isto dos certificados de aforro é uma das polémicas com mais piada dos últimos tempos. A oposição à esquerda está contra a redução da taxa de juro com que o Estado remunera os aforradores, enquanto a oposição à direita mantém o silêncio. Mas apoia, que a gente sabe. O pessoal de esquerda, invejoso por natureza, também está de acordo. O de direita, por sua vez, está contra. Ou seja, as bases não estão em sintonia com as cúpulas. O que, neste caso, só confirma aquilo que todos sabemos. As pessoas preocupam-se é com a carteira. A sua, o que é legitimo, e a dos outros, o que é parvo. 


E depois há os especialistas especializados na especialidade que, na sua imensa maioria e quase todos conotados com a direita, defendem esta medida do governo por consideram insustentável que o país pague 3,5% para se financiar. Podiam ser rigorosos, são apenas 2,52% pois o resto é IRS que fica logo nos cofres do Estado. Não sei se nos mercados externos, por igual prazo, se arranja quem empreste mais barato. Mesmo admitindo que sim, há que ter em conta que essa divida será paga ao estrangeiro enquanto os juros do CA’s seriam gastos, pagariam impostos e gerariam riqueza cá dentro. Coisa que pouco importará a essa malta. Tal como o pessoal do governo estão é preocupados com o futuro da sua carteira e, para isso, há que não aborrecer os senhores da banca.

sábado, 3 de junho de 2023

Certificados de aforro

Justificar a decisão do governo de reduzir a taxa de remuneração das novas subscrições de certificados com uma boa gestão da divida pública é dizer o óbvio. Muito melhor seria, desse ponto de vista, o Tesouro financiar-se a taxa zero ou negativa. Dizer que é necessário reduzir os custos da divida do Estado faz todo o sentido. Concluir que o bem-estar económico dos cidadãos é um obstáculo ao bem-estar financeiro do Estado, também.


Só que temos sempre aquela coisa de à mulher de César não bastar ser séria. Tem, também, de parecer. E nisto, como em quase tudo o resto, seriedade é algo que não parece existir. Parece, isso sim, mais um favor à banca. Ou uma contrapartida por causa das comissões que, poucos dias antes, ficou proibida de cobrar. Daqui por uns tempos veremos. Nomeadamente quando gente do actual governo – ou da oposição à direita, que está calada que nem um rato – começar a integrar as administrações dos mais diversos bancos.


Estou farto de ler e ouvir que o Estado não pode, nem deve, intervir e obrigar a banca a subir os juros que paga aos depositantes nem a baixar o que cobra a quem lhe deve. Apesar de acérrimo defensor da não ingerência do Estado no mercado, abro uma excepção no que toca ao sector bancário. Se interveio quando foi preciso salva-lo da falência, então agora em defesa dos contribuintes, pode e deve intervir. Mas claro que não o faz. Quando o mercado funciona a favor das pessoas o governo, em defesa de outros interesses, não o deixa funcionar.


Finalmente uma palavrinha para aqueles que, como já li hoje, acham que se ainda há dinheiro para colocar em certificados de aforro, então também ainda há margem para aumentar os impostos. Seus burros, o rendimento gerado pelos CA’s paga vinte e oito por cento de imposto. Logo quanto menor for o juro, menor será o imposto arrecadado. Ou seja menor será a receita que alimenta as vossas prestações sociais, também conhecidas por remuneração da preguiça.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Agricultura e outras crises

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1 – A candidata podemita à Comunidade Autonómica de Madrid prometia, entre outras coisas fantásticas, baixar o valor das rendas de casa. Levou uma coça de todo o tamanho. Das duas, uma. Ou as rendas não estão assim tão caras ou, então, os inquilinos são uma escassa minoria. Será que os políticos portugueses estão a par do que se passa ali ao lado? Se calhar deviam.


2 – “Temos a geração de políticos mais bem preparada dos últimos anos em Portugal”, proclama um jovem socialista eleito chefe de uma organização que agrupa jovens socialistas. Acredito que os níveis de preparação sejam extremamente elevados. Azar o nosso é que nenhum está no activo. Devem ter-se lesionado todos no treino.


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3 – A agricultura da crise não está, este ano, a correr da melhor forma. Primeiro as favas tiveram um lamentável acidente de percurso, depois o patife surripiou os alhos e agora são as pragas. O feijão está neste triste estado. Provavelmente vai acabar por sucumbir ao ataque desta bicheza que nem sei identificar, quanto mais como exterminar. Se é que, mesmo sabendo, o posso fazer. É que isto até para manobrar um borrifador parece que é preciso carta.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Meliantes, activistas e outros pantomineiros

1 – Agora são os sacos de plástico leve. Aqueles que se usam para o pão, batatas e afins. Tudo taxado. Não é que ache mal. Há que salvar o planeta e isso, mas temos de ir mais longe em matéria de salvamento planetário. Não devem ficar de fora coisas como, por exemplo, as embalagens de plástico em que são vendidas a manteiga, o leite, o queijo fresco ou a pizza. Entre outros, que a lista só se esgota com a imaginação.



2 – Diz que anda por aí um grupo de meliantes a esvaziar os pneus aos automóveis. Activistas climáticos, como lhes chama a comunicação social. O que significa que podem fazer tudo o que lhes dê na realíssima gana porque, tratando-se de activismo, toda a delinquência é perdoada. Esta, já alguém disse sem se rir, nem pode ser considerada crime. O dono do veiculo vandalizado, caso corra estes filhos da puta à bordoada, será um perigoso fascista que deverá ser exemplarmente punido. Depois indignem-se com a votação do Chega…



3 – Uma vida boa é, ao que consta, o novo lema do Bloco de Esquerda. Assim de repente afigura-se uma ideia suficientemente motivadora. Convém é saber como se pretende lá chegar. É que, já me garantia a minha avó, quem anda na boa vida nunca terá uma vida boa. Isso é coisa que dá muito trabalho.

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Herança renegada

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O que explica que, mesmo perante tanto escândalo, o governo PS continue com elevada intenção de voto? Fácil, é da natureza humana. Os governos de esquerda provocam crises, as pessoas passam mal, zangam-se e votam na direita. Os governos de direita são obrigados, por eles ou por intervenção externa – que às vezes até é pedida pela esquerda – a adoptar medidas duras de combate à crise, as pessoas zangam-se e votam à esquerda. E assim sucessivamente. É a vida.  


Outra razão para o elevado nível de apoio popular ao governo é a propaganda. Nisso, reconheça-se, a esquerda é extremamente competente. Ajudada, quase sempre, pela memória selectiva do eleitorado. Veja-se, a título meramente ilustrativo, o exemplo da foto. No caso, a acção de propaganda deve ser dirigida aos eleitores mais jovens, nomeadamente aos que ainda andavam de fralda na altura das aldrabices descritas. E, também, aos mais desmemoriados. Razão tinha o tal Santos Silva, quando pretendia regular as redes sociais porque estas, segundo ele, enfraquecem a democracia. Disso percebe o PS.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

O elogio da miséria

1 – Há quem considere que um dos problemas do SNS é o salário pago aos médicos pelos hospitais privados. Demasiado elevado, segundo alguns. Nada como pagar mal a toda a gente. Assim, somos todos iguais. Igualmente pobres, mas iguais.



2 – Segundo o fisco há cada vez mais famílias ricas. Embora para as finanças quem ganhe oitenta mil euros brutos por ano –liquido, pouco mais de metade – já seja considerado abastado. Péssimo, na óptica de uns quantos. Bom, mas mesmo bom, é os ricos serem cada vez menos. Isso é que era factor determinante para todos vivermos bem.



3 – Também são muitos os que optam por ter dois empregos. Garganeiros.Em vez de ficarem sentados nas esplanadas a praticar o levantamento do copo e o lançamento da beata, enquanto consultam a app do banco para ver se o “subsilio” já caiu na conta, esforçam-se por ter uma vida melhor. Há que proibir este desplante. Quanto antes, não vá esta pratica continuar a aumentar e colocar em causa a caridade socialista.

domingo, 28 de maio de 2023

Imposto é roubo e esquerdista é bandido

1 – O fisco vai ficar a saber o que “ganhamos” com vendas na internet. Não será por curiosidade ou simples bisbilhotice, vai ser mesmo para taxar. À semelhança, provavelmente, do que acontece  no manicómio aqui ao lado, também conhecido por Espanha, onde estas vendas pagam imposto de acordo com o lucro obtido e a compra é taxada em de quatro por cento a favor do fisco. Ou seja, pagámos iva no momento da compra e pagaremos outro imposto qualquer no momento da venda. A isto chama-se, acho eu, dupla tributação. Ou roubo, vá.



2 – Mas há quem goste e até aplauda. É lá com eles. Cada um sabe de si e cada qual tem os prazeres que quiser. Por mais esquisitos que se afigurem do ponto de vista estritamente racional. Se pagar impostos é um deles que lhes faça bom proveito.



3 – António Costa já felicitou a nova líder do BE. Com a qual, afirma “espera um dialogo construtivo e uma acção comum para o progresso de Portugal e a melhoria de vida dos portugueses”. Preocupante. Mas se os portugueses quiserem ir por aí, força com isso. Segundo uns dados que vi publicados um destes dias estaremos, enquanto povo, a enfrentar um problema de obesidade que urge resolver quanto antes.

sábado, 27 de maio de 2023

PPP - O papão, a pinga e a perninha.

1 – Costa diz que a classe média é a chave para combater a extrema-direita. Seria, certamente. Para isso e para derrotar o Partido Socialista, se este tipo não a tivesse destruído e reduzido ao miserabilismo tão do agrado da esquerda. Desde que chegou ao poder nunca se preocupou com aqueles que se entende constituírem a “classe média”, criou um país de subsidio-dependentes e sufocou os restantes com impostos. Entretanto vai acenando o papão do Chega e da extrema-direita. Como se o problema fosse uma dúzia de palhaços no parlamento e não ele próprio e todos os outros de quem se rodeou.



2 – Santos Silva, o individuo a quem deram o lugar de segunda figura do Estado, garante que “a expressão mais forte e legítima do liberalismo em Portugal é o PS, não é a IL”. Não sei que raio anda o homem a beber, mas também quero. Deve ser mesmo pinga da boa.



3 – Entretanto por cá tem hoje lugar um evento qualquer envolvendo velhos. Maioritariamente velhas - muitas, provavelmente, mais novas do que eu - que nestas como noutras coisas elas estão muito à frente dos homens. Velhas ou, como agora se diz, seniores. Embora algumas, assim de relance, aparentem estar em condições de ainda fazerem uma perninha nos juniores. Disseram-me, que eu até nem vi bem...

sexta-feira, 26 de maio de 2023

Agricultura da crise e outras cenas

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1 – Cá pela agricultura da crise do quintal doméstico é tempo de framboesas. Desta vez, contrariando uma velha e jocosa piadola de família, em quantidade suficiente para engasgar até o mais garganeiro. Por falar em ganância, especulação e defeitos correlativos… estão a mais de nove euros o quilo.



2 – Diz que um Município da região de Lisboa vai acolher um projecto de mobilidade eléctrica aérea. Um vertiporto, ou lá o que é. Diz que se chama isso a uma base de aeronaves e veículos eléctricos com descolagem vertical. Parece-me bem, que tudo o que envolve inovação e mobilidade provoca-me sempre um inaudito entusiasmo. Embora, dadas as circunstâncias, o assunto me suscite suspeitas que pode haver o risco de estarmos perante uma inovadora forma de mobilidade monetária.



3 – A TVI andou, um destes dias, a aborrecer um autarca aqui da zona. Não se faz. Causar aborrecimento seja a quem for é um comportamento reprovável. Aquilo é uma terra pacata onde, como em quase todas as terras pequenas e pacatas, todos são primos e primas. Admira-me, dadas as circunstâncias, que o jovem repórter não tenha sido untado. Safou-o a câmara, certamente. A de filmar.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Tutti putedo

1 – Na sua coluna habitual no pasquim das causas, uma senhora – jeitosa, por sinal – disserta contra o que considera ser a russofobia existente na sociedade portuguesa. Coisa que, obviamente, lamenta e para a qual não encontra justificação. Não lhe ocorreu aquilo de, até há poucos anos ser a pátria do comunismo e de, mais recentemente, terem invadido um país soberano. Duas cenas capazes de causar um elevado sentimento de repulsa a qualquer ser minimamente decente.



2 – Parece que a Comissão Europeia avisou o governo português que terá de cortar dois virgula cinco mil milhões de euros na despesa pública. Surpreendente, este aviso. Logo agora que estava tudo a correr tão bem. Desconfio que, mais uma vez, as vitimas vão ser os reformados. Não os actuais, que nesses, por maiores e desproporcionadas que sejam as suas pensões face à realidade actual, não se mexe. Fácil, socialmente justo e democrático será cortar na minha reforma. Aquela que, com sorte, terei num futuro relativamente próximo.



3 – Apenas um “anjinho” ou quem esteja completamente por fora da realidade – nem precisa ser da realidade política, basta ser a realidade em abstrato – pode estranhar ou ficar surpreendido com as revelações trazidas a público pela TVI a propósito da tal “operação tutti frutti”. Vão por mim. Ou pelo saudoso camarada Arnaldo Matos, se preferirem. Isto é tudo um putedo.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Burlas, burlas e mais burlas

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1 - PS e PSD ter-se-ão, alegadamente, entendido para encontrarem candidatos merdosos de forma a distribuírem, mais ou menos harmoniosamente entre si, os lugares nas freguesias da capital do reino. Desconfio que os entendimentos não se têm ficado por aí. Nem por Lisboa, pelas autárquicas nem, sequer, por aqueles partidos. O que, diga-se, só por si não tem nada de mal. Não andamos todos a clamar por consensos? Então não sejamos sonsos.



2 – Todos os dias surgem uns activistas quaisquer a reclamar do racismo que alegam existir na sociedade portuguesa. Poderá, em circunstâncias, haver razão de queixa para isso, mas quando a argumentação se baseia no uso de expressões vulgarmente usadas na língua portuguesa, a coisa vai para lá do risível e atinge o nível da parvoíce extrema. Uma dessas criaturas insurgia-se um destes dias com o uso da palavra denegrir. Ridículo. Na nossa língua o negro e a escuridão não estão associados à cor da pele. Estão, isso sim, associados à religião, nomeadamente àquela cena das trevas. Podem não ter obrigação de saber isso, mas não precisam ser parvos.



3 – Agradeço o aviso de que se não fizer não sei o quê deixarei de ter acesso a uma conta que não tenho num banco de que não sou cliente. Confesso, no entanto, que me aborrece que ora me tratem por você (sua conta) ora, cheios de confiança, sejam tu cá tu lá comigo (não te preocupes). É pá, decidam-se. Ou, então, aprendam convenientemente o português que se usa deste lado do Atlântico.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Organizem-se quanto a isso das ofensas

Mandar alguém de “volta para a tua terra” constitui uma ofensa racista e xenófoba que todos devemos condenar e combater. Já um “volta para a barriga da mãe” é perfeitamente aceitável e não suscita qualquer espécie de indignação embora, assim de repente, pareça claro que ambas as afirmações visam ofender o interlocutor ou a pessoa a quem são dirigidas. A não ser que sejam proferidas por alguém de esquerda e direcionadas para alguém que não esteja nas boas graças da opinião publicada. Nessas circunstâncias não há quem condene e até merecem o aplauso dos idiotas esquerdistas, passe o pleonasmo. De qualquer forma mandar alguém voltar para a barriga da mãe é só parvo. É, ao contrário do regresso à terra natal, uma impossibilidade prática. Como, de resto, as ideias políticas de quem o proferiu. Faz sentido.

segunda-feira, 22 de maio de 2023

Levem lá a bicicleta...

1 – Sempre que o Cavaco fala a esquerda rasga as vestes. Na falta de argumentos para contraditar o homem recorrem ao insulto, à ofensa rasteira e a um inacreditável rol de disparates. Calculo o quanto ainda lhes doa a evidência, por comparação com os anos do cavaquismo, do falhanço do modelo de governação do Partido Socialista. Como dizia o outro, habituem-se. Quantos mais anos o PS estiver no poder mais evidente vai ficar a nulidade das suas opções políticas.


2 – Entretanto, lá pelo parlamento foi aprovada a tal lei que pretendia promover o combate ao turismo e à propriedade. Digo pretendia porque, olhando para o texto daquela coisa, aquilo não vai dar em nada. São excepções para tudo e todos e o que não é execpcionado é inaplicável ou facilmente contornável. Da recuperação do património devoluto do Estado é que continuamos sem noticias..


3 – Pela Ucrânia aquilo continua quase tão mau como no Ministério das Infraestruturas. Diz que é porrada que ferve. O que constitui, quer num quer noutro caso, motivo para indisfarçável gáudio de gente muito pacifista e empenhada na paz. Com sorte ainda o hei-de ver propor que, em vez de armas, se forneçam bicicletas às tropas ucranianas para estas as arremessarem contra os russos.

domingo, 21 de maio de 2023

O mundo ao contrário

Embora por cá apenas muito raramente seja noticia, em Espanha a ocupação ilegal de casas constitui um dos maiores problemas do país vizinho. Principalmente desde que os esquerdalhos malucos chegaram ao poder. A loucura é de tal ordem que, recentemente, foi apresentado no parlamento espanhol uma proposta de lei que visava ilegalizar as empresas que se dedicam a desocupar as propriedades. Uma réstia de bom senso de alguns deputados do PSOE impediu mais esse passo na direcção da anarquia aboluta.
Um proprietário que veja a sua casa ocupada - há casos em que bastou a ausência de umas horas - não pode, face à legislação espanhola, correr com os meliantes que a ocuparam. Nem, sequer, mandar desligar a água, a luz, o gás ou as telecomunicações. Tem de continuar a pagar como se lá morasse e, se não o fizer, verá o salário penhorado pelos respectivos fornecedores para pagamento das dividas. Pode, naturalmente, recorrer à justiça. Terá, com sorte, o problema resolvido cerca de um ano e meio depois. Isto se for a primeira habitação. Caso se trate de uma segunda o melhor é esquecer. Nunca mais de lá tira a vadiagem.
Este cenário levou ao surgimento de inúmeras empresas especializadas em colocar os okupas ao fresco. Estas empresas actuam dentro da legalidade e, que se saiba, raramente têm sido condenadas pelos tribunais por actuações contrárias aos limites da legislação. E é isso que a esquerda quer evitar ao tonar ilegal a desocupação. Se um dia o conseguir criará um problema muitíssimo maior. Entre os muitos milhares de proprietários existirão sempre alguns menos pacientes que tenderão a resolver as coisas pelas próprias mãos. E isso, por norma, não costuma acabar bem.

sábado, 20 de maio de 2023

Ratos voadores

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Apenas a imensa estupidez humana permite que a cena retratada seja hoje, infelizmente, comum à generalidade das esplanadas. Isto quando, recorde-se, ainda há pouco tempo o mundo se fechou em casa com receio do contacto próximo entre as pessoas e, mesmo hoje, muitos se sintam constrangidos com a proximidade de estranhos. Os pombos são uma praga, transmitem inúmeras doenças, mas o pagode não se importa. Em nome da igualdade entre as espécies, suponho. Por mim recuso-me a ser igual aos que assim pensam. Se querem ser iguais aos bichos é com lá eles. Façam-no é onde não aborreçam ninguém, nem o seu comportamento ponha em causa a saúde e o bem estar dos demais.
Escrevi um destes dias que, em breve, os fumadores terão menos direitos do que um cão. Não se poderão sentar, por exemplo, em muitas esplanadas a fumar o seu cigarrito, não vá o fumo incomodar – e, por vezes, incomoda – o vizinho da mesa ao lado. No entanto os pombos, para uns quantos anormais, são bem-vindos. Ai de quem os enxote. Levanta-se de imediato um coro de indignações. Embora isso não adiante, porque eles voltam. O melhor mesmo é torcer-lhes o pescoço. Mas com cuidado. O bicho é frágil e cabeça separa-se com facilidade do resto do corpo, como ocorreu um destes dias num local que me escuso a identificar. É que depois jorra sangue por todo o lado. O que é um bocadinho chato, diga-se.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Malucos

1 – “É preciso dar dinheiro aos pobres”, argumenta uma conhecida economista alegadamente próxima do Bloco de Esquerda e, graças a isso, com muito tempo de antena no espaço mediático. Deve padecer de uma espécie de degenerescência ideológica qualquer, a senhora. Já se esqueceu daquela máxima – repetida até à exaustão pela malta de esquerda, noutros tempos – de não dar um peixe ao pobre, mas sim uma cana de pesca.


2 – Com tanta trapalhada o mais provável é o país acabar em eleições mais dia menos dia. Desnecessariamente, diga-se. Costa vencerá e, quase de certeza, com outra maioria absoluta. Sim que o Ibaneleitor, toda a pessoa que tem atracção eleitoral por aquele político que lhe transfere dinheiro para a conta sem ser necessário mexer uma palha, não vai deixar cair o seu benfeitor.


3 – Entretanto lá pela agricultura da crise o maluco do costume voltou ao ataque. Desta vez foram os alhos. Dois regos completos. É o que dá os serviços de saúde, a assistência social ou sei lá quem mais arranjar todas as desculpas – até a liberdade individual, imagine-se - para não fazer o que até qualquer analfabeto vê que deve ser feito. Ou, então, é como aquilo do gajo com o passo trocado na parada, os malucos somos nós.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Javardotes

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Confesso que a minha fé na humanidade é reduzida. É é menor ainda naquela parte da humanidade que coabita com um cão. Mas, se calhar, preciso de rever alguns conceitos. No caso da foto, por exemplo. O javardote – estão a ver? Linguagem inclusiva, para que ninguém se sinta excluíde – ainda não atingiu o grau civilizacional suficiente para recolher os dejectos do bicho, mas já está naquele patamar que o faz limpar o cú ao canito depois deste arrear o calhau. Ou, então, tem medo que a patroa lhe vá à figura se o cão limpar as cagaitas na carpete...