sábado, 28 de julho de 2018

O homem do bloco e o Estado-ladrão

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É preciso ser muito totó – parvinho, vá – para acreditar em políticos ou, mesmo não acreditando, esperar que estes revelem algum – ainda que pouco – nível de coerência entre o discurso e a prática. Daí que este caso dos negócios particulares do homem do bloco na Câmara de Lisboa não me cause especial surpresa. Em nenhuma das suas vertentes. Nem, sequer, naquela em que a comunicação social, os indignados das redes sociais e a camarilha esquerdalha acha que o senhor pode e deve continuar a exercer as suas actividades políticas como se nada fosse. É de esquerda e isso basta para, aos olhos embevecidos dessa malta, garantir a sua mais absoluta impunidade política.


Por mim, ao contrário da generalidade de quem agora o apoia, não vejo mal nenhum na realização de investimentos como aqueles em que esta criatura investe os seus capitais. Nem vejo nada de mal no lucro obtido. O que ainda não vi foi uma alminha – uma só, que fosse – criticar os elevadíssimos impostos que este senhor e a irmã vão ter de pagar quando a venda do imóvel se concretizar. Assim por alto, só em “Mais-valias” para o Estado e IMT para a autarquia, é coisa para mais de um milhão. Neste caso, admito, até acho bem. Afinal a vitima é apenas um político incoerente ao serviço de um Estado ladrão.

6 comentários:

  1. Completamente de acordo. Este seria apenas mais um negócio milionário numa Lisboa em que a especulação imobiliária é rainha, não fosse o facto de um dos protagonistas ser um dos maiores críticos dessa mesma especulação.

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  2. Deime aos trabalho de ver a legislação e chego a conclusão que o Robles até enganou os inquilinos idosos..
    https://itugga.blogs.sapo.pt/a-verdade-sobre-os-inquilinos-de-28890

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  3. alvaro silva3:20 p.m.

    Já o João das regras dizia ao mestre de Avis:
    -Mestre prometa-lhes o que não lhes pode dar, e se vencer esta empresa, dê-lhes o que não é seu!
    Afinal esta estória tem mais de 600 anos, mas há sempre políticos para todas e quaisquer tarefa da governança, que do seu não dão nem o "coton" dos bolsos, mas do que é dos outros são mãos largas. Concluindo: -Não passam duma quadrilha de assaltantes do bolso e património dos não políticos.

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  4. O gajo pode vender o que quiser, com o lucro que quiser e em matéria de incoerência ele que tenha quanta lhe apetecer. O que me irrita mesmo é nem ele nem as esganiçadas admitirem isso!!!

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  5. Bolas! A ser verdade o gajo é uma grande trapaceiro!

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  6. No que toca a patifarias temos uma vasta experiência. E o povo a pagá-las, também!

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