
Não percebo nada de incêndios. Revelo enorme dificuldade em acender um grelhador ou uma lareira pelo que dificilmente daria um incendiário e, ao contrário de quase toda a gente, na minha meninice nunca manifestei a mais leve intenção de ser bombeiro. Daí que não me atreva a criticar a estratégia de combate ao fogo delineada por uma vasta panóplia de notáveis especialistas. Disso, reitero, não percebo nada.
A estratégia adoptada para esta época parece ser a de retirar as populações e deixar arder. Será, acredito, tão boa como outra qualquer. Não causa desgaste aos equipamentos, não provoca vítimas e, assim, ninguém se aborrece. Excepto, claro, quem tudo perde por causa da dita estratégia. Quase tão boa como a daquele presidente americano que, para combater os incêndios, sugeriu que se abatessem as árvores. Disso ainda os génios lusos se não lembraram. Fica para a próxima.
Antes de mais gostava de partilhar que me encaixo perfeitamente na definição feita no texto. Estava a falar de si, parecia estar a falar de mim
ResponderEliminarComo texto crítico gostei muito.
Na minha leiga opinião, não se faz o que se devia na prevenção.
Cuidado, não lhes dê ideias de penso rápido que ainda a ouvem!
Prevenir é sempre melhor do que remediar. É por isso que o Costa quer deixar arder tudo. Assim para o ano já se pode gabar de, pelo menos naquela serra, não haver fogo. Ou seja, está-se a prevenir...
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