quinta-feira, 13 de junho de 2019

"Deslarguem" o meu bife!

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Uns quantos jovencitos, convencidos da sua sapiência, garantem que temos de mudar de hábitos por causa do clima, do planeta e, até, da nossa sobrevivência enquanto espécie. Nomeadamente alterar os hábitos alimentares, alegam. Isto porque, dizem, a criação de gado constitui uma enorme fonte de poluição, ou lá o que é, pelo que, sugerem uns iluminados, o melhor é reduzir a coisa ao mínimo ou, assim que possível, extinguir a actividade. Embora, para já, a sugestão fique pelo aumento do preço. Que assim só os ricos é que a comem e os pobres vão-se desabituando.


O que também contribui – e muito – para o drama ambiental que alegadamente vivemos é o turismo. As viagens de avião baratas fazem com que mais gente viaje por esse mundo fora e isso está a causar um efeito devastador em inúmeros locais. Não falta quem, farto de tantos turistas, equacione impor restrições no acesso a monumentos e, até mesmo, a cidades ou regiões. Mas, assim que me lembre, não dei por a gaiatagem ter incluído nas suas reivindicações uma medida qualquer que limite estas passeatas.


É por estas e por outras que não consigo levar esta gente a sério. Acho-os desprezíveis, mesmo. Se a alimentação humana consome uma quantidade assinalável de recursos, a deslocação de pessoas – seja qual for o meio de transporte – não consome menos. Não podemos é exigir que se limite ou proíba apenas aquilo de que não gostamos, como fazem os alegados “activistas” do clima. Poder, podemos. Mas é parvoíce e não merece credibilidade.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Uma espécie de conto do vigário...

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Não costumo dar para peditórios. O que pago em impostos já deve chegar para ser considerado um benfazejo. Mas aqui, por maioria de razão, é que não meto moeda. Desconfio que ia servir de pouco. Afinal uma alma, esteja ela no purgatório ou noutro sitio qualquer, precisa de bens materiais?!

terça-feira, 11 de junho de 2019

Os outros que salvem o planeta...

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Alguns meses e umas centenas de milhares de euros depois, a recuperação das “Portas dos Currais” está mais ou menos concluída. O monumento estava em avançado estado de degradação e, também por isso, cada cêntimo aplicado valeu a pena. De lamentar – eu, pelo menos, lamento – é que os carros continuem a passar por ali. Serei, se calhar, o único a achar que apenas peões e veículos sem motor o deviam fazer. Logo eu. Um gajo que não liga nada a essa cena do ambiente e nem aprecio aquele desporto tão popular que consiste em caminhar sem destino, que nem um tresloucado, só porque, dizem, faz bem à saúde e a mais não sei quantas coisas. Mas ainda bem que sou só eu a ter estas ideias. Felizmente os meus conterrâneos - e em particular os que moram deste lado da cidade – cá estão para lutar pelo planeta e, nomeadamente, por uma cidade sem poluição. De preferência ao volante dos seus popós.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Se isto não é populismo...

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Oportunismo puro e duro, este do PSD quando propõe o agravamento das penas por matar um bicho. Vão bardamerda. Parece que estão num leilão. Cada um a pretender ser mais animalista que o outro, mais amiguinho dos animais que o adversário e a querer penalizar mais do que todos quem se atrever a dar um chuto num cão, gato ou ratazana. Devem pensar que dá votos.


Começo a acreditar que, afinal, os únicos com juízo ainda são os comunistas. Têm ideias detestáveis para a governação do país, mas não querem saber se eu como um bife ou uma alface nem mostram especial apetência por estes populismos relativamente à bicharada.


Não foi de propósito mas, enquanto escrevia o post, esta mosca – a Bernardina – que já andava cá por casa fazia tempo, logo doméstica e de estimação, não parou de me chatear. Tive de a liquidar. Queixem-se. Ela já não pode. Coitadinha.

domingo, 9 de junho de 2019

Salteadores indignados

Muita indignação têm suscitado as últimas movimentações do fisco. Operações stop, visitas a casamentos ou filmar contribuintes não parecem, assim à priori, maneiras muito adequadas da administração se relacionar com os cidadãos. O pior é que são legais. E, igualmente mau, as dividas existem. Mas há, também, um lado ridículo nesta coisa. A indignação. Uns porque fizeram a lei que permite todos esses desvarios e os outros porque - se estes poderes da máquina fiscal os incomodam assim tanto - já a podiam ter revogado. Mas não tiveram tempo, coitados. Tiveram de acudir a causas muito mais importantes. Animais, paneleiros, fufas, sindicatos e eleições são cenas muito mais importantes.

sábado, 8 de junho de 2019

Alentejo? São só oito deputados...

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Está em apreciação na Assembleia da República uma petição, apresentada pela “Plataforma Alentejo”, em que é apresentado um conjunto de prioridades para o desenvolvimento sustentável da região. Constitui um trabalho sério, com propostas razoáveis e que – não duvido – não fosse todo o imenso Alentejo contribuir apenas com oito deputados, reuniria o consenso de todos os partidos e mereceria a aprovação por unanimidade e aclamação.


Nisto da petição, subscrita por umas quantas dezenas de personalidades alentejanas, há dois aspectos que me surpreendem. Apesar de poucochinho, reconheço. Um deles é a proposta de ligação da A6, em Estremoz, à A23, no nó de Niza. Algo que face aos interesses instalados e ao desinteresse dos autarcas locais – a sugestão da variante a nascente da cidade é risível e para lá de parva – julgava esquecido. E o segundo é a ausência, entre os peticionários, de personalidades estremocenses. Das duas uma. Ou não li com suficiente atenção ou por cá não existem personalidades. Vou pela segunda.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Serve para tudo, a Constituição

Um pacato cidadão foi condenado em tribunal por ter cometido o crime hediondo de pontapear um cão que o estaria a incomodar. Diz que isso agora constitui, aos olhos da lei, uma atitude suscetível de ser considerada como criminosa e, vai daí, o meritíssimo encarregue do caso tratou de condenar a criatura. Bem feita. Ele que, para a próxima, deixe o cachorro morder à vontade ou fazer o que for que lhe dê na realíssima gana. Pois. Que esta coisa de arrefinfar pontapés só é permitida em bófias, funcionários públicos e assim.


Na mesma sentença, que mereceu a concordância da Relação, parece que a páginas tantas o douto tribunal considera a dignidade da pessoa humana, prevista na Constituição, extensível aos animais. Se são os gajos que estudaram não sei quantos anos que o dizem não serei eu, um pobre diabo quase iletrado, que os vou contrariar. Até porque, como garantia a minha sábia avó, há certas pessoas que, em caso algum, devem ser contrariadas. Limito-me, apenas, a lamentar o dinheiro e o sacrifício que certos pais fazem para dar um curso aos filhos.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Vão "mazé" a pé!

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Há quem se preocupe com as alimárias que puxam carroças – charretes, que é mais fino – repletas de turistas. Gordos, como alguns de forma pejorativa e visando reforçar o sofrimento dos quadrúpedes, gostam de salientar. Já houve, até, diversas tentativas para acabar com esse negócio. Sem sucesso. Pelo menos por enquanto que, com o jeito que isto leva, mais dia menos dia acabarão por conseguir.


O que ainda não dei conta foi da existência de gente empenhada em acabar com os riquexós. Nem, que tenha dado por isso, ninguém se preocupe com o padecimento a que estão sujeitas as criaturas que os conduzem. Mesmo que, coitados, transportem turistas igualmente gordos. A esses não há PAN nem PANeleiros que lhes valham. Pelo contrário, toda a gente acha muita piada. Um destes dias alguém se vai lembrar de transportar turistas – daqueles gordos, inclusivamente - em liteiras e poucos irão achar isso uma coisa esquisita, degradante e reprovável. A menos que seja transportada por animais, claro.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Beatas

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Diz que estará em preparação uma lei qualquer que visa proibir aquele desporto tão popular que consiste em atirar beatas ao chão. Uma porcaria, de facto, isso de atirar as pontas de cigarro para o passeio. Onde passam pessoas e coiso. Capaz, até, de alguém tropeçar e partir uma perna. Ou, sabe-se lá, causar estragos de maior monta.


Se há coisa que me horroriza são as beatas. Atente-se nesta fotografia. Provoca repulsa. Nojo, mesmo. Entre erva que brota fresca e viçosa das pedras da calçada, um vistoso cagalhão expelido por anjinho de quatro patas e várias mijadelas de outros tantos patudinhos lindos - de onde graciosamente saltarão pulgas muito fofinhas – jaz aquele resíduo asqueroso deixado ali por um energúmeno qualquer. Uma beata. Há gente mesmo porca, pá!

domingo, 2 de junho de 2019

Que se f*** o PAN e quem o apoiar!

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Por mais respeito que tenha – e tenho muito – pela vontade expressa nas urnas de voto, não consigo ter apreço absolutamente nenhum por quem votou no PAN. São, não lamento nada dizê-lo, uns tontos. Aquilo não é uma ideologia, não constitui uma opção política válida para gerir um país e, pior do que tudo isso, trata-se de uma organização extremista, populista e de cariz totalitário.


Atente-se nalgumas propostas que representantes da agremiação apresentaram, seja no parlamento ou nas assembleias municipais onde lamentavelmente tem assento, e rapidamente se perceberá o que pretende aquela gente. Já nem falo da águia “Vitória”, que pretendiam não voltasse a voar gloriosamente na catedral. Nem da inqualificável ideia de proibir o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto. Fico-me, por hoje, na intenção de impedir os sem abrigo de ter um cão. Deve ser suficiente para que se perceba o que nos espera se um conjunto alargado de idiotas conseguir dar representatividade bastante aquela coisa a que chamam partido e, com esse acto tresloucado, colocá-los na orbita do poder.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

P(ira)dos!

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Um destes dias diversas organizações, umas mais oficiais que outras, manifestaram a sua preocupação por existir racismo entre os elementos que constituem as forças policiais. Têm, obviamente, toda a razão. A existência de algum tipo de preconceito, racial ou qualquer outro, dentro das policias constitui motivo bastante para deixar os cidadãos preocupados.


Pena que no âmbito das preocupações exista tanta selectividade. É que corre pelas redes sociais um anúncio de recrutamento de voluntários, por parte de uma organização que, consta, usa métodos pouco ortodoxos na sua actuação, onde expressamente diz que os requisitos de admissão são a boa compleição física e que pertençam às forças armadas ou policiais. O que, provavelmente, significará que outros que já por lá andam também pertencem.


Parece que a ideia é resgatar animais maltratados aos respectivos donos. Ora maltratar animais é crime. E o crime não se combate com milícias populares nem com policias e militares a soldo de organizações privadas sem qualquer mandato legal para o fazerem. Mais ainda quando as praticas utilizadas, a julgar pelos requisitos de admissão, não serão certamente as mais recomendáveis. Se fossem, estariam a pedir gente com elevada capacidade de dialogo e de persuasão. Ainda assim, não constitui motivo para ninguém se indignar. Nem aqueles que andam sempre a encher a boca com os perigos da extrema-direita. Deve ser por envolver amiguinhos dos animais. Estas bestas de quem, agora, toda a gente tem medo.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Gozar com quem quer trabalhar...

Assim de repente, estando previsto na lei como parece que está, não estou a ver qual foi o problema de a Autoridade Tributária ter ido para a estrada cobrar as dividas aos caloteiros. Revela, antes, um elevado espírito de missão da parte do dirigente, director ou seja lá quem for o tipo que tomou a decisão. Não tardou, no entanto, que o diligente servidor público fosse desautorizado por um governante qualquer, mais preocupado com a protecção aos vigaristas do que com os interesses do Estado. Não admira. Eles estão lá para isso. Não fazem, não deixam fazer e ainda aborrecem quem tenta. Depois queixam-se do laxismo dos serviços públicos, da falta de eficiência da máquina fiscal, que os funcionários não são produtivos e mais o raio que os parta.


Mas este secretário de estado não está sozinho. Este modus operandi, não deixar trabalhar, está enraizado na administração pública. Ocorreu-me logo o caso daquele ajudante de autarca que – numa autarquia do norte, tão ao norte que até aborrece de tão norte que é – chamou a atenção de um funcionário por este se mostrar demasiado activo no exercício das suas funções. Por trabalhar demais para os padrões da organização, digamos. Uma chatice, de facto, isso de querer apresentar serviço. Para além de uma longa tradição de mandriice a manter, há uma reputação de ineficácia a defender.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Extremismos, populismos e outras inquietações

Ainda que tenha o maior respeito pelas opções políticas de cada qual e, naturalmente, ache que os resultados eleitorais são sempre para respeitar, tenho manifesta dificuldade em perceber o que leva alguém, com o mínimo de clarividência intelectual, a votar em organizações manhosas – nem merecem o nome de partidos – como o Bloco de Esquerda ou o PAN.


O primeiro, mais do que ideologia ou apresentar um modelo de sociedade, dedica-se a causas. As da moda, nomeadamente. Tem boa imprensa, lideres com discurso fluido e populista, jeitosas algumas e, com isso, consegue arregimentar parte significativa dos eleitores desiludidos dos restantes partidos. Como, para citar um caso conhecido, um ex-agente da PIDE recentemente falecido que nos últimos anos de vida votava sempre no BE. Sintomático.


Quanto ao segundo – o PAN - faltam-me as palavras e sobra-me a inquietação. É gente extremista, ignorante e, estranhamente, capaz de atemorizar tudo e todos. Perigosa, em suma. Daí que colocar os capitães Tofu e os doutores Javali desta vida em lugares de decisão é coisa que não augura nada de bom.


A propósito: Como é que se designam os apoiantes do PAN? Panascas? Panilhas? Paneleiros? Lá está...só inquietações!

domingo, 26 de maio de 2019

Para quando o festival da queca?

A imaginação dos mestres de cerimónia das autarquias não conhece limites. Fazem feiras, festivais e eventos diversos dedicados a tudo. Desde o salpicão à couve-lombarda, da lagartixa tricolor à minhoca anã ou do triciclo ao skate voador. Fica a ideia, se é que ainda não existe nada que envolva alguma destas cenas.


Mas apesar da fértil imaginação que evidenciam, levam o tempo a imitar-se uns aos outros, os mestres de cerimónia. Basta olhar para a proliferação de feiras do queijo, do vinho ou medievais. Eventos desta última natureza, então, tornaram-se uma praga. Com as naturais vantagens que daí advêm para os profissionais desta farsa. Que, naturalmente, trataram de se multiplicar e, mais naturalmente ainda, ir ganhando “o seu” à conta dos patetas que vão alinhando no esquema.


A última novidade no ramo é a “Feira do animal”. Já se realizam, pelo menos, em Oeiras e Santarém e, não tarda, a coisa generaliza-se. É só um desocupado qualquer, em cada autarquia, lembrar-se disso. Será só mais um evento para esturrar o dinheiro que não lhes custa a ganhar. Com tanta imaginação à solta, relativamente a isto dos eventos, o que me surpreende mesmo é que ainda não se tenham lembrado de organizar um festival da queca...

sexta-feira, 24 de maio de 2019

O eurodeputado desconhecido

Sessenta e nove por cento dos portugueses não sabem o nome de nenhum eurodeputado. Não é para me gabar – ou deverei escrever, penitenciar? - mas não me incluo nesse número. Sei de uns quantos. Dois ou três, vá. Mais, talvez. Mas, mesmo assim, seguramente bastante menos do que os nomes que conheço de jogadores da equipa sub-23 do Benfica.


É, contudo, uma injustiça para os parlamentares europeus que andam a lutar pela vida lá por Estrasburgo, reconheço. Olhem, por exemplo, aquele deputado do PS que anda sempre a protestar contra a corrupção e agora até gosta muito do Rui Pinto, aquele gajo que está preso por atacar computadores, sistemas informáticos e cenas dessas. O deputado Herman José, se não me falha a memória.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Greve climática

Greves há muitas. Umas mais valorizáveis, outras menos, dependendo se o sindicato ou a causa estão ou não nas boas graças da esquerda. Que é, como se sabe, quem tem legitimidade moral para decretar se uma paralisação laboral constitui, ou não, uma legitima forma de luta ou, pelo contrário, não passa de uma misera provocação patrocinada pelo grande capital.


Parece que lá para o fim de Setembro vamos ter mais uma greve. Geral, desta vez. Por causa do clima, ou lá o que é que anda agora a preocupar alguns jovens. Poucos, desconfio, a julgar pelos hábitos de consumo e a ausência, pelo menos em público, de comportamentos que indiciem preocupações ambientais.


Presumo que essa vai ser uma das greves mais valorizáveis do ano. Talvez consiga, até, a maior adesão de sempre. Nomeadamente entre aquela malta das cidades. Que é onde está aquele pagode que sabe o que é bom para o planeta, o ambiente em geral e o mundo em particular. Propaganda na comunicação social de certo não lhe faltará e finórios a apelar à mobilização das massas também não. Um assunto a acompanhar com toda a atenção que o acontecimento merece, portanto. E todo o desinteresse, também. Eu, se puder, irei trabalhar.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O Último que feche a porta

Diz que em vinte e três por cento dos municípios – setenta, mais coisa menos coisa - há mais reformados do que trabalhadores. Nada que constitua novidade ou motivo de preocupação seja para quem fôr. De resto a “espuma dos dias” depressa se encarregou de levar este tema para longe da agenda politico-mediatica.


Nisto não há inocentes. A culpa do despovoamento, envelhecimento e desertificação do interior é de todos. Dos políticos que desprezam tudo o que não dá votos, dos autarcas absolutamente alucinados e, em não menor grau, de todos os portugueses. Sim, todos. Porque preferimos o cão a ter filhos e optamos por votar em gente maluca que nos promete um emprego na Câmara. Entre outras parvoíces, claro está.


Pior ainda é o que esta análise não revela. Para além dos aposentados, quantos mais vivem do rendimento mínimo, do desemprego ou de outro apoio social do Estado? E, dos restantes, quantos trabalham para as respectivas autarquias? O cenário, convenhamos, é aterrador. Nestas condições não é possível produzir riqueza, atrair investimento ou promover a fixação de novos residentes. E o que muitos, mesmo entre aqueles que por aqui vivem, ainda não perceberam é que já ultrapassámos o ponto de não retorno.


Pena é que a preocupação que tudo isto causa à generalidade dos portugueses esteja ao nível daquele “é chato” do outro badameco...

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Maluquinhas sem sentido de humor

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Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.


 

domingo, 19 de maio de 2019

A importância do burrié

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Ele há estudos para tudo o que se queira. Ainda bem. Assim ninguém pode argumentar que não foi avisado, não sabia ou que nunca tinha ouvido falar no assunto. Seja ele qual for.


Como gajo interessado nos estudos em geral e nos burriés em particular, acabo de ler atentamente as conclusões de um desses trabalhos académicos – ou lá o que é – onde se defende que tirar macacos do nariz é benéfico para a saúde. Não é para me gabar mas já desconfiava que limpar o salão se trata de uma actividade deveras salutar. Tanto que, entre muitos outros, esse era um argumento a que recorria quando a minha avó, sempre que me via com o indicador espetado nas narinas - ventas, à época – me perguntava se ia haver baile. Um bom hábito, portanto. Que, como a imagem demonstra, faço questão de manter.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cartão desinibido? Está tudo explicado...

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De vez em quando o assunto das comissões sobre movimentos com cartão multibanco volta a ser tema de conversa. Deve ser para apalpar terreno, ou isso. Ora, nos tempos que correm, o apalpanço é algo pouco valorizável. Pode, até, ser considerado assédio. E, como isto anda tudo ligado, assédio é uma coisa que os bancos andam a fazer ao nosso dinheiro. Talvez por isso, em lugar de ficar chateado, dei comigo todo feliz da vida quando um destes dias vi um pagamento com cartão ser recusado. O motivo, garantiam-me, é que o cartão estava inibido. Ainda bem, disse para os meus fechos de correr. O que mais me faltava agora era andar por aí com um cartão todo desinibido...

domingo, 12 de maio de 2019

Chatos...

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Da actual geração diz-se que é a melhor preparada de sempre. Ao nível académico poucos ou nenhuns argumentos se encontrarão para contestar tal afirmação. O pior é o resto. Não é, ao contrário do que nos querem fazer acreditar, a mais preocupada com o ambiente. Basta atentar nos hábitos de consumo ou na maneira como ficam os locais que frequentam depois de findos os eventos em que participam. Do que poucos terão dúvidas é que se trata da geração mais chata de sempre. Mas, concedo, a culpa não é deles nem da geração deles. É da minha.

sábado, 11 de maio de 2019

Trombalazanas!

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Deprimente, para ser simpático, o espetáculo que, a partir da Assembleia da Republica, as televisões nos proporcionaram. Uma vergonha, aquilo. Algo que devia envergonhar os deputados e todos os portugueses. Incluindo o trombalazana do protagonista. Esse principalmente. Mas, se calhar, seria esperar demais. Quer dele – o protagonista trombalazana – quer de muitos outros tugas, que veem na criatura em questão uma espécie de herói. O que confirma algo que não me canso de reiterar. Tipos como aquele há muitos. Em ponto mais pequeno, mas lá que há, isso há.


Enquanto cidadão, eleitor e contribuinte cenas como aquela tiram-me do sério. Mais ainda quando aquele indivíduo é recebido na minha terra com toda a pompa e circunstância. Como se fosse alguém importante. Afinal, coitado, não terá onde cair morto. Nadinha. Mas disso, em boa verdade, já desconfiávamos.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Devem pensar que é uma espécie de desenho animado que saiu do ecran...

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A noticia que um urso pardo andará a vaguear pelo nosso território – se é que se trata de um urso, pois ainda ninguém viu o bicho - causou uma inusitada onda de excitação nos amiguinhos dos animais. Ficaram felicíssimos, os coitados, como se isso contribuísse para a sua felicidade. Ou, a bem dizer, para a felicidade de alguém. Assim de repente não estou a ver razão para tanto contentamento. Nomeadamente àquela fauna que tem o seu habitat natural em cidades a centenas de quilómetros, onde o animal nunca chegará e, principalmente, com o qual nunca se cruzarão. Embora, por outro lado, até os compreenda. Eu também ficaria muito feliz se nos bairros onde eles moram começassem a aparecer leões, crocodilos e jibóias. Acredito que eles também.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Travessia arriscada

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Tenho o maior respeito por aquela malta que consegue atravessar uma multidão enquanto segura vários copos de cerveja em cada mão. Sem entornar, sequer, uma gotícula do precioso liquido. Mais difícil ainda – e, consequentemente, maior o meu respeito e admiração – quando a dita multidão está aos pinotes ou, simplesmente, em movimento. Deve ser uma arte. Ou um dom, talvez. Quiçá um acto de coragem desmedida, pois quem arrisca uma travessia destas habilita-se a levar uns tabefes se a coisa dá para o torto. Eu, com sorte, chegava ao destino com os copos meios. E não, não seria por a beber no trajecto. Deve ser inveja mas, confesso, às vezes dou por mim a desejar que aquilo se entorne. Teria, admitamos, a sua piada. 


 

domingo, 5 de maio de 2019

Mensagem subliminar...

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Hoje todas as mensagens dedicadas às progenitoras são ternurentas e fofinhas. O que, presumo, deixará as destinatárias babadas com o carinho manifestado pelos respectivos rebentos. Ainda bem que é assim. Embora – não sei, digo eu que gosto muito de dizer coisas – uma ou outra iniciativa mais prática e menos lamechas também pudesse deixar a mamã toda contente e igualmente orgulhosa da sua descendência. Lavar o carro, por exemplo. Até porque mensagens como esta podem ter um efeito - ou uma leitura, vá - ligeiramente diferente do pretendido...


 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Façam um crowdfunding, ou lá o que é...

Por mais anos que vivamos – e eu já cá ando quase há cem – existem coisas para que a vida não nos prepara. Ver e ouvir um socialista preocupado com as contas da nação e evidenciar uma invulgar parcimónia no gasto do dinheiro público é, seguramente, uma delas. Mas aconteceu. Ou, pelo menos, assim parece com esta cena do Costa e dos professores.


Que outras verdades que damos como adquiridas o futuro se encarregará de colocar em causa? Um autarca que não aprecie dar empregos, subsídios, festarolas e banquetes diversos? O Sporting campeão? Vida para além da morte? O CDS a pretender pintar passadeiras com as cores dos invertidos? Ah, espera, esta última já ocorreu…


Mas, nisto do bodo ao professores e demais carreiras especiais da função pública, não vejo onde está o problema. Não há dinheiro? Aumenta-se o IVA em dois ou três pontos percentuais, sobe-se o IRS noutro tanto, aumenta-se o ISP mais uns cêntimos e resolve-se o assunto. Se, mesmo assim, não chegar pede-se emprestado. Qual é a dúvida?

quarta-feira, 1 de maio de 2019

E que tal desactiva-los?

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Detesto aquilo que agora chamam activistas. Ouvir falar desses espécimes causa-me logo urticária. Incluindo os alegados ambientalistas ou lá o que são os gajos que acham que devíamos viver como na idade da pedra. Pois chegou-me agora aos ouvidos que uma organização com essas ideias terá libertado, aqui há uns anos, numa serra alentejana – pelo menos numa – vários exemplares da cobra venenosa conhecida por víbora cornuda. Venenosa, sublinhe-se.


Apesar destas coisas pouco aparecerem nas noticias, têm sido relatados alguns casos de pessoas mordidas por este bicho. Todas a correrem risco de vida, a necessitarem de tratamento médico urgente, especializado, com internamento relativamente prolongado e, provavelmente, a ficarem com sequelas. Tudo isto sem que ninguém peça justificações, responsabilidade ou dê uma carga de porrada a quem – se tiver sido esse o caso – as andou a soltar.


Há uns meses apareceu um destes répteis no meu quintal. Quando dei por ele já estava morto e ressequido. Devia ter quinado duas ou três semanas antes de o descobrir. Pena, na altura, não conhecer algumas histórias que entretanto chegaram ao meu conhecimento. Mesmo sem saber se são ou não verdadeiras, em lugar de a ter metido no lixo, teria enviado a carcaça para esses activistas.


 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Enfeites

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Catitas estas cenas que andaram a colocar nalguns candeeiros cá da cidade. Fica bonito, aquilo. O que me dá fezes é a rega. Deve dar um trabalhão do camandro. Esperemos que, apesar dessa contrariedade, as florezinhas não faleçam. Caso isso se verifique podem sempre ser substituídas por outras de plástico. Que essas, ao menos, não requerem água. Ou, em alternativa, por flores de papel. Ou em croché. Ou de material reciclado, que agora é uma cena altamente valorizável. Feitas, por exemplo, no âmbito de uma actividade qualquer da academia sénior. Que, dizem, tem por lá gente jeitosa. Até já me imagino a apreciar a rara beleza de um vaso de tulipas construidas com garrafas de vinho ou a inusitada originalidade de um ramo de begónias criado a partir de latas de atum.

domingo, 28 de abril de 2019

Ambientalistas...mas com vista para o mar!

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Se toda a gente garante – desde sábios reconhecidos a idiotas com vontade de serem conhecidos – que as alterações climáticas são culpa da humanidade e que constituem uma ameaça ao nosso futuro, não serei eu, pobre ignorante, a duvidar de tão evidente evidência. Até porque, garante também um rol imenso de gente entendida no assunto, Portugal será dos países mais afectados. Nomeadamente por causa da subida do nível do mar. Dizem os especialistas especializados nesta especialidade que vai subir como o caraças. Uma chatice. Ou não, pois vendo a coisa pelo lado positivo, passamos a ter a praia mais perto.


O que me deixa desconfiado nisto do clima, mais do que a sua mudança, são os gajos que andam por aí a reclamar por alteração de comportamentos de forma a minimizar os estragos que temos feito ao ambiente. É que, não sei se já alguém reparou nisso, mas os grandes investimentos públicos – e privados, também – são todos no litoral. Mesmo junto à costa, em muitas circunstâncias. E, vejam lá o meu espanto, ninguém reclama nem rasga as vestes contra eles. Ou, no mínimo, exige a sua localização no interior. Assim de repente e já meio enervado, recordo-me da Fundação Champaulimaud, daquele museu da EDP ou, agora, do novo aeroporto. Tudo para ficar submerso, se as previsões se concretizarem. Nada que incomode ambientalistas e outros sábios. Vá lá saber-se porquê. Ou, se calhar, até sabemos.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

O trabalho dominical também é um valor de abril...

Fui ler os argumentos dos defensores do encerramento ao domingo dos centros comerciais. São poucos. Resumem-se a uma retórica bacoca sobre qualidade de vida, ocupação de tempos livres e mais tempo para a família. Que ainda assim, diga-se, constitui a parte menos má do argumentário. Pior é a extensa lista de actividades alternativas sugeridas às multidões que aos domingos se passeiam pelos antros do consumo. Que vão ao cinema, visitar museus e exposições ou simplesmente fiquem numa esplanada a comer um gelado e a apanhar sol, são algumas das sugestões. Tenho os mais fundados receios acerca da sanidade mental deste pagode. É que, parece-me, para podermos desfrutar de toda esta panóplia de divertimentos, alguém teria de bulir.


Esta questiúncula só me faz lembrar aquilo dos padeiros, no pós vinte cinco do A. Uns iluminados acharam que aqueles trabalhadores deviam ter direito a um horário de trabalho igual aos demais. Das nove às dezoito. E tiveram-no, graças a argumentos como os que agora evocam, durante uns dias. As consequências de tão grande disparate são fáceis de adivinhar. Daí que tudo tenha voltado rapidamente ao normal. Mas agora essas ideias e a gente que as defende estão, outra vez, com a corda toda. Começa a ser tempo de lha puxar.