quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ainda lhe cai um dentinho...

100_4871.JPG


Os Pokémons estão na ordem do dia. Servem para parodiar quase tudo. No caso da imagem trata-se de um Muppi do PCP a publicitar a Festa do Avante onde alguém deixou uma mensagem alusiva ao evento e à febre da caça ao dito bicho virtual.


Mas há gente que não tem jeito para fazer piadas nem, por mais que se esforce a inventar dichotes espirituosos, consegue arrancar um sorriso a quem o ouve. António Costa é um desses casos. Veja-se a tentativa de laracha que ontem tentou fazer, envolvendo Pokémons, como forma de resposta a Passos Coelho. Nem o ministro da educação ou qualquer outro dos circundantes - apesar dos lacaios por norma se rirem sempre muito das graçolas dos lideres – esboçou um sorriso mais do que amarelado. É a vida e, toda a gente concordará, não tem mal nenhum em ser assim. Até porque como dizia a minha avó – essa sábia senhora – mais vale cair em graça do que ser engraçado. É o caso desta criatura.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Malucos do c******!

Acho – e não é de agora, é desde há uns anos a esta parte – que o país ensandeceu. Ou antes, os portugueses ensandeceram. Que o país, coitado, não tem culpa de ser habitado por malucos. E o pior é que todos os dias alguém se encarrega de me dar razão nesta minha convicção. Dois exemplos, por hoje.


O primeiro tem a ver com o fim dos contratos de associação entre o Estado e os colégios privados. Na sequência da não renovação do contrato um desses estabelecimento de ensino fechou portas e mandou dezenas de funcionários para o desemprego. Pois que segundo algumas alminhas iluminadas, daquelas que até são contra isso do Estado subsidiar escolas privadas quando existe oferta pública, não o pode fazer. Portanto a dita escola não tem alunos, mas que nem pense em encerrar. Nem, muito menos, despedir os empregados. Se não é raciocínio de doido varrido não sei o que lhe chame.


O segundo é uma proposta de lei que, a ser aprovada, impedirá os senhorios de, contratualmente, proibirem os inquilinos de possuir animais domésticos nas casas que alugam. Já nem vou pronunciar-me acerca de cada um partilhar o mesmo espaço com um bicho. Deixo, igualmente, de lado o incomodo que um cão a ladrar ou a uivar causa aos outros habitantes do prédio que nada têm a ver com as taras do vizinho. Limito-me, apenas, a assinalar que em Portugal, após quarenta e dois anos de democracia, existe gente na Assembleia da República que não entende o conceito de propriedade privada, de negociação entre privados, de funcionamento do mercado e de livre contratação entre as partes. Estes, para além de malucos, são os mais perigosos.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Merkel má! Não gostamos de ti...outra vez!

Captura de ecrã de 2016-09-13 12-46-05.jpg


 


Curiosa, ou talvez nem tanto, a maneira como a comunicação social portuguesa lida com Guterres e Barroso. Quanto ao primeiro, as mais recentes iniciativas de Merkel, no sentido de apoiar outra candidatura à ONU, são vistas como uma “desfeita” em relação a Portugal. Já a retirada dos privilégios de ex-presidente da comissão europeia ao segundo, quando de uma eventual visita àquela instituição, é vista como uma coisa muito bem feita.


Quanto a mim não gosto de nenhum e é-me perfeitamente indiferente o futuro político de cada um deles, desde que não passe pelo exercício de qualquer cargo em Portugal. O país seria, de certeza, um lugar muito melhor se nenhum deles tivesse ocupado funções governativas. Mas isso pouco importa para os nossos médias. A agenda ideológica tolda o raciocínio a quem tem obrigação de ser imparcial ou, não o querendo ser, não tentar parece-lo. Podiam, até, dizer ou escrever exactamente a mesma coisa, avisavam-nos é que aquilo não passava da sua opinião. Respeitável, com certeza, mas apenas isso.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Não há "fundos" grátis

Dinheiro-mal-gasto.jpg


 


Percebo que os autarcas e políticos em geral se babem pelos fundos comunitários. Foram as avalanches de dinheiro vindo da União Europeia que garantiram a manutenção no poder de muita gente durante muito mais tempo do que aquele que, em condições normais, as suas capacidades políticas permitiriam. Cavaco Silva é disso o exemplo maior.


O que tenho mais dificuldade em entender é que ninguém tenha ainda percebido que foi esse esbanjar dinheiro que contribuiu – não apenas, mas de uma forma decisiva – para a situação calamitosa das contas públicas em que nos encontramos. O país endividou-se como se não houvesse amanhã para poder “sacar” dinheiro a Bruxelas. Construiu infraestruturas de que não necessita e que hoje constituem um pesado fardo nas contas públicas. Encontramos exemplos disso em cada vila ou cidade, do litoral e do interior. Mas não faz mal. Vamos voltar ao mesmo porque assim é que é bom. Os “Santos Silvas” desta vida agradecem. E os respectivos amigos também

domingo, 11 de setembro de 2016

A pergunta do costume: "Como é que vamos dar a volta a isto"?!

prendas.jpeg


 


Diz que o valor máximo a ofertar a um governante não pode exceder cento e cinquenta euros. Isto por pessoa e por ano. É pouco. Manifestamente pouco. Por este preço não se consegue oferecer nada de jeito. Nem, sequer, algo que dignifique a função governamental. Daí que o melhor é a malta fazer uma vaquinha para comprar uma prenda ao político a quem deve mais favores. Ou de quem espera uma atençãozinha. O que, para um governo que consegue pôr vacas a esvoaçar, me parece apropriado por permitir, assim, presentear ministros e outras pessoas afectas à actividade - por norma gente de gostos requintados – com itens do agrado dos presenteados. Viagens e bilhetes para assistir aos jogos do próximo Mundial de futebol, por exemplo. Bastará aos membros do conselho de administração de uma qualquer empresa realizarem uma colecta entre eles e está o problema resolvido. Fica a ideia, pois de certeza que até agora ainda ninguém pensou nisso.

sábado, 10 de setembro de 2016

Anunciar o fim das touradas não é manifestamente exagerado...

fim-das-touradas.jpg


 


Como sabe quem acompanha o Kruzes – duas ou três pessoas, portanto – não tenho os defensores dos direitos dos animais em grande conta. Nem, agora que penso nisso, em pequena. Em comum teremos apenas não gostar de touradas. Ainda que por motivos diferentes e com um grau de radicalismo opinativo nada comparável. Ao contrário daqueles não considero necessário que se proíbam as touradas. Não vale a pena. É tudo uma questão de mercado. E, como amplamente tem sido demonstrado pelas bancadas desprovidas de gente, não existem espectadores em número suficiente para manter a actividade. É a vida. Não é o primeiro negócio a acabar nem, de certeza absoluta, será o último.


O que me parece absolutamente lamentável é a existência financiamento público à tauromaquia. Trata-se de um negócio privado, que visa o lucro e tal como todos os outros negócios terá de se governar com os rendimentos que consiga gerar. Até porque isso, ao contrário do que alguns podem pensar, não dá votos. Pelo contrário. Basta estar atento ao que se publica, a este propósito, nas redes sociais. Quem escreve pode ser parvo, mas também vota.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Choque tecnologico

IMG_20160908_085013.jpg


 


É por esta caixa que passa o cabo que traz o sinal de televisão e a internet até à minha casa. Vê-la neste estado não me deixa tranquilo. Está assim já lá vão uns dias. Deve ter sido vitima de um azelha qualquer que fez a curva a direito ou que praticou ali uma habilidade que lhe terá corrido mal. Um choque tecnológico, por assim dizer.


 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Unhas de gel

Não percebo o conceito. Mas, dada a popularidade da coisa, será uma invenção genial. Não percebo mas, juro, tentei informar-me. Que isto homem informado vale por dois. Ou mais. E material informativo é o que não falta. Nomeadamente blogues. São às pazadas e, parece, muito populares. Fiquei até a saber, para meu grande espanto, da existência de pessoas que por tanto prezarem as suas unhas, mesmo estando desempregadas, já terão recusado empregos onde o trabalho a realizar colocaria em causa a integridade das suas ricas unhacas. E outras, ainda que aceitando, se esquivam sorrateiramente a tarefas que as pudessem danificar. Compreende-se. As prioridades é que não. Mas isso é lá com elas. Disto só uma questão me inquieta. Como é que fazem para tirar a cera do ouvido com a unha do dedo mindinho?

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Só não digo para estudarem o c****** porque já o fizeram.

Acho piada aos estudos. Daqueles científicos, que os órgãos de comunicação social gostam de mencionar para darem assim um ar mais a atirar para o culto, ou isso. O estudo de hoje, resultado de uma profunda e aturada análise dos factos estudados, conclui que as mulheres mais velhas – a partir dos cinquenta e sete anos – devem manter uma vida sexual activa. Faz-lhes bem, diz. Coisa de que jamais desconfiaríamos não fosse estes estudiosos terem, em boa hora, decidido partilhar connosco a sua descoberta.


O mesmo principio não se aplica aos homens, ainda segundo os tais cientistas. Faz-nos mal, concluíram. Muito mal. Parece que, a partir dos sessenta anos, quanto mais o pessoal fornica mais riscos corre de ficar doente ou, até, de quinar. Ora isso suscita um vasto conjunto de questões cada uma mais preocupante que a outra. Mas, para isto não se alongar em demasia, fico-me apenas por uma. A ser assim, qual é solução para as senhoras mais velhas, digamos, “manterem a fábrica em laboração”? Se os maridos “declaram falência”, com quem é que elas vão “fazer a escrita”?! Terão de recorrer a um “auditor externo”? Uma questão pertinente, sem dúvida. Inquietante, até. Principalmente num tempo em que o “outsourcing” está cada vez mais na moda.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Deve ser aquilo do pobretes mas alegretes…

Se um gajo que ganhou o prémio Nobel diz que o melhor para mim – e para os portugueses em geral – é o país abandonar a moeda única, não vou ser eu, pobre ignorante, a contraditar a solução que o homem apresenta para os nossos problemas. Não é o único a pensar assim. E deve ter razão, pois gente a partilhar desta opinião não falta por cá. Não sei é se dizem isto antes ou depois de pensar durante algum tempo – trinta segundos, vá – no assunto. Deve ser o suficiente para fazer duas ou três contas. Para calcular, por exemplo, quanto passariam a custar os combustíveis e uns quantos produtos daqueles que metemos no carrinho do supermercado, depois de convertidos para a nova moeda e imaginando que esta – numa perspetiva optimista e para facilitar as contas – perderia um terço do valor face ao euro. O mesmo se aplicaria às economias – muitas ou poucos – que cada um de nós guarda no banco ou debaixo do colchão. Trinta e três por cento, quiçá mais, levariam sumiço.


Mas pronto, se um prémio Nobel garante que os meus problemas se resolvem pagando os bens que preciso para viver ao mesmo preço de agora mas com um ordenado significativamente menor e que, a juntar a isso, ainda levo um enorme rombo nas minhas economias, então acredito piamente que assim será. Não sei é se o Tribunal Constitucional aprova este brutal corte dos rendimentos. Ou se vou voltar a ouvir aquele fantástico argumento que “apesar de não ser o melhor para os portugueses será o melhor para o país”.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Achar que há turistas em excesso conta como xenofobia?!

APIC397.jpg


 


Os turistas e o turismo parecem estar a tornar-se no novo alvo de alguma intelectualidade bem pensante. Daquela, nomeadamente, que tem influência junto dos órgãos de decisão. Aborrece-os que as cidades, particularmente Lisboa que é onde o fenómeno é mais visível e moram a maior parte destes seres, estejam cheias de gente vinda de fora. Mais ainda quando esses visitantes têm os bolsos cheios de dinheiro e invadem todos os espaços onde o podem gastar, os malandrins.


Compreendo, em parte, a sua irritação. A multidão que aos sábados de manhã – lisboetas, espanhóis e pagode oriundo de todas as vilas e aldeias das redondezas – invade a minha terra para apreciar o mercado semanal também me causa um elevado nível de irritabilidade. Perturbam-me o sossego. Impedem-me de beberricar tranquilamente o meu cafezinho matinal. Lutar por uma mesa num tasco ou numa esplanada com um casal de velhotes que quer degustar o seu brinhol, com um bando de castelhanos aos berros desejosos de comer o maior número possível de pasteis de nata ou com uns tios de Lisboa eufóricos com o penico que acabaram de comprar por cinquenta euros na feira das velharias são coisas que me deixam para lá de stressado. Quase me apetece, como a tal intelectualidade, mandá-los gastar o dinheiro deles para outro lado. Mas isso sou eu. Um reacionário-fascista-xenófobo que, ao contrário da intelectualidade bem pensante, não tem particular apreço pela malta de outras paragens…

domingo, 4 de setembro de 2016

Que têm em comum a carteirista Quina e o governo da geringonça?

can-stock-photo_csp11383368.jpg


 


Quina, a mais velha carteirista ainda em actividade, e o governo da geringonça têm em comum muito mais do que aquilo que, à primeira vista, podíamos supor. Os dois nos roubam, ambos negam veementemente que o façam e, com uma inusitada frequência, quer um quer outro são perdoados pelas vitimas. 

sábado, 3 de setembro de 2016

O porcos também têm direito a ir à praia...

Captura de ecrã de 2016-09-02 22-37-47.jpg


Não será, de certeza, a melhor solução. Mas não importa. É por uma boa causa, tem piada e, acima de tudo, estará a cumprir os objectivos a que os autores da ideia se propuseram. Expulsar as gajas dos burkinis e os muçulmanos em geral das praias corsas. Pena que estas e outras coisas que se estão a passar na Europa – esfaqueamentos diários levados a cabo “pessoas com problemas mentais”, por exemplo - não constem do alinhamento noticioso dos mé(r)dia europeus. A censura instituída no ocidente, que faz parecer a do Estado novo uma brincadeira de meninos, não permite à população ter acesso a este tipo de informação. Mesmo sites, blogs e páginas de diversas redes sociais que se dedicam a denunciar as tropelias praticadas pelos invasores, estão a ser sistematicamente encerrados. Diz que é para não criar sentimentos de ódio em relação às pessoas que professam a religião da paz. Aquelas criaturas boas, simpáticas e tolerantes para quem a nossa forma de vida constitui uma ofensa. Culpa nossa, obviamente.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Tudo bons rapazes...

Mais um ladrãozeco que morreu em serviço. Abatido acidentalmente pela policia, outra vez. Uma chatice. Principalmente para o agente que terá agora que enfrentar um calvário. Sinal dos tempos esquisitos que vivemos, em que a vida de um patife vale mais do que a de um cidadão comum e infinitamente mais do que a de um policia. E, como sempre sucede nestas circunstâncias, logo apareceu uma chusma de gente a garantir a honestidade do meliante, a bondade que sempre evidenciou e a simpatia que irradiava. Uma jóia de moço. Tão boa pessoa que, para além de amigo do seu amigo, até era amigo do alheio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Vamos lá elevar os padrõezinhos…

Insisto. Por andam aqueles bloggers, gajos da área da geringonça - incluído o primeiro-ministro - e comentadores diversos que durante quatro anos não pararam de criticar o anterior governo por ter aumentado a divida? Isto apesar das razões para esse aumento terem maioritariamente a ver, como toda a gente sabe, com o empréstimo da troika, o alargamento do perímetro orçamental e aquilo dos “cofres cheios”. Ficava-lhes bem, acho eu, que dissessem qualquer coisinha acerca do tema agora que a divida, já sem as premissas anteriores, não pára de aumentar. Mas, se calhar,  pedir alguma honestidade intelectual a quem a não quer ter é capaz de ser coisa para estar a colocar os padrõezinhos da seriedade num patamar demasiado elevado.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A osga sobrevivente

Osga7.JPG


 


Não gosto de osgas. Enojam-me. Daí a tentar esmagá-las à base da vassourada ou com o sapato que estiver mais à mão vai o passo de um anão. Mas esta magana é esquiva. E está com muita sorte, também. Tem passado o Verão a escapar miraculosamente às múltiplas tentativas de esmagamento de que já foi alvo. Às tantas merece sobreviver. Pelo menos até à próxima vez que se ponha a jeito.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Os novos bolcheviques

Não falta quem garanta que no Brasil não há políticos honestos. Se os houvesse, acrescentam, o país deixaria de funcionar. Desconheço se assim é ou não. Nem, a bem dizer, é assunto que me tire o sono. É lá com eles.


É por isso que, descontando aquela parte do internacionalismo não sei das quantas, dificilmente entendo os motivos que levam tantos comunistas a expressar diariamente nas redes sociais o seu apoio a Dilma Roussef e, consequentemente, a sua repulsa pelo processo político que levou ao afastamento da Presidenta brasileira. Parece – e se calhar é – uma campanha orquestrada. Insurgem-se contra um alegado golpe de Estado, acusam os opositores dos crimes que estes apontam aos governantes recentemente destituídos e apelam ao respeito da vontade popular expressa em eleições.


Convenhamos que estes argumentos e a sua acérrima defesa, independentemente da seriedade de todos os personagens envolvidos nesta comédia, são para lá de surpreendentes. Nomeadamente por virem de gente cujo ideal político é fundamentado nas teses de um ditador que chegou ao poder através de um golpe de Estado, que se esteve nas tintas para os resultados eleitorais – o seu partido levou uma coça monumental mas ele não largou o poleiro – e instituiu no país uma ditadura sanguinária que durou mais de setenta anos. Ou como diziam por cá: “Não podemos perder por via eleitoral o que tanto tem custado a ganhar ao povo português”.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Com sorte os senhorios até perdem o livro dos recibos...

Senhorio de cariz social. Gosto disso. É genial. Brilhante, até. Deve ser mais um daqueles conceitos, todos modernaços, que a esquerda gosta de inventar. Nem sei como é que ninguém se tinha lembrado de criar esta figura. Ah, espera, afinal sei. Há quarenta anos que os comunistas e outros esquerdistas ainda mais radicais não estavam no governo… Sim, só a esta gente podia ocorrer uma ideia tão estapafúrdia como obrigar alguém a fazer caridade. Não tarda seremos obrigados a dar esmola. Em linguagem esquerdola a ser solidários com os mendigos.


A intervenção do Estado no sector da habitação tem produzido os resultados catastróficos que saltam à vista. Mas, ao invés de deixar o mercado funcionar, o que faz o governo?! Intervém ainda mais! É tudo uma questão (ideo)lógica. O governo deve estar à espera que surjam por aí aos pontapés senhorios como aquele da avenida da Liberdade, em Lisboa, que alugava uns duplexs por preços em conta. Ou, quiçá, como o outro que cedia gratuitamente apartamentos em Paris.



domingo, 28 de agosto de 2016

Perdoai-lhes senhor...

Não é que me surpreenda muito – que isto os cidadãos, ao contrário do que se pensa, não diferem assim tanto dos políticos – mas questiono-me sobre a ausência de criticas ao resgate à Caixa Geral de Depósitos por parte dos autores de uns quantos blogues que tenho o hábito de ler com alguma regularidade. Na respeitável opinião dos seus autores o BPN, o BPP, o BES e o BANIF – tudo culpa do Passos Coelho, claro está – são os responsáveis por tudo e mais um belo par de botas. Já a solução para a CGD, que nos vai sugar mais cinco mil milhões, não parece ser da responsabilidade da geringonça. Nem, pelos vistos, de ninguém. Às tantas ainda há-de ser minha, por um certo dia de sol ter passado à porta daquilo…


Até, à semelhança do BE, o orçamento rectificativo que aí vem se afigura como a coisa mais natural deste mundo. Como se do mesmo apenas vá constar a despesa e a receita surja do nada. Tipo um milagre qualquer, ou assim. Que, para além dos que lhes aparecem nos recibos de vencimentos ou das pensões de reforma, as pessoas pouco percebam de números não é de criticar. Mas que falem deles como verdadeiros entendidos no assunto e ainda chamem ignorantes aos que, por uma ou outra razão, têm algum conhecimento do tema é que já me parece um bocadinho parvo. É por isso que eu evito dissertar aqui sobre unhal de gel, depilação intima ou viagens a destinos exóticos.

sábado, 27 de agosto de 2016

"Cada um veste o que quer". A sério?! Acham mesmo isso?

 


Cada um veste o que quer, onde e quando muito bem entender. Será. Não consigo discordar convictamente desta tese, tão reclamada por estes dias, acerca da liberdade de escolha da indumentária. Mais. Estou com uma vontade danada de a colocar em prática. Assim do tipo ir à ópera de calções e xanatos. Ou ir à mesquita e não descalçar os sapatos. Ou ir ao banco com um capacete integral na cabeça. Daqueles com viseira escura e tudo. E não me digam que estes exemplos não valem por não se tratar de um espaço público. A opera pode ser no teatro cá da terra – que é municipal e de vez em quando também tem cenas dessas – o banco é a Caixa Geral de Depósitos – que mais pública não podia ser – e a mesquita como não paga impostos também pertence ao povo. Sempre quero ver se não me deixam entrar. Eu depois conto. Até já estou a imaginar, caso me barrem a entrada, a onda de solidariedade que se vai levantar na Internet em defesa da minha liberdade a vestir o que quiser quando muito bem me apetecer...


Por falar em solidariedade, tolerância e o camandro. Lembrei-me, vá lá saber-se porquê, daquele futebolista português que foi jogar para um clube espanhol e que na apresentação aos sócios e à imprensa local apareceu vestido com uma camisola onde estava estampada a cara do General Franco. Podemos ver neste link, no espaço reservado aos comentários, o que escreveram sobre isso uns quantos portugueses...Ou no último ano mudámos de opinião quanto a essa coisa de cada um vestir o que quiser ou então isto é tudo um bando hipócritas. Inclino-me mais para esta segunda hipótese.


 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Pobres avós que tão estúpidos netos têm...

Fiquei por estes dias a saber – a propósito disto do burkini – que as avozinhas de muita gente também iam à praia naquele preparo. Completamente vestidas e com um lenço na cabeça. Quase todas de preto, garantem. Sem que ninguém ousasse incomodá-las por causa da fatiota. E desenganem-se os que pensam – tal como eu pensei – que quem assim escreve tem mais de cinquenta anos e se está a referir a velhinhas que já entregaram a alminha ao criador. Nada disso. São jovens – de idade, de resto não sei – os que afiançam ser esta a realidade dos areais portugueses trinta anos mais atrás. Aí por volta de mil novecentos e oitenta e seis, para nos situarmos melhor. Há, até, quem queira que nós acreditemos que a sua avó, hoje com sessenta e oito anos, dos quais quase quarenta vividos em Paris, é exactamente assim que, por estes dias, se banha nas águas mediterrânicas do sul de França. Pois. Deve ser, deve.


Desconheço o que andam a fumar. Ou a beber. Mas, decerto, tem pouco tabaco ou está estragado. Há trinta anos – ou mesmo mais – não havia banhistas assim vestidas, contudo, com as mentalidades que por aí existem, daqui por mais trinta não haverá ninguém em bikini. Mas é bem feito, que é para não serem parvos. E, principalmente, parvas.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Já se calavam com a briga dos fedelhos...

images (1).jpg


Isto dos alinhamentos dos telejornais e dos conteúdos noticiosos em geral ficarem a cargo dos jornalistas é uma chatice. Já dizia Ferreira Leite quando era líder do PSD. Basta ver a última semana. Não têm falado de outra coisa que não da briga de uns gaiatos. Como se, para além dos que lhes são próximos, isso importasse a alguém.


Podiam falar, se a ideia é manter a temática criminal na ordem do dia para roubar audiências à CMTV, dos muitos doentes mentais que andam pelas ruas europeias a tentar matar pessoas. Isto enquanto gritam “Allah akbar”. Que, parece, é o que as criaturas com problemas do foro psiquiátrico agora fazem enquanto tentam limpar o sebo a quem lhes está mais próximo e não tem, em comum com maluquinho, o mesmo amigo imaginário.


Para minha grande desilusão – e do Bruno de Carvalho, também – nem a profunda crise que o tricampeão está a atravessar, como comprova o recente empate altamente comprometedor, tem sido noticia. Nem entrevistas de rua aos habitantes de Setúbal a indagá-los quanto à forte possibilidade do seu Vitória chegar à liga dos campeões. Há cerca de um ano Arouca, após a derrota do bicampeão aos pés do clube local, foi invadida por repórteres convencidos que estavam na terra onde se festejaria, meses mais tarde, a conquista do título. E agora não saem da Ponte de Sôr... Desiludem-me, estes jornaleiros.





quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Eles "andem" aí... (II) ou mais, não sei ao certo.

images.jpg


Que os cidadãos sejam obrigados a aprovisionar a despensa com mantimentos, para no mínimo dez dias, é uma medida que as autoridades alemãs pretendem implementar no país. Isto para fazer face a um qualquer acontecimento futuro. Seja ele qual for. Cenários não faltam. Desde um ataque em larga escala de doentes mentais a um cataclismo natural qualquer. Ou, mas isso sou eu a desconfiar, são os extraterrestres que estão para chegar. O que não deve constituir problema. Tal como os maluquinhos a que a Europa abriga aos milhões, serão certamente criaturas bondosas, simpáticas e pouco dadas a causar aborrecimentos. O melhor é não ligar a isso de açambarcar comida – deve ser coisa para ajudar as grandes cadeias de distribuição – e preparar mas é a placa com os dizeres “Welcome Et's”. 


PS - Razão tinha o outro autarca maluco que queria fazer o centro de acolhimento a visitantes de outros planetas.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Não deviam estar todos na caminha? Afinal são umas crianças...

Manifestamente exagerada a cobertura noticiosa que tem merecido a rixa da Ponte de Sôr. Independentemente das consequências dramáticas para um dos lados e de quem, do outro, está envolvido no incidente, a insistência no tema já enjoa. Se calhar não será o caso mas, assim de repente, quase parece encomendada.


Apesar de tanto tempo de antena desperdiçado em redor do assunto, ficam duas ou três questões – pelo menos – por esclarecer. Ou, se foram esclarecidas não dei por isso. O que não é de surpreender dado que o tema, logo após os primeiros trinta segundos, deixou-me de me suscitar qualquer curiosidade. Mas falta, escrevia, esclarecer, entre outras coisas, o que faziam três putos, menores de idade e um deles com apenas quinze anos – uma criança, não é? - num bar, às tantas da noite? Bebiam chá? Um sumo, talvez?! E mais ninguém tem responsabilidade no caso? E como é que as chaves do carro foram parar às mãos dos fedelhos? Ninguém na embaixada do Iraque deu pela falta da viatura? Tudo questões pertinentes – e impertinentes – que deviam ser colocadas.


Quanto àquilo da imunidade diplomática e da eventual impossibilidade de punir os iraquianos, também não estou a acompanhar a admiração generalizada que por aí se instalou. Querem lá ver que o país não está repleto de gente que goza de todo o tipo de imunidade...

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

E assim nos vamos indignando...

O que não falta por aí é gente a diabolizar o sector privado. Basta ver a base de apoio da geringonça. O pior é que a dita iniciativa privada está, constantemente, a pôr-se a jeito. A dar razão a quem os abomina. Isto dos estágios é só mais uma sacanice das muitas em que os portugueses – “públicos” e “privados”, “individuais” e “colectivos” – são especialistas. “Semos” todos muito espertos. Gabamo-nos do nosso engenho em contornar as leis. Orgulhamo-nos de desenrascar tudo e todos. Depois dá nisto. E pior. Pena é que os gajos que se tramam sejam sempre os mesmos. É o que dá termos patrões a mais e empresários a menos, excesso de políticos e falta de gestores, lacaios incompetentes a fazer o que não sabem e cobardolas que falam quando deviam estar calados e se calam quando deviam falar.

sábado, 20 de agosto de 2016

Detesto os bonzinhos. Prefiro os malvados.

3b1df12e7f1598bc74590b14c8a8b9de.jpg


 


Um conhecido radialista partilhou nas redes sociais a sua preocupação por ter visto a cozinha invadida por um rato. Ralações a dobrar, no caso. Pois, a acrescentar à primeira, estava igualmente preocupado quanto à maneira de se livrar do visitante indesejado sem colocar em causa a integridade física do pequeno roedor. Para começar, acrescentava, trancou a porta da cozinha a fim de impedir que o gato – ou o cão, não sei ao certo, lá de casa – tratasse da saúde ao ratinho. Isto enquanto magicava na solução que permitisse capturar o intruso sem o molestar.


Pouco me importa o destino que o homem queira dar ao rato. É lá com ele. A coisa apenas me despertou interesse pelo número inusitado de comentários que o post mereceu. Todos, ou quase, a apelar à clemencia, a sugerir maneiras - cada uma mais idiota do que a outra - para apanhar o bicho sem o magoar e à sua posterior libertação num descampado qualquer. Matá-lo, isso, está completamente fora de questão. Coitados dos poucos comentadores que, face às doenças transmitidas por aqueles animais, se atreveram a sugerir tal solução. O ódio destilado foi tanto que, estou em crer, se os apanhassem - aos comentadores malvados – aqueles seres sensíveis preocupados com a vida do ratinho, eram capazes de os matar.


 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ratos voadores

0003.JPG


 


Agora é a tentativa de controlar a população de pombos a suscitar a ira dos amiguinhos dos animais. Uma fonte de doenças, como se sabe, essa bicharada. Ainda assim há quem os queira proteger e conteste as coimas para quem os alimente que, em boa hora, alguns municípios resolveram incluir nos seus regulamentos.


Em vez do extermínio em massa dessa espécie de ratazanas com asas, coisa que se faria a baixo custo e com elevada eficácia, as medidas colocadas em prática nalguns locais, com vista à redução de efectivos são absolutamente ridículas. Aquela, por exemplo, de capturar o bicho na cidade e ir soltá-lo ao campo nem a mim me lembraria. Ou, como propõe a agremiação de idiotas também conhecida por PAN, enganar as pombas substituindo os seus ovos por outros de gesso ou plástico também tem a sua piada. Principalmente quando vinda de um alegado partido político. Como é que se vai confiar em gente que até os pombos quer ludibriar?!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Tomatada

o_tomate_guerreia_cartao_do_humor_cartao_postal-r6


 


Consta – presumo que seja verdade - que esta semana, ao atravessar a cidade pela EN 18, um automobilista terá sido surpreendido pelo arremesso de objectos contra a sua viatura ao circular na zona da rotunda da “Primavera”, junto ao Continente. Tomates, no caso. Significa, portanto, que o senhor em causa se pode considerar um sortudo. Outros, igualmente ao que se diz, não terão tido, noutras ocasiões, a mesma fortuna. Os itens que voam em direcção a quem passa, parece, costumam ser de natureza mais consistente e, por isso, capazes de causar estragos de maior monta.


Coisas de crianças, provavelmente. Ou próprias da irreverência de uma juventude sem perspetivas de futuro, talvez. Quiçá, até, de adultos marginalizados por uma sociedade incapaz de os integrar. Não sabemos. Mas lá que constitui uma boa explicação, isso constitui.


Podem, porventura, ter sido os militares da GNR – o quartel, para quem não sabe, é mesmo ali – a treinar a pontaria. Se atirarem tomates aos meliantes pelo menos não correm o risco de os matar e, por causa disso, acabar na prisão ou, pior, na miséria. Pouco provável esta hipótese, reconheço, mas fica a ideia.


Já completamente de descartar é a possibilidade do ataque ter partido dos habitantes do resort. Ná. Não acredito. Não são gajos para isso. Ainda que os tomates estivessem impróprios para consumo eles não os iam desperdiçar. Uma saladinha, para desenjoar depois de uma tarde nas cervejolas, cai sempre bem. Cá para mim aquilo foi algum espanhol a antecipar a tomatina deste ano, ou isso.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

O ignorante é quase sempre optimista...

Poucos discordarão que Passos Coelho não foi grande coisa como primeiro-ministro. E só não digo que foi mau ou péssimo porque se o fizesse ficaria sem saber como qualificar Guterres ou Sócrates. Também não haverá, presumo, muita gente a discordar que como líder da oposição o homem é fraquinho. Daí não se afigurar necessário que António Costa nos esteja sempre a lembrar disso. Já sabemos. Não precisa, por isso, de estar constantemente a recordar o pessimismo do outro. Melhor seria que, de preferência com factos sustentados por números, nos esclarecesse onde é que o outro está errado. E porquê, já agora. Não basta achar que a coisa vai melhorar. Nomeadamente quando isso depende mais de outros do que de nós. Nem persistir em apelidar de pessimistas os que acham que isto vai dar para o torto. Essa foi a estratégia de Sócrates quando o país caminhava alegremente para a bancarrota. Afinal os tais “catastrofistas”, como ele gostava de chamar a quem antecipava o cenário que se veio a verificar, tinham toda a razão. Costa, para já, repete os passos do mestre. A história, provavelmente, também se repetirá. Numa versão bastante pior, suspeito.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Façam mas é uma campanha de sensibilização, ou isso...

img5500b497ecdab.jpg


 


Hesito em concordar com as autoridades francesas que proibiram o uso do burkini – aquelas vestes ridículas que as muçulmanas usam quando vão a banhos – nalgumas praias onde, por causa da dita fatiota, se registaram alguns conflitos entre os banhistas. Proibir, desconfio, apenas fará com que mais gajas se vistam assim. E multar também não adianta. Além da multa ser irrisória, diz que há um mouro ricaço qualquer que paga a conta.


Obviamente que, na praia, ao cidadão comum incomoda a presença de pessoas assim trajadas. Tal como também incomodam os nudistas. Ou os cães. É por isso que se optou por criar praias para os amantes do nudismo. E, mais recentemente, para cães. Quiçá esse seja o caminho. Em lugar de proibir que as criaturas usem o dito burkini, criar praias onde essa prática seja permitida. Não de uso exclusivo, que isso seria discriminação, mas onde um veraneante qualquer soubesse, ao aceder ao local, com aquilo que contava.


Já li, a este propósito, vários comentários indignados com esta proibição. Não muitos, diga-se. Parece-me é que não são das mesmas pessoas que se indignaram contra a invasão de uma piscina, exclusiva para naturistas, por parte de um grupo de muçulmanos que, reclamando pelo seu encerramento, ofenderam e agrediram os utentes. Isto da tolerância e do multiculturalismo funcionar apenas num sentido ainda vai acabar mal...