quinta-feira, 25 de abril de 2019

O trabalho dominical também é um valor de abril...

Fui ler os argumentos dos defensores do encerramento ao domingo dos centros comerciais. São poucos. Resumem-se a uma retórica bacoca sobre qualidade de vida, ocupação de tempos livres e mais tempo para a família. Que ainda assim, diga-se, constitui a parte menos má do argumentário. Pior é a extensa lista de actividades alternativas sugeridas às multidões que aos domingos se passeiam pelos antros do consumo. Que vão ao cinema, visitar museus e exposições ou simplesmente fiquem numa esplanada a comer um gelado e a apanhar sol, são algumas das sugestões. Tenho os mais fundados receios acerca da sanidade mental deste pagode. É que, parece-me, para podermos desfrutar de toda esta panóplia de divertimentos, alguém teria de bulir.


Esta questiúncula só me faz lembrar aquilo dos padeiros, no pós vinte cinco do A. Uns iluminados acharam que aqueles trabalhadores deviam ter direito a um horário de trabalho igual aos demais. Das nove às dezoito. E tiveram-no, graças a argumentos como os que agora evocam, durante uns dias. As consequências de tão grande disparate são fáceis de adivinhar. Daí que tudo tenha voltado rapidamente ao normal. Mas agora essas ideias e a gente que as defende estão, outra vez, com a corda toda. Começa a ser tempo de lha puxar.

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