quarta-feira, 19 de abril de 2023

É a "Comprativa", camaradas!

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1 – Nem desconfio quem propõe idiotices destas, mas, presumo, será um fedelho ignorante. Nem nos anos do PREC o pessoal era tão burro que pretendesse meter o Estado no negócio das mercearias. Optou-se, então, pelas cooperativas de consumo. Deram no que deram. É falar com os mais velhos que eles explicam porque faliram ao fim de poucos anos. Hoje nem conseguiam aguentar um mês.

2 – Segundo estimativas do governo a pirataria, nomeadamente ao nível do audiovisual, será responsável pela perda de mais de duzentos milhões de euros em impostos. Não sei como chegaram a este número, mas acho piada que falem em “perda”. Por mim, se por acaso utilizasse esses esquemas manhosos para ver os jogos do Benfica, só o faria por ser à borla. Pagar SporTv, ou outros que tais, é coisa que nem equaciono. Portanto esqueçam lá a ideia de algum colocar a mão nesses tais duzentos milhões...


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3 – Nunca compreenderei o que leva alguém a co-habitar com um cão. Menos ainda a razão porque o leva à rua para cagar. Se o tratam como uma pessoa, se partilham com ele a cama e o que mais calhar parece esquisito que não possam partilhar igualmente a casa de banho.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Agricultura da crise

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1 – Obviamente que ninguém – excepto o governo, eventualmente – estará à espera que a entrada em vigor do “Iva zero” faça baixar o preço seja do que for. Já lá para Novembro, quando esta suspensão acabar, poucos duvidarão que todos estes quarenta e seis produtos verão o seu preço crescer seis por cento. Na falta de melhor, chamar a isto especulação parece-me adequado.

2 – Por falar em especulação, especuladores e manigâncias diversas ocorreu-me o mercado de sábado cá da terra. Deve ser por tudo isso que, nos tempos que correm, as bancas de vendas de plantas hortícolas (daquelas para plantação) são as mais concorridas. Não é que não especulem, mas assim como assim não somos todos os sábados vitimas da inflação. Nem da ganância.


3 – É por estas e por outras que a agricultura da crise constitui uma actividade cada vez mais relevante. Pelo menos enquanto não aparecer uma qualquer Susana Peralta desta vida a exigir a aplicação do IVA ao auto consumo no âmbito horticultura. Ou a inventar um imposto patético que vise corrigir a “lotaria do quintal”...

segunda-feira, 17 de abril de 2023

O que hoje é mentira...amanhã continuará a ser.

Uma mentira, por mais repetida que seja, não se torna verdade. Pode é levar os tótos a creditar na patranha. É o caso da divida pública. Há quem acredite e não perceba que a diminuição verificada foi apenas na sua relação com o PIB. Em montante – dinheiro, vá – não para de aumentar. Aos que acreditam na pantominice e na propaganda proponho que me emprestem cinquenta euros. Como para o mês que vem vou ser aumentado, a minha dívida, na perspetiva desses crentes, diminuirá. Lá mais para o Verão pago-lhes os quarenta e cinco euros.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Taxem mas é a mãezinha...

1 – A função social da propriedade é um estranho conceito que, de repente, nos começou a entrar casa dentro. Confesso a minha ignorância, mas não sei ao certo o que significa. Suponho que será uma maneira colocar os remediados – que os ricos escapam sempre a estas coisas – a financiar, também ao nível da habitação, os mais pobres e os que não querem trabalhar. Ou seja, o equivalente ao que as empresas públicas fazem com os socialistas.

2 – Outra ideia que uns quantos inúteis de esquerda – passe o pleonasmo - tentam à viva força trazer para a discussão é a taxação das heranças. O principal argumento é a alegada necessidade de corrigir aquilo a que chamam “lotaria do berço”. Um cena assim do tipo, um gajo trabalha, poupa, investe e quando morre o proveito de tudo isso fica para os filhos dos que não pouparam nem fizeram a ponta de um corno. “Imposto invejoso” ou “taxa invejosa” parece-me um bom nome quando, mais cedo do que tarde, estes merdosos levarem a sua avante.


3 – Temos a maior carga fiscal de sempre e, ainda assim, há gente que todos os dias acorda a pensar em novas maneiras de nos tributar. Só falta sugerirem um imposto sobre a queca. Proceder à sua liquidação nem seria nada de especial. Muito mais difícil será controlar a absorção do IVA dos bens que passam à taxa zero e, no entanto, há quem pense ser capaz de o fazer.

A culpa é dos engenheiros!

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Esta mania dos engenheiros, arquitectos ou seja lá quem for em projectar passeios desmesuradamente largos é no que dá. A malta fica sem espaço para estacionar. Verdade que, neste caso, o passeio nem tem uma largura por aí além. Contudo se fosse mais estreito não fazia mal nenhum e o camião já cabia no estacionamento. Assim, por notória e mais que evidente falta de espaço, obrigam o motorista a aparcar desta forma. Coisa que ele nem queria, com toda a certeza.

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Moluscos fascizóides

1 – Ao que parece em apenas um mês de funcionamento do novo portal disponibilizado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para atribuição automática de autorização de residência, terão obtido esse documento mais de noventa e três mil imigrantes oriundos do espaço da lusofonia. Muitos mais virão e, provavelmente, ainda serão poucos para manter o país a funcionar. Assim haja pontes e viadutos em quantidade suficiente.

2 – Não sei o que tem um tipo como Lula da Silva a dizer aos portugueses. Para falar, por exemplo, de liberdade ou democracia não é, seguramente, o gajo mais indicado. Embora, reconheça-se, não é ele que tem a culpa por discursar na casa da democracia no dia da liberdade. Quem convida um governante que é tu cá tu lá com as ditaduras vigentes na Rússia, Irão, Cuba, Venezuela, entre outras, é que não tem juízo nenhum. Ou, então, nem sabe o que foi o 25 de Abril.


3 – Dados do fisco revelam que, em dois mil e vinte e um, aumentaram as famílias com rendimentos superiores a cem mil euros e diminuíram as que declararam rendimentos inferiores a dez mil euros anuais. Não falta quem veja nestes números algo de tenebroso nem quem se esfalfe a encontrar argumentos para demonstrar que são uma vergonha. Não são. A única vergonha é o IRS que se paga sobre esses rendimentos.

terça-feira, 11 de abril de 2023

Xenofobia do bem

1 – Acerca da problemática da habitação lamenta-se um conhecido jornal on-line, de orientação assumidamente de esquerda, que “a direita entende que deve bloquear qualquer medida que reduza a procura estrangeira”. Há, pelo vistos, entre socialistas, comunistas e outro esquerdume quem pretenda restringir a vinda de estrangeiros. Vindo de onde vem, xenofobia não será certamente. Ou, se for, é xenofobia do bem.

2 – Não será de todo errado o diagnostico que são os estrangeiros ricos a inflacionar o preço das casas colocadas à venda. Nem igualmente fugiremos muito à verdade se considerarmos que são os estrangeiros remediados ou pobres a fazer disparar os valores do arrendamento. Há quem se preocupe apenas com a primeira parte do problema. Eu, inclusivamente. Ainda um destes dias encontrei uma casinha mesmo jeitosa, à venda por um milhão de euros – uma pechincha, quase - e um estrangeiro endinheirado ficou com ela. Lá estarei na próxima manifestação a defender o meu inalienável direito a morar no centro da cidade.


3 – O país está a cair aos pedaços, não há sector que não esteja em frangalhos e o comportamento político da maioria que sustenta o governo já vai em muitos pontos abaixo de zero. Continuar a insistir que o problema é o Chega só pode ser um problema que apenas a psiquiatria consegue explicar.

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Porque não se calam?!

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1 – Excepto quando se fala de bicharada ou do empenho – ou falta dele – da malta do pontapé na bola, o uso da palavra “raça” numa frase qualquer constitui meio caminho andado para o disparate. Foi o que deu a quem escreveu isto. Para disparatar. Tanto que nem se percebe o que pretende transmitir. Mas seja o que for que tenha ocorrido ao imbecil, já que conspurcou a entrada de uma capela onde apenas se realizam cerimónias fúnebres, bem que podia estar no lugar do morto. 

2 – Sócrates queixava-se, ainda enquanto primeiro-ministro, de ser alvo de campanhas negras e piadas jocosas. Costa queixa-se que andam a pagar para que digam mal dele. Desconheço se o homem fala a sério. Vindo de quem vem sou forçado a desconfiar, mas se alguém souber quem paga agradeço que me avisem. Ando a dizer mal dele de borla e isto a vida custa a todos...


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3 – Lisboa está cheia de gente esquisita. Desde pedintes que não pedem esmola para eles, mas sim para o cão que, alegadamente, passará fome, doidos varridos que me tentam convencer a não comer carne e apanhados do clima sem esperança de recuperação clínica. Se foi para isto que o tal Cristo morreu na cruz, a sua morte manifestamente foi em vão.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Opções, eloquências e nivelamentos por baixo

1 – A TAP, para mal das nossas carteiras, é uma empresa pública. A CGD também. Ambas estratégicas e importantes para a economia do país, ao que nos garantem. Na Caixa o Estado opta por não intervir para, por exemplo, influenciar a baixa de juros dos créditos à habitação, aumentar a remuneração dos depósitos ou acabar com o abuso das comissões. Já na TAP intervém até nos horários dos voos. Opções.

2 – Quando a transportadora aérea foi nacionalizada o ex-ministro e futuro chefe do governo, Pedro Nuno Santos, avisou que, daí em diante a música seria outra e que essa nacionalização daria a Portugal e ao resto do mundo uma lição do que é a gestão pública. Hoje é indesmentível que essa lição dificilmente podia ter sido mais eloquente.


3 – Muitos dos que lamentam a impossibilidade de um jovem comprar ou arrendar um apartamento em Lisboa ou Porto – em todo o país, diria eu – são os mesmos que aplaudem a política, via aumento do SMN, de nivelamento por baixo. Hoje a diferença liquida entre o salário médio e mínimo é quase nenhuma. E, como é óbvio, dá para quase nada. Quer o mínimo, quer o médio. Que, graças às políticas socialistas, são praticamente a mesma coisa.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Gamanço organizado

1 – Já tínhamos uma classe média, média-baixa e média-baixíssima a torcer o nariz aos aumentos salariais por causa do IRS. Agora temos os “mais vulneráveis” que trabalham, como agora gostam de chamar aos pobres, em pânico de cada vez que são aumentados não fiquem sem os apoios sociais. Num e noutro caso é o Estado a perpetuar a pobreza. Faz sentido. É disto que o socialismo se alimenta.

2 – Esta é a altura do ano em que confirmo que sou rico. Uma suspeita que me ocorre a cada final do mês quando olho para o recibo de vencimento e que, por altura da entrega do IRS, vejo confirmada. Rico e vitima do “crime organizado” sob a forma de governo.


3 – Observatórios, empresas privadas e quem mais calhar todos pagos pelos contribuintes, bem como consumidores, estes  por conta própria, vão desatar a verificar os preços dos produtos que passam a “iva zero”. Vão ter, todos, muito para analisar. O melhor será, para evitar esforço desnecessário, divulgar apenas os que mantém ou diminuem o preço. A propósito, estejam atento às batatas. Leram primeiro aqui.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Direito à borla

1 – Finalmente alguém – no caso o Jornal de Noticias – concluiu o óbvio. “Imigração e escalada das taxas de juro explicam o fenómeno” do aumento das renda habitacionais. Esperemos agora que os activistas desta causa, numa próxima manifestação, não desatem a apedrejar e a atirar garrafas de cerveja aos imigrantes.

2 – A mesma noticia assegura que apenas dois concelhos, Mira e Borba, escapam a esta carestia. Quanto ao primeiro não sei, mas relativamente ao segundo, apesar de aparentemente poder ser uma boa noticia, não é seguramente um bom indicador.


3 – “A casa é um direito”, repete-se até à exaustão. Ninguém, que eu saiba, em alguma ocasião ou lugar disse o contrário. É um direito que, tal como os outros, se terá de pagar. A água é um bem essencial à vida e, tirando a da chuva, também não é de borla.

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Insondáveis desígnios de malucos, activistas e outros gatunos

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1 – No mercado das velharias cá da terra tudo se vende e tudo se compra. Mesmo as cenas mais improváveis. Como esta vestimenta de padre. E essa – mais a compra do que a venda – é a questão inquietante. Que espécie de maluco, e com que finalidade, vai adquirir uma coisa destas? São os insondáveis desígnios da fé...


2 – Já dizia a minha avó, na sua imensa sabedoria, que na sua casa cada um é rei. Tanto assim é que ninguém aceita de bom grado que outros vão “cagar estacas” naquilo que é seu. O mesmo se aplica aos “activistas” oriundos de outras paragens que vêm para cá dar uso aos seus activismos. O governo até pode ser uma merda, mas é o nosso governo de merda. Eles, os “activistas”, também terão um governo igualmente merdoso, lá no país deles, contra quem podem protestar. Se não estão contentes, vão-se embora. Ninguém os obriga a ficar onde não se sentem bem tratados.


3 – A Autoridade Tributária mandou-me um email a alertar para uma tentativa de fraude em nome das Finanças. Mais irónico do que isto é difícil. Posso prevenir a tentativa, mas não escapo à fraude.

domingo, 2 de abril de 2023

Habitação: Criminosos, especuladores e paquidermes.

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1 – Das manifestações de ontem fiquei sem perceber que solução propõem as criaturas – poucas, atendendo à dimensão que se diz ter o problema - que ontem se manifestaram pelo seu direito à habitação. Matar os senhorios não se me afigura grande ideia. Embora, reconheço, possa contribuir para solucionar o problema habitacional de quem enveredar por esse caminho. Durante vinte anos e tal anos não se precisa de preocupar em arranjar casa. O Estado garante-lhe durante esse tempo cama, mesa e roupa lavada.


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2 – Foram várias as pessoas, a maior parte reformados, que referiram pagar de renda praticamente tudo o que recebem de reforma. A ser verdade – e provavelmente será – como é que sobrevivem? Vão comer à sopa do pobre? Ou será que têm um ou dois quartos sub-arrendados pelos quais cobram uma renda especulativa? Não seriam os únicos...


 


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3 – Nisto da habitação temos dois elefantes na sala que andamos ostensivamente a ignorar. Não adianta culpar os estrangeiros ricos, a “invasão” de americanos ou meia dúzia de nómadas digitais. Esses arrendam as casas que não são, nem nunca seriam, para o “bico” dos portugueses. O primeiro paquiderme são os imigrantes que chegam às dezenas de milhares e que, tal como os nossos primeiros emigrantes, não se importam de dividir casa com mais uma ou duas dezenas de compatriotas. O segundo é o governo. Preços altos, dos arrendamentos ou das vendas, significam mais impostos. Muitíssimo mais dinheiro a entrar nos cofres do Estado representam muito mais benesses a distribuir pelas clientelas. Esperar que o tipo de gente que ontem se manifestou perceba isso é ter demasiada esperança na humanidade.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Créditos, plantas e algibeiras

1 – Ouvir o PCP ou o BE defender que deviam ser os lucros dos bancos a suportar o aumentos dos juros no crédito à habitação nem me parece assim uma ideia muito descabida. E, quem sabe, também capaz de agradar à banca. O que deixavam de ganhar nesses empréstimos ganhariam naqueles que fariam para a malta, com as poupanças obtidas na prestação da casa, pagar um crédito pessoal para ir de férias até à República Dominicana ou onde muito bem lhes apeteça.


2 – Um cavalheiro, daqueles que aparece em todas as televisões a defender tudo o que o governo faz ou deixa de fazer, sugeriu que os municípios passassem a dispor de uma “planta na hora” como contributo para minorar a crise na habitação. Risota geral entre os “tudólogos” e alegados especialistas especializados na especialidade. Para além dos gabinetes de arquitectura e gente que vive das burocracias que envolvem o processo de construção de uma habitação, não estou a ver quem possa ter motivos para discordar da ideia. Obviamente, pelas razões anteriormente expostas, nunca será posta em prática.


3 – Gostar de impostos altos – em especial daqueles que os outros pagam – é uma opção de vida tão boa e legitima como qualquer outra. Já dizer que a redução do IRS sobre as rendas é o Estado a meter dinheiro nos bolsos dos proprietário, como ando a ouvir desde ontem, é só parvo. Em matéria fiscal é sempre o Estado a meter as mãos nos bolsos dos cidadãos. Quem tiver dúvidas quanto a isso olhe para o recibo do vencimento.

quinta-feira, 30 de março de 2023

É uma vergonha!!!!

1 – Já dizia o outro que há quem use a palavra vergonha com demasiada frequência. Um gajo condenado por bater na mulher e acusado por vários outros crimes de diversa natureza, vir falar de vergonha por causa de umas cenas relacionadas com o pontapé na bola, nem um única vez devia usar tal palavra. Excepto, talvez, quando se vê ao espelho.


2 – Têm repetido até à exaustão que o afegão que provocou o terror em Lisboa não é terrorista. Já me convenceram. Estou, também, quase a acreditar que o senhor é um desgraçadinho relativamente ao qual devemos ter toda a compreensão, dado o seu infeliz percurso de vida. Quanto às vitimas ainda não perdi as esperança de ouvir alguém garantir que estavam mesmo a pedi-las. Não deve tardar.


3 – Começaram as fotografias às facturas dos supermercados. O que é bom para que possamos comparar os preços antes e após a entrada em vigor do “Iva zero”. Aguardo com expectativa imagens de facturas dos mercados tradicionais. Atendendo a que o número destes mercados é muito superior ao das grandes superfícies o numero de fotos será, seguramente, muito maior.

quarta-feira, 29 de março de 2023

Terroristas

1 – Um dia depois de um afegão ter morto duas mulheres à facada, surpreende-me a ausência de reacções por parte de alguns sectores da sociedade sempre tão solícitos a condenar a violência racista, machista e xenófoba. Podiam, ao menos, culpar a sociedade patriarcal afegã, ou isso. Mas não. Não passa de um destrambelhado, garantem. Está difícil a vida de terrorista em Portugal. Ninguém os leva a sério. A menos que se trate do Bruno de Carvalho ou de um estudante armado em gabarola. Aí sim, já se consegue aceder ao estatuto de aterrorizador.


2 – O IMT é um imposto municipal que incide sobre a aquisição de imóveis. O presidente da Câmara de Lisboa pretende isentar os jovens que adquiram casa na capital do pagamento deste tributo. A esquerda não deixa. Estranho nem é tanto a atitude dos esquerdistas. É que ainda exista uma ou outra pessoa decente a apoiar a esquerda.


3 – Segundo uma publicação de um apaniguado do segundo clube com mais adeptos na cidade do porto, nisto do campeonato do pontapé na bola, “ficar em segundo lugar é mais vantajoso do ponto de vista financeiro”. Se assim é não se entende porque se esfalfam a colocar permanentemente no palco mediático rumores acerca da alegada viciação dos jogos que permitiram ao Benfica sagrar-se campeão. Até deviam estar agradecidos.

terça-feira, 28 de março de 2023

Gatos, gansos e outras coincidências

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1 - Uma desavergonhada a “Senhora Dona Gata”. Agora deu-lhe para isto. São gatos aos magotes de volta da bichana, tudo a “querer afogar o ganso”. Temo o pior, dado que a bicha não está a seguir nenhum programa de planeamento familiar e as hormonas felinas estão em manifesta agitação. Tem tudo para correr mal, aquilo.


2 – Quarenta e quatro artigos a que o governo PS retirou o IVA. Quarenta e quatro. Este número lembra-me qualquer coisa. Deve ser a quantidade de vezes que buzinei à passagem por um edifício branco ali à entrada de Évora.


3 – Eu cá não sou de intrigas nem, tão-pouco, adepto de teorias da conspiração. Ainda menos serei suspeito de ter qualquer espécie de simpatia pelo governo. Mas, assim de repente, deu-me para desconfiar que esta onda de manifestações, greves e protestos que se verificam em Portugal e no resto da Europa é coisa para ter o dedo do Putin. Basta ver quem lidera por cá estas movimentações.

segunda-feira, 27 de março de 2023

Que raio anda esta gente a fumar?!

1 – Afinal essa coisa do PIB não interessa nada. Só beneficia os ricos, garantem os apaniguados socialistas para justificar a vertiginosa queda do país no ranking da riqueza a nível europeu. Por outro lado, o acentuado crescimento da receita fiscal tem sido acompanhado por um significativo aumento da população em risco de pobreza. Não sou eu que o digo, que dessas coisas pouco sei, são as estatísticas. Mas, tal como o PIB não tem a ver com riqueza, impostos em excesso também não devem ter nada a ver com pobreza. São apenas coincidências.


2 – Há temas discutidos nas redes sociais que, um tempo depois, acabam na agenda política. Por acaso, certamente. Estou a seguir uma acessa discussão, a decorrer no Twitter, acerca da necessidade – vá lá saber-se porquê - de introduzir um imposto sobre as heranças, à semelhança do que já acontecerá em diversos países. Capitalistas, ocidentais e liberais como há quem se encarregue de sublinhar. Deve ser uma espécie de death flat tax...


3 – Parece que aos vegans até o odor da carne a grelhar causa incomodo. Devem ter umas ventas muito sensíveis, eles. Tanto que até haverá mesmo – na estranja, que essa idiotice ainda não chegou cá - quem equacione exigir a proibição dos churrascos ao ar livre. Influências da erva mal-passada.

domingo, 26 de março de 2023

Iva?! Zero...

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1 – Este, pelo menos até Outubro, poderá ter sido o último sábado em que no mercado cá da cidade foi aplicada a taxa de 6% à esmagadora maioria dos produtos aqui transacionados. A partir de Abril assistiremos a uma baixa generalizada dos preços. Um queijo que ontem comprei por 5€ passará a custar 4,72€. E quem diz um queijo, diz uma alface.


2 – A propósito da opção de baixar o IVA, em lugar do IRS, voltei a ouvir o mesmo argumento que ouvi vezes sem conta de cada vez que se coloca a questão dos municípios prescindirem de parte daquilo que lhes cabe no imposto sobre o rendimento. “Baixar o IRS não beneficiaria os mais pobres porque esses não pagam”. Até o meu gato imaginário, o Bigodes, se ri à gargalhada de tanta estupidez. Agora imagine-se a risota da Felismina, uma jovem solteira e burguesa que ganha 800€ e desconta 32€ de IRS todos os meses. Bem feita. Os ricos que paguem a crise.


3 – Nas  redes sociais os fazedores de boas noticias, a soldo do PS, continuam a insistir que a lei do arrendamento coercivo existe desde 2014 e foi criada por essa dupla de malfeitores Passos e Cavaco. Coitados, são tão burros que nem a porra de uma frase básica sabem interpretar. Mas, deixando a ignorância de parte, convinha que nos esclarecessem por que raio o PS, em sete anos de governo nunca a aplicou. Ou melhor, deixem estar. A gente sabe porquê.

sábado, 25 de março de 2023

A lógica do investimento...é na batata!

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1 – O negócio da batata proporcionará um lucro de quinhentos por cento, segundo as contas dos especialistas na especialidade. Parece-me suficientemente motivador para agarrar numa enxada e começar a fazer pela vida.


2 – Em matéria de PIB per capita lá fomos ultrapassados por mais dois países de leste e, para o ano ou para o outro, mais um ou dois se seguirão. Não percebo a comichão que isto faz à malta de esquerda. Socorrem-se de todos os indicadores que podem para mostrar que somos muito mais felizes do que aqueles desgraçados. Pobretes, mas alegretes como proclamava o salazarismo. As parecenças entre os esquerdistas e os fachos são cada vez maiores...


3 – Costa é um mestre da ilusão. Convence o pessoal que está em guerra contra a grande distribuição e os proprietários, mas, afinal, é o seu maior aliado. A redução do iva aumentará ainda mais os lucros das grandes superfícies – e das pequenas, também – e os apoios aos inquilinos para pagamento das rendas irão inevitavelmente parar aos bolsos dos senhorios. Não é que as medidas sejam erradas. Errado é pretender iludir-nos.

sexta-feira, 24 de março de 2023

Invejas, ovos e aldrabices

1 – O pessoal de extrema-esquerda – que é como quem diz BE, PCP e outros esquerdalhos onde incluo muitos PS’s - quer ver a Europa a arder. Não é que acreditem que possa surgir algo melhor das cinzas, mas porque a sua ideologia se baseia no ódio e na inveja e nada causa mais incomodo do que ver que a região mais bem sucedida do mundo é capitalista e ocidental.


2 – Ovos de chocolate, mesmo de proporções assinaláveis, a dezoito euros no Continente – nos outros provavelmente também, que os merceeiros não são parvos – constituem motivo suficiente para indignação de muita gente. Injustificada, obviamente. É só não comprar. De resto, se mal pergunto, qual a necessidade de adquirir uma coisa daquelas?


3 – Segundo o PowerPoint do governo a anunciar as medidas de mitigação da crise inflacionária, em resultado do aumento de oitenta cêntimos diários no subsidio de refeição os funcionários públicos terão um acréscimo de dezoito euros mensais. Ou, nas contas mais detalhadas, dezassete euros e sessenta. O que corresponde a vinte e dois dias de trabalho. Situação que apenas ocorrerá em Agosto, se não tiver dias de férias para descontar. Não é que tenha especial significado, mas nem nestas pequenas coisas conseguem perder o hábito de mentir, deturpar e, em suma, ludibriar o pagode.

quinta-feira, 23 de março de 2023

Há que deixa-los em paz, com a sua ignorância...

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Num país de pantomineiros e aldrabões não pode constituir surpresa para ninguém que os representantes do povo digam mentiras. Num país de ignorantes não admira que os políticos manipulem a opinião pública como muito bem lhes apetece e, ainda menos pode causar espanto, que um imenso rebanho de nababos acredite piamente no que eles dizem.
A intervenção de ontem do primeiro ministro no parlamento representa o que de pior existe num político e, talvez, num ser humano. A capacidade de nos olhar nos olhos e mentir. Acreditar fica para cada um. Sem manipulações, a passagem da lei em vigor a que o senhor se referia e a proposta do governo em matéria de arrendamento ficam nas imagens acima. Perante elas, acreditar na criatura será somente uma questão de fé. Para não lhe chamar outra coisa.

quarta-feira, 22 de março de 2023

Lucro mau e lucro bom

1 – “Os lucros de uns são as pobreza de outros”, repete-se com demasiada frequência. Demagogia, radicalismo ideológico ou ignorância dão nisso. Não vou usar a mesma premissa e sugerir que usem igual lamento em relação às “margens de lucro” do Estado – IVA, IRS e outros – nem, tão pouco vou recordar que ninguém, em circunstância normais, vende a casa com prejuízo. É que, toda a gente sabe, esta coisa do lucro só é condenável se for dos outros.


2 – Curiosamente os mesmos que garantem que “os lucros de uns são as pobreza de outros” ficaram muito contentinhos com os lucros Caixa Geral de Depósitos e da TAP. Logo esses que, como qualquer burro percebe, nos fizeram mais pobres...


3 – Por falar em TAP... nacionaliza-la foi mais caro do que comprar um dos maiores bancos suíços. Alguém não sabe fazer negócios. Os mesmos que não gostam de lucros, provavelmente...

terça-feira, 21 de março de 2023

Discriminação selectiva

1 – Não posso chamar “preto” a um cidadão negro. Ai de mim que chame “cigano” a um cidadão de etnia cigana. É melhor nem me atrever a apelidar de “paneleiro” um desses cavalheiros a quem chamam agora homossexual. Se insistir nesta linguagem, com sorte, a malta do politicamente correcto desata a insultar-me e, com mais azar, um Observatório ou Comissão qualquer aplica-me uma multa. Já se chamar múmia a todos os idosos de quem não gosto, ninguém se aborrece. Modernices. Ou algo mais que não me apetece referir. Prefiro deixa-los em paz na sua ignorância.


2 – Um desses Observatórios veio também considerar que, no Carnaval, máscaras de cigano ou africano são um acto de racismo. Não há noticia, por enquanto, que homens vestidos de mulheres, ou o contrário, constituam uma espécie de sexismo ou outro “ismo” qualquer. Vá lá saber-se porquê. Talvez a medicina explique.


3 – Há muita gente que fica escandalizada por alguns comerciantes colocarem sapos de louça no interior dos estabelecimentos. O mesmo nível de indignação não acontece se a decoração envolver, por exemplo, louça das Caldas. Pelo contrário, até acham muita piada a esta última. O que, lamento, constitui uma clara discriminação no âmbito da louça decorativa. Os decoradores de interiores que se cuidem.

segunda-feira, 20 de março de 2023

Confinamento e fim do mundo. Isto anda tudo ligado...

1 – Se há coisa que aprecio neste governo é a capacidade de nos divertir. Podem não saber governar, mas, reconheça-se o mérito, encontrar todos os dias uma ideia, uma proposta, uma lei ou seja o que for para o anedotário nacional não constitui tarefa fácil. Contudo, eles conseguem. Nunca mudem socialistas, nós gostamos de vocês assim.


2 – Acredito que obrigar as populações rurais a ficar em casa nos dias de risco extremo de incêndio parece uma medida adequada aos urbanitas de esquerda. Proibir está-lhes no sangue e acham que, no campo, sair à rua é o equivalente a, na cidade, ir ao jardim. É este tipo de gente que até faz aquele juiz negacionista do covid, com um comportamento um bocadinho a tirar para o estranho, parecer uma pessoa sensata.


3 – Ando desde ontem a ler e a ouvir que Campo Maior fica perto do fim do mundo. Talvez sim. Dada a limitação dos meus conhecimentos em matéria de geografia nem vou duvidar de tais afirmações. Inquietante é que fiquei sem saber se é no sentido de quem vem ou de quem vai...

domingo, 19 de março de 2023

Risota, radares e rabos doridos.

1 – A professora, doutora, historiadora e sei lá que mais Raquel Varela é das pessoas que mais aprecio no contexto do comentário e análise política. É uma pessoa culta, inteligente e dotada de um notável brilhantismo ao nível da desenvoltura com que aborda qualquer tema. As opiniões da senhora fazem-me rir até às lágrimas. Aquela dos militares serem trabalhadores como os demais, defendendo a realização de plenários nos quartéis como forma de tomar decisões, é das melhores que lhe ouvi. Como seria bom viver num país onde fossem aplicadas as ideias da dra Varela. Provavelmente morríamos de tanto rir. Ou de fome.


2 – Segundo a imprensa do regime o Estado está, devido ao atraso na colocação de radares, a perder milhões de euros. Não percebo a lógica. Achava eu que isso dos radares seria destinado a prevenir acidentes e que o grande êxito da sua instalação seria as multas por excesso de velocidade tenderem para zero. Mas não. A boa noticia é que, devido a este atraso, os contribuintes pouparam milhões de euros.


3 – Passos Coelho e Cavaco Silva vão, de vez em quando, mandando os seus bitaites. Coisa que deixa muita gente incapaz de se sentar durante largos dias. Nomeadamente a intelectualidade bem pensante e a minoria ruidosa que não se lembra, ou nunca soube, como era o país antes das maiorias absolutas do segundo.

sexta-feira, 17 de março de 2023

As ervilhas da crise

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Nem de propósito. No dia em que as ervilhas entraram na discussão parlamentar fizemos a primeira colheita na agricultura da crise. Diz que estão a ser vendidas a cinco euros e quarenta o quilo numa grande superfície. Provavelmente a culpa da exorbitância do preço será da inflação. Consequência da guerra, dos combustíveis, da ganância dos merceeiros, da esperteza dos produtores ou do que mais quiserem. Tudo coisas capazes de fazer disparar o preço de qualquer produto. Inclusivé das ervilhas. Por mim, que até gosto de deitar contas à vida, não estou a ver nenhum custo associado à sua produção que tenha subido relativamente ao ano passado. Contudo, se as fosse vender, vendia-as ao dobro do preço. É que, como diz o gajo das alfaces, não sou mais parvo que os outros. Quando muito seria tão especulador quanto eles.

quinta-feira, 16 de março de 2023

E, contudo, eles também votam...

1 – Os sindicatos do sector estão, outra vez, a exigir o encerramento do comércio aos domingos e feriados. A reivindicação é antiga e, entre outros fundamentos, invoca o direito ao descanso dos trabalhadores do ramo. Dos que sobrarem, que os restantes terão imenso tempo para descansar também nos outros dias da semana.


2 – Centros comerciais e demais antros do consumo encerrados ao domingo não me parece má ideia. Mas há que ser ambicioso. Não devemos ficar por aí. Nomeadamente quando a família é usada como argumento. Até porque ela é importante para todos. Assim, para além do comércio, igualmente a restauração, órgãos de comunicação social, postos de combustível, transportes, actividades desportivas profissionais, cinemas, concertos, teatros e tudo o resto à excepção da saúde, segurança e defesa nacional deve estar fechado aos domingos e feriados. Que isto a igualdade, também no âmbito do ripanço, é uma coisa muito bonita.


3 – É alarmante a quantidade de gente que expressa nas redes sociais – ao vivo e a cores, também – o desejo de ver implodir o sistema financeiro global. Não é que essas opiniões tenham qualquer relevância. Vozes de burro não chegam ao céu e essas são tão rasteiras como aqueles que as proferem. O único problema é que esses indigentes mentais também votam.

quarta-feira, 15 de março de 2023

Raspadinhas

1 – A raspadinha é um vicio com o qual muitos idosos esturram as reformas, ficando depois sem dinheiro para as necessidades mesmo necessárias. Atentas ao problema, já há autarquias dispostas a intervir. Se não desconfio das intenções – boas, obviamente – duvido da eficácia. Isto não vai lá com sensibilização. Melhor seria comprar o stock de raspadinhas postas à venda no respectivo concelho, juntar os velhinhos numa mega-festarola onde raspariam gratuitamente aquilo tudo e no fim distribuir de forma equitativa os ganhos por todos os idosos residentes. Ficava toda a gente feliz.


2 – Não são apenas os jogos de azar a “rapar” a reformas. Aquelas moçoilas oriundas de outras paragens, especialmente da América do sul, também dão uma ajuda. Mas, ao que se sabe, não consta que as autarquias se tenham debruçado sobre esta adição. E, se calhar, bem. Que isto, suspeito, ainda há-de aparecer um qualquer especialista a garantir que até se trata de uma terapia adequada à promoção de um envelhecimento activo, ou isso.


3 – Por falar em raspadinhas, idosos e moçoilas sul-americanas lembrei-me de um velhote que encontrei em inúmeras ocasiões num café cá da terra a comprar essas cenas. Mesmo vendo os cartões no expositor à frente do seu nariz, perguntava invariavelmente à vendedora: “têm a raspadinha?”. Já morreu. Atendendo ao olhar fulminante com que a moçoila, sul-americana, lhe respondia só me admira que tenha sido de morte natural.

terça-feira, 14 de março de 2023

Poluidores, comunistas e outros manhosos

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1 – Onde andam os activistas ambientais quando precisamos deles? Não aparecem, é um clássico. Este chasso anda a poluir a cidade sem que uma qualquer Greta desta vida se amarre a uma roda e ponha fim a esta poluição. Devem estar ocupadas a protestar contra a desflorestação da Amazónia e as eólicas que matam os passarinhos.


2 – Há quem acuse o governo de práticas comunistas a propósito das propostas do executivo para a habitação por este pretender deitar a mão às casas que os legítimos donos têm legitimamente desocupadas. Uma injustiça. Coisa de comunas seria mandar os reformados que moram em Lisboa para as suas casas na “província”. E ainda pagar-lhes pela que deixavam livre, melhorando assim as parcas reformas que auferem. Isso é que era um governo amigo dos pobres, como os comunas.


3 – Por causa da subida dos rendimentos mais baixos nunca tão pouca gente recebeu o Rendimento Social de Inserção. Mais gente menos pobre parece uma boa noticia. Só que não. A numenklatura precisa de pobres a quem possa distribuir esmola e vai tratar de alterar as formulas de atribuição do RSI. Ou, então, perceberam finalmente que o salário mínimo na nossa economia, por mais que o aumentem, valerá sempre o mesmo. Ou menos, com esta inflação manhosa.