
Nesta zona da cidade não existem cães abandonados. Quando muito um ou outro gato, apenas. Mas os bichanos não mijam assim e gente não será, certamente. Daí que não restem grandes dúvidas acerca dos autores desta javardice. São os canitos residentes. Alguns deles conduzidos pelo respectivo dono - ou tutor, como dizem agora – e outros libertados do cativeiro para a mijinha da ordem.
Ninguém, presumo eu, gosta de ter à sua porta, na sua rua ou no seu bairro uma porcaria destas. Por mim, que passo ali todos os dias, atravesso para o outro lado da rua. Espanta-me é que os moradores tolerem algo assim e, pior ainda, que alguns deles até aguardem pacientemente que o seu “patudinho mai’lindo” esvazie a bexiga. Podiam arranjar-lhes um penico, ou assim. Mas não. Preferem incomodar os demais. Acham-se no direito de consporcar o espaço público e fazem-no com toda a impunidade. Esse é que é o mal. Não haver quem lhes passe a respectiva "factura".




















