Acho assaz curiosa esta cena da discussão acerca da vacinação dever ou não ser obrigatória. Ah, e tal, eu não quero o Estado a meter-se na minha vida, argumentam uns quantos alarves. Era o que faltava eu não ter liberdade para optar acerca do que é melhor para o meu filho, espumam outros idiotas. Assim, à primeira vista e se o assunto for outro qualquer, até posso concordar com uns e com outros. Também considero que o Estado não tem nada de se meter na minha vida. Nomeadamente naquela parte do sal, do açúcar ou do tabaco. Já quanto a eu conduzir bêbado ou adoptar outro qualquer comportamento que possa prejudicar terceiros – assim tipo não me vacinar e depois andar a contagiar pessoas que, não estando vacinadas, até podem falecer – já é capaz de não ser má ideia o Estado arranjar uma maneira de impor o bom senso onde ele não existe.
Também o argumento da liberdade me é especialmente caro. Mas, neste caso, evocá-lo é do mais estúpido que se pode imaginar. Eu não me importo que eles faleçam. Não quero é que eles tenham a liberdade de me matar. Não tarda ainda estamos a admitir que, em nome da liberdade religiosa, um pateta - tão pateta como os anti-vacinas - trepe a uma montanha e asse o próprio filho, alegando que uma divindade qualquer lho terá ordenado, tal como ao outro da bíblia.
Com esta história do surto de sarampo fiquei a saber que, pelo menos na entrada no pré-escolar as vacinas não são obrigatórias, daí não perceber a razão porque pedem o livro das vacinas e uma carta do médico.
ResponderEliminarNo tempo das minhas filhas eram obrigatórias e se alguém tinha alguma em atraso só aceitavam após apanharem.
Quando criança e jovem apanhei todas incluindo outras por ser de um país tropical.
Quanto à jovem de 17 anos não apanhou a vacina porque teve um choque anafilático com as primeiras e como tal os pais foram aconselhados a não dar mais nenhuma e até ponderam processar a médica o que a meu ver não irá dar em nada, porque quem padece de anafilaxia (julgo ser este o nome) tem de ter alguns cuidados.
De resto concordo totalmente contigo e a irresponsabilidade do povo português irá ser resolvida com mais leis para além das que já existem? Bom senso precisamos sim...para ontem!
Beijocas
Nem consigo perceber como é que alguém opta por não vacinar os filhos. É a negação da ciência por parte de gente que, pela conversa que apresenta, se julga intelectualmente muito avançada. São iguais a outros que desencantam não sei quantas teorias que comprovam que o homem nunca pôs os pés na Lua...
ResponderEliminarA minha liberdade — que adoro — termina quando toca na liberdade de outrem.
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