Por alguma razão que me escapa, os portugueses em geral e a humanidade em particular estão convencidos que a esquerda é boazinha e a direita é malvada. A propaganda tem muita força e na arte de propagandear a esquerda é eximia. Nem mesmo as sucessivas falências do Estado, todas protagonizadas por governos de esquerda e consequentes apertos a que temos sido submetidos, são suficientes para demover o pagode desta convicção. Nem, sequer, as trágicas consequências, traduzidas não raras vezes em milhões de mortos, de governações esquerdistas um pouco por todo o globo parecem abalar estas crendices.
Ainda agora, no rescaldo das legislativas, esta patetice está bem presente. A eleição do tal André Ventura provocou elevados níveis de indignação e de outros sentimentos que me escuso de enunciar. Enquanto isso a entrada da fulana do Livre no parlamento não suscita igual preocupação e, pelo contrário, é até vista com bonomia. Isto apesar do discurso da senhora ser assumidamente radical, pouco tolerante e manifestamente desagradável. A única diferença entre ambos, queiramos ou não, está apenas no assumidamente. Mas esperar que a malta esquisita que pulula pelas redações da merda da comunicação social que temos – ou pelas plataformas de informação online – perceba isso ou, vá, revele o mínimo de imparcialidade, é capaz de ser tão parvo como acreditar no Pai Natal.
A comunicação social portuguesa é toda de direita liberal e capitalista, creio estar é muito desatento ao mundo onde vive. Diga-me lá, em Portugal onde encontra uma direita decente, preocupado com os mais pobres, com a dignidade e poder de compra dos trabalhadores, apreensiva com a desumanidade do capitalismo liberal e de instinto humanista? Não a vejo em lado nenhum, embora reconheça que no estrangeiro realmente exista. A direita que temos é má, mais não seja por estar pejada de pessoas más que odeiam, desprezam ou têm nojo pelo próximo.
ResponderEliminarVocê lá sabe...
ResponderEliminare para gáudio dos direitolas vem ai uma geringonça meio desengonçada.
ResponderEliminarPior do que a outra esquerdalha não deve ser.
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