Para uns o Benfica só foi melhor por ter sido o campeão. Para outros foi o melhor e por isso foi campeão. Por mim estou-me nas tintas. Até porque em qualquer das opções constam as palavras melhor e campeão. Se os adversários não querem reconhecer o mérito, problema deles. O mundo benfiquista convive bem com isso. E, de certa forma, até agradece. Enquanto estiverem entretidos a falar do Glorioso não pensam em resolver os problemas deles. O que, convenhamos, é óptimo. Diz que agora vão formalizar aquilo que já se sabe existir na prática. Uma espécie de geringonça futebolística. O que será, seguramente, uma coisa divertida de ver. Um deles vai ser comido de cebolada, contribuindo assim para o crescimento do outro. E, como não são as galinhas que comem as raposas, não parece difícil adivinhar qual é que vai servir de repasto. Mas isso é lá com eles. A nós, aos adeptos do maior clube do mundo, não nos interessa. Diverte-nos, apenas.
domingo, 14 de maio de 2017
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Naquilo do "mata-leão" o filme não está a rodar ao contrário?!
Sou do tempo em que nas repartições públicas os contribuintes eram tratados abaixo de cão. Dado o tratamento que hoje é dispensado aos canitos, muitos - nomeadamente os mais novos - até poderão pensar que o acolhimento a quem, por azar ou necessidade, se deslocava ao qualquer serviço público era relativamente bom. Mas não. Era mau, mesmo.
Hoje os papéis inverteram-se. A arrogância, a má-criação e a prepotência passaram para o lado dos utentes. Qualquer badameco acha que o funcionário que o atende é seu escravo e que está ali para cumprir as suas vontades, por mais absurdas que elas se revelem. Lamber-lhe as partes pudibundas, até, se esse for o seu desejo.
Para este estado de coisas muito tem contribuído a comunicação social. O caso das finanças do Montijo constitui um bom exemplo. Trataram de elevar à condição de herói um individuo que não só estaria a coagir quem o atendia como também se recusou acatar as ordens de um agente da autoridade. Já para o agente, que se limitou a cumprir o seu dever e a fazer aquilo que se espera que faça numa ocasião como aquela, parece reservado o papel de vilão. A vitima, a funcionária, essa não interessa para nada. Bem diferente do filme que a mesma comunicação social faz quando algum jornalista é untado. Nesse caso os que lhes batem são sempre os maus. Mesmo que às vezes só se percam as que caiem no chão...
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Deve ser aquela cena de "mais vale cair em graça do que ser engraçado". Ou, quiçá, coisa pior...
No seu blogue cada qual escreve acerca do que muito bem lhe apetece. Tem, obviamente, todo o direito a fazê-lo. Mas há coisas que me fazem espécie. Não que me incomodem. Era só o que faltava. Deixam-me é um bocado baralhado. Os blogues das promoções dos supermercados, por exemplo, que nem precisam de escrever. Ao certo servem para quê? E, sobretudo, a quem? Aos que procuram esse tipo de informação não bastam os sites das grandes – e pequenas – cadeias de distribuição, bem como toda a parafernália de publicidade, para estarem devidamente informados acerca das pechinchas que podem adquirir? Mas, enfim, admitamos que não. Façamos de conta que são mesmo úteis. Merecem, por isso, os sucessivos destaques e prémios que lhes vão sendo atribuídos? Representam o reconhecimento do quê? Do trabalho que aquilo dá? Da notória criatividade que é exigida para alimentar o espaço? O que está por detrás disso?! Tudo questões inquietantes. Pertinentes, até. Ou, pelo menos, impertinentes.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Xuning tuga
Gostava de perceber o que vai na cabeça de quem faz inscrições desta natureza – ou de outra, não importa para o caso – na pintura do seu meio de transporte. Ou de exibição, sabe-se lá. E, bem assim, que vantagens se obtém de um acto tão parvo.
Isto para não falar na “qualidade” da mensagem que se pretende transmitir. Se bem entendo, a criatura pretenderá ridicularizar quem ousar presumir que o carrito abusa do consumo de combustível. Usa, para isso, uma referência às actividades orais de uma familiar próxima do putativo perito em assuntos automóveis. Ora esta tentativa de escarnecer do próximo baseia-se, assim de repente porque bem visto podiam-se encontrar mais, em duas premissas profundamente erradas. A primeira é achar que existe alguém que se importa com o que a prima faz ou deixa de fazer. Ninguém quer saber disso. A segunda, muito pior, é a critica implícita ao acto de mamar. Como se o facto de a prima mamar fosse algo de condenável. Vá lá que o tuga ainda teve o bom-senso de não escrever “primo”. Por esta altura já teria um processo na Comissão para a igualdade e contra a discriminação, ou lá o que é…
domingo, 7 de maio de 2017
O lixo, os lixados e os que se estão lixando...
A indignação por lhe despejarem o lixo nas imediações da residência levou um cidadão a deixar uma mensagem ao jarvardo que ali se livrou dos seus resíduos. Pois, caro cidadão indignado, não vale a pena. Contentores e eco-pontos existem por todo o lado. São mais que muitos. Mas, por maior que seja o seu número, os idiotas que atiram o lixo para o lugar que lhes cause menos esforço serão sempre mais. Isto, acredite, não se resolve com apelos, desta ou de outra natureza. Só lá vai com acção. Multas, nomeadamente. Até porque, em muitas circunstâncias que envolvem este tipo de comportamento, é possível identificar os infractores. Mas fazê-lo é um aborrecimento. Para todos.
sábado, 6 de maio de 2017
Há "outros" e "outros"...
Políticos, politólogos e comentadores diversos esfalfam-se a tentar explicar as razões que têm estado na origem da ascensão dos partidos de extrema-direita – populistas, como eles lhes chamam – em quase toda a Europa. A austeridade, o desemprego, o fluxo migratório, a xenofobia ou outro motivo qualquer que, num momento de rara sagacidade, uma daquelas ilustres inteligências se lembre de mencionar constituem as explicações predilectas. Tudo isso enquanto manifestam um profundo desprezo por quem opta pelo voto nos tais populistas. Muitos milhões, no caso.
O que não deixa de ser curioso é que, por norma, vão intercalando uns dichotes acerca da necessidade de respeitar as ideias e as opções do “outro”, pois, asseguram, são essas coisas que constituem a matriz europeia. Neste raciocínio, confesso, escapa-me qualquer coisinha. Não sei qual é o “outro” a que se referem. Ou será que há “outros” que devemos respeitar e “outros” que devemos repudiar?! O melhor que têm a fazer é decidirem-se. E depressa. Que isto, como dizia Vasco Gonçalves num celebre comício, não há cá neutros. Ou se estava, no caso daquele maluco, com a revolução ou contra a revolução.
Convinha que esta gentinha percebesse que em causa não estão politicas austeritárias, refugiados de guerra ou ódio a pessoas de outras nacionalidades. O problema é a islamização da Europa e a consequente substituição dos valores europeus por outros próprios da idade média. Tanto assim é que o problema da extrema-direita e dos populismos não se coloca em Portugal. Tivemos e continuamos a ter austeridade, não temos é muçulmanos tresloucados. Por enquanto, que eles não gostam de cá estar.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Natureza...
A compatibilização do mobiliário urbano com a natureza nem sempre se revela pacífica. Por vezes é, até, de todo impossível. Não neste caso. Aqui a harmonia – a simbiose, digamos – é perfeita. Não convém é que se dê uso à papeleira. Fazê-lo, seja a depositar lixo ou depois a esvaziá-la, implicaria a destruição das plantas que com ela interagem. E isso, obviamente, ninguém deseja. Seria, também, uma falta de respeito aos que delas cuidam com tanto desvelo.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Os animais primeiro...as pessoas logo se vê!
A educação de um povo avalia-se pela maneira como trata os animais, garantem uns quantos alarves. Curioso. E eu aqui a pensar que seria mais pela forma como trata as suas crianças, os seus velhos e os seus desvalidos. Pelos vistos não. Mas ninguém me manda ser parvo. Esses, para esta gentinha de agora, não importam nada. Os animais sim, é que merecem tudo. Não fossem eles os nossos patudinhos queridos. Ou os nossos anjos de quatro patas, como algumas aleivosas gostam de se lhes referir.
Isto a propósito, entre outras coisas, do inovador serviço de assistência médica aos munícipes de quatro patas a disponibilizar em permanência pelo Município de Oeiras. Uma ideia parva, despesista, eleitoralista e, sobretudo, repugnante. E, já agora, também discriminatória por levar em consideração o número de membros do bicho e não incluir os rastejantes e voadores. Choca-me, mas deve ser só a mim, que num país onde fecham serviços públicos essenciais quase todos os dias e onde um número significativo de localidades não dispõe de centros de saúde abertos vinte e quatro horas, se possa esturrar dinheiro público com os animais. Prioridades. Nunca pensei escrever isto, mas começo a ter saudades de quando, nos cartazes do PS, se garantia que as pessoas estavam em primeiro lugar.
terça-feira, 2 de maio de 2017
O drama...a tragédia...o horror...fiquei sem café!!!
Diz que de ora em diante os bichos têm um estatuto diferente. Deixaram de ser coisas. Mas, parece, não se aplica a todos. E ainda bem. Se não sentir-me-ia um criminoso da pior espécie. Do piorio, mesmo. Involuntariamente contribui para a morte – presumo que dolorosa – de umas quantas formigas. Deve ter doido, coitadinhas. Se tivesse optado por beber o café sem açúcar, provavelmente, esta tragédia teria sido evitada. Culpa minha ser guloso. Ainda tentei salva-las, mas já não havia nada a fazer. Era demasiado tarde. As que não morreram afogadas, já tinham sucumbido à elevada temperatura da água. Há, pois, que tomar medidas para evitar que mais bichinhos continuem a perder a vida nestas maquinetas que apenas existem para deleite dos humanos. Colocar um filtro anti-formiga, por exemplo, para obstar a que outras amiguinhas patudinhas pequerruchas faleçam em vão.
domingo, 30 de abril de 2017
Sim, os cães são uma praga!
Há trinta ou quarenta anos eram raríssimos os cães que viviam em ambiente urbano. Ainda que sem grande rigor cientifico diria que mais de noventa por cento dos canídeos seriam de caça e de guarda. Sendo que, os últimos, apenas podiam ser alojados em áreas rurais. Nas zonas urbanas eram considerados animais de companhia ou de luxo e o seu número era meramente residual.
Hoje tudo é diferente. Neste caso para pior. Muito pior. Ter um cão passou a ser moda. Tanto que se tornou uma praga. Constitui já um problema de saúde pública. E se não é tratado com o sensacionalismo do sarampo, da “baleia azul”, das claques do futebol ou de outra parvoíce qualquer é apenas por não ser politicamente correcto falar do assunto. A menos, claro, quando alguém é atacado por um bicho desses. Mas, mesmo nesses casos, ainda aparecem uns anormais a atirar a responsabilidade pela ocorrência para cima da vitima. Num programa televisivo que abordou o tema houve um parvalhão que o fez.
Daí que, sem surpresa de maior, os negócios em torno desta mania colectiva sejam cada vez mais. Agora até estas coisas, que nem sei ao certo como se chamam. Muito úteis, dirão os patetas dos tutores – donos era dantes – quando o animal for acometido de uma súbita fomeca ou de outra necessidade qualquer. Muito me engano ou um dia destes serão também os canitos a fazerem birra junto destas traquitanas…
sábado, 29 de abril de 2017
Arte velocipédica
Ainda me lembro como se tivesse sido ontem – ou, vá, anteontem – quando um grupo de pseudo-intelectuais bem pensantes, chefiados por uma senhora anafada de farfalhuda bigodaça, conseguiu parar a construção da barragem de Foz Côa. As gravuras não sabiam nadar, alegavam. Isso enquanto garantiam que aquilo, em lugar de uma imensa reserva de água, dava era um parque rupestre muito jeitoso. Coisa para trazer ao lugarejo um desenvolvimento inusitado. Desconheço se, estes anos todos e muitos milhões de euros depois, o profético vaticínio se concretizou. Desconfio que não. Mas isso, admito, até pode ser o meu cepticismo, em relação a tudo o que envolve gente da cultura a dissertar acerca de politicas e opções que se desejam sérias e racionais, a falar mais alto.
Diz que uma daquelas gravuras foi vandalizada um dia destes. Um acto condenável, sem dúvida. Alguém, ao lado daqueles riscos, desenhou uma bicicleta na rocha. Mas, como tudo na vida, há que olhar para o lado positivo da acção da besta com queda para a arte rupestre dos tempos modernos. Vejamos aquilo como um investimento de onde os vindouros irão tirar o mesmo proveito que nós tiramos agora dos riscos feitos pelos nossos antepassados. Talvez daqui por dez mil anos, um bando de idiotas, liderado por alguma senhora anafada de farfalhuda bigodaça, venha para a rua berrar que a gravura não sabe pedalar.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Intolerância com a tolerância
A propósito da vinda do Papa a Fátima e da tolerância de ponto concedida aos funcionários públicos anda muita gente a evocar a laicidade do Estado para contestar a alegada liberalidade do governo para com a função pública. Com alguma razão, admito. Mas, apesar de admitir a razoabilidade dos motivos que lhes assistem para manifestarem de forma tão veemente a inveja e o ódio que lhes percorre os teclados, acho piada à selectividade da indignação. Embora, dentre a vasta multidão de indignados, reconheça dois grupos distintos cada um apontando as baterias do ódio em sua direcção. Uns, os invejosos, indignam-se por a dispensa de ir trabalhar se aplicar apenas a quem trabalha para o Estado. Outros, os esquerdosos, aproveitam a ocasião para manifestar quanto odeiam a “cristandade”. A propósito do que penso acerca de uns e de outros podia citar o presidente do sporting. Ou, até, alguém com importância. Mesmo que pequena. Mas não. Prefiro algo mais sério. Ou apenas sério. Assim tipo recordar que nem uns nem outros manifestam igual nível de irritabilidade quando o dinheiro público é usado a beneficiar outras religiões. Como construir mesquitas, por exemplo.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Cães na praia. Exibicionismo ou estupidez?
Face à gravidade dos últimos acontecimentos envolvendo cães, tudo o que decorre de passear o canito na praia é irrelevante. Ainda assim é algo que me repugna. Que alguém aprecie partilhar o mesmo espaço e sabe-se lá que mais com um animal, é lá com ele. Ou ela. Não podem é obrigar-me a fazer o mesmo. E isso é o que esta gentinha, alegadamente adoradora dos animais, anda a fazer. Sem entenderem, os idiotas, o mal que andam a fazer. A todos. A começar pela tortura que infringem aos pobres dos bichos, que não deviam ser obrigados a viver em espaços manifestamente desadequados para aloja-los, e a acabar em nós, que vemos a nossa segurança e a nossa saúde colocada em causa por estes imbecis. Como esta criatura que, apesar das inúmeras placas a proibir a presença de cães no areal, insiste em passear o cão praia fora.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Coisas (de)coração
Não sou grande entendido nessas coisas do coração. Nem, nesse caso ainda menos, das que envolvem decoração. Daí não perceber este padrão, absolutamente uniforme, que as lojas de mobílias agora usam para enfeitar as camas. Nomeadamente aquelas que, supostamente, vão servir de leito conjugal. Porquê três lugares?! Não é suposto ser apenas para dois? É que, parece-me, nisso do coração mais do que um par já é uma multidão. Ou, dadas as modernices cada vez mais inovadoras, talvez agora a coisa se faça a três. Um triângulo de facto, digamos. Em que, para evitar aquilo da discriminação, o lugar do meio é para alguém que dê para os dois lados. Um elo de ligação, por assim dizer. Os decoradores de interiores devem ter um explicação. E o mais certo é não ter nada a ver com as inquietantes questões que suscitei. Mas, sejam quais forem, não me interessam. Já tirei a fotografia...
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Tá bem, tá...
Sou do tempo em que a tropa constituía uma obrigação a cumprir por todos os homens física e mentalmente capazes. Uma discriminação inqualificável, diga-se, capaz de violar uma porrada de preceitos constitucionais. Coisa que, à época, não incomodava ninguém. A começar pelas mulheres ficarem excluidas do cumprimento deste dever e a acabar na maneira como as comissões de recrutamento escolhiam - ou deixavam de fora, no caso – os mancebos que iriam jurar defender a pátria.
Mas isso agora não interessa nada. Essa obrigatoriedade acabou e espero que nunca mais volte. Foi das piores experiências da minha vida. Pouco, ou nada, lá aprendi. Mas hoje, ao passar por este bar, lembrei-me desse tempo. Insistiam os instrutores – três ou quatro perfeitos burgessos – que apanhei na recruta, que todos nós, os “maçaricos”, éramos camaradas uns dos outros. Ou outra coisa qualquer, vá. Tudo menos “colegas”. Isso, garantiam, eram as putas. Não sei, nem quero saber, se aquelas bestas – a quem aproveito para desejar saúde de morto – têm ou não razão. Nem, no que respeita a este antro, me vou certificar da veracidade da afirmação. Mas, convenhamos, neste caso o nome escolhido é sugestivo…
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Liberdade para não vacinar?! A sério?!
Acho assaz curiosa esta cena da discussão acerca da vacinação dever ou não ser obrigatória. Ah, e tal, eu não quero o Estado a meter-se na minha vida, argumentam uns quantos alarves. Era o que faltava eu não ter liberdade para optar acerca do que é melhor para o meu filho, espumam outros idiotas. Assim, à primeira vista e se o assunto for outro qualquer, até posso concordar com uns e com outros. Também considero que o Estado não tem nada de se meter na minha vida. Nomeadamente naquela parte do sal, do açúcar ou do tabaco. Já quanto a eu conduzir bêbado ou adoptar outro qualquer comportamento que possa prejudicar terceiros – assim tipo não me vacinar e depois andar a contagiar pessoas que, não estando vacinadas, até podem falecer – já é capaz de não ser má ideia o Estado arranjar uma maneira de impor o bom senso onde ele não existe.
Também o argumento da liberdade me é especialmente caro. Mas, neste caso, evocá-lo é do mais estúpido que se pode imaginar. Eu não me importo que eles faleçam. Não quero é que eles tenham a liberdade de me matar. Não tarda ainda estamos a admitir que, em nome da liberdade religiosa, um pateta - tão pateta como os anti-vacinas - trepe a uma montanha e asse o próprio filho, alegando que uma divindade qualquer lho terá ordenado, tal como ao outro da bíblia.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Que os meus impostos lhes façam bom proveito...
Esta coisa da declaração do IRS deixa-me sempre com os níveis de irritabilidade em alta. Nem aquilo do fisco me devolver uma pequena parte do que andei a descontar ao longo do ano me faz ficar mais animado. Ao contrário de muita gente, para quem o reembolso fiscal constitui uma espécie de presente que os deixa felicíssimos da vida. Ainda bem que ficam felizes. Enganados, mas felizes. O problema é o que ainda “lá” fica. E não devia ficar. O que volta é nosso e nunca nos devia ter sido tirado. O fisco é, neste caso, aquele ladrão arrependido que nos devolve uma pequena parte do roubo.
O que me dá algum consolo é saber o bom uso que é dado à parte do meu vencimento que nunca chega à minha conta. Fico feliz e contente pelo contributo para o bem estar de todos aqueles – e são mais que muitos aqui na terrinha – que ao longo da vida nunca conheceram outro modo de subsistência que não os chamados apoios sociais. Só receio é que eles andem a abusar um bocado do tabaco, do álcool e se estejam a tornar demasiado sedentários. Como aquela família de gordos, que encontro todos os dias, sentada numa esplanada quando vou trabalhar e abancada noutra quando regresso. Se para aí adoecem ainda me aumentam os impostos para equilibrar as contas do SNS.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Oh, valha-me Eu! Até os gatos...
Que o mundo está a ficar um lugar estranho, já se sabe desde há muito. Não constitui novidade. Está é a mudar depressa demais para o meu gosto. Há coisas a que não me habituo. Recuso-me. E, como se não bastassem as pessoas a adoptarem comportamentos cada vez mais idiotas, contra-natura e que renegam não sei quantos milhares de anos de evolução, agora até os animais parecem estar a seguir a mesma conduta. Este gato, por exemplo. Está pior que o bichano maricas da vizinha. Aprecia a companhia da passarada, ao que parece. E aquela pouca vergonha deve ser habitual, pois os pássaros não se incomodaram mesmo nada com a presença do pequeno felino. Que disso de felino, convenhamos, não tem nada. Chocante!
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Se os "jornaleiros" não noticiam, noticiemos nós!
Este fim de semana, numa cidade espanhola, um marroquino atirou a viatura que conduzia para cima de grupo de pessoas que se encontravam no passeio. Causou cinco feridos, um dos quais em estado critico. Claro que nada disto, apesar de se encaixar num certo padrão de acontecimentos, mereceu grande destaque nos meios de informação tradicionais. Por cá, tanto quanto sei, nem foi noticiado. O que não admira. Já constitui um hábito.
Mas, ao que a policia local se apressou a garantir, não se tratou de um acto deliberado. O jovem seguia em elevada velocidade pela rua fora, tinha a carta de condução há apenas dois meses e terá perdido o controlo da viatura. Normalíssimo. Está sempre a acontecer. Então com os mouros é um Deus nos acuda. Sem ofensa, nessa coisa do amigo imaginário. Ah, e o moço não estava bêbado nem nada, que os diligentes bófias fizeram-lhe logo o teste de alcoolemia. É apenas mais um aselha encartado.
O problema, ainda segundo as autoridades competentes, terá sido originado pela procissão que, horas antes, tinha percorrido aquela avenida. Os procissantes terão deixado o pavimento coberto de cera que, com o calor, derreteu e acabou por provocar o despiste do incauto magrebino. Culpa, portanto, dos católicos. Não tinham nada de procissar na via pública. Nem, muito menos, deixar por lá os resíduos da sua fé.
Pode, admito, ser tudo como a policia diz. O que me deixa com os poucos cabelos em pé é a pressa com que concluem pela não intencionalidade do acto e o conjunto tão alargado de hipóteses que arranjam para justificar a ocorrência. Isso e a ausência de noticias acerca deste e de dezenas de outros acontecimentos similares que, todos os dias, ocorrem em solo europeu envolvendo sempre intervenientes que professam as mesmas crenças. Desconfio que alguém nos anda a querer esconder qualquer coisa...
sábado, 15 de abril de 2017
A superioridade moral dos comunistas e isso...
Ninguém espera – a não ser, talvez, os próprios – que os comunistas sejam pessoas equilibradas e dotadas de bom senso. Nem precisam de ser. Ninguém - neste caso nem mesmo os próprios – se importa com isso. A menos, como infelizmente está acontecer em Portugal, cheguem ao poder. Aí é o nosso destino que está em causa. E vê-lo nas mãos desses malucos é uma coisa que me aborrece. Trata-se de uma gente que vive numa espécie de realidade paralela, cega pela ideologia, que não admite a tragédia que sempre ocorre nos países onde chegam ao poder, mas que consegue vislumbrar e anunciar ao mundo dramas que apenas eles conhecem.
O pior é que a generalidade dos meios de informação e dos opinion makers “amparam-lhe o jogo”. Não os desmascaram. São, ao não o fazer, cúmplices da suas mentiras, manipulações e propaganda obscena. Como, por exemplo, esta noticia. Publicada, refira-se, em Novembro de 2015 e reproduzida até à exaustão em sites e blogues de propaganda comunista. Como ainda não a vi desmentida nem gozada, à semelhança do que acontece quando são outras áreas politicas a fazer declarações parvas, presumo que não falte quem a considere verdadeira. Assim sendo, um ano e meio depois, calculo que os cemitérios americanos estejam pejados de criancinhas que sucumbiram à fome. A Venezuela é que podia ter ajudado. O Maduro, se fosse realmente solidário, tinha enviado uns quantos contentores da comida que sobra na Venezuela.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Só desejo que o clube deles continue a voar baixinho...
Estou curioso acerca das reacções que os cânticos entoados no pavilhão do Porto, pela claque do clube local, vão suscitar nas diversas instâncias. Desportivas, politicas e judiciais, nomeadamente.
Presumo que Bruno de Carvalho, por esta altura, já tenha publicado um – ou mesmo dois –posts no facebook a insurgir-se contra aquelas atitudes e esteja já a preparar uma queixa pelo comportamento dos adeptos. No mínimo exigirá uns vinte jogos à porta fechada. Também Pinto da Costa tratará de meter aquela gente toda na ordem. A esta hora já os deve ter expulsado a todos e tratado de os enviar para Canelas. Outra coisa nem será de esperar de tão ilustre, educada e bem-quista personagem.
Calculo que igualmente os meios políticos e judiciais estejam em polvorosa. Talvez, para prevenir futuras repetições deste triste episódio, tenham já sido encomendadas diversas propostas de lei a vários escritórios de advogados. A justiça estará, quase de certeza, a instaurar inquéritos a tudo o que mexe e que se relacione com o evento em causa. Isto para não falar das mais diversas associações que lutam bravamente contra o racismo, a xenofobia e outras intolerâncias de nome esquisito. Em nome da coerência, certamente, todos eles se vão manifestar contra aquele comportamento e exigir uma punição exemplar contra os que tiveram aquela atitude miserável. Nem tenho dúvidas quanto a isso...
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Regionalizar é um disparate
Quando o tema foi referendado, votei a favor da regionalização. Hoje, não posso ser mais contrario à ideia. Tal como, quero acreditar, o serão, de novo, a maioria dos portugueses. Seria, se a proposta de regionalizar país tivesse acolhimento, mais uma tragédia. A todos os níveis. Logo a começar pelas implicações financeiras que a criação de mais um patamar de poder iria ter no bolso dos contribuintes. Quase todos sabemos o que custa sustentar a máquina do Estado. Muitos de nós sabem, também, o que é necessário para sustentar a chusma de eleitores que os autarcas insistem em arregimentar para a folha salarial das suas autarquias. Não será, por isso, necessário um grande esforço para imaginar o que nos esperaria se essa coisa de entregar o poder regional a mais meia dúzia de caciques fosse avante. Disso já chega o que há.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Será que tem sorte no amor?!
Alguém anda com azar ao jogo. Pelo menos a julgar pelas centenas – milhares, talvez – de raspadinhas deitadas fora, na via pública, em dois locais diferentes da cidade. Bastante distantes um do outro, refira-se. Tratou-se, para quem o fez, de um investimento ruinoso. Ou não. Nunca o saberemos. Pode, no meio de tanto jogo, ter saído um prémio – ou mais – que tenha compensado a fortuna gasta. A única certeza, sortudo ou azarado, é que é uma besta. Um javardo, mesmo. Dava menos trabalho deitar aquilo tudo no lixo do que aquele que teve a raspar tanto papel. A não ser que o autor desta proeza seja o proprietário de uma casa de jogo...
domingo, 9 de abril de 2017
Deve ser uma espécie de piada holandesa...
Nada de muito surpreendente que cerca de mil gaiatos portugueses tenham sido expulsos da unidade hoteleira onde desfrutavam da sua viagem de finalistas. De estranhar, apenas, que episódios desta natureza – expulsar quem se porta mal – não sejam a norma. Trate-se de gente acabada de largar os cueiros ou criaturas com idade mais do que suficiente para ter juízo.
Já a postura dos pais dos meninos é patética. Apetece-me ser simpático, hoje. Dêem-lhes os “améns”, como dizia a minha avó sempre que um alarve de algum papá vinha defender – o que raramente acontecia, diga-se - as tropelias do filho em lugar de lhe arrear uns bons tabefes. Outros tempos.
O que continua a causar-me alguma admiração é que, apesar de todos os malefícios e roubos do malvado governo da direita ao povo ainda não consertados pela geringonça, os papás tenham dinheiro para financiar estas aventuras aos seus petizes. Querem lá ver que aquele holandês maluco, às tantas, ainda tem razão...
sábado, 8 de abril de 2017
Figuras tristes
Triste figura a daquele secretário de estado a quem o Costa e o Centeno ordenaram que exigisse um pedido de desculpas ao presidente do eurogrupo. Coitado. As coisas a que um individuo se tem de sujeitar. Para nada. O outro, obviamente, não pediu – nem tinha de o fazer – e, ainda por cima, teve de ouvir mais umas bocas do holandês. Bem-feita.
Há, por cá, uma vasta legião de ofendidos com aquilo dos copos e mulheres. Gente que, vá lá saber-se porquê, está a tomar as dores dos políticos. Foi a eles, como toda a gente minimamente informada percebe, que aqueles “piropos” foram dirigidos. Com toda a razão, diga-se. Até porque continuam a fazê-lo. Só um tolo não percebe que o festim continua. Basta olhar em redor. Se não vêem, então, é um problema clínico. E não me venham, como faz ciclicamente um alarve qualquer, com aquela cena do deficit e outros dados que alegadamente revelam que tudo está no melhor dos mundos. É que, como alguém escrevia hoje, “A melhoria da confiança dos portugueses acaba por não se refletir no índice de bem-estar”. Ou seja, estamos a viver num cenário de fantasia e ofendemos-nos com quem nos recorda isso.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Isto anda tudo ligado
Isto já nada é o que era. Nem os "Verdes", aquela agremiação esquisita com assento parlamentar apesar de nunca ter tido um único voto, são o que foram. Até estes, agora, parecem gostar de produtos químicos. Pelos menos de alguns. Daqueles que são utilizados pelas pessoas certas, nomeadamente.
Como escrevi na ocasião em que a coisa "me soou", o governo vai avançar com um programa municipal para, alegadamente, melhorar as condições de vida das pessoas de etnia cigana e promover a sua integração social. Por mim, apesar disso poder colidir com a liberdade que cada um tem de não se pretender integrar, acho bem. Já vem tarde, tal medida. Daí não entender que a mesma, apesar de anunciada, apenas avance após a eleições autárquicas. Deve ser uma esperteza saloia qualquer. Espero é que os candidatos aos órgãos autárquicos, nos seus programas eleitorais, digam claramente se aderem ou não a este programa. Cá os da terra, caso o não façam, tenciono questioná-los quanto a isso.
Mais um atentado. Na Suécia, desta vez. Nada de surpreendente. Nem as reações. Lamentações diversas, fingimentos vários e consternações patéticas como sempre. Tretas, em resumo. Amanhã continuará tudo na mesma. Mudança nos discursos e nas atitudes apenas e só quando as vitimas tiverem mais peso. E não, não estou a pensar numa carnificina de obesos.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Florzinhas
Diz que, no âmbito de um protesto qualquer contra aquilo a que o politicamente correcto designa de homofobia, aquele maluco que lamenta a nossa propensão para esturrar o guito todo em "gajas e copos" se terá passeado pela rua de mão dada com outro individuo. Já os vi começar por menos, diria a minha avó. Ou, então, é uma maneira de se redimir tentando ganhar simpatias entre uma franja dos indignados pela outra conversa. Seja como for é lá com ele, dirão. Pois, será. Mas eu também o posso achar parvo. É cá comigo. Até porque nem ele nem a esmagadora maioria dos idiotas uteis conseguem perceber a razão do crescente número de ataques às pessoas que exibem aquelas tendências esquisitas. Por mais que lhes custe a aceitar, o aumento exponencial de gente a viver na europa oriunda de zonas do globo onde essa prática é vivamente repudiada, é capaz de ter alguma relação com o aumento das agressões. Coisas do multiculturalismo com que temos de conviver. Habituem-se.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Agricultura da crise
Desde que somos ricos outra vez nunca mais ouvi falar das hortas sociais – comunitárias, ou lá o que era – nem, sequer, de gente que cultivava de tudo em qualquer nesga de terreno. Até aquelas pessoas que com muita arte e infindável engenho transformavam uma varanda num quintal ganharam juízo e deixaram de brincar aos agricultores. Ou, pelo menos, deixámos de ter noticias deles. O que é quase a mesma coisa.
Por mim, nunca alinhei nessas modas. Não tenho jeito para a lavoura nem, principalmente, grande vontade. Limito-me, como fazia antes de termos ficado pobres e faço agora que somos de novo abastados, a espalhar umas sementes pelos canteiros e a plantar um ou outro vegetal. Depois, o resultado, é o que a terra quiser. Ou o que os pássaros e rastejantes diversos deixarem.
domingo, 2 de abril de 2017
Velharias
Mesmo não comprando nada – e não me recordo de alguma vez ter comprado seja o que for – gosto sempre de dar uma volta pelo mercado das velharias cá da cidade. A par da tralha, muita dela retirada do lixo, há sempre um ou outro item merecedor de um olhar mais atento. Às vezes até de uma foto. É o caso deste sofá. Com arrumação, esconderijo ou outra utilidade que se queira dar aquilo. A própria fotografia é ela, também, dois em um. Para além do objecto exposto, temos igualmente a base do candeeiro da iluminação pública. Outra velharia. Mas estará assim de propósito, presumo. Deve ser para condizer com a utilização que é dada ao espaço.
sábado, 1 de abril de 2017
Justiça espanhola
Uma cidadã espanhola foi condenada por um tribunal – igualmente espanhol, obviamente – numa pena de um ano de prisão por ter escrito umas graçolas nas redes sociais acerca do atentado que vitimou, em 1973, o então primeiro ministro – espanhol, também - Carrero Blanco. Ora isto, mesmo não sendo espanhol, seria coisa para me deixar indignado. É, arranjem as justificações manhosas que arranjarem, um atentado à liberdade de expressão. Contudo, neste caso concreto, acho muito bem a condenação da criatura. Tratar-se-á, ao que se escreve na imprensa espanhola, de uma feminaza esquerdista. Gente que anda por aí - seja em Espanha ou no resto do mundo – a defender a condenação de quem escreve piadolas ou, simplesmente, manda uns dichotes acerca dos valores defendidos pelo esquerdume, sob o pretexto do discurso do ódio ou outras idiotices que a esquerdalha gosta de inventar. Presumo, por isso, que a senhora não recorra da setença e, humildemente, assuma o seu erro cumprindo a pena que lhe foi imposta. É que isto a coerência é muito bonita e constitui, a par da inteligência superior de que são dotados, uma qualidade intrínseca de todos os seres que se dizem de esquerda. Pelo menos é o que eles dizem. Por mim duvido. De ambas.