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sábado, 9 de março de 2019

Remunerar o trabalho doméstico, já!

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Uma das propostas ontem apresentadas pelas senhoras que entenderam por bem fazer uma manifestação, greve ou lá o que foi, consistia em tornar remunerado o trabalho doméstico. Não posso estar mais de acordo com a ideia. Acho, escrevo-o sem me rir, muitíssimo bem. Há, apenas, um pormenor que me apoquenta. Uma coisinha de nada. Uma insignificância, por assim dizer. É que não fiquei esclarecido acerca de quem vai pagar.


Como não me parece que a reivindicação seja dirigida ao conjugue que não mexe uma palha nas lides domésticas – até porque isso implicaria a constituição de uma relação laboral, com todas as consequências que daí adviriam - presumo que pretendam que seja o Estado a pagar. Por esclarecer ficou, também, o âmbito de aplicação. Nomeadamente se as pessoas que vivem sozinhas terão igualmente direito a esta remuneração. O que, a não ocorrer, será uma evidente violação da Constituição.


Se bem percebo propõem estas malucas que, no limite, todos e cada um de nós seja pago, provavelmente pelo Estado, para fazer a própria comida, tratar da roupa e limpar o pó. Inclusivamente - por que não - pagarem-me para pintar casa, que é dos trabalhos domésticos mais lixados. Excelente. Nem eu, nos meus melhores delírios, me lembraria de tal coisa.