segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Esquecimentos que podem fazer a diferença...

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Haverá, de certo, motivos para as pessoas se esquecerem dos mais variados objectos nos lugares mais improváveis. Cada um terá os seus. E quem nunca se esqueceu de nada que atire a primeira pedra. Salvo seja, claro. Que eu cá não sou gajo para fazer apelos à violência e muito menos à lapidação. Que é aquela medida drástica a que se recorre em certas culturas para punir a mulher adultera. 


Nem desconfio as circunstâncias que terão levado ao abandono destes despojos na via pública. Esquecimento? Rápida evacuação da área face a uma ameaça iminente? Pois que não sei. Mas lá alguém merecia uns tabefes, isso merecia. 

domingo, 12 de agosto de 2018

Burlocracia

Gosto de estar informado. É uma mania que me acompanha desde pequeno. Uma das minhas fontes é o Citius, aquele portal onde é feita a divulgação dos actos judiciais. Foi aí que, entre outras coisas igualmente sem importância nenhuma, fiquei a saber que um casal membro de um conhecido clã das redondezas estava a tratar da regulação do poder paternal. Olha, pensei para os meus fechos de correr, aí está um sinal da evolução desta espécie. Assuntos destes, noutros tempos, se existissem eram resolvidos à base de facada.


Dada a sua irrelevância e manifesto desinteresse, depressa esqueci a informação. Até ontem. Logo pela manhã deparei-me com a tal família. Pai, mãe e pirralhos, felizes da vida, todos no banco da frente de um furgão branco a assapar em direção ao mercado mais próximo. Foi então que se fez luz. A publicação da diligência terá, provavelmente, a ver com o esquema da moda para sacar dinheiro à segurança social. É que, mesmo para burlar, há uma série de tramitações que é necessário cumprir. Burocracias, digamos. Mas esta malta sabe-a toda. Até porque o Estado, além de lhes dar o dinheiro, também os ensina como fazer a burla.


Enquanto isso, não faltam alarves a vociferar contra a Cristas e o Parvus Coelho por terem cortado nos apoios sociais. Fazem bem. Continuem a divertir-nos com a vossa idiotice.

sábado, 11 de agosto de 2018

E os refugiados da Venezuela?

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Não gosto de discriminações. É uma coisa que me aborrece, isso de tratar as pessoas de forma desigual em função de critérios manhosos. Os refugiados, por exemplo. Não são todos tratados por igual nem merecem a mesma atenção. Quer dos média quer das organizações que, alegadamente, se dedicam a cuidar deles.  


Os muçulmanos são uma espécie de refugiados de elite. Os cristãos perseguidos pelo fascismo islâmico, não passam de um estorvo. Já os venezuelanos, que fogem aos magotes para os países vizinhos, são completamente ignorados. Percebe-se. Os primeiros são prioritários. Há que, quanto antes, substituir a população europeia e tratar da expansão do islão na Europa. Os segundos são um peso-morto. Nem o Papa quer saber deles. São algo que só serve para empatar os projectos em curso de tornar a Europa um califado islâmico. E dos últimos, dos venezuelanos, nem convém que se saiba da sua existência. Não seguem o profeta, não apreciam comunistas e são a prova evidente – se é que ainda é preciso provar alguma coisa – que socialismo, miséria, desgraça e perseguição são sinónimos. 


Na Venezuela haverá cerca de milhão e meio de portugueses e luso-descendentes. A passar um mau bocado, tal como a restante população, às mãos de um bando de comunistas malucos, passe o pleonasmo. Mas ninguém quer saber. Nem governo, nem ONG’s nem aqueles filantropos que volta e meia andam pelas tv’s a defender causas parvas querem saber. Deles e dos milhares de venezuelanos que todos os dias cruzam as fronteiras em direcção ao Brasil. Ninguém se mete ao caminho para os ir buscar. Má sorte – para eles - não rezarem de cú para o ar, é o que é. Se tivessem essa mania já cá estavam.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

E o povo, esse ingrato, não se juntou às celebrações...

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Aquele camarada gordo com uma barbela digna de um porco capaz de faca e uma barriga proeminente característica de quem anda há muitos anos na política, que no politburo que nos governa tem a tarefa de falar de incêndios, foi ao Algarve celebrar não sei o quê. E não só. Foi, também, ameaçar. Parece que quem ousar discordar da maneira como a tragédia agora celebrada foi tratada, pode ser considerado criminoso. Nada de mais. Afinal é só mais um dia no escritório. Ameaçar quem deles discorda ou coloca em causa as suas convicções é o que esta gente melhor sabe fazer. Tirando, claro, tratar dos incêndios. Ainda que a única experiência que tenham com o lume seja acender a lareira no inverno e o barbecue no verão.

Lixados

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Vejo com demasiada regularidade cenários destes. Daí que não me causem surpresa. Apenas uma leve indignação. Ao nível da irritabilidade a coisa só piora quando recebo a factura da água e me dá para reparar nas linhas onde aparece a “continha” referente aos resíduos sólidos. É aí que o comportamento desta gente se reflecte. E no meu bolso, por consequência.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Já podemos culpar o governo? Ah, espera, isso era se fosse o outro...

Segundo as estatísticas terá havido uma mortandade fora do comum nos últimos dias. Deve ser altura de culparmos o Dr. Morte - também conhecido por ministro da saúde - e o seu governo que, a soldo de obscuros interesses privados, anda a destruir o serviço nacional de saúde. Bom, se calhar é melhor não. Isso era dantes. Agora a culpa deve ser da canícula. Ou das pessoas. Andam ao calor, debaixo de quarenta e tal graus, sem beber água nem ligar às sábias recomendações do governo e depois quinam, os inconscientes. Só para lixar as espectacularmente espectaculares performances governativas, de certeza. Até aposto que eram de direita. Sim, que essa gente é capaz de tudo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Nunca "teatro de operações" me pareceu uma expressão tão apropriada...

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Não percebo nada de incêndios. Revelo enorme dificuldade em acender um grelhador ou uma lareira pelo que dificilmente daria um incendiário e, ao contrário de quase toda a gente, na minha meninice nunca manifestei a mais leve intenção de ser bombeiro. Daí que não me atreva a criticar a estratégia de combate ao fogo delineada por uma vasta panóplia de notáveis especialistas. Disso, reitero, não percebo nada.  


A estratégia adoptada para esta época parece ser a de retirar as populações e deixar arder. Será, acredito, tão boa como outra qualquer. Não causa desgaste aos equipamentos, não provoca vítimas e, assim, ninguém se aborrece. Excepto, claro, quem tudo perde por causa da dita estratégia. Quase tão boa como a daquele presidente americano que, para combater os incêndios, sugeriu que se abatessem as árvores. Disso ainda os génios lusos se não lembraram. Fica para a próxima. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Estremoz é neste planeta...

Ainda nem há um mês foi noticia o facto de duas turistas norte-americanas que ficaram presas num elevador na capital portuguesa terem, após procurarem o número da policia de Lisboa escrevendo “Lisbon”, sido atendidas por uma agente do Departamento de Policia de Lisbon, no Maine, Estados Unidos da América. Apesar disso a agente que atendeu a chamada fez as diligências necessárias para levar uma equipa de emergência portuguesa até ao local. Difícil? Num mundo cada vez mais global não parece tarefa demasiado ciclópica.


Ora, ao que se diz e a ser verdade o que se conta, por cá não existirá igual destreza – ou outra coisa qualquer que se lhe queira chamar – nas instituições que deviam zelar pela nossa segurança. O que é manifestamente preocupante. Se numa situação de emergência quem atende um telefone não sabe onde fica determinado local, então, que vá procurar. No Google, por exemplo. Não dá assim tanto trabalho, não é necessário levantar o cú da cadeira e nem é assunto para o qual seja requerido um QI especialmente elevado. Só um pouco de profissionalismo, talvez.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Posso andar vestido assim por aí?

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De cada vez que um país ocidental decide proibir o uso em espaço público da burka – ou outra fatiota qualquer com a finalidade de encobrir as fuças das mulheres muçulmanas – reacende-se a discussão em torno da liberdade individual e, por consequência, do direito a cada um – ou uma, no caso – vestir o que lhe dê na real gana.


Os argumentos em defesa do direito às criaturas envergarem aquela vestimenta são hilariantes. Todos eles. O melhor é o daqueles que garantem que assim, com aquelas fatiotas tipo saco do lixo, as mulheres se sentem mais integradas. Pois, deve ser deve. Uma gaja – ou mesmo duas, vá – assim ornamentadas, no meio de dezenas ou centenas de outras vestidas normalmente, deve mesmo sentir-se integrada. Ó se deve.


Ainda bem que por cá, pelo menos para já, a questão não se coloca. Mas a acontecer durante o meu tempo de vida activa, se tal paramenta for permitida, garanto que vou usá-la no meu local de trabalho. Só para testar essa cena da integração, da tolerância e da liberdade. Sempre quero ver como reagem os defensores dessas coisas quando lhes aparecer pela frente armado em “Mancha Negra”!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Jornalismo da treta

Basta consultar os sites da imprensa internacional para se ficar a saber que, todos os dias, os mais variados objectos se atiram às pessoas. Ele é automóveis, facas, ácido, ovos e, não raras vezes, armas verdadeiras a quem dá para disparar contra alvos humanos, as danadas. Quase sempre sem motivações conhecidas e, dado que ainda nenhum desses itens se locomove sozinho, por norma manobrados por doidos varridos. 


Mas, como tudo na vida, há excepções. Devem ser aquelas que confirmam a regra. A agressão a uma jovem atleta italiana de origem africana - desta vez as televisões portuguesas deram largo destaque à lamentável ocorrência - constituirá uma delas. Das ocorrências excepcionadas. É que já se sabe tudo. Desde a motivação até às causas que a provocaram. O racismo e a retórica populista e anti-imigração dos novos governantes italianos de extrema-direita. Nem, certamente, outra coisa seria de esperar. 


Ainda bem que, desta vez, a merda de comunicação social que temos de aturar descobriu tudo num ápice. Pena que, noutras ocasiões a culpa nunca seja atribuída. Podiam, sei lá, culpar a prédica de sexta feira nas mesquitas. Ou, mesmo que ao de leve, a aversão que certa malta tem relativamente à civilização e costumes ocidentais. Mas não. Nos poucos relatos dos muitos atentados que vão ocorrendo pela Europa, o culpado é sempre um maluco qualquer. E, se lhes escapa que o gajo é muçulmano, vem logo a retórica que não representa os valores do islão, à mistura com propaganda diversa.  


Um pouco menos de hipocrisia, um niquinho mais de isenção e uma muito maior dose de honestidade intelectual não ficavam mesmo nada mal aos junta letras e pés de microfone lusitanos.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Ainda esse tal de Robles

Anda por aí meio mundo, desde a esquerda mais à esquerda até à direita mais envergonhada, a garantir, por todas as alminhas que já lá estão e pelas outras que lá hão-de ir parar, que a venda do prédio da segurança à família Robles foi mais um ruinoso acto de gestão do anterior governo. Nem todos os que manifestam esta opinião serão burros. Alguns serão apenas parvos, outros demagogos – populistas, até e uns quantos  pretenderão justificar – desnecessariamente, diga-se – a actuação do investidor bloquista. Não estou a ver – e acredito que quem reclama do mau negócio para o Estado, também não - onde é que os cofres públicos ficaram lesados.  


Fazer contas é algo que não assiste aos portugueses. Se as fizessem percebiam que para além do valor já pago pelos Robles, quando estes concretizarem a venda pelo montante anunciado ou lá próximo, entrarão nos cofres públicos mais de um milhão de euros em impostos. Ao que, obviamente, acrescerá ainda a receita fiscal que anualmente o imóvel vai gerar. Mas, claro, querer que algumas criaturinhas vejam para além do que lhes permite a ideologia é, se calhar, pedir demais. 


O Estado não tem de ser senhorio nem promotor imobiliário. Muito menos tem a obrigação de restaurar prédios. Tem, isso sim, de gerir adequadamente o património público e dar bom uso ao dinheiro dos nossos impostos. O que, neste caso, fez bem. Coisa rara, convenhamos. Talvez daí tanto desagrado... 

domingo, 29 de julho de 2018

Um pouco de juízo, precisa-se...

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A relação da sociedade com os animais ultrapassou o nível do ridículo. A paranoia com a bicharada é de tal ordem que, por esta altura, estaremos já no patamar da demência. Não andará longe o dia em que uma ratazana se passeará alegremente entre as mesas de um restaurante, café, pastelaria ou estabelecimento similar perante a bonomia geral da clientela. Aliás, já o fazem. Um pombo mais não é do que um rato com asas. Mas que se cuide quem ousar torcer-lhe o pescoço ou, apenas, enxotá-lo. Todos os olhares - reprovadores, claro está – se moverão na direcção do estúpido que tão hediondo acto praticar. “Deixe lá o bichinho, que não faz mal a ninguém” é o que de mais simpático ouvirá. Pois, por acaso até faz. Além de que eu não vou tomar café ao pombal. Bom, às vezes até parece que vou.

sábado, 28 de julho de 2018

O homem do bloco e o Estado-ladrão

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É preciso ser muito totó – parvinho, vá – para acreditar em políticos ou, mesmo não acreditando, esperar que estes revelem algum – ainda que pouco – nível de coerência entre o discurso e a prática. Daí que este caso dos negócios particulares do homem do bloco na Câmara de Lisboa não me cause especial surpresa. Em nenhuma das suas vertentes. Nem, sequer, naquela em que a comunicação social, os indignados das redes sociais e a camarilha esquerdalha acha que o senhor pode e deve continuar a exercer as suas actividades políticas como se nada fosse. É de esquerda e isso basta para, aos olhos embevecidos dessa malta, garantir a sua mais absoluta impunidade política.


Por mim, ao contrário da generalidade de quem agora o apoia, não vejo mal nenhum na realização de investimentos como aqueles em que esta criatura investe os seus capitais. Nem vejo nada de mal no lucro obtido. O que ainda não vi foi uma alminha – uma só, que fosse – criticar os elevadíssimos impostos que este senhor e a irmã vão ter de pagar quando a venda do imóvel se concretizar. Assim por alto, só em “Mais-valias” para o Estado e IMT para a autarquia, é coisa para mais de um milhão. Neste caso, admito, até acho bem. Afinal a vitima é apenas um político incoerente ao serviço de um Estado ladrão.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

O elogio da invasão

Por estes dias a merda de comunicação social que temos relatou, entusiasmada, a forma heroica como cerca de oitocentos candidatos a migrantes invadiram o território espanhol. A notícia, como sempre, é dada na perspetiva do alegado desgraçado que procura o el-dourado europeu, enaltecendo sempre os mil perigos que passaram até ali chegar e criticando as barreiras que, pelo caminho, se vão erguendo para tentar evitar a sua vinda. Do resto, nem uma linha. Uma palavra, sequer. Nomeadamente sobre os guardas da fronteira que, coitados, impedidos legalmente de reagir, pouco ou nada puderam fazer. Ainda assim foram atacados com cal viva pelos invasores, tendo uma vintena deles ido parar ao hospital. Mas isso, no tempo em que o meliante virou herói, não interessa nada.  


   

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Eles "andem" aí...

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Ainda que uns quantos queiram pensar o contrário, a União Soviética acabou. A Rússia, quando muito, será a herdeira do antigo poderio militar e da influencia externa anteriormente detida pela ex-potência comunista. Só e apenas isso. Porque de comunismo e de comunistas o actual poder russo gosta tanto como eu de peixe cru. Ou sushi, em linguagem de modernaço.


Mas, mesmo assim, eles andam por aí. A espalhar influencias maléficas. Os patifes. A envenenar pessoas e a influenciar eleições. Ou a fazer outra coisa qualquer sem importância nenhuma.


Espero que a ninguém cá do burgo caia mal o jantar. Nem que nas próximas eleições seja eleito um candidato “esquisito”. Senão, já sei quem vou culpar...


 

terça-feira, 24 de julho de 2018

A famosa cagada

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Às celebridades, do alto da importância que julgam ter, dá-lhes de quando em vez para publicar manifestos, fazer exigências diversas ou protestar contra coisas. Acham-se no direito de exigir que o mundo seja como eles entendem que deve ser. Não que exista grande mal nisso, reconheço. Tirando, talvez, aquela parte – acho que se chama falta de cultura democrática, ou lá o que é - em que essa malta evidencia o maior desprezo por todos os que não pensam como eles. E que, como provam os resultados eleitorais numa imensidão de países, são cada vez mais. O que até nem surpreende muito, dada a fraca formação moral e intelectual da maior parte dos supostos famosos.


Hoje reclamam das concessões rodoviárias. De vinte e uma, parece. Desconheço o critério usado para as selecionar mas, desconfio, devem ser aquelas onde passam a maioria delas. Das celebridades. Ninguém, obviamente, lhes vai ligar peva. Daí que podiam optar por temas mais mundanos. Como, por exemplo, aproveitarem a fama que julgam ter para exigir o fim da merda de cão nos espaços públicos. Isso é que era de valor.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Vão mas é trabalhar, pá...

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Nesta coisa das apostas dificilmente haverá alguém mais azarado do que eu. Com um nível mais ou menos semelhante ao meu, vá, ainda admito. Superior é que me parece impossível. Maior apenas a minha teimosia. Ou persistência, se fosse um finório. Embora, por vezes, certos sinais me façam equacionar se vale a pena continuar a insistir. Como este, que a imagem documenta. Se aquilo não é uma mensagem subliminar, eu vou ali e já venho. Mas não aposto.

domingo, 22 de julho de 2018

Desca(o)nso...

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A noite deve ter sido longa. Ou curta, dependendo da perspetiva. Para ambos. E, desconfio, terá envolvido uma cadela. Pelo menos.

sábado, 21 de julho de 2018

Ainda que mal pergunte...

A fotografia de um homem com o filho ao colo enquanto enfrentava um bezerro numa garraiada foi, há poucos dias, amplamente popularizada na Internet. Como seria de esperar suscitou as mais variadas criticas, insultos e, suponho, a apresentação de algumas queixas juntos das entidades que tratam destas coisas. A atitude da criatura foi, como é óbvio, absolutamente irresponsável. Colocou em perigo a integridade física da criança e merece por isso todos os reparos e ainda mais uns quantos. De salientar, no entanto, que a criancinha saiu daquela situação sem um único risco nos cromados.


O que não deixa de ser curioso é que não existe o mesmo espírito critico quando, por exemplo, são publicadas imagens de pirralhos palestinianos levados pelos pais para as sessões de apedrejamento aos soldados israelitas. Quanto a esses parece até haver um elevadíssimo grau de condescendência. Mesmo quando a coisa corre mal. O que, como se sabe, acontece com frequência. Mas, nem nessas circunstâncias, estas alminhas preocupadas atiram a culpa aos progenitores. Porque será?

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Idignações

A noticia da limitação do número de consultas a que os beneficiários da ADSE passarão a poder recorrer, não está a causar os níveis de indignação esperados. Vinte e quatro por ano, a julgar pelas opiniões que já li, chegam muito bem. É que isto, garantem os gajos que dirigem aquela cena, há que moralizar a coisa. Por mim, tudo o que seja moralizar, parece-me uma boa ideia. Sorte é serem os fulanos de esquerda a fazê-lo. Se fossem os outros – os da direita bafienta – era mais uma afronta aos funcionários públicos, um roubo aos nossos direitos e um ataque à saúde dos beneficiários. Assim é mais uma baforada de odor a pinho que nos entra pelas ventas.


O alegado mau uso do dinheiro dos donativos para as vitimas dos incêndios está, também, na ordem do dia. Invejas, garante o autarca lá do sitio. Presumo que já terá proclamado estar de consciência perfeitamente tranquila. Se ainda não o fez, não deve tardar. Por mim – e antes que outros o digam – à justiça o que é da justiça e, neste caso, ao povo o que é do povo. Ou dos seus representantes. O que é quase a mesma coisa, aliás.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Reciclem, porra!

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Não separar o lixo é caro. Muito caro. Em termos ambientais não sei quantificar quanto isso custa. A todos. Mas no que diz respeito ao dinheiro que os contribuintes têm de pagar pela não reciclagem isso é fácil de saber. Basta olhar para a factura da água que mensalmente chega a casa de cada um. Daí que cenas destas me causem um elevado nível de aborrecimento. Porra pá, o ecoponto está mesmo ao lado. Custava alguma coisa ter usado o contentor adequado para cada tipo de resíduo? Bom, se calhar até custava. Se quem assim procede não fizer intenção nenhuma de pagar, não estará muito preocupado com isso da reciclagem. Mas essas já são outras contas. Daquelas que estes burros tão bem sabem fazer.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Interior mas pouco

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Gosto mesmo de ouvir políticos, comentadores e gente entendida em geral a dissertar acerca do interior. A sério. Volta e meia até lhes dá para apresentar medidas, propor coisas e estimular a criação de sinergias. O que é bom, acho eu.


O caso dos descontos nas portagens para veículos de mercadorias que utilizam as auto estradas do interior, por exemplo. Parece-me bem. Há, no entanto, um pequeno pormenor. Uma coisita de nada, por assim dizer. Noto, na lista dos tais descontos, a ausência da A6. Aquela auto-estrada que vai da Marateca até ao Caia atravessando todo o Alentejo central. Deve ter sido esquecimento. Ou, então, já nem interior somos. Mas, como ainda não dei por ninguém se queixar, também não ser importante isso do desconto.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Multiculturalidades

Anda por aí muito boa gente a exaltar a multiculturalidade da selecção francesa de futebol. A exaltação é tanta que alguns chegam mesmo a considerar que aquela é verdadeiramente a equipa de todos nós. Nós habitantes do planeta, entenda-se. Ora tamanha idiotice revela, pelo menos, duas coisas. A primeira uma profunda ignorância em matéria futebolística. Atendendo aos antecedentes a maioria dos portugueses, para já não falar noutras rivalidade históricas, jamais iria – ou irá – torcer pela França. E a segunda, a pior, aparenta envolver uma critica às selecções africanas e asiáticas. É que, pareceu-me, multiculturalidade não foi propriamente o seu forte.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Homofobia cigana. Da valorizável, portanto...

Tirando uma ou outra nota de rodapé, a bárbara agressão a uma parelha de homossexuais por uma família de ciganos quase não constitui noticia. Por mais que o queiram silenciar, tratou-se de um crime de ódio, um acto discriminatório e um ataque à liberdade de orientação sexual. É o tipo de acção que, quando praticada por “brancos”, suscita indignações de toda a ordem e apelos à mão pesada da justiça enquanto, de imediato, surgem clamores de que o “país não pode tolerar” este tipo de comportamentos.


Desta vez, nada. Nadinha. Népia. Nenhuma “plataforma”, associação, ministro, deputado, partido de esquerda ou, pasme-se, o presidente da república, apareceram a condenar a agressão. Será que estão com medo de serem acusados de ciganofobia? Ou isto só faz mal se os agredidos forem estrangeiros? Ou negros? Ou apenas constitui motivo de preocupação se os agressores não pertenceram a nenhuma minoria? Pois. Estou a ver. Vai ser uma chatice desatar este nó cerebral...


Também aqui nos blogs do Sapo, ao contrário de quando foi aquilo da colombiana espancada no Porto, impera o silêncio. Nada que me espante. Nem eu esperava outra coisa. Vá lá saber-se porquê...

sábado, 14 de julho de 2018

Sexismo? As coisas que estes fascistas inventam...

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Diz que a FIFA vai proibir a exibição de imagens de espectadoras consideradas atraentes nas transmissões televisivas dos jogos de futebol. Para já será apenas no jogo da final do campeonato do Mundo mas, prometem, a intenção é alargar a toda e qualquer jogatana que envolva pontapé na bola. Parece que é por causa de uma coisa chamada sexismo, ou lá o que é, que eu na minha ignorância nem desconfio o que seja. Às tantas ainda é alguma doença, ou isso. Contagiosa, se calhar. Mas, de uma coisa eu sei. De ora em diante cada mulher que, estando nas bancadas de um estádio, veja o seu rosto num ecrã vai achar que é feia.


Isto parece cada vez mais aquela cena da rã que cai no caldeirão que vai ser posto ao lume. De inicio a agua morna até lhe é agradável. O pior é que a temperatura vai subindo e quando dá por ela está cozida. Assim estamos nós enquanto sociedade. Somos diariamente martelados com campanhas de desinformação acerca de perigos imaginários – desde a extrema direita ao Trump – enquanto aos poucos, com falinhas mansas e a coberto de conceitos aparentemente muito evoluídos vão impondo a ditadura, a repressão e acabando com os valores ocidentais. Um dia destes estamos como a rã. Cozidos.

sábado, 7 de julho de 2018

Operação carta na manga

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De vez em quando sou surpreendido por noticias reveladoras do elevado grau de heroísmo dos bravos agentes das nossas forças de segurança. Tanta bravura e tanto heroísmo que, mais que surpreso, me deixam estupefacto.


Li um destes dias o relato de uma perigosa operação, levada a cabo – desconheço se terá participado algum sargento ou, até mesmo, um ou outro oficial – pela PSP que, à custa de mil perigos, pôs fim a um esquema manhoso de jogo ilegal. Terão sido detidos quatro patifes – um deles com mais de oitenta anos – e apreendidos os instrumentos utilizados na actividade criminosa desenvolvida pelos meliantes. Nomeadamente uma mesa, quatro cadeiras, um baralho de cartas e, ainda, uma avultada quantia em dinheiro. Dezasseis euros, mais exactamente. Três contos e duzentos, em moeda antiga. Bem feita. Que é para essa malandragem aprender.


Lamentavelmente não são conhecidos mais pormenores acerca da ocorrência. É que tenho uma curiosidade danada para saber se a investigação resultou de uma denuncia anónima, o nome dado à operação - “Carta na manga”, talvez – e se a mesma envolveu algum agente infiltrado. 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Importante, mas mesmo importante, é a bicharada

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Num dia em que o parlamento discute as propostas do CDS para a valorização do interior ou as alterações à lei laboral, os portugueses entretêm-se a discutir as touradas. Nomeadamente o fim, ou não, das ditas. Prioridades. Um povo que escolheu a bicharada como desígnio nacional não merece grande consideração. Nem, sequer, tem razão para se andar sempre a queixar de tudo e de todos. Tratem mas é dos bichinhos que é aí que está o vosso futuro.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Um pombo-correio para cada português é que era uma coisa catita...

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Um dos motivos de indignação dos últimos dias tem sido o ViaCtt. Aquela caixa de correio electronico que um governo qualquer – não me interessa qual, nem vejo a relevância que isso possa ter – resolveu, num gesto revelador da sua infinita sabedoria, colocar à disposição de cada português. Por mim, ao contrário daquilo que tenho lido e ouvido, considero que este é, quiçá, um dos melhores e mais eficazes serviços prestados pela administração pública. Graças a ele nunca perco uma notificação das Finanças. Nem mesmo que quisesse. Eles tratam sempre de me mandar um e-mail, para o endereço registado no site da AT, a alertar que enviaram uma notificação para o e-mail ViaCTT. Já pensei em questioná-los da razão de não enviarem logo a tal notificação na primeira mensagem. Mas desisti. Achei melhor não os questionar. Se calhar era uma pergunta parva.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Quer estacionar? Venha para cá morar!

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Percebo que a senhora dona Madonna precise de quinze automóveis para se fazer deslocar. A ela, à sua prole e à multidão de lacaios que, presumo, a acompanham. Compreendo, também, a vontade do autarca da capital em lhe agradar. Um habitante satisfeito hoje é um potencial eleitor amanhã.


O que tenho mais dificuldade em perceber é o prurido da oposição camarária por causa da cedência do espaço ter sido, ao que suspeitam, assim coisa de trinta e um de boca. Embora, ao que parece, até exista um papel mal amanhado qualquer. Mas, mesmo que não houvesse, era o que mais faltava que o senhor presidente não pudesse ceder o uso de um espaço da autarquia a quem muito bem entendesse.


Se, como admiti, compreendo a necessidade dos quinze popós, faz-me espécie que a senhora insista em instalar-se num sitio onde não os pode estacionar. Ela que viesse para cá. Espaço para aparcar é coisa que não falta. Podia deixar os carritos mesmo à porta e mantê-los por lá o tempo que quisesse. Como faz, por exemplo, o dono desta carripana que a tem estacionada no mesmo local desde que o Sporting foi campeão. Ou isso ou perdeu as chaves.


 

sábado, 30 de junho de 2018

Insultar está a ficar difícil...

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Sabe-se que quem disputa não mede bem as palavras. Daí que qualquer desinquieta entre duas pessoas – ou mais, mas fiquemos pela parelha para simplificar – envolva a troca de insultos. Mas isso, pelo caminho que isto está a levar, terá os dias contados. A menos que os envolvidos queiram arriscar pesadas condenações. Não pelas eventuais maleitas físicas que possam provocar ao outro – que um olho furado ou uns miolos à mostra não têm importância nenhuma - mas, antes, por causa das palavras proferidas durante a refega. Estas sim, são perigosas. Podem consubstanciar uns quantos crimes de ódio. Daqueles gravíssimos. E que, certamente, consubstanciam.


O mais avisado é evitar zaragatas. Mas, não sendo de todo possível, o ideal é o oponente ser um homem, branco, heterossexual, sem qualquer defeito físico ou mental e, preferencialmente, que não seja pobre. Mas, ainda assim, são de evitar durante a peleja referências à mãe da criatura ou às suas orientações políticas. A menos que as últimas incluam a admiração por Trump ou a simpatia por tendências fascistas, o que constituiria um insulto bastante valorizável. Todas as restantes ofensas podem ser consideradas como uma atitude discriminatória ou, pior, uma fobia. Conhecida ou, ainda, por inventar.