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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Não há "fundos" grátis

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Percebo que os autarcas e políticos em geral se babem pelos fundos comunitários. Foram as avalanches de dinheiro vindo da União Europeia que garantiram a manutenção no poder de muita gente durante muito mais tempo do que aquele que, em condições normais, as suas capacidades políticas permitiriam. Cavaco Silva é disso o exemplo maior.


O que tenho mais dificuldade em entender é que ninguém tenha ainda percebido que foi esse esbanjar dinheiro que contribuiu – não apenas, mas de uma forma decisiva – para a situação calamitosa das contas públicas em que nos encontramos. O país endividou-se como se não houvesse amanhã para poder “sacar” dinheiro a Bruxelas. Construiu infraestruturas de que não necessita e que hoje constituem um pesado fardo nas contas públicas. Encontramos exemplos disso em cada vila ou cidade, do litoral e do interior. Mas não faz mal. Vamos voltar ao mesmo porque assim é que é bom. Os “Santos Silvas” desta vida agradecem. E os respectivos amigos também

domingo, 10 de julho de 2016

Obrai, obrai...

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Ná, não acredito nisso das sanções contra Portugal. Até porque, a existirem, elas constituiriam antes uma espécie de prémio. O melhor que nos podia acontecer era a torneira dos fundos comunitário fechar-se. De preferência em definitivo. Mas não. Tal não é possível. Seria o fim de muitas comissões. Daquelas que servem para melhorar a vida dos portugueses. Pelo menos de alguns. Assim, de repente, lembro-me de várias. As comissões de estudo, de acompanhamento, de execução, de análise, de avaliação…


Contudo – não vá o diabo tecê-las, ou a comissão europeia que é quase a mesma coisa – o Costa tratou já de anunciar uma majoração de dez por cento a quem realizar obra já este ano à pala dos financiamentos comunitários. É obrar gente, é obrar, que para depois limpar a merda cá estaremos nós. Outra vez.

domingo, 11 de outubro de 2015

Corrida à máquina dos votos...

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A história continua, sistematicamente, a repetir-se. Autarcas a guerrear - e a babarem-se – pelos fundos comunitários. Como se as “Casas da Cultura”, os “Patrimónios Mundiais”, os “Centros Interpretativos” e outras modernices, tão do agrado de certas elites, de oportunistas armados em intelectual e de simples chicos espertos com tendências para visionários fossem generosas ofertas dos Deuses.


Mas é disto que o povo gosta. Depois queixam-se que pagam muitos impostos, são vitimas de cortes orçamentais, austeridade e essas coisas. E quando a conta chega, não faltam artigos de opinião – falada e escrita - a argumentar que a culpa é dos ignorantes que votam nos partidos da direita. Todos os burros o dizem. E escrevem.