Curiosa, ou talvez nem tanto, a maneira como a comunicação social portuguesa lida com Guterres e Barroso. Quanto ao primeiro, as mais recentes iniciativas de Merkel, no sentido de apoiar outra candidatura à ONU, são vistas como uma “desfeita” em relação a Portugal. Já a retirada dos privilégios de ex-presidente da comissão europeia ao segundo, quando de uma eventual visita àquela instituição, é vista como uma coisa muito bem feita.
Quanto a mim não gosto de nenhum e é-me perfeitamente indiferente o futuro político de cada um deles, desde que não passe pelo exercício de qualquer cargo em Portugal. O país seria, de certeza, um lugar muito melhor se nenhum deles tivesse ocupado funções governativas. Mas isso pouco importa para os nossos médias. A agenda ideológica tolda o raciocínio a quem tem obrigação de ser imparcial ou, não o querendo ser, não tentar parece-lo. Podiam, até, dizer ou escrever exactamente a mesma coisa, avisavam-nos é que aquilo não passava da sua opinião. Respeitável, com certeza, mas apenas isso.