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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Vai de cano...

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Não sou muito dado a essas cenas da ecologia, mas não gosto de ver desaparecer um regato e o seu curso natural ser conduzido para dentro de um tubo. Pode até, concedo, tratar-se de um obra-prima no âmbito da engenharia hidráulica. Admito que, para mais tratando-se de quem é, seja tudo legal, aprovado por toda a gente e todas as entidades com competência no assunto estejam de acordo com o procedimento. Nem isso, sequer, me interessa. O que me importa – incomoda, vá – é que estão a brincar com a natureza e ela, seguramente, um dia vai vingar-se. Nessa altura alguém pagará a conta. E, desconfio, não vai ser o Bernardo, ou lá o que é que chamam ao homem.


 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Olha c'arvore mai'linda...

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Li em tempos um artigo onde um expert no assunto defendia que as árvores deviam crescer livremente e que eventuais cortes seriam de limitar ao estritamente necessário à sua sobrevivência. Deve ser essa, presumo, a tese reinante entre aqueles que têm a responsabilidade de cuidar do parque arbóreo cá da terra. Até porque se automóveis, postes, bilhas de gás, sinais de trânsito e merda de cão já nos fazem sair do passeio, que mal tem se uma ou outra árvore nos obrigar também a um pequeno desvio?

terça-feira, 20 de junho de 2017

E aos figos, quem os protege?!

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A produção deste ano promete. Pena a distância - que não permite uma colheita diária – e a passarada que não larga aquilo. Banqueteiam-se que nem uns alarves. Só a tiro. Ou à bomba, não sei. Sim, que isto à fisga não vai lá. Mas como não tenho nenhuma dessas armas fica apenas o meu lamento por não poder reduzir a população dos pássaros a, pelo menos, metade. E a ainda ficavam muitos. Depois andam por aí uns patetas urbano-depressivos a lamentarem-se por os portugueses comerem passarinhos fritos e de, ao contrário de outros países que eles acham mais civilizados, essa iguaria ainda não ter sido proibida por cá. Uns idiotas é o que eles são. Não entendem que na natureza existe uma coisa chamada equilíbrio e que, em relação a algumas espécies de aves, há muito que o ultrapassámos. A continuar assim, um dia destes figos só no supermercado e daqueles oriundos dos países onde essas pragas voadores são exterminadas sem contemplações.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Natureza...

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A compatibilização do mobiliário urbano com a natureza nem sempre se revela pacífica. Por vezes é, até, de todo impossível. Não neste caso. Aqui a harmonia – a simbiose, digamos – é perfeita. Não convém é que se dê uso à papeleira. Fazê-lo, seja a depositar lixo ou depois a esvaziá-la, implicaria a destruição das plantas que com ela interagem. E isso, obviamente, ninguém deseja. Seria, também, uma falta de respeito aos que delas cuidam com tanto desvelo.