Quiçá com o intuito de sossegar algumas alminhas mais inquietas, o governo vai, num futuro próximo, passar a dificultar a vida aos estrangeiros ricos que um dia tiveram, ou venham a ter, a infeliz ideia de vir para cá gastar o seu – deles – dinheiro. Mas é esta inquietação que, a mim, me inquieta. Aos ricaços que demandam Portugal para passar os últimos anos de vida, para investir ou apenas porque lhes apetece mudar de ares foi, por legislação do tempo do Sócrates, concedida isenção de IRS durante dez anos. Um escândalo, isso de lhes perdoar esse imposto. Até porque, se não viessem para cá as finanças fartavam-se de ganhar dinheiro com esta gente. Privilégio que as nossas queridas esquerdas no poder tratarão de erradicar. Bem feito, não queremos cá esses patifes a esturrar dinheiro na restauração, no imobiliário e em tudo o mais onde gente cheia de graveto tem a mania de o gastar. O que nos faz falta são migrantes pobres. Nomeadamente daqueles que ficam a sobreviver à conta do Estado. Receber essa malta, sim. Isso é que para a esquerda, intelectualidade em geral e iletrados em particular é coisa altamente valorizável. Que isto não era apenas o outro que ia brincar aos pobrezinhos nas férias de Verão. O que não falta é gente com as mesmas manias.
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