
Segundo um homem sábio, o primeiro-ministro António Costa, o mundo seria um lugar muito melhor se fosse governado pelos presidentes de Câmara. Não ouso duvidar das doutas palavras do nosso primeiro. Nem preciso de me esforçar muito para imaginar o paraíso que seria o nosso país - quanto mais o mundo - se governado por esses senhores. Imagino um país sem desemprego, com transportes gratuitos, onde os velhinhos não passariam dificuldades, as criancinhas veriam satisfeitos todos os seus desejos e, enfim, se viveria numa festa permanente. Só coisas boas, portanto. Isto, claro, se a justiça não fosse desmancha-prazeres e, mesmo que em velocidade de caracol, continuasse a insistir em fazer cumprir aquela cena chata da lei, ou lá o que é.
Desconfio, ainda assim, que este cenário idílico não duraria muito. Haveria sempre uma serpente, uma maçã – podre, provavelmente - e alguma tentação que deitaria tudo a perder. Daí à expulsão do paraíso seria um passo. Até porque, como se sabe, a carne é fraca, as tentações são mais que muitas, as maçãs podres abundam e as serpentes têm muitas manhas.
PS. Por um motivo qualquer, que após estes anos todos de blog ainda não consegui identificar, quando o tema envolve presidentes de Câmara ninguém comenta os meus posts. Porque será?



















