1 – Perante um qualquer problema aprova-se um pacote de medidas. Fica, geralmente, tudo na mesma, mas essa coisa do pacote tende a dar nas vistas e o pessoal convence-se que realmente se está a tratar do assunto. Agora vão empacotar a habitação. Não consta, ao que parece, das intenções do governo repor a fiscalidade sobre o arrendamento, pelo menos, nos níveis pré-troika nem, sequer, facilitar a burocracia das partilhas e dos processos de licenciamento. Enquanto um terço do valor das rendas for parar ao fisco e a substituição de uma telha em qualquer centro histórico precisar de autorização dos gajos da cultura deve de haver muita casa para recuperar, deve...
2 – Tem havido um certo burburinho, nomeadamente nos média, por causa dos juros pagos pelos bancos aos depositantes. Neste caso não haverá pacote que lhes valha. Com a quantidade absolutamente parva de dinheiro que os portugueses têm depositado na banca, é só fazer a conta ao que o Estado está a perder em IRS. Presumo que os gajos que andam sempre a fazer contas ao que se perde por causa dos offshores já tenham feito estes cálculos.
3 – A quantidade de gente que se vê aí a viver à custa dos pais até ter idade para viver à conta dos filhos, é mais do que muita. Hábitos com que nada teríamos a ver se o avô não fosse o Estado. Aquele velhinho generoso que paga aos pais para cuidar dos filhos até os ditos cujos terem os seus próprios descendentes. E assim sucessivamente.
Sobre números, contas, juros, ajudas e pacotes é só escolher a versão de que mais se gosta. A matemática é uma ciência exata, contudo, os números na boca de quem os sabe ler e, melhor, manipular, tanto podem achas para a fogueira, como um extintor para apagar o fogo, que arde sem se ver-
ResponderEliminarOu, se quisermos, governar para o soundbyte...
ResponderEliminar