sábado, 23 de fevereiro de 2019

Não são eles. Somos nós.

Cada um tem o que merece. E se nós temos um presidente da república que considera Arnaldo Matos um “defensor ardente da liberdade” é porque o merecemos. Nada de mais. Se o homem dá entrevistas em cuecas, aparece nos sítios mais inusitados e tem absoluta necessidade de opinar acerca de tudo e mais um par de botas, não será de espantar que tenha aquela opinião sobre a criatura agora extinta.


Mas eleger pessoas exóticas, chamemos-lhes assim, para presidentes seja do que for, parece ser a nossa sina. Olhamos à volta e, sem grande esforço, constatamos que câmaras, clubes de futebol e associações de todo o tipo são dirigidas por gente pouco recomendável. Todos os dias temos exemplos disso. Daí que, como não me canso de escrever, o mal não está neles. Nós é que os elegemos. E, pior, não raras vezes até reelegemos.

4 comentários:

  1. Lá a primeira frase, é que não: Não mereço. Agora alguém os elegeu, sim Senhor! Portanto, estamos bem...

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  2. Merecemos. Colectivamente, claro!

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  3. Não sei se Arnaldo Matos foi um “defensor ardente da liberdade”. Mas tenho a certeza que foi um carola. E veja-se a abalizada opinião de um PR que teve que o aturar durante a guerra do Ultramar: Ramalho Eanes.
    Ignoro contudo — pura falha minha — se a carolice foi para o Bem ou se foi para o Mal.

    Mas como é estigma dos carolas, sobretudo quando velhos, escreveu no Órgão Oficial do MRPP: «Isto é tudo um putedo», englobando generosamente todos os políticos que temos por aí.
    Quem escreve assim não sofre de dislexia, nem de disgrafia.
    Paz à sua Alma.

    Claro que a nossa sina é escolher os mais fraquitos, os mais reles, os mais "metralha". Por isso merecemos concorrer para tirar do pódio a Venezuela.

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  4. Alguém que se intitula o "grande educador da classe operária" não me merece, vá lá saber-se onde é que eu vou buscar esta ideia, qualquer espécie de credibilidade nem respeito. Achava-o mais um filho do putedo...

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