Anda por aí tudo entusiasmado por o próximo secretário-geral das Nações Unidas ser um português. Assim de repente não estou a ver motivo para tanta animação. Já tivemos outro a mandar – se é que mandava alguma coisa – na Comissão Europeia e nada alterou a vida dos portugueses. Tanto faz estar lá ele como um chinês ou um cubano. É indiferente. A menos que estejamos já com ideias, à boa maneira tuga, de começar a meter umas cunhas. Feitos interesseiros. Assim mais ou menos como aquela velhinha que, aproveitando a presença de um político qualquer em campanha eleitoral, lhe dizia após o beijo da praxe, “veja lá o que pode fazer por mim...”. Mesmo estando já entrevada e entregue aos cuidados de um lar de idosos. Deve ser mais ou menos isso que suscita tanto entusiasmo.
Por mim só espero que seja melhor secretário-geral do que foi primeiro-ministro. Não há-de ser difícil.