Vi hoje nas redes sociais – sim, que nas televisões estas coisas não são noticia, ou apenas são quando já é demasiado descaramento esconde-las – que a líder do Bloco de Esquerda arranjou um assessor para a apoiar nos relevantes serviços que presta aos munícipes do concelho de Almada. Onde, recorde-se, é vereadora sem pelouro. O que, calculo, constituirá uma actividade extraordinariamente desgastante para a qual terá de ser devidamente assessorada. Daí que, para o efeito, tenha recorrido ao talento de um jovem artista performativo – seja lá isso o que for – que exercerá ainda a actividade de activista. Que é uma cena que dá imensa experiência e habilita qualquer um a fazer, portanto, coisas e assim. Daquelas de relevante interesse autárquico, nomeadamente.
Os assessores, como sabe toda a gente que conhece o mercado, estão pela hora da morte. Mas este, ao contrário do que andou por aí a ser propagandeado, custa apenas uns miseráveis cinquenta e dois mil euros. Uma pechincha. A explicação para o baixo preço estará no facto de se tratar – ao que, alegadamente, constará do currículo da criatura – de um assessor “não-binário”. Condição que o torna logo muito mais económico. Para quem não sabe, o binário é a força rotacional que o motor gera para colocar um veículo em movimento. Ora não sendo binário não gera força nenhuma. Ou seja, só pega de empurrão. Ou de ladeira abaixo, vá.












