1 – A fazer fé nos números hoje divulgados a economia paralela representará cerca de cinquenta mil milhões de euros. O suficiente, acrescentam, para pagar cinco anos de vencimentos à função pública. Não sei como fizeram o cálculo, mas no Orçamento de Estado para 2023 estão previstos mais de dezoito mil milhões para despesas com pessoal. Vão ver o Medina enganou-se nas contas.
2 – Existe uma mania qualquer que leva umas quantas criaturas a acreditar que o dinheiro que circula no país pertence ao Estado. Mesmo que não existisse economia paralela, apenas uma pequena parte desses tais cinquenta mil milhões entrariam nos cofres do Tesouro sob a forma de impostos. Verdade que outros também não sairiam, nomeadamente em prestações sociais. O que era uma chatice. Acabava-se a clientela, a política da caridade com o dinheiro dos outros e, se calhar, muitos empregos públicos e privados de quem vive à conta disso.
3 – Os trabalhadores dos bares dos comboios entraram em greve. A piada faz-se sozinha...Não sei o que reivindicam, mas acredito que tenham razão. O que, coitados, quase lhes faltava era a ocasião para fazer greve.



















