Face à gravidade dos últimos acontecimentos envolvendo cães, tudo o que decorre de passear o canito na praia é irrelevante. Ainda assim é algo que me repugna. Que alguém aprecie partilhar o mesmo espaço e sabe-se lá que mais com um animal, é lá com ele. Ou ela. Não podem é obrigar-me a fazer o mesmo. E isso é o que esta gentinha, alegadamente adoradora dos animais, anda a fazer. Sem entenderem, os idiotas, o mal que andam a fazer. A todos. A começar pela tortura que infringem aos pobres dos bichos, que não deviam ser obrigados a viver em espaços manifestamente desadequados para aloja-los, e a acabar em nós, que vemos a nossa segurança e a nossa saúde colocada em causa por estes imbecis. Como esta criatura que, apesar das inúmeras placas a proibir a presença de cães no areal, insiste em passear o cão praia fora.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
terça-feira, 25 de abril de 2017
Coisas (de)coração
Não sou grande entendido nessas coisas do coração. Nem, nesse caso ainda menos, das que envolvem decoração. Daí não perceber este padrão, absolutamente uniforme, que as lojas de mobílias agora usam para enfeitar as camas. Nomeadamente aquelas que, supostamente, vão servir de leito conjugal. Porquê três lugares?! Não é suposto ser apenas para dois? É que, parece-me, nisso do coração mais do que um par já é uma multidão. Ou, dadas as modernices cada vez mais inovadoras, talvez agora a coisa se faça a três. Um triângulo de facto, digamos. Em que, para evitar aquilo da discriminação, o lugar do meio é para alguém que dê para os dois lados. Um elo de ligação, por assim dizer. Os decoradores de interiores devem ter um explicação. E o mais certo é não ter nada a ver com as inquietantes questões que suscitei. Mas, sejam quais forem, não me interessam. Já tirei a fotografia...
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Tá bem, tá...
Sou do tempo em que a tropa constituía uma obrigação a cumprir por todos os homens física e mentalmente capazes. Uma discriminação inqualificável, diga-se, capaz de violar uma porrada de preceitos constitucionais. Coisa que, à época, não incomodava ninguém. A começar pelas mulheres ficarem excluidas do cumprimento deste dever e a acabar na maneira como as comissões de recrutamento escolhiam - ou deixavam de fora, no caso – os mancebos que iriam jurar defender a pátria.
Mas isso agora não interessa nada. Essa obrigatoriedade acabou e espero que nunca mais volte. Foi das piores experiências da minha vida. Pouco, ou nada, lá aprendi. Mas hoje, ao passar por este bar, lembrei-me desse tempo. Insistiam os instrutores – três ou quatro perfeitos burgessos – que apanhei na recruta, que todos nós, os “maçaricos”, éramos camaradas uns dos outros. Ou outra coisa qualquer, vá. Tudo menos “colegas”. Isso, garantiam, eram as putas. Não sei, nem quero saber, se aquelas bestas – a quem aproveito para desejar saúde de morto – têm ou não razão. Nem, no que respeita a este antro, me vou certificar da veracidade da afirmação. Mas, convenhamos, neste caso o nome escolhido é sugestivo…
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Liberdade para não vacinar?! A sério?!
Acho assaz curiosa esta cena da discussão acerca da vacinação dever ou não ser obrigatória. Ah, e tal, eu não quero o Estado a meter-se na minha vida, argumentam uns quantos alarves. Era o que faltava eu não ter liberdade para optar acerca do que é melhor para o meu filho, espumam outros idiotas. Assim, à primeira vista e se o assunto for outro qualquer, até posso concordar com uns e com outros. Também considero que o Estado não tem nada de se meter na minha vida. Nomeadamente naquela parte do sal, do açúcar ou do tabaco. Já quanto a eu conduzir bêbado ou adoptar outro qualquer comportamento que possa prejudicar terceiros – assim tipo não me vacinar e depois andar a contagiar pessoas que, não estando vacinadas, até podem falecer – já é capaz de não ser má ideia o Estado arranjar uma maneira de impor o bom senso onde ele não existe.
Também o argumento da liberdade me é especialmente caro. Mas, neste caso, evocá-lo é do mais estúpido que se pode imaginar. Eu não me importo que eles faleçam. Não quero é que eles tenham a liberdade de me matar. Não tarda ainda estamos a admitir que, em nome da liberdade religiosa, um pateta - tão pateta como os anti-vacinas - trepe a uma montanha e asse o próprio filho, alegando que uma divindade qualquer lho terá ordenado, tal como ao outro da bíblia.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Que os meus impostos lhes façam bom proveito...
Esta coisa da declaração do IRS deixa-me sempre com os níveis de irritabilidade em alta. Nem aquilo do fisco me devolver uma pequena parte do que andei a descontar ao longo do ano me faz ficar mais animado. Ao contrário de muita gente, para quem o reembolso fiscal constitui uma espécie de presente que os deixa felicíssimos da vida. Ainda bem que ficam felizes. Enganados, mas felizes. O problema é o que ainda “lá” fica. E não devia ficar. O que volta é nosso e nunca nos devia ter sido tirado. O fisco é, neste caso, aquele ladrão arrependido que nos devolve uma pequena parte do roubo.
O que me dá algum consolo é saber o bom uso que é dado à parte do meu vencimento que nunca chega à minha conta. Fico feliz e contente pelo contributo para o bem estar de todos aqueles – e são mais que muitos aqui na terrinha – que ao longo da vida nunca conheceram outro modo de subsistência que não os chamados apoios sociais. Só receio é que eles andem a abusar um bocado do tabaco, do álcool e se estejam a tornar demasiado sedentários. Como aquela família de gordos, que encontro todos os dias, sentada numa esplanada quando vou trabalhar e abancada noutra quando regresso. Se para aí adoecem ainda me aumentam os impostos para equilibrar as contas do SNS.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Oh, valha-me Eu! Até os gatos...
Que o mundo está a ficar um lugar estranho, já se sabe desde há muito. Não constitui novidade. Está é a mudar depressa demais para o meu gosto. Há coisas a que não me habituo. Recuso-me. E, como se não bastassem as pessoas a adoptarem comportamentos cada vez mais idiotas, contra-natura e que renegam não sei quantos milhares de anos de evolução, agora até os animais parecem estar a seguir a mesma conduta. Este gato, por exemplo. Está pior que o bichano maricas da vizinha. Aprecia a companhia da passarada, ao que parece. E aquela pouca vergonha deve ser habitual, pois os pássaros não se incomodaram mesmo nada com a presença do pequeno felino. Que disso de felino, convenhamos, não tem nada. Chocante!
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Se os "jornaleiros" não noticiam, noticiemos nós!
Este fim de semana, numa cidade espanhola, um marroquino atirou a viatura que conduzia para cima de grupo de pessoas que se encontravam no passeio. Causou cinco feridos, um dos quais em estado critico. Claro que nada disto, apesar de se encaixar num certo padrão de acontecimentos, mereceu grande destaque nos meios de informação tradicionais. Por cá, tanto quanto sei, nem foi noticiado. O que não admira. Já constitui um hábito.
Mas, ao que a policia local se apressou a garantir, não se tratou de um acto deliberado. O jovem seguia em elevada velocidade pela rua fora, tinha a carta de condução há apenas dois meses e terá perdido o controlo da viatura. Normalíssimo. Está sempre a acontecer. Então com os mouros é um Deus nos acuda. Sem ofensa, nessa coisa do amigo imaginário. Ah, e o moço não estava bêbado nem nada, que os diligentes bófias fizeram-lhe logo o teste de alcoolemia. É apenas mais um aselha encartado.
O problema, ainda segundo as autoridades competentes, terá sido originado pela procissão que, horas antes, tinha percorrido aquela avenida. Os procissantes terão deixado o pavimento coberto de cera que, com o calor, derreteu e acabou por provocar o despiste do incauto magrebino. Culpa, portanto, dos católicos. Não tinham nada de procissar na via pública. Nem, muito menos, deixar por lá os resíduos da sua fé.
Pode, admito, ser tudo como a policia diz. O que me deixa com os poucos cabelos em pé é a pressa com que concluem pela não intencionalidade do acto e o conjunto tão alargado de hipóteses que arranjam para justificar a ocorrência. Isso e a ausência de noticias acerca deste e de dezenas de outros acontecimentos similares que, todos os dias, ocorrem em solo europeu envolvendo sempre intervenientes que professam as mesmas crenças. Desconfio que alguém nos anda a querer esconder qualquer coisa...
sábado, 15 de abril de 2017
A superioridade moral dos comunistas e isso...
Ninguém espera – a não ser, talvez, os próprios – que os comunistas sejam pessoas equilibradas e dotadas de bom senso. Nem precisam de ser. Ninguém - neste caso nem mesmo os próprios – se importa com isso. A menos, como infelizmente está acontecer em Portugal, cheguem ao poder. Aí é o nosso destino que está em causa. E vê-lo nas mãos desses malucos é uma coisa que me aborrece. Trata-se de uma gente que vive numa espécie de realidade paralela, cega pela ideologia, que não admite a tragédia que sempre ocorre nos países onde chegam ao poder, mas que consegue vislumbrar e anunciar ao mundo dramas que apenas eles conhecem.
O pior é que a generalidade dos meios de informação e dos opinion makers “amparam-lhe o jogo”. Não os desmascaram. São, ao não o fazer, cúmplices da suas mentiras, manipulações e propaganda obscena. Como, por exemplo, esta noticia. Publicada, refira-se, em Novembro de 2015 e reproduzida até à exaustão em sites e blogues de propaganda comunista. Como ainda não a vi desmentida nem gozada, à semelhança do que acontece quando são outras áreas politicas a fazer declarações parvas, presumo que não falte quem a considere verdadeira. Assim sendo, um ano e meio depois, calculo que os cemitérios americanos estejam pejados de criancinhas que sucumbiram à fome. A Venezuela é que podia ter ajudado. O Maduro, se fosse realmente solidário, tinha enviado uns quantos contentores da comida que sobra na Venezuela.
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Só desejo que o clube deles continue a voar baixinho...
Estou curioso acerca das reacções que os cânticos entoados no pavilhão do Porto, pela claque do clube local, vão suscitar nas diversas instâncias. Desportivas, politicas e judiciais, nomeadamente.
Presumo que Bruno de Carvalho, por esta altura, já tenha publicado um – ou mesmo dois –posts no facebook a insurgir-se contra aquelas atitudes e esteja já a preparar uma queixa pelo comportamento dos adeptos. No mínimo exigirá uns vinte jogos à porta fechada. Também Pinto da Costa tratará de meter aquela gente toda na ordem. A esta hora já os deve ter expulsado a todos e tratado de os enviar para Canelas. Outra coisa nem será de esperar de tão ilustre, educada e bem-quista personagem.
Calculo que igualmente os meios políticos e judiciais estejam em polvorosa. Talvez, para prevenir futuras repetições deste triste episódio, tenham já sido encomendadas diversas propostas de lei a vários escritórios de advogados. A justiça estará, quase de certeza, a instaurar inquéritos a tudo o que mexe e que se relacione com o evento em causa. Isto para não falar das mais diversas associações que lutam bravamente contra o racismo, a xenofobia e outras intolerâncias de nome esquisito. Em nome da coerência, certamente, todos eles se vão manifestar contra aquele comportamento e exigir uma punição exemplar contra os que tiveram aquela atitude miserável. Nem tenho dúvidas quanto a isso...
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Regionalizar é um disparate
Quando o tema foi referendado, votei a favor da regionalização. Hoje, não posso ser mais contrario à ideia. Tal como, quero acreditar, o serão, de novo, a maioria dos portugueses. Seria, se a proposta de regionalizar país tivesse acolhimento, mais uma tragédia. A todos os níveis. Logo a começar pelas implicações financeiras que a criação de mais um patamar de poder iria ter no bolso dos contribuintes. Quase todos sabemos o que custa sustentar a máquina do Estado. Muitos de nós sabem, também, o que é necessário para sustentar a chusma de eleitores que os autarcas insistem em arregimentar para a folha salarial das suas autarquias. Não será, por isso, necessário um grande esforço para imaginar o que nos esperaria se essa coisa de entregar o poder regional a mais meia dúzia de caciques fosse avante. Disso já chega o que há.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Será que tem sorte no amor?!
Alguém anda com azar ao jogo. Pelo menos a julgar pelas centenas – milhares, talvez – de raspadinhas deitadas fora, na via pública, em dois locais diferentes da cidade. Bastante distantes um do outro, refira-se. Tratou-se, para quem o fez, de um investimento ruinoso. Ou não. Nunca o saberemos. Pode, no meio de tanto jogo, ter saído um prémio – ou mais – que tenha compensado a fortuna gasta. A única certeza, sortudo ou azarado, é que é uma besta. Um javardo, mesmo. Dava menos trabalho deitar aquilo tudo no lixo do que aquele que teve a raspar tanto papel. A não ser que o autor desta proeza seja o proprietário de uma casa de jogo...
domingo, 9 de abril de 2017
Deve ser uma espécie de piada holandesa...
Nada de muito surpreendente que cerca de mil gaiatos portugueses tenham sido expulsos da unidade hoteleira onde desfrutavam da sua viagem de finalistas. De estranhar, apenas, que episódios desta natureza – expulsar quem se porta mal – não sejam a norma. Trate-se de gente acabada de largar os cueiros ou criaturas com idade mais do que suficiente para ter juízo.
Já a postura dos pais dos meninos é patética. Apetece-me ser simpático, hoje. Dêem-lhes os “améns”, como dizia a minha avó sempre que um alarve de algum papá vinha defender – o que raramente acontecia, diga-se - as tropelias do filho em lugar de lhe arrear uns bons tabefes. Outros tempos.
O que continua a causar-me alguma admiração é que, apesar de todos os malefícios e roubos do malvado governo da direita ao povo ainda não consertados pela geringonça, os papás tenham dinheiro para financiar estas aventuras aos seus petizes. Querem lá ver que aquele holandês maluco, às tantas, ainda tem razão...
sábado, 8 de abril de 2017
Figuras tristes
Triste figura a daquele secretário de estado a quem o Costa e o Centeno ordenaram que exigisse um pedido de desculpas ao presidente do eurogrupo. Coitado. As coisas a que um individuo se tem de sujeitar. Para nada. O outro, obviamente, não pediu – nem tinha de o fazer – e, ainda por cima, teve de ouvir mais umas bocas do holandês. Bem-feita.
Há, por cá, uma vasta legião de ofendidos com aquilo dos copos e mulheres. Gente que, vá lá saber-se porquê, está a tomar as dores dos políticos. Foi a eles, como toda a gente minimamente informada percebe, que aqueles “piropos” foram dirigidos. Com toda a razão, diga-se. Até porque continuam a fazê-lo. Só um tolo não percebe que o festim continua. Basta olhar em redor. Se não vêem, então, é um problema clínico. E não me venham, como faz ciclicamente um alarve qualquer, com aquela cena do deficit e outros dados que alegadamente revelam que tudo está no melhor dos mundos. É que, como alguém escrevia hoje, “A melhoria da confiança dos portugueses acaba por não se refletir no índice de bem-estar”. Ou seja, estamos a viver num cenário de fantasia e ofendemos-nos com quem nos recorda isso.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Isto anda tudo ligado
Isto já nada é o que era. Nem os "Verdes", aquela agremiação esquisita com assento parlamentar apesar de nunca ter tido um único voto, são o que foram. Até estes, agora, parecem gostar de produtos químicos. Pelos menos de alguns. Daqueles que são utilizados pelas pessoas certas, nomeadamente.
Como escrevi na ocasião em que a coisa "me soou", o governo vai avançar com um programa municipal para, alegadamente, melhorar as condições de vida das pessoas de etnia cigana e promover a sua integração social. Por mim, apesar disso poder colidir com a liberdade que cada um tem de não se pretender integrar, acho bem. Já vem tarde, tal medida. Daí não entender que a mesma, apesar de anunciada, apenas avance após a eleições autárquicas. Deve ser uma esperteza saloia qualquer. Espero é que os candidatos aos órgãos autárquicos, nos seus programas eleitorais, digam claramente se aderem ou não a este programa. Cá os da terra, caso o não façam, tenciono questioná-los quanto a isso.
Mais um atentado. Na Suécia, desta vez. Nada de surpreendente. Nem as reações. Lamentações diversas, fingimentos vários e consternações patéticas como sempre. Tretas, em resumo. Amanhã continuará tudo na mesma. Mudança nos discursos e nas atitudes apenas e só quando as vitimas tiverem mais peso. E não, não estou a pensar numa carnificina de obesos.
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Florzinhas
Diz que, no âmbito de um protesto qualquer contra aquilo a que o politicamente correcto designa de homofobia, aquele maluco que lamenta a nossa propensão para esturrar o guito todo em "gajas e copos" se terá passeado pela rua de mão dada com outro individuo. Já os vi começar por menos, diria a minha avó. Ou, então, é uma maneira de se redimir tentando ganhar simpatias entre uma franja dos indignados pela outra conversa. Seja como for é lá com ele, dirão. Pois, será. Mas eu também o posso achar parvo. É cá comigo. Até porque nem ele nem a esmagadora maioria dos idiotas uteis conseguem perceber a razão do crescente número de ataques às pessoas que exibem aquelas tendências esquisitas. Por mais que lhes custe a aceitar, o aumento exponencial de gente a viver na europa oriunda de zonas do globo onde essa prática é vivamente repudiada, é capaz de ter alguma relação com o aumento das agressões. Coisas do multiculturalismo com que temos de conviver. Habituem-se.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
Agricultura da crise
Desde que somos ricos outra vez nunca mais ouvi falar das hortas sociais – comunitárias, ou lá o que era – nem, sequer, de gente que cultivava de tudo em qualquer nesga de terreno. Até aquelas pessoas que com muita arte e infindável engenho transformavam uma varanda num quintal ganharam juízo e deixaram de brincar aos agricultores. Ou, pelo menos, deixámos de ter noticias deles. O que é quase a mesma coisa.
Por mim, nunca alinhei nessas modas. Não tenho jeito para a lavoura nem, principalmente, grande vontade. Limito-me, como fazia antes de termos ficado pobres e faço agora que somos de novo abastados, a espalhar umas sementes pelos canteiros e a plantar um ou outro vegetal. Depois, o resultado, é o que a terra quiser. Ou o que os pássaros e rastejantes diversos deixarem.
domingo, 2 de abril de 2017
Velharias
Mesmo não comprando nada – e não me recordo de alguma vez ter comprado seja o que for – gosto sempre de dar uma volta pelo mercado das velharias cá da cidade. A par da tralha, muita dela retirada do lixo, há sempre um ou outro item merecedor de um olhar mais atento. Às vezes até de uma foto. É o caso deste sofá. Com arrumação, esconderijo ou outra utilidade que se queira dar aquilo. A própria fotografia é ela, também, dois em um. Para além do objecto exposto, temos igualmente a base do candeeiro da iluminação pública. Outra velharia. Mas estará assim de propósito, presumo. Deve ser para condizer com a utilização que é dada ao espaço.
sábado, 1 de abril de 2017
Justiça espanhola
Uma cidadã espanhola foi condenada por um tribunal – igualmente espanhol, obviamente – numa pena de um ano de prisão por ter escrito umas graçolas nas redes sociais acerca do atentado que vitimou, em 1973, o então primeiro ministro – espanhol, também - Carrero Blanco. Ora isto, mesmo não sendo espanhol, seria coisa para me deixar indignado. É, arranjem as justificações manhosas que arranjarem, um atentado à liberdade de expressão. Contudo, neste caso concreto, acho muito bem a condenação da criatura. Tratar-se-á, ao que se escreve na imprensa espanhola, de uma feminaza esquerdista. Gente que anda por aí - seja em Espanha ou no resto do mundo – a defender a condenação de quem escreve piadolas ou, simplesmente, manda uns dichotes acerca dos valores defendidos pelo esquerdume, sob o pretexto do discurso do ódio ou outras idiotices que a esquerdalha gosta de inventar. Presumo, por isso, que a senhora não recorra da setença e, humildemente, assuma o seu erro cumprindo a pena que lhe foi imposta. É que isto a coerência é muito bonita e constitui, a par da inteligência superior de que são dotados, uma qualidade intrínseca de todos os seres que se dizem de esquerda. Pelo menos é o que eles dizem. Por mim duvido. De ambas.
quinta-feira, 30 de março de 2017
Uns chatos, estes larápios dos tempos modernos.
Estes gajos do phishing, ou lá o que chamam a isso de roubar dados pessoais, começam a aborrecer-me. A bem dizer nunca deixaram de o fazer. Mas agora estão a ficar particularmente chatos. Ainda mais chatos. Insistem, quase diariamente, em pedir as minhas credencias bancárias. A mim e muitas outras pessoas, de certeza. E, ao que parece, a sua perseverança tem sido recompensada. Diz que uns quantos clientes de uma entidade bancária muito falada por estes dias, terão caído na esparrela e, como seria de esperar, viram as suas contas depenadas. Grandes malucos. Como não lhes chegava já terem confiado nos bancos, nos banqueiros e nos políticos que saquearam os bancos foram ainda confiar num desconhecido que lhes enviou um email. Deve ter sido um "impulse" qualquer.
quarta-feira, 29 de março de 2017
Os amiguinhos dos animais são, como toda a gente sabe, pessoas sensíveis. Nota-se.
Poucas causas mobilizam mais os portugueses, nomeadamente os agarrados do facebook, do que aquela mania parva de achar que os bichos têm os mesmos direitos que o ser humano. Confundindo isso, a maior parte das vezes, com o que se pretende que seja a defesa e protecção dos animais.
Hoje bastou o Presidente da Câmara de Aveiro queixar-se da legislação que proíbe o abate de animais, para os maluquinhos da Internet lhe caírem em cima que nem “gato a bofe”. Os custos para as autarquias são de monta e, como salienta o edil, a estadia dos bichos pode prolongar-se por muitos e longos anos. Provocando, obviamente, problemas de lotação dos espaços e obrigando a novos e maiores investimentos. Nada, naturalmente, que preocupe a cambada de imbecis para quem um cão sarnoso é mais importante que o pai ou a mãe. Esturre-se o dinheiro que for preciso, acham eles. São tão burros, mas mesmo tão burros, que nem percebem donde vem o graveto para sustentar essas maluqueiras. Ou, se percebem, não se importam. O que ainda é pior. Nomeadamente quando não se coíbem de mandar bitaites contra a maneira como “ele” é gasto quando em causa estão outras despesas do Estado. Por exemplo com RSI, ordenados, pensões e outras coisas que dão jeito às pessoas...
terça-feira, 28 de março de 2017
Ironias...
A política local não é tema que caiba neste blogue. Mas hoje apetece-me fazer uma excepção. Uma coisa assim para confirmar a regra. O assunto, convenhamos, merece. Até porque não é todos os dias que um tribunal declara a perda de mandato de um presidente de Câmara. O que, como não podia deixar de ser, constitui o assunto do momento cá na cidade.
Não tenho sobre o caso nenhum “estado de alma” acerca do qual valha a pena dissertar. Tão pouco me importa a forma, o conteúdo, a bondade ou não de todas as tomadas de posição acerca do assunto ou outros pormenores da trama. Nem sequer os pormaiores. O único detalhe que não me deixa indiferente é a ironia do autarca poder vir a perder o mandato - se, a seguirem-se eventuais recursos, a sentença vier a ser confirmada por instâncias superiores - na sequência de uma sua decisão que envolve deixar de fazer despesa. Coisa que é capaz de ser mais ou menos inédita. Assim a atirar para o sui generis, quase.
domingo, 26 de março de 2017
Remate kruzado
Haverá na comunicação social muita gente séria e honesta. Na prateleira, provavelmente. É que, a julgar por aquilo que diariamente vamos lendo, entre os que reúnem pelo menos uma daquelas qualidades não serão muitos os que estão no activo. Vejamos dois casos ilustrativos. Só, que não me apetece ser exaustivo.
“Pontuar na Luz costuma dar título ao dragão” garante hoje, em plena primeira página, um pasquim que se publica na cidade do Porto. Costuma pois. Ora se costuma. Basta ver o exemplo do ano passado. Ou, se não chegar, o do ano anterior. Estamos, portanto, conversados em termos de qualidade informativa.
Por seu lado “A Bola”, logo na capa, recorda aos seus leitores que “Maxi nunca perdeu contra o Benfica”. Grande feito. Ao alcance de poucos, convenhamos. Principalmente por causa dessa coisa do nunca. Seria, de facto, uma proeza assinalável não se desse o caso desse nunca corresponder a três jogos. Já agora - e até nem custava muito - poderiam ter acrescentado que o uruguaio caceteiro, desde que deixou o Glorioso nunca mais foi campeão. Mas isso, enfim, sou eu que tenho algum apreço pelo rigor terminológico. Coisa que, obviamente, não se pode esperar dos lambe-cús da actual comunicação social tuga.
sábado, 25 de março de 2017
Deputados mal educados e outras criancices
O governador do Banco de Portugal não será um figura pública que reúna a admiração de um número significativo de portugueses. Mas, apesar disso, devia ter sido evitada a humilhação pública a que foi sujeito no Parlamento. Expô-lo à má-criação de gaiatos arrogantes que nunca fizeram nada de útil na vida, foi prestar um péssimo serviço à democracia e, até, ao apuramento seja do que for que querem apurar. Serviu, isso sim, apenas para mostrar ao país inteiro a falta de consideração que as gerações mais novas e os políticos em geral têm pelos mais velhos. O homem tem idade para ser avô daqueles deputados e, só por isso, já merecia ser tratado com respeito. Além do mais, tem também, uma carreira profissional que lhe permitiu chegar ao lugar que ocupa. Tudo coisas que gente como aqueles deputados nem sonham o que é.
Li por aí umas comparações parvas acerca do crime de ontem, o assassinato à facada de quatro pessoas em Barcelos, e acções terroristas na Europa envolvendo igualmente o uso de facas. Estão - coitados, que isto da cabecita não dar para mais é uma chatice - a comparar o cú com a feira de Borba. Um dia destes ainda os vou ver a escreverem que os presos políticos, libertados pelo 25 do A, não passavam de reles criminosos de delito comum.
sexta-feira, 24 de março de 2017
Noutro tempo a mãe ter-lhe-ia arranjado um motivo suficientemente bom para se queixar...
Que a loucura tomou conta dos habitantes deste planeta, não constitui nenhuma espécie de novidade. Tanto assim é que noticias tão idiotas, que à primeira vista tomamos por pantominice ou brincadeira de um ou outro piadista mais desinspirado, são, afinal, o retrato fiel de acontecimentos reais. É o caso de uma cidadã espanhola, relatado pela comunicação social lá do sitio, para quem o equivalente ao nosso ministério público pediu uma pena de prisão de nove meses. Presumo que este prazo, dado o motivo da acusação, envolva algo de simbólico. A senhora era acusada de um delito de maus tratos ao filho de quinze anos. O pirralho, parece, ter-se-a queixado ao tribunal por a mãe lhe ter retirado o telemóvel com o intuito de o obrigar a estudar. Coisas que, obviamente, irritaram o fedelho. Não bastava o confisco do aparelho, foi ainda submetido à tortura do estudo. Uma violência, de facto. Não se faz. Nomeadamente a um filho.
Mas, apesar de tudo, a senhora teve sorte. O juiz era uma pessoa normal e tratou de a mandar em paz. E é assim, ao aceitar queixinhas bizarras como esta, que se esbanjam recursos, prejudica a vida das pessoas e, em última análise, contribui para o descrédito das instituições públicas e de quem as representa. Mas é a isto que nos temos de habituar. Será, cada vez mais, esta a realidade com que temos de conviver. Por mim, confesso, sinto uma imensa pena. Da mãe, por ter uma besta daquelas em casa, dos pais do gajo que decidiu levar o caso a julgamento, que não deve ter sido para ver o filho fazer figura de urso que lhe pagaram os estudos, e, por fim, de todos os que aturam passivamente as manias de uma escassa minoria que pretende obrigar as pessoas normais a seguirem as suas alucinações.
quinta-feira, 23 de março de 2017
Estacionamento tuga
Tenho manifesta dificuldade em perceber gente que sente a estranha necessidade de estacionar em segunda fila. Mais ainda quando o motivo da paragem não constitui um daqueles imperativos urgentes, inadiáveis e que mais ninguém pode fazer pelo próprio sujeito. Ir ao tasco ali ao lado mordiscar qualquer coisa – seja em sentido real ou figurado – não parece que se enquadre nos preceitos minimamente toleráveis. Nomeadamente quando se trata de uma cidade pequena, onde qualquer sitio é perto de tudo e não faltam lugares para estacionar. Para já não falar que, mesmo ao lado, está um enorme parque de estacionamento gratuito onde cabe sempre mais um. Ou, em dias como este, mais uma centena.
terça-feira, 21 de março de 2017
A malta quer é copos e gajas boas!
E pronto, já cá faltavam as virgens ofendidas com as declarações do presidente do Eurogrupo. Aquilo do gajo ter considerado que nós, a malta do sul, esturramos o guito todo em bebida e com as gajas, caiu mesmo mal às alminhas mais sensíveis. O homem, coitado, estava apenas a usar uma metáfora para salientar o quão mal gastamos o dinheiro que os outros nos emprestam. Nós também podíamos, por exemplo, dizer que os holandeses estoiram demasiado graveto com marroquinaria. Metaforicamente falando, também. Poder, podíamos. Mas não era a mesma coisa. É que eles gastam-no, mas é deles. Convinha, digo eu, percebermos estas nuances.
Isto é mais ou menos como aquela cena do pedinte a quem damos uma esmola porque, afiança-nos, não tem dinheiro para comer mas, depois e já com as moedas na mão, vai comprar tabaco ou beber um copo. Ou como aquele amigo a quem desenrascamos umas massas e, em vez de orientar a vida, vai esbanjá-las em inutilidades. Todos, nestas circunstâncias, não se coibiriam de mandar o seu bitaite. Tal como o fez este socialista holandês.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Um mártir dá sempre jeito...
De repente ficou toda a gente com muita peninha do Sócrates. Coitadinho. Está, garantem, a ser vitima da incompetência da justiça que não ata nem desata nessa coisa da acusação, ou lá o que é. Um atentado aos direitos, liberdades e garantias de um cidadão que não pode ficar eternamente sob suspeita. Pois. Deve ser isso tudo, deve. E aquela parte do “cada tiro, cada melro”, também. Ou, então, é aquilo das barbas do vizinho. É que, não é por nada pois eu destas coisas só sei o que ouço dizer, se a investigação se prolongar por muito mais tempo isto ainda chega ao nível de “paróquia”...
domingo, 19 de março de 2017
Desinspiração
Confesso a minha falta de inspiração. Isto apesar de temas para escrever ser coisa que não falta. Pelo contrário. Culpo a esquerda por isso. Pela falta de inspiração e pela abundância dos temas. Tantos que até se torna difícil escolher. Esta acusação não é em vão. Por um lado a esquerda é óptima a criar factos, visões paralelas, mundos alternativos e reinos de fantasia. Tudo coisas que proporcionariam inúmeros posts e, em condições normais, um rol quase infindável de tiradas jocosas e outras tantas piadolas a escarnecer dos seus autores. Mas, por outro lado, a esquerda bafienta e retrograda tomou conta das televisões, das rádios e da opinião publicada em geral. O que, naturalmente, me afasta dos locais onde essa malta destila a sua verborreia irracional. Prefiro não saber o que dizem e, consequentemente, ficar sem motivo para os gozar, a ter de os aturar. Assim como assim, ainda prefiro aqueles programas onde, entre gritos histéricos, concorrentes e apresentadores admitem publicamente a sua burrice. Sempre são mais honestos.
sábado, 18 de março de 2017
Populismo...mas do bom!
Concordo com a pequena líder do Bloco de Esquerda quanto a isso da disparidade de vencimentos entre os trabalhadores e os manda-chuva das empresas. Há que fazer alguma coisa. Tanto nas públicas – em relação às quais a criatura não parece ter preocupações de maior – como nas privadas. E nem venham, os ultra liberais ou outros tansos quaisquer, reclamar da ingerência do Estado nem argumentar que, sendo privado, cada um paga o ordenado que quiser. Sem dúvida que sim. Mas deve existir um leque salarial minimamente razoável. Desde que, obviamente, se salvaguarde sempre a vontade dos accionistas. Se quiserem pagar mais, pagam. A todos.
E urinar sentado, também...
A Internet está cheia de noticias falsas e aquela a que hoje me refiro pode ser apenas mais uma. Espero que sim, mas temo que não. Ao que é relatado por uns quantos sites espanhóis, diversas organizações feministas estarão a preparar uma proposta, para apresentar ao parlamento do país vizinho, visando obter “a igualdade real entre sexos, géneros e identidades sexuais”. Seja lá o que for que isso queira dizer. Assim, entre outras parvoíces, pretende-se que os “médicos, durante a gravidez, fiquem proibidos de revelar aos progenitores se o bebé que aguardam é menino ou menina. Devem, isso sim, informar que tem órgãos sexuais de masculinos ou femininos.”
Todo o rol de disparates – e são muitos - constitui um excelente motivo para umas boas gargalhadas. Se, como tenho esperança, não passar apenas de uma piadola com o intuito de ridicularizar as feministas e restante a gentalha do politicamente correcto. Há, no entanto, uma ideia preocupante. Daquelas que, de alguma forma, já é defendida, e em alguns países aplicada, relativamente a outros tipos de doutrinas. Querem “impor sanções legais aos pais que inculquem ou permitam que inculquem aos seus filhos estereótipos machistas”. Se assim fosse a educação das crianças ficaria entregue aos valores e crenças de gente destravada, completamente doida e, em muitas circunstâncias, com conceitos de vida repugnantes ao comum dos mortais.