sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Esperança num "produto" melhor...

100_4828.JPG


Hesito quanto a isso da esperança começar em qualquer coisa que envolva o Bloco de Esquerda. Pelo contrário. Nem a esmagadora maioria de quem quem votou naquilo tem qualquer tipo de esperança. Foi, apenas e só, um voto de protesto. Que tanto foi no Bloco como poderia ter sido, se por cá houvesse disso, num partido de extrema-direita.


Veja-se o caso deste novo imposto sobre o imobiliário anunciado pelos bloquistas. Vai, dizia ontem um dos proponentes, apenas abranger os muito ricos. Mas, acrescentava, permitirá baixar o IRS, aumentar as reformas e melhorar as prestações sociais. Tudo em simultâneo. Ora, das duas uma, ou há muito mais ricos do que aquilo que se supõe ou o conceito de rico será uma coisa muito abrangente para os ideólogos desta parvoíce. Há, ainda, uma terceira hipótese que não deve ser excluída. Estarem a pôr pouco tabaco naquilo que andam a fumar...

8 comentários:

  1. Subscrevo o que dizes e digo mais o património dos políticos parlamentares ( e não só), das igrejas e dos partidos estão isentos...contem-me histórias da carochinha. Só por aí arrecadariam milhões mas não "há tomates" para o fazer. (desculpa a expressão)

    Não acredito em nenhum deles que são todos ou quase todos...o verbo encher e taparem buracos com o depenar da maioria do povo.

    Já tivemos todos no poleiro e caramba não surgirá um partido com "cabecinhas no lugar"? Possas!!!

    Beijocas

    ResponderEliminar
  2. Sim. Mas acho que se vai criar o imposto, mas manter tudo o resto como está ou agravar.
    Em relação ao BE (não sou militante de nenhum partido político), acho que quando se está na oposição é muito fácil e bonito criticar. Quando se está na tomada de decisão e com credores, instituições europeias, lobys, etc a pressionar, aí é que são elas...
    Não concordo muito com este imposto pq n acho mto razoável fazer-se uma perseguição aos mais ricos, mas retirar os edifícios arrendados e empresariais faz algum sentido.

    ResponderEliminar
  3. Nem todo o património das paróquias está isento. Depende, e a meu ver muito bem, do tipo de utilização que lhe é dado. Pode e isso deve ser corrigido, é haver prédios que servem para uma coisa completamente diferente daquilo que está declarado nas finanças...

    Quanto aos partidos, a lei também é assaz curiosa. Se eu quiser fazer um donativo é uma trabalheira, terá de ser em cheque e mais o diabo a quatro...mas depois estão isentos de iva, de imi e de sei lá mais o quê!!!


    ResponderEliminar
  4. Quando se lança um imposto tem sempre de ser ter em conta a expectativa de receita a cobrar. Ora com todas as condicionantes que já ouvi - patrimonial acima de um milhão, exclusão de prédio arrendados, prédios industriais e de comercio...então quem é que vai pagar?! E depois as esganiçadas do BE nunca ouviram falar em divisão em propriedade horizontal? Nem em empresas que se dividem em várias?! Se isto chegar a ver a luz do dia ou o valor dos prédios a taxar vem por aí abaixo ou a receita nem dá para a tinta das impressoras...

    ResponderEliminar
  5. Infelizmente Portugal é um país de idiotas. A extrema-esquerda é de longe bem mais nefasta que a extrema-direita (não confundir por exemplo nacional-socialismo, vulgo nazismo, com extrema-direita porque o socialismo não é, nunca foi nem nunca há-de ser uma coisa de direita) e no entanto em Portugal ainda há quem vote, e em massa, em partidos extremoesquerdistas como o Bloco de Esquerda e sobretudo o Partido Comunista.

    Em Portugal e Espanha, possivelmente por terem tido ditaduras de extrema-direita até muito tarde, criou-se uma espécie de demonização da extrema-direita, daí agora tanto Portugal como a Espanha estarem como está, com uma verdadeira direita sem hipóteses e muito maluco a votar em partidos esquerdistas que defendem a destruição da civilização. Nos países verdadeiramente civilizados a esquerdaria, em particular os socialistas, não põe sequer o pé no parlamento. E os comunas, esses, nem sequer lhes é permitido existirem.

    ResponderEliminar
  6. Em 25 de novembro de 75 perdeu-se uma oportunidade única para ilegalizar esses partidos. Desde então temos estado a pagar o pato de não terem dado ouvidos ao Jaime Neves.


    ResponderEliminar
  7. Ao que se fala e com meio mundo contra as miudos do BE (e acredito que patrocinado por muitos poderosos nos bastidores), esta medida não vai dar nada. Ou então, vai acontecer com a taxa dos sacos plásticos, em que quem ganhou foram os supermercados que começaram a cobrar pelos sacos maiores e a faturar mais.

    ResponderEliminar
  8. Mas ideias deste nivel é o que merecem!

    ResponderEliminar