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domingo, 3 de março de 2019

Há ofensas boas e ofensas más. Depende do ofendido.

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Nas últimas semanas humoristas, canalhas das novas causas e, até, pessoas sensatas têm andado em compita para ver quem consegue dizer – ou escrever – o pior acerca do juiz Moura, ou lá como se chama o homem. Ora, como se sabe, quem disputa não mede bem as palavras e, vai daí, a linguagem utilizada na apreciação do trabalho do meritíssimo foi de tal ordem que o magistrado se terá sentido ofendido.


A situação reveste-se de alguma comicidade porque, agora, não faltam criaturas a manifestarem-se ofendidas por o juiz ter ficado ofendido. Reclamam-se, até, no direito de dizer coisas que potencialmente ofendam pessoas. É a liberdade de expressão, argumentam. O que, diga-se, constitui um excelente e inatacável argumento. Que, como os que têm a paciência de me ler muito bem sabem, não me canso de usar. Nomeadamente quando reclamo para mim o direito de escrever coisas que potencialmente ofendam paneleiros e invertidos em geral, ciganos, pretos, muçulmanos, judeus, políticos, sportinguistas ou qualquer outra minoria de que eu não goste.