sábado, 19 de outubro de 2019

Uns pândegos, estes comunistas...

Se há gente que gosto de ler nas redes sociais é a de esquerda. Mas daquela esquerda à séria. Os comunistas, nomeadamente. Que os outros são uns chatos. Até aborrecem com aquilo da linguagem inclusiva, ou lá o que chamam aquela parvoíce. Os comunas não alinham nessas idiotices. Escrevem como as pessoas normais, estão absolutamente convictos da sua razão e utilizam um palavreado que, graças à animosidade que procuram transmitir na sua escrita relativamente a todos os que não concordam com as suas opiniões, os torna divertidos. Constituem, já o escrevi em várias ocasiões, uma fonte de inspiração quase inesgotável.


Acabo de ler um artigo de um desses camaradas acerca da questão catalã. Entre outras divagações a criatura acusa o Estado espanhol de ser uma ditadura e de não respeitar a vontade do povo catalão. Quanto a ser ou não uma ditadura, nem faço a piadola demasiado óbvia acerca da Coreia do Norte. Regime acerca do qual o PCP manifesta dúvidas se será ou não uma democracia. Limito-me à parte de “respeitar a vontade do povo”. O catalão ou outro qualquer. Quando leio baboseiras destas vem-me sempre à memória o camarada Vasco e aquilo de não podermos perder pela via eleitoral o que conquistámos na rua...

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Deve ser uma espécie de preconceito

Por alguma razão que me escapa, os portugueses em geral e a humanidade em particular estão convencidos que a esquerda é boazinha e a direita é malvada. A propaganda tem muita força e na arte de propagandear a esquerda é eximia. Nem mesmo as sucessivas falências do Estado, todas protagonizadas por governos de esquerda e consequentes apertos a que temos sido submetidos, são suficientes para demover o pagode desta convicção. Nem, sequer, as trágicas consequências, traduzidas não raras vezes em milhões de mortos, de governações esquerdistas um pouco por todo o globo parecem abalar estas crendices.


Ainda agora, no rescaldo das legislativas, esta patetice está bem presente. A eleição do tal André Ventura provocou elevados níveis de indignação e de outros sentimentos que me escuso de enunciar. Enquanto isso a entrada da fulana do Livre no parlamento não suscita igual preocupação e, pelo contrário, é até vista com bonomia. Isto apesar do discurso da senhora ser assumidamente radical, pouco tolerante e manifestamente desagradável. A única diferença entre ambos, queiramos ou não, está apenas no assumidamente. Mas esperar que a malta esquisita que pulula pelas redações da merda da comunicação social que temos – ou pelas plataformas de informação online – perceba isso ou, vá, revele o mínimo de imparcialidade, é capaz de ser tão parvo como acreditar no Pai Natal.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Agricultura da crise

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A principal actividade - quiçá única - desta criatura de Deus e de outras como ela, é comer as minhas couves. Longe de mim pretender incomodá-la ou impedir de se alimentar. Era o que mais faltava. Afinal ela tem tanto direito a viver nesta planeta quanto eu. A solução a contento de todos talvez passe por a mandar para o quintal do vizinho. Com jeitinho, não vá ela aleijar-se. A coitadinha. Ou então, não. Era na galhofa. Esborrachei-a. Ela e mais dez.

sábado, 12 de outubro de 2019

Cama, mesa e roupa lavada

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O cenário está quase completo. Cama já há e, se preciso for, roupa lavada também. Em dose dupla. Falta a mesa mas, por este andar e atendendo ao tempo a que os outros itens ali estão, não deve tardar.


o será coisa de nenhum sem abrigo. Que por cá não há disso. É má educação, falta de civismo e javardice. Tudo misturado.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

É muita experiência no âmbito da falência...

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As Nações Unidas estão com um problemazito qualquer que envolve falta de guito. Algo que não constituiria grande aborrecimento para quem, como o secretário-geral António Guterres, é pouco dado a essa coisa das problemáticas financeiras não fora os principais financiadores não estarem muito inclinados a meter dinheiro naquilo.


Deve ser sina. Ou habilidade, talvez. Quiçá mera coincidência. Mas, depois de os socialistas terem rebentado três vezes com as finanças do país, um ex-primeiro ministro socialista português ser o manda-chuva da ONU, precisamente quando aquilo está nas lonas, não deixa de ter a sua piada. Ontem o país, hoje o mundo. Com os socialistas no poder vai tudo ao fundo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Não queriam o Ventura?! Tivessem ido votar...noutro!

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Anda por aí muita gente em alvoroço por causa do “Chega” ter entrado no parlamento. Como se aquilo fosse, até agora, um lugar bem frequentado. Ou, de ora em diante, não existisse por lá outra mistela igualmente repulsiva. É que ninguém, minimamente ajuizado e que pretenda ser intelectualmente sério, pode colocar os deputados do PAN, BE, PCP ou aquela lady gaga do Livre num patamar diferente do André Ventura. Para não falar de outros que por lá se pavoneiam.


Depois há também os que se horrorizam com os resultados obtidos pelo “Chega” aqui no Alentejo. Em Estremoz, por exemplo, teve 3,32%. Mas se olharmos para a única freguesia urbana do concelho e onde estão mais de 60% dos eleitores, o resultado vai aos 4,01%. E o que tem a cidade que as freguesias rurais não têm? Ciganos, claro. Tal como acontece em Alvito, Moura, Elvas e Monforte. Ciganos que, na sua esmagadora maioria, não votam. Mas o melhor é nem falar nesses abstencionistas. Criticá-los por não cumprirem esse dever ainda é capaz de ser considerado racismo, xenofobia ou isso.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Andam a endrominar os trabalhadores e o povo, camaradas!

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No dizer de um porta-voz do PCP, nada falhou na campanha comunista que justifique a miserável votação obtida. Do alto da sua imensa clarividência revolucionária, proclamou o camarada que a mensagem que pretenderam transmitir era mesmo aquela e que a votação apenas foi a que foi porque os trabalhadores e povo são burros. Têm o cérebro atrofiado, os patetas. E têm-no, os trabalhadores e o povo que não votaram na CDU, por causa da televisão. Essa coisa, que anda para aí a endrominar os trabalhadores e o povo.


Está coberto de razão, o camarada. De facto os trabalhadores e o povo votavam muito mais no PCP quando os camaradas andavam pelos povoados a fazer sessões de esclarecimento e nem os trabalhadores nem o povo tinham televisão. Ou – saudosos tempos, camarada – ainda que alguns trabalhadores e algum povo tivessem, só existia um canal que, liberto das garras da censura fascista, era controlado pela camaradagem. As saudades que eu tenho dos desenhos animados checo-eslovacos apresentados pelo Vasco Granja. Isso é que era programação de qualidade. Daquela capaz de educar os trabalhadores e o povo logo desde pequeninos.


Estas declarações fizeram-me recordar um episódio ocorrido quase quarenta anos numa tasca cá da terra, onde um conhecido comunista local olhava descorçoado para a televisão que dava a noticia de mais uma valente coça eleitoral do “partido”. Daquelas que, ao serão, o camarada secretário-geral transformaria em vitória. Disse-lhe, então, um amigo também conhecido militante social democrata: “ A culpa é daquilo”, enquanto apontava para a televisão. “Nunca mais vais conseguir enganar ninguém”.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

As eleições do "poucochinho"

Todos os resultados eleitorais se prestam às mais variadas interpretações. Como toda a gente também faço a minha mas, nem outra coisa seria de esperar, discordo da maioria das análises que, até agora, tenho lido ou ouvido.


Logo, a começar, pela vitória do PS. Foi por poucochinho. Teve, inclusivamente, uma votação menor – quer em termos percentuais quer em número de votos expressos - do que a da “PAF” em 2015. O que, convenhamos não abona muito a favor de um governo que, garantem, traz contente tanta gente.


O PSD, apesar das previsões catastróficas e de ter tido uma das piores votações da sua história, não teve a hecatombe que se anunciava. De recordar, por exemplo, que o PS teve 20,77% em 1985 e 22,24% em 1987. Ridicula foi a prestação do lider. Ontem, por momentos, pareceu-me estar a ouvir um qualquer dirigente do PCP quando ao Rio só faltou dizer que tinha ganho.


Mesmo a ser levado ao colo pela comunicação social o Bloco de Esquerda perdeu quase sessenta mil votos, caiu percentualmente e não ganhou um único deputado. Assim de repente não vislumbro motivo nenhum para ser considerado um dos vencedores nem, ainda menos, vejo razão para os guinchos das esganiçadas e companhia.


O PCP, esse, prossegue a sua gloriosa marcha em direcção à extinção. Um dia destes é ultrapassado pelo PAN. A menos que, quando menos se espere, os cientistas descubram uma maneira de prolongar a esperança média de vida em muito para lá dos cem anos.


O mesmo acontecerá ao CDS. Só que mais cedo.


Quanto ao PAN nem vale a pena massacrar o teclado. Aquilo é gente perigosa que nem respeito merece. A serem verdadeiras as suspeitas que pairam sobre aquela organização – um candidato de “Os Verdes” mencionou umas quantas – aquilo não é um partido. Será, antes, um caso de policia.


Quanto aos novos partidos são curiosas as reacções que a sua entrada no parlamento está a provocar. Nomeadamente as preocupações com o “Chega”. Até porque parece estar toda a gente muito feliz com a entrada da outra senhora que, sem gaguejar, confessou o seu radicalismo relativamente a diversas causas e manifestou a intenção de defender os interesses de minorias. Pensava eu, mas ninguém me manda ser alarve, que os deputados tinham como missão defender os interesses de todos os portugueses. Sem excepção.

domingo, 6 de outubro de 2019

Desembargar à mocada

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Como proclamava um juiz desembargador com quem em certa ocasião me cruzei, “isto só com uma moca!”. Referindo-se à política, aos políticos e às consequências trágicas das nossas escolhas. Hoje, durante uma deambulação campestre, encontrei uma. Ironicamente em dia de eleições. Deve ser uma espécie de sinal, ou isso.  

sábado, 5 de outubro de 2019

Reflexão do dia

Já se sabia da existência de diversas estirpes de velhos. Nomeadamente a daqueles a quem cortar a reforma constitui para lá de crime – mesmo que a dita atinja cifras na ordem dos vários milhares de euros - e a dos outros velhos a quem se pode tirar tudo. Seja a reforma, quando atingirem a idade, ou aumentar o tempo que têm de trabalhar, até poderem reformar-se, em mais de dez anos relativamente aos primeiros. Justo, que isto não dá para todos e quem primeiro chega primeiro se avia.


Mas, sabe-se agora, há também a estirpe dos velhos rabugentos bons e a dos velhos rabugentos maus. A velha que tentou malhar a Cristas é uma velha boa – no âmbito da rabugice, claro - e o velho que aborreceu o Costa é um velho do piorio. Mau como as cobras. Se é que ainda posso colocar este estigma da maldade sobre as cobras.


Por mim, que qualquer dia tenho cem anos e sou rabugento desde os vinte, vejo estas cenas com manifesta preocupação. Por um lado inquieta-me saber que a minha reforma leva, por esta altura, um corte superior a sessenta por cento. Por outro, como sei muito bem a quem me apetece fraturar os cornos, vejo com satisfação a estirpe de velhos onde me vão incluir.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Bloco à esquerda...de quem sai!

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Cá pela terrinha a campanha vai morna. Quase não se dá por ela. Por razões que agora não vêm ao caso, mas sobre as quais um dia destes sou capaz de começar a dissertar, a representação partidária a nível local foi praticamente varrida para debaixo do tapete. Ou para outros sítios ainda menos dignos. Daí que não haja quem agite a coisa. Digamos que, nisto das eleições, a remoção deste cartaz e a sua colocação onde agora se encontra constitui a alegoria quase perfeita. Merecida, também. 

terça-feira, 1 de outubro de 2019

E trocar o tupperware por um tarro?

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A malta da cidade tem a mania que é ecologista, amiguinha do ambiente e que sabe melhor do que todos – nomeadamente os pategos do campo – respeitar a natureza, preservar o planeta e mais uma quantidade de cenas dessas da moda. Farto-me de rir com as alarvidades que alguns desses génios escrevem, por exemplo aqui nos blogs do Sapo, onde fazem descrições exaustivas das suas preocupações e das coisas que arranjam para substituir o plástico ou diminuir a sua – deles - pegada ecológica.


Não tenho respeito nenhum por essa gente. São parvos todos os dias. Não sabem nada de ambiente. Se querem contribuir com algo de útil usem estes utensílios de cortiça. Chamam-se tarro e cocho. O primeiro substitui com vantagem a marmita, pois mantém a comida quente dispensando o micro-ondas e, por consequência, poupando energia. O segundo serve para beber água, substituindo o copo de plástico ou de vidro. Com a vantagem do mesmo cocho servir para toda a gente.


Só falta – mas, na verdade nem é coisa que me cause admiração – haver quem entenda que chamar cocho ao apetrecho é uma forma de discriminação dos mancos. Nem, menos ainda, me surpreende se uns quantos malucos se indignarem com a extração da cortiça por causar sofrimento aos sobreiros.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

À politica o que é da politica...e à gastronomia o que é da gastrononia!

Comer é um acto político”, proclamou o líder do PAN. Nunca tinha, confesso a minha ignorância e lastimável falta de perspicácia, visto a coisa nessa perspectiva. Cuidava eu que era mais um acto de sobrevivência e, dependendo das circunstâncias, com uma vertente social.


Mas sim, vendo bem o gajo tem razão. Morfes e política são unha com carne. Ou são como o tacho e a panela. Embora, quanto a estes utensílios de cozinha, a apreciação do ponto de vista político possa ser ainda mais abrangente.


Mas, voltando à vaca fria, o acto de comer é do mais político que há. Se não veja-se, por exemplo, a campanha eleitoral. Sucedem-se os jantares comício. Ou, a pretexto de tudo e de nada, os almoços e jantares de homenagem a este e àquele, as comezainas para comemorar isto ou aquilo, os comes e bebes sempre que se inaugura seja o que for ou as refeições que desbragadamente, por esse país fora, os autarcas pagam aos eleitores mais idosos.


Cada um terá a política gastronómica que muito bem entender. Mas, como sempre dizia a minha avó, quem não é para comer não é para trabalhar. Ora que trabalho se pode esperar de um fulano que só come verduras e merdas esquisitas?

domingo, 29 de setembro de 2019

Agricultura da crise

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Está oficialmente aberta a época de plantações Outono-Inverno. Hoje foram as primeiras alfaces, bróculos e outra cena que não sei ao certo o que são. Assim o tempo ajude e o Saturnino – o gato zarolho que caga três vezes por dia no quintal – permita.


Menos mal que, por enquanto, o bichano ainda não descobriu maneira de contornar a paliçada de garrafas de água e as tábuas com pregos que lhe barram o caminho. Uma solução demasiado precária e pouco estética, reconheço. Haverá soluções melhores. Como “dar-lhe um tiro”, que é a mais sugerida. Era, de facto, o mais barato, eficaz e com menos danos para o ambiente. Mas que, obviamente, não vou seguir. Trata-se de uma opção que enferma de dois problemas. Não tenho espingarda e, mesmo que tivesse, com a minha falta de pontaria nem a um metro de distância lhe acertava.

sábado, 28 de setembro de 2019

Javardice global

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Activista da luta contra a merda de cão, eu? É pá, não me desgracem. Não me apetece mesmo nada ir a Nova York aturar o Guterres.


 

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

E a patada ecológica?!

Os apanhados do clima escolheram as vacas como um dos seus principais alvos a abater. Não se cansam de marrar com as coitadas. Excepto, claro, as da Índia. Essas não padecem de flatulência. São umas vaquinhas ecológicas e amigas do ambiente, as fofinhas.


Quem, segundo um estudo de uma universidade da Califórnia vá lá saber-se porquê pouco divulgado, também deixa uma enorme pegada ecológica são os cães e os gatos. Produzir ração para alimentar tanto bichano e tanto canito emite uma quantidade absolutamente parva de gases com efeito de estufa. Sendo que, ao contrário das vacas, esta bicharada na sua imensa maioria não serve para nada. A não ser para alimentar o ego de gente solitária, urbano-depressiva ou simplesmente idiota. E também, convém não esquecer, alimentar negócios de muitos milhões. Embora, disso, os ambientalistas de pacotilha que agora andam preocupados com o planeta prefiram não falar. Vão ver, quando toca a cães e gatos, o capitalismo sempre é um bocadinho verde.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O medo de ganhar...por muitos!

Constou-se-me – ou então foi eu que inventei, já não sei ao certo – que um tal de António Costa, um fulaninho que desta vez é capaz de ser o mais votado, terá alertado os portugueses para a possibilidade de o PSD, caso ganhe as eleições, voltar a cortar nos vencimentos e reformas, bem como aumentar os impostos.


Não sei se sou só eu que acho estas declarações um bocado parvas ou, pelo contrário, elas são absolutamente idiotas. E nem sequer estou a pensar no histórico de cortes de rendimentos e de aumentos de impostos. Que isso, aos que não têm memória curta, podia recordar aquele governo chefiado pelo Mário Soares que, aquando da anterior falência igualmente provocada pelo PS, cortou o subsídio de Natal e desvalorizou fortemente o escudo. Nada disso. Só acho essa possibilidade – o PSD ganhar as eleições - tão irrealizável que apenas um lunático a consegue, sequer, imaginar. E mesmo que num golpe de asa como nunca visto os eleitores lhe deem a vitória, desconfio que havia gente suficiente entre os derrotados para fazer uma geringonça. Como daquela vez, nos idos de 2015, em que levaram uma banhada eleitoral.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Greta, o rebanho e as premonições

Longe de mim duvidar das alterações climáticas e disso. Não tenho conhecimentos científicos, técnicos ou de outra natureza que me permitam grandes dissertações acerca destas matérias. Mas, confesso, sou muito céptico relativamente às premonições de alguns cientistas. Nomeadamente desde que ouvi conceituados académicos da área considerar o Alqueva um elefante branco pois, na sua douta opinião, jamais encheria. Ou, condescendiam outros, demoraria pelo menos uns vinte anos a encher. Um ano depois estava cheio...


É por outras, mas principalmente por estas, que acho existir demasiado histerismo em torno da menina Greta. Não vejo, assim de repente, motivo para tanto. A coisa resume-se apenas a uma gaiata que quer é aparecer, órgãos de informação a ver se ganham “algum” e políticos a aproveitar a onda. O habitual, portanto. Entretanto pelas redes sociais é ver uma multidão tecer loas à catraia e a proclamar juras de amor eterno ao ambiente. Nada de especial, também. É o habitual comportamento de rebanho. Ou a bovinidade do ser humano, como escrevia o outro.


Pouco, ou mesmo nada, na pirralha é genuíno. Quem, naquela ou noutra idade, proclama que os lideres mundiais lhe roubaram a infância e o futuro, não pode bater lá muito bem da moleirinha. Fosse ela síria teria toda a razão. Assim fala de barriga cheia.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Meninos rabinos…

Parece que um motorista se deparou, face a facínora, com um grupo de meliantes a assaltar-lhe a viatura. Não terá, a fazer fé no que se sabe acerca do acontecimento, sido particularmente simpático para com os patifes e, pasme-se, até os terá impedido de continuar a exercer a sua actividade. O que, naturalmente, os deixou indignados levando a que tenham recorrido à GNR para que a normalidade fosse reposta. Esta, chegada ao local da altercação, tomou conta da ocorrência e tratou de deter o motorista. Bem feita, que isto de prejudicar quem trabalha bem bastou no tempo do governo da direita.


Identificados pela PSP também foram uns quantos militantes, simpatizantes ou lá que eram, do PNR que pintaram uma parede onde antes um grupo de BE tinha rabiscado uns gatafunhos. Uma ilegalidade, isso de limpar o que outros sujam. Diz que em tempo de eleições pode-se sujar à vontade e quem se atrever a reparar os estragos arrisca-se a ir de cana. O mesmo princípio, presumo, aplica-se a todas as paredes. Sejam elas de edifícios públicos ou de prédios do Robles. Embora desconfie – mas isso é o meu mau feitio – que nem o Bloco ia fazer javardices para os prédios daquele gajo nem, se o fizesse, o PNR lá ia pintar por cima.


O que têm estas duas historietas em comum? Pouca coisa, se calhar. Eu é que ando com a impressão - vá lá saber-se porquê - que os legisladores tugas são grandes apreciadores da obra do Ary dos Santos. Aqueles versos, cantados pelo Fernando Tordo, onde se proclama a páginas tantas “detesto os bonzinhos, adoro os malvados” fazem cada vez mais sentido.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Madeira ainda é um jardim

Andam por aí umas alminhas com a secreta esperança de que os resultados das próximas eleições serão bastante diferentes daqueles que as sondagens apontam. Tanto gente de direita como de esquerda. Os primeiros porque se tentam convencer a si próprios que o PSD e o CDS podem escapar à hecatombe anunciada e os segundos porque têm quase tanto medo de uma maioria absoluta do PS como de um novo governo daqueles partidos. Desenganem-se. As sondagens são o que são, mas não andarão longe de acertar. Se não em cheio, pelo menos na aproximação.


Atente-se no caso da Madeira. Mesmo após quarenta e três anos – irra! - no poder o PSD lá ganhou outra vez. O PS apesar das expectativas dos tais que não gostam de sondagens, teve uma votação como nunca mas perdeu como sempre. O BE foi corrido do parlamento. Que os madeirenses não estiveram para aturar palhaços - nem palhaças - e quase nenhum eleitor e nenhuma eleitora estiveram para dar o voto aqueles trambolhos. Ou trambolhas. A CDU, à rasquinha, lá meteu um deputadozinho. Entre os trabalhadores e o povo – que é feito do povo trabalhador, se mal pergunto? - ainda arranjou votos suficientes para manter um dos dois eleitos que tinha antes.


Será mais ou menos o mesmo nas legislativas. Em termos de sondagens, claro. Que, quanto a números a comparação com a Madeira ficar-se-á apenas pela indómita vontade dos socialistas se apegarem ao pote. Se não conseguirem sozinhos qualquer um lhes servirá para não o deixarem escapar. Até o Chega, se preciso fôr.

domingo, 22 de setembro de 2019

Negócios da China

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Existirão certamente motivos de sobra para estes dois itens - que, no caso, até são o mesmo produto – custarem preços diferentes. Ou, para além da vontade do vendedor, pode até nem existir motivo nenhum. É o mercado. Cada um vende ao preço que quer e o comprador só compra se quiser. Ainda bem que é assim que a coisa funciona.


O que é mais difícil de entender, pelos menos para mim que de negócios percebo pouco, é a diferença entre os custos de envio. Um deles, aquele em que a loja física se situa em Portugal, cobra 7,80 euros. Pelo outro, vindo da China, não são cobrados portes. Mais ainda quando um deles, até ficar à mesma distância a que o primeiro já se encontra do local de entrega, terá de percorrer meio mundo. Deve ser da globalização ou isso.

sábado, 21 de setembro de 2019

Apanhados do clima!

A comunicação social e os seus escribas avençados lamentam a fraca adesão dos portugueses, nomeadamente dos estudantes, às acções de luta, protesto ou seja lá o que for, contra as alterações climáticas. Diz que nem cinquenta chegavam a ser. Mas, justificam, a culpa foi do tempo. Faz sentido. É, de facto, uma justificação bem esgalhada.


Mas para a próxima é que é, asseguram. Se o tempo ajudar, digo eu. Ou seja, se as alterações climáticas aparecerem, ao contrário de hoje, que o clima resolveu voltar a ser o sempre foi. A coisa mete uma espécie de greve global e tudo. A uma sexta-feira. Sabe-a toda, esta malta.


Presumo que as vacas constituirão, para os promotores do evento, um alvo a abater. Tal como, ao que sugere um dos grupelhos que se associa à iniciativa, o fim da importação de combustíveis fósseis. Com ideias destas como é que querem que estejam mais de cinquenta alminhas nas manifestações?

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Usar capachinho é gozar com os carecas?

Esta parvoíce que se passa agora no Canadá, com aquela história do Trudeau se ter mascarado de preto, não é nada de surpreendente. Pelo contrário. Já era de esperar. E é até muito bem feito que lhe tenha calhado a ele. Afinal o gajo anda há anos a estimular e a pregar o politicamente correcto. Não é, por isso, de estranhar. Está apenas a provar da sua própria idiotice.


Há uns tempos atrás, nomeadamente pelo Carnaval, abordei aqui o assunto. Foi na sequência de uns patetas terem tentado armar um escândalo por causa de miúdos mascarados de africano. Profetizei, então, que isso do Entrudo teria os dias contados. Não devo ter errado muito. Não tardará, homens - excepto se forem larilas - travestidos de mulher, foliões disfarçados de ciganos ou seja lá o que calhe a atravessar-se nas mentes retorcidas dos novos guardiões da nova moral e modernos costumes, serão banidos dos corsos carnavalescos sob a acusações de racismo, xenofobia ou o do que calhe. A mim, quando acontecer, não me surpreenderá. O que me surpreende já hoje é que aceitemos tudo isso. Espanta-me quase tanto como o facto desses novos inquisidores ainda terem dentes.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

De um "Alf" - lembram-se? - é que eu precisava...

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Pelo que me é dado observar não haverá aqui pelas redondezas um número significativo de gatos. Cagam é muito. Todos os vizinhos se queixam. Os que não têm gato, obviamente. Que os donos, do alto da sua pretensa moralidade de amiguinhos dos animais, não querem saber.


O meu quintal foi escolhido por um deles como cagadouro. Um bichano cegueta de um olho, a perder pêlo por todo o lado e que mete nojo aos porcos. Durante algum tempo tive a casa cercada por garrafões de água e armadilhas diversas que o mantiveram afastado. Contudo, mal retirei a cerca, o filho da puta do bicho voltou ao seu wc preferido. O resultado, em poucos dias, é o que se vê.


Tratar bem a bicharada, nomeadamente acolher os animais vadios, até poderá constituir uma acção muito nobre. Recolhi e tratei muitos. Quando, noutras circunstâncias, tinha condições logísticas para o fazer. Fazê-lo não as tendo constitui uma enorme falta de respeito para com os outros. Que, naturalmente, não têm de ser obrigados a aturar merdas destas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

"Deslarguem" o meu bife!

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Cada um é tão parvo quanto muito bem quiser. Ninguém tem nada a ver com isso. Nem, tão pouco, com as parvoíces que cada qual entende dizer, fazer ou, simplesmente, pensar. Desde que, obviamente, não as imponha aos demais. Chama-se a isso liberdade, ou lá o que é.


Mas isso era dantes. A liberdade individual é um conceito ultrapassado que, actualmente, apenas se aplica às causas valorizáveis, definidas como tal pelos novos guardiões da nova moral e dos novos costumes. Gente inteligente, bem pensante, urbana e que sabe o que é bom para o mundo em geral e todos em particular. Malta de esquerda, em suma.


A causa valorizável do momento é o ambiente. Ou, desconfio, a alimentação. Um grupo ridiculamente pequeno de gente ridícula, pretende impor a toda a sociedade os seus pontos de vista acerca daquilo que devemos ou não comer. Em nome, querem que acreditemos, do ambiente.


Aborrecem-me estes maníacos. Se querem tanto preservar os recursos do planeta arranjem uma gruta e mudem-se para lá. Deixem o conforto dos vossos lares, não façam outro tipo de deslocações ou viagens que não a pé, encontrem um buraco qualquer no meio do mato e vivam de forma sustentável daquilo que a tal mãe natureza lhes oferecer. Se as vossas teorias estiverem certas seremos todos muito mais felizes. Principalmente nós.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

O menino fez cócó...

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E pronto, é isto. Canzoada em todo o lado e merda em toda a parte. Levam os seus meninos – filhos, como alguns anormais lhes chamam – a passear para os sítios mais inconvenientes, incomodam quem não tem nada a ver com a vida animalesca e promiscua que levam e nem sequer os dejectos do seu amiguinho se dignam recolher.


Muitos têm ainda a distinta lata – o topete, diria – de resmungar do transtorno causado pela irrequietude das criancinhas, alegadamente mal comportadas. As crianças até se podem portar mal. Faz parte da sua condição de criança. Muito pior é o comportamento e as cenas patéticas a que os donos – tutores, agora são tutores – dos cães nos obrigam a assistir. E a aturar. Isto só com um gato morto pelas trombas até o bichano gritar Benfica.




Ganhar por poucochinho é que é bom...

Parece que todas as sondagens dão a vitória ao PS nas próximas eleições legislativas. Com maioria absoluta umas e à beira da dita outras. Nada de surpreendente, seja qual for o cenário. Nem, em matéria de resultado eleitoral, algo que desperte em mim um interesse por aí além.


Nisto dos votos – ou das intenções, vai dar ao mesmo – o que me chamou a atenção foi, ao que diz um inquérito qualquer, que os eleitores que afirmam ir votar no Partido Socialista não desejam que o partido em que votam ganhe por maioria absoluta. Confesso que fiquei baralhado. Com um nó ao nível do cérebro, quase. Não consigo perceber. Esta ideia é tão parva quanto eu, benfiquista de todos os costados, desejar que o Glorioso ganhe apenas por um – ou dois, vá – ao Porto e ao Sporting em vez de lhes enfiar uma goleada.


Presumo que para esse pagode a escolha do partido em quem votar seja um drama. Podem ser acometidos daquela coisa que costuma dar aos comunistas na noite eleitoral onde, apesar dos resultados sempre miseráveis, reclamam invariavelmente uma estrondosa vitória. Neste caso seria o contrário. Sentir-se-iam derrotados apesar do partido em que votaram ter obtido uma retumbante vitória.


Se calhar o melhor é organizarem-se. Fazerem uma escala, ou assim. De manhã votam todos no PS e da parte da tarde - ali pelo meio-dia, não vá o Diabo tecê-las – votam no PCP, BE e no PAN.

sábado, 14 de setembro de 2019

Desprezível, esta gente...

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Há muita falta de memoria na política e nos políticos. E nos eleitores, principalmente. Se houvesse memória, proclamações como a do camarada Jerónimo a gabar-se do seu partido ser um acérrimo defensor do ambiente, destruído pelo capitalismo está bem de ver, teriam o merecido tratamento. É que eu ainda sou do tempo em que os comunistas portugueses consideravam as noticias acerca do acidente nuclear em Chernobyl como propaganda anti-comunista. Coerente, esta malta.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Vá, ide lá investigar se é ou não uma noticia falsa...

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Não tenho grande apreço por jornalistas. Nomeadamente em relação aos que em vez de noticiarem os factos nos transmitem a sua visão acerca dos ditos. Como se isso, a opinião de um jornalista, nos interessasse para alguma coisa.


Ultimamente, talvez ameaçados pela concorrência das redes sociais ou por cada vez menos necessitarmos deles para sabermos as noticias, iniciaram uma nova cruzada. O combate ao que chamam “fake news”. Que, parece, proliferam pelo Twiter, Facebook e blogosfera. A fazer fé naquela malta, em cada português haverá um pantomineiro sempre disposto a divulgar uma mentira que, obviamente, colocará em causa a democracia, fomentará populismos e visará a honorabilidade de um político qualquer. Desde que de esquerda, claro. Que os outros, como todos sabemos, há muito que a não têm. Coisa que, naturalmente, não escapa aos justiceiros dos polígrafos desta vida. Por falar nisso. Já investigaram o rabo do Marega?

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

O preconceito é lixado

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Um destes dias, num edifício público, duas criaturas indagaram-me acerca da localização da casa de banho. Estavam, pareceu-me, um bocadinho a atirar para o aflito e com urgência em encontrar um local onde pudessem aliviar a presumível aflição. Talvez por isso, por notar a premência da resposta, não ponderei devidamente e respondi sem pensar nas hipotéticas - eventualmente desagradáveis - consequências. Confesso que me deixei levar pelo preconceito, por estereótipos arcaicos associados a uma sociedade heteropatriarcal e, baseado apenas numa observação simplista das características físicas e por ambas serem portadoras de vestimentas que identifiquei como femininas, indiquei-lhes o wc das senhoras. Devia, evidentemente, ter indicado as duas opções. Elas depois escolhiam consoante o género com que, quando chegadas ao local, se identificassem na altura. Penitencio-me por não o ter feito. Fica para a próxima.