
A agricultura da crise, como escrevi noutras ocasiões, já não é o que era. Os morangueiros têm estado sob permanente ameaça dos melros e de outra passarada que insistem em os arrancar pela raiz. Devem ter-se contado pelos dedos das mãos – e, vá, um ou dois dos pés – os morangos que produziram. Bem pequeninos, diga-se.
As couves, coitadas, são as pistas de aterragem perfeitas para as inúmeras borboletas que insistem em sobrevoar o meu espaço aéreo. Ali depositam ovos aos milhões donde brotam lagartas esfaimadas que comem as folhas ou as deixam com mais buracos do que certas estradas. Antes, que agora com o aproximar das eleições autárquicas a máquina dos votos resolve a coisa. Das estradas, das couves não há votos nem máquinas que lhe valham.
O melhorzinho desta agricultura da crise – ela própria em crise – é o tomate cherry. O curioso é que não foi plantado nem, tão pouco semeado. Aquilo nasceu de geração espontânea. Algumas sementes que por ali caíram das quais resultaram três plantas. A foto é da colheita de hoje. Razoável, se o tamanho não tiver grande importância.







