sábado, 29 de junho de 2019

Vão "mazé" a pé! (2)

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O anúncio de novo encerramento ao trânsito das “portas dos currais” – apesar de apenas por dois dias e, mesmo assim, só durante meia dúzia de horas em cada dia – já provocou, mais uma vez, umas quantas reações de desagrado a algumas criaturas que têm as cruzar diariamente. Embora, como é óbvio, o possam continuar a fazer usando outros meios. A pé, nomeadamente. Uns chatos, estes gajos. E gajas, também. Que isto no âmbito do aborrecimento não quero cá discriminações.


Reitero o que escrevi noutras ocasiões e manifestei noutros areópagos. Não estou a ver qual é o drama. Muito menos a tragédia. Vão a pé. Por mim aquilo estava sempre encerrado a automóveis e apenas transitavam peões, ciclistas e, vá, gente a cavalo ou de burro. As centenas de milhares de euros que ali se gastaram, para além da conservação, também deviam servir para dar outra dignidade à edificação. Mas isso, se calhar, era pedir demais. Afinal estamos em Estremoz...

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Já proibiam era as bichas...

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Que vivemos numa ditadura tutelada por uma espécie de PIDE dos costumes e da linguagem, não será coisa para suscitar grandes dúvidas a ninguém. São proibições umas a seguir às outras, imposição de regras que apenas servem a meia-dúzia de criaturas que se arrogam no direito de impor a sua vontade aos demais e para quem todos os que ousam pensar de maneira diferente não passam de mentecaptos que urge abater.


Para esta gentinha colocar um sapo em local visível, de cerâmica ou seja qual for o material de que é feito, constitui um crime. Diz que a intenção é discriminar um determinado grupo de cidadãos que, alegadamente, terão um problema qualquer com os batráquios. Uma estupidez, obviamente. O objecto, coitado, inanimado como é, não faz mal a ninguém. Apenas alguém que “não junta o gado todo” pode ver ali uma ameaça. E, por outro lado, só um fascista imbecil da pior espécie – ou um queixinhas amaricado, vá – é que se queixa do bicharoco.


Se é para proibir, então que proíbam cobras, aranhas e outros animais em borracha daqueles que se podem adquirir em qualquer loja dos chineses. São muito mais assustadores. Ou, melhor ainda, proíbam as bichas de sair à rua. Há por aí cada uma tão repugnante que até mete medo ao susto.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Caça à multa

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Por motivos que não vêm ao caso converti-me num condutor que cumpre escrupulosamente os limites de velocidade. Não estou para ser vitima de salteadores. Gente fardada – estarão apenas a cumprir ordens, admito – que se esconde atrás de arbustos e outros sítios manhosos para caçar incautos automobilistas. Mesmo que o local se situe no meio do Alentejo, o troço de estrada seja uma recta em bom piso, passe um carro a cada dois minutos, se trate de um domingo de manhã e onde não existe histórico de acidentes. Condimentos, convenhamos, capazes de originar dramas, tragédias e situações aflitivas de diversa índole que a GNR, com a sua dissimulada presença, se poderá gabar de ter evitado.


Mas esta minha opção tem-se revelado extremamente perigosa. Não tanto para mim mas, essencialmente, para os demais utilizadores da via. Nomeadamente por provocar elevados níveis de irritabilidade nos condutores que não estão imbuídos do mesmo espírito e desesperam com o meu zeloso comportamento. O que, amiúde, tem levado a ultrapassagens verdadeiramente alucinantes e, se correrem mal, capazes de arruinar as estatísticas da segurança rodoviária.


A circulação a velocidades ridiculamente baixas, como são as impostas pelo código da estrada, tem, ainda assim, uma enorme vantagem. Os noventa cavalos estão agora muito menos sequiosos. Andam mais devagar, logo bebem menos. O que faz com que a poupança em imposto, que é aquilo que maioritariamente se mete no depósito, apresente valores bastante significativos. Estimo que rondará os trinta por cento. Pelas partes baixas.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Politica de esquerda. Da refrescante, portanto.

A culpa das bichas a perder de vista para tratar do cartão do cidadão é, como garante a secretária de Estado que supervisiona a coisa, das pessoas que vão para a porta dos locais onde se trata do dito documento antes da abertura da mesma. Tem toda a razão a senhora. Se a imensidão de gente apenas acorresse às lojas do cidadão e outras repartições quase à hora do fecho, nada disso acontecia. São uns chatos, estes tugas. Pontualidade britânica é para meninos. Tuga que é tuga chega duas horas antes.


Nem quero imaginar se esta confusão ocorresse no tempo do Passos. Ou, pior ainda, se algum governante dessa altura tivesse a distinta lata de proferir uma bacorada destas. As esganiçadas, o Jerónimo e outros idiotas de serviço teriam assunto para indignação durante meses. Assim, para essa gentinha, não passa nada. Nem uma grandolada se ouve.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Patriotismo lixado

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Nunca fui muito dado a exaltações. Nomeadamente patrióticas. Ou patrioteiras, vá. Sempre achei aquela mania das bandeiras penduradas à janela - e noutros locais mais ou menos improváveis – quando a seleção do pontapé na bola participa numa competição, uma enorme estupidez. Tão grande como atirar o símbolo nacional para o lixo quando o espírito patriótico esmorece. Ou, quiçá, a necessidade de dar nas vistas acaba.

domingo, 23 de junho de 2019

E ver se a galinha tem ovo, pode-se?

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Agora são as corridas de cães. O PAN e o BE querem acabar com as ditas. Proibi-las, que é o que estas duas agremiações de malucos melhor sabem fazer. Presumo que a seguir proíbam as soltas de pombos, as corridas de cavalos ou os pássaros engaiolados. Isso e outras cenas de que aqueles imbecis se hão-de lembrar e que, obviamente, colherão a simpatia de uma horda de parvos em que gente aparentemente com juízo se transformou.


Sorte teve a minha avó, por não ter vivido num tempo em que a anormalidade se tornou norma. Na sua época enfiava o dedo no cu das galinhas para saber se tinham ou não ovo. Isso hoje, provavelmente, seria considerado crime de maus tratos a animais e coisa capaz de a fazer malhar com o coiro na choça. Ou então não. Se calhar ainda seria visto como uma orientação sexual muito respeitável. Dependeria do maluco de serviço na policia do politicamente correcto.

sábado, 22 de junho de 2019

Os morangos da crise

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Um gajo chega a casa depois de uns dias fora e é isto. Mas eu já andava desconfiado que eles não gostam de companhia. De ter alguém por perto, por assim dizer. Pelos vistos medram muito melhor se ficarem sozinhos. E ainda há por aí uns paspalhos a divagar acerca de quanto as plantas apreciam que falem com elas...Pois, pois. Deve ser, deve. Ainda bem que os meus morangueiros não são desses. Também onde é que já se viu falar com plantas?! Tss, Tss...

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Deve ser obra do rácio, ou isso...

Apesar das incontáveis referências que neste espaço já foram feitas às câmaras do norte, não tenho, confesso, nenhum tipo de informação privilegiada acerca de eventuais manigâncias que por lá possam ser praticadas. Embora, a julgar pela intensa actividade policial junto de vários municípios daquela região, as manigâncias talvez não se fiquem apenas pela eventualidade.


Mas, embora os exemplos por vezes possam ser associados a aspectos negativos da governação que se pratica a norte, nem tudo é mau. Há coisas positivas a salientar e que devem ser mencionadas. Hoje, por exemplo. Numa breve incursão a norte deparei-me com vários grupos de petizes, alunos dos jardins de infância públicos lá do sitio, em alegre passeata. Cada grupo, composto por vinte ou trinta pirralhos, devidamente acompanhado por sete ou oito pessoas adultas. Professoras e auxiliares, presumo. Ora isto é extremamente valorizável. Acautela-se a segurança dos putos, promove-se o emprego, satisfazem-se as clientelas e garantem-se mais uns votos. Tudo enquanto se faz caridade com o dinheiro do contribuintes. Pormenores que, lá para o norte, nunca são deixados ao acaso.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

"Deslarguem" o meu bife!

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Uns quantos jovencitos, convencidos da sua sapiência, garantem que temos de mudar de hábitos por causa do clima, do planeta e, até, da nossa sobrevivência enquanto espécie. Nomeadamente alterar os hábitos alimentares, alegam. Isto porque, dizem, a criação de gado constitui uma enorme fonte de poluição, ou lá o que é, pelo que, sugerem uns iluminados, o melhor é reduzir a coisa ao mínimo ou, assim que possível, extinguir a actividade. Embora, para já, a sugestão fique pelo aumento do preço. Que assim só os ricos é que a comem e os pobres vão-se desabituando.


O que também contribui – e muito – para o drama ambiental que alegadamente vivemos é o turismo. As viagens de avião baratas fazem com que mais gente viaje por esse mundo fora e isso está a causar um efeito devastador em inúmeros locais. Não falta quem, farto de tantos turistas, equacione impor restrições no acesso a monumentos e, até mesmo, a cidades ou regiões. Mas, assim que me lembre, não dei por a gaiatagem ter incluído nas suas reivindicações uma medida qualquer que limite estas passeatas.


É por estas e por outras que não consigo levar esta gente a sério. Acho-os desprezíveis, mesmo. Se a alimentação humana consome uma quantidade assinalável de recursos, a deslocação de pessoas – seja qual for o meio de transporte – não consome menos. Não podemos é exigir que se limite ou proíba apenas aquilo de que não gostamos, como fazem os alegados “activistas” do clima. Poder, podemos. Mas é parvoíce e não merece credibilidade.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Uma espécie de conto do vigário...

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Não costumo dar para peditórios. O que pago em impostos já deve chegar para ser considerado um benfazejo. Mas aqui, por maioria de razão, é que não meto moeda. Desconfio que ia servir de pouco. Afinal uma alma, esteja ela no purgatório ou noutro sitio qualquer, precisa de bens materiais?!

terça-feira, 11 de junho de 2019

Os outros que salvem o planeta...

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Alguns meses e umas centenas de milhares de euros depois, a recuperação das “Portas dos Currais” está mais ou menos concluída. O monumento estava em avançado estado de degradação e, também por isso, cada cêntimo aplicado valeu a pena. De lamentar – eu, pelo menos, lamento – é que os carros continuem a passar por ali. Serei, se calhar, o único a achar que apenas peões e veículos sem motor o deviam fazer. Logo eu. Um gajo que não liga nada a essa cena do ambiente e nem aprecio aquele desporto tão popular que consiste em caminhar sem destino, que nem um tresloucado, só porque, dizem, faz bem à saúde e a mais não sei quantas coisas. Mas ainda bem que sou só eu a ter estas ideias. Felizmente os meus conterrâneos - e em particular os que moram deste lado da cidade – cá estão para lutar pelo planeta e, nomeadamente, por uma cidade sem poluição. De preferência ao volante dos seus popós.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Se isto não é populismo...

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Oportunismo puro e duro, este do PSD quando propõe o agravamento das penas por matar um bicho. Vão bardamerda. Parece que estão num leilão. Cada um a pretender ser mais animalista que o outro, mais amiguinho dos animais que o adversário e a querer penalizar mais do que todos quem se atrever a dar um chuto num cão, gato ou ratazana. Devem pensar que dá votos.


Começo a acreditar que, afinal, os únicos com juízo ainda são os comunistas. Têm ideias detestáveis para a governação do país, mas não querem saber se eu como um bife ou uma alface nem mostram especial apetência por estes populismos relativamente à bicharada.


Não foi de propósito mas, enquanto escrevia o post, esta mosca – a Bernardina – que já andava cá por casa fazia tempo, logo doméstica e de estimação, não parou de me chatear. Tive de a liquidar. Queixem-se. Ela já não pode. Coitadinha.

domingo, 9 de junho de 2019

Salteadores indignados

Muita indignação têm suscitado as últimas movimentações do fisco. Operações stop, visitas a casamentos ou filmar contribuintes não parecem, assim à priori, maneiras muito adequadas da administração se relacionar com os cidadãos. O pior é que são legais. E, igualmente mau, as dividas existem. Mas há, também, um lado ridículo nesta coisa. A indignação. Uns porque fizeram a lei que permite todos esses desvarios e os outros porque - se estes poderes da máquina fiscal os incomodam assim tanto - já a podiam ter revogado. Mas não tiveram tempo, coitados. Tiveram de acudir a causas muito mais importantes. Animais, paneleiros, fufas, sindicatos e eleições são cenas muito mais importantes.

sábado, 8 de junho de 2019

Alentejo? São só oito deputados...

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Está em apreciação na Assembleia da República uma petição, apresentada pela “Plataforma Alentejo”, em que é apresentado um conjunto de prioridades para o desenvolvimento sustentável da região. Constitui um trabalho sério, com propostas razoáveis e que – não duvido – não fosse todo o imenso Alentejo contribuir apenas com oito deputados, reuniria o consenso de todos os partidos e mereceria a aprovação por unanimidade e aclamação.


Nisto da petição, subscrita por umas quantas dezenas de personalidades alentejanas, há dois aspectos que me surpreendem. Apesar de poucochinho, reconheço. Um deles é a proposta de ligação da A6, em Estremoz, à A23, no nó de Niza. Algo que face aos interesses instalados e ao desinteresse dos autarcas locais – a sugestão da variante a nascente da cidade é risível e para lá de parva – julgava esquecido. E o segundo é a ausência, entre os peticionários, de personalidades estremocenses. Das duas uma. Ou não li com suficiente atenção ou por cá não existem personalidades. Vou pela segunda.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Serve para tudo, a Constituição

Um pacato cidadão foi condenado em tribunal por ter cometido o crime hediondo de pontapear um cão que o estaria a incomodar. Diz que isso agora constitui, aos olhos da lei, uma atitude suscetível de ser considerada como criminosa e, vai daí, o meritíssimo encarregue do caso tratou de condenar a criatura. Bem feita. Ele que, para a próxima, deixe o cachorro morder à vontade ou fazer o que for que lhe dê na realíssima gana. Pois. Que esta coisa de arrefinfar pontapés só é permitida em bófias, funcionários públicos e assim.


Na mesma sentença, que mereceu a concordância da Relação, parece que a páginas tantas o douto tribunal considera a dignidade da pessoa humana, prevista na Constituição, extensível aos animais. Se são os gajos que estudaram não sei quantos anos que o dizem não serei eu, um pobre diabo quase iletrado, que os vou contrariar. Até porque, como garantia a minha sábia avó, há certas pessoas que, em caso algum, devem ser contrariadas. Limito-me, apenas, a lamentar o dinheiro e o sacrifício que certos pais fazem para dar um curso aos filhos.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Vão "mazé" a pé!

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Há quem se preocupe com as alimárias que puxam carroças – charretes, que é mais fino – repletas de turistas. Gordos, como alguns de forma pejorativa e visando reforçar o sofrimento dos quadrúpedes, gostam de salientar. Já houve, até, diversas tentativas para acabar com esse negócio. Sem sucesso. Pelo menos por enquanto que, com o jeito que isto leva, mais dia menos dia acabarão por conseguir.


O que ainda não dei conta foi da existência de gente empenhada em acabar com os riquexós. Nem, que tenha dado por isso, ninguém se preocupe com o padecimento a que estão sujeitas as criaturas que os conduzem. Mesmo que, coitados, transportem turistas igualmente gordos. A esses não há PAN nem PANeleiros que lhes valham. Pelo contrário, toda a gente acha muita piada. Um destes dias alguém se vai lembrar de transportar turistas – daqueles gordos, inclusivamente - em liteiras e poucos irão achar isso uma coisa esquisita, degradante e reprovável. A menos que seja transportada por animais, claro.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Beatas

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Diz que estará em preparação uma lei qualquer que visa proibir aquele desporto tão popular que consiste em atirar beatas ao chão. Uma porcaria, de facto, isso de atirar as pontas de cigarro para o passeio. Onde passam pessoas e coiso. Capaz, até, de alguém tropeçar e partir uma perna. Ou, sabe-se lá, causar estragos de maior monta.


Se há coisa que me horroriza são as beatas. Atente-se nesta fotografia. Provoca repulsa. Nojo, mesmo. Entre erva que brota fresca e viçosa das pedras da calçada, um vistoso cagalhão expelido por anjinho de quatro patas e várias mijadelas de outros tantos patudinhos lindos - de onde graciosamente saltarão pulgas muito fofinhas – jaz aquele resíduo asqueroso deixado ali por um energúmeno qualquer. Uma beata. Há gente mesmo porca, pá!

domingo, 2 de junho de 2019

Que se f*** o PAN e quem o apoiar!

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Por mais respeito que tenha – e tenho muito – pela vontade expressa nas urnas de voto, não consigo ter apreço absolutamente nenhum por quem votou no PAN. São, não lamento nada dizê-lo, uns tontos. Aquilo não é uma ideologia, não constitui uma opção política válida para gerir um país e, pior do que tudo isso, trata-se de uma organização extremista, populista e de cariz totalitário.


Atente-se nalgumas propostas que representantes da agremiação apresentaram, seja no parlamento ou nas assembleias municipais onde lamentavelmente tem assento, e rapidamente se perceberá o que pretende aquela gente. Já nem falo da águia “Vitória”, que pretendiam não voltasse a voar gloriosamente na catedral. Nem da inqualificável ideia de proibir o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto. Fico-me, por hoje, na intenção de impedir os sem abrigo de ter um cão. Deve ser suficiente para que se perceba o que nos espera se um conjunto alargado de idiotas conseguir dar representatividade bastante aquela coisa a que chamam partido e, com esse acto tresloucado, colocá-los na orbita do poder.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

P(ira)dos!

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Um destes dias diversas organizações, umas mais oficiais que outras, manifestaram a sua preocupação por existir racismo entre os elementos que constituem as forças policiais. Têm, obviamente, toda a razão. A existência de algum tipo de preconceito, racial ou qualquer outro, dentro das policias constitui motivo bastante para deixar os cidadãos preocupados.


Pena que no âmbito das preocupações exista tanta selectividade. É que corre pelas redes sociais um anúncio de recrutamento de voluntários, por parte de uma organização que, consta, usa métodos pouco ortodoxos na sua actuação, onde expressamente diz que os requisitos de admissão são a boa compleição física e que pertençam às forças armadas ou policiais. O que, provavelmente, significará que outros que já por lá andam também pertencem.


Parece que a ideia é resgatar animais maltratados aos respectivos donos. Ora maltratar animais é crime. E o crime não se combate com milícias populares nem com policias e militares a soldo de organizações privadas sem qualquer mandato legal para o fazerem. Mais ainda quando as praticas utilizadas, a julgar pelos requisitos de admissão, não serão certamente as mais recomendáveis. Se fossem, estariam a pedir gente com elevada capacidade de dialogo e de persuasão. Ainda assim, não constitui motivo para ninguém se indignar. Nem aqueles que andam sempre a encher a boca com os perigos da extrema-direita. Deve ser por envolver amiguinhos dos animais. Estas bestas de quem, agora, toda a gente tem medo.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Gozar com quem quer trabalhar...

Assim de repente, estando previsto na lei como parece que está, não estou a ver qual foi o problema de a Autoridade Tributária ter ido para a estrada cobrar as dividas aos caloteiros. Revela, antes, um elevado espírito de missão da parte do dirigente, director ou seja lá quem for o tipo que tomou a decisão. Não tardou, no entanto, que o diligente servidor público fosse desautorizado por um governante qualquer, mais preocupado com a protecção aos vigaristas do que com os interesses do Estado. Não admira. Eles estão lá para isso. Não fazem, não deixam fazer e ainda aborrecem quem tenta. Depois queixam-se do laxismo dos serviços públicos, da falta de eficiência da máquina fiscal, que os funcionários não são produtivos e mais o raio que os parta.


Mas este secretário de estado não está sozinho. Este modus operandi, não deixar trabalhar, está enraizado na administração pública. Ocorreu-me logo o caso daquele ajudante de autarca que – numa autarquia do norte, tão ao norte que até aborrece de tão norte que é – chamou a atenção de um funcionário por este se mostrar demasiado activo no exercício das suas funções. Por trabalhar demais para os padrões da organização, digamos. Uma chatice, de facto, isso de querer apresentar serviço. Para além de uma longa tradição de mandriice a manter, há uma reputação de ineficácia a defender.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Extremismos, populismos e outras inquietações

Ainda que tenha o maior respeito pelas opções políticas de cada qual e, naturalmente, ache que os resultados eleitorais são sempre para respeitar, tenho manifesta dificuldade em perceber o que leva alguém, com o mínimo de clarividência intelectual, a votar em organizações manhosas – nem merecem o nome de partidos – como o Bloco de Esquerda ou o PAN.


O primeiro, mais do que ideologia ou apresentar um modelo de sociedade, dedica-se a causas. As da moda, nomeadamente. Tem boa imprensa, lideres com discurso fluido e populista, jeitosas algumas e, com isso, consegue arregimentar parte significativa dos eleitores desiludidos dos restantes partidos. Como, para citar um caso conhecido, um ex-agente da PIDE recentemente falecido que nos últimos anos de vida votava sempre no BE. Sintomático.


Quanto ao segundo – o PAN - faltam-me as palavras e sobra-me a inquietação. É gente extremista, ignorante e, estranhamente, capaz de atemorizar tudo e todos. Perigosa, em suma. Daí que colocar os capitães Tofu e os doutores Javali desta vida em lugares de decisão é coisa que não augura nada de bom.


A propósito: Como é que se designam os apoiantes do PAN? Panascas? Panilhas? Paneleiros? Lá está...só inquietações!

domingo, 26 de maio de 2019

Para quando o festival da queca?

A imaginação dos mestres de cerimónia das autarquias não conhece limites. Fazem feiras, festivais e eventos diversos dedicados a tudo. Desde o salpicão à couve-lombarda, da lagartixa tricolor à minhoca anã ou do triciclo ao skate voador. Fica a ideia, se é que ainda não existe nada que envolva alguma destas cenas.


Mas apesar da fértil imaginação que evidenciam, levam o tempo a imitar-se uns aos outros, os mestres de cerimónia. Basta olhar para a proliferação de feiras do queijo, do vinho ou medievais. Eventos desta última natureza, então, tornaram-se uma praga. Com as naturais vantagens que daí advêm para os profissionais desta farsa. Que, naturalmente, trataram de se multiplicar e, mais naturalmente ainda, ir ganhando “o seu” à conta dos patetas que vão alinhando no esquema.


A última novidade no ramo é a “Feira do animal”. Já se realizam, pelo menos, em Oeiras e Santarém e, não tarda, a coisa generaliza-se. É só um desocupado qualquer, em cada autarquia, lembrar-se disso. Será só mais um evento para esturrar o dinheiro que não lhes custa a ganhar. Com tanta imaginação à solta, relativamente a isto dos eventos, o que me surpreende mesmo é que ainda não se tenham lembrado de organizar um festival da queca...

sexta-feira, 24 de maio de 2019

O eurodeputado desconhecido

Sessenta e nove por cento dos portugueses não sabem o nome de nenhum eurodeputado. Não é para me gabar – ou deverei escrever, penitenciar? - mas não me incluo nesse número. Sei de uns quantos. Dois ou três, vá. Mais, talvez. Mas, mesmo assim, seguramente bastante menos do que os nomes que conheço de jogadores da equipa sub-23 do Benfica.


É, contudo, uma injustiça para os parlamentares europeus que andam a lutar pela vida lá por Estrasburgo, reconheço. Olhem, por exemplo, aquele deputado do PS que anda sempre a protestar contra a corrupção e agora até gosta muito do Rui Pinto, aquele gajo que está preso por atacar computadores, sistemas informáticos e cenas dessas. O deputado Herman José, se não me falha a memória.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Greve climática

Greves há muitas. Umas mais valorizáveis, outras menos, dependendo se o sindicato ou a causa estão ou não nas boas graças da esquerda. Que é, como se sabe, quem tem legitimidade moral para decretar se uma paralisação laboral constitui, ou não, uma legitima forma de luta ou, pelo contrário, não passa de uma misera provocação patrocinada pelo grande capital.


Parece que lá para o fim de Setembro vamos ter mais uma greve. Geral, desta vez. Por causa do clima, ou lá o que é que anda agora a preocupar alguns jovens. Poucos, desconfio, a julgar pelos hábitos de consumo e a ausência, pelo menos em público, de comportamentos que indiciem preocupações ambientais.


Presumo que essa vai ser uma das greves mais valorizáveis do ano. Talvez consiga, até, a maior adesão de sempre. Nomeadamente entre aquela malta das cidades. Que é onde está aquele pagode que sabe o que é bom para o planeta, o ambiente em geral e o mundo em particular. Propaganda na comunicação social de certo não lhe faltará e finórios a apelar à mobilização das massas também não. Um assunto a acompanhar com toda a atenção que o acontecimento merece, portanto. E todo o desinteresse, também. Eu, se puder, irei trabalhar.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

O Último que feche a porta

Diz que em vinte e três por cento dos municípios – setenta, mais coisa menos coisa - há mais reformados do que trabalhadores. Nada que constitua novidade ou motivo de preocupação seja para quem fôr. De resto a “espuma dos dias” depressa se encarregou de levar este tema para longe da agenda politico-mediatica.


Nisto não há inocentes. A culpa do despovoamento, envelhecimento e desertificação do interior é de todos. Dos políticos que desprezam tudo o que não dá votos, dos autarcas absolutamente alucinados e, em não menor grau, de todos os portugueses. Sim, todos. Porque preferimos o cão a ter filhos e optamos por votar em gente maluca que nos promete um emprego na Câmara. Entre outras parvoíces, claro está.


Pior ainda é o que esta análise não revela. Para além dos aposentados, quantos mais vivem do rendimento mínimo, do desemprego ou de outro apoio social do Estado? E, dos restantes, quantos trabalham para as respectivas autarquias? O cenário, convenhamos, é aterrador. Nestas condições não é possível produzir riqueza, atrair investimento ou promover a fixação de novos residentes. E o que muitos, mesmo entre aqueles que por aqui vivem, ainda não perceberam é que já ultrapassámos o ponto de não retorno.


Pena é que a preocupação que tudo isto causa à generalidade dos portugueses esteja ao nível daquele “é chato” do outro badameco...

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Maluquinhas sem sentido de humor

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Há causas que estão na moda. O feminismo é uma delas. Daí que não constitua surpresa o massacre mediático que as suas defensoras – ou defensores, sei lá – promovem na comunicação social e, de uma maneira geral, no espaço público. Surpreende é esta gente andar, como qualquer vulgar delinquente, a borrar paredes e a dar-se ao trabalho de tentar ocultar a resposta de quem – igualmente como qualquer vulgar delinquente – tratou de retorquir. Gabo-lhes a paciência. Menos mal que por cá as maluquinhas de serviço ainda não chegaram a tanto.


 

domingo, 19 de maio de 2019

A importância do burrié

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Ele há estudos para tudo o que se queira. Ainda bem. Assim ninguém pode argumentar que não foi avisado, não sabia ou que nunca tinha ouvido falar no assunto. Seja ele qual for.


Como gajo interessado nos estudos em geral e nos burriés em particular, acabo de ler atentamente as conclusões de um desses trabalhos académicos – ou lá o que é – onde se defende que tirar macacos do nariz é benéfico para a saúde. Não é para me gabar mas já desconfiava que limpar o salão se trata de uma actividade deveras salutar. Tanto que, entre muitos outros, esse era um argumento a que recorria quando a minha avó, sempre que me via com o indicador espetado nas narinas - ventas, à época – me perguntava se ia haver baile. Um bom hábito, portanto. Que, como a imagem demonstra, faço questão de manter.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Cartão desinibido? Está tudo explicado...

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De vez em quando o assunto das comissões sobre movimentos com cartão multibanco volta a ser tema de conversa. Deve ser para apalpar terreno, ou isso. Ora, nos tempos que correm, o apalpanço é algo pouco valorizável. Pode, até, ser considerado assédio. E, como isto anda tudo ligado, assédio é uma coisa que os bancos andam a fazer ao nosso dinheiro. Talvez por isso, em lugar de ficar chateado, dei comigo todo feliz da vida quando um destes dias vi um pagamento com cartão ser recusado. O motivo, garantiam-me, é que o cartão estava inibido. Ainda bem, disse para os meus fechos de correr. O que mais me faltava agora era andar por aí com um cartão todo desinibido...

domingo, 12 de maio de 2019

Chatos...

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Da actual geração diz-se que é a melhor preparada de sempre. Ao nível académico poucos ou nenhuns argumentos se encontrarão para contestar tal afirmação. O pior é o resto. Não é, ao contrário do que nos querem fazer acreditar, a mais preocupada com o ambiente. Basta atentar nos hábitos de consumo ou na maneira como ficam os locais que frequentam depois de findos os eventos em que participam. Do que poucos terão dúvidas é que se trata da geração mais chata de sempre. Mas, concedo, a culpa não é deles nem da geração deles. É da minha.

sábado, 11 de maio de 2019

Trombalazanas!

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Deprimente, para ser simpático, o espetáculo que, a partir da Assembleia da Republica, as televisões nos proporcionaram. Uma vergonha, aquilo. Algo que devia envergonhar os deputados e todos os portugueses. Incluindo o trombalazana do protagonista. Esse principalmente. Mas, se calhar, seria esperar demais. Quer dele – o protagonista trombalazana – quer de muitos outros tugas, que veem na criatura em questão uma espécie de herói. O que confirma algo que não me canso de reiterar. Tipos como aquele há muitos. Em ponto mais pequeno, mas lá que há, isso há.


Enquanto cidadão, eleitor e contribuinte cenas como aquela tiram-me do sério. Mais ainda quando aquele indivíduo é recebido na minha terra com toda a pompa e circunstância. Como se fosse alguém importante. Afinal, coitado, não terá onde cair morto. Nadinha. Mas disso, em boa verdade, já desconfiávamos.