domingo, 17 de julho de 2016

Cãopetente

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Hoje estou do lado dos amiguinhos dos animais. Algum dia teria de acontecer. Isto a propósito do individuo que foi morto por um cão que guardava a propriedade onde o homem teria ido, alegadamente, apropriar-se indevidamente de algo que não lhe pertencia.


É, não apenas mas principalmente, para isto – guardar - que estes animais servem. Sempre assim foi. O cão guarda o monte. Defende-o dos intrusos. É a lei da vida. O que não é normal – nem, muito menos, natural – são cães em zonas residenciais, encerrados em apartamentos, a ladrar e a incomodar os vizinhos. Nomeadamente durante a noite perturbando o sono a quem quer ou precisa de descansar.


Um dos primeiros trabalhos que me foi atribuído tratava-se do licenciamento de canideos. Que, há época, se dividiam essencialmente em duas categorias. De guarda e de caça. Nenhum deles podia estar alojado em espaço urbano. Aí eram considerados animais de companhia ou de luxo e pagavam uma taxa exorbitante. Várias vezes superior aos primeiros. Talvez por isso, porque as pessoas tinham mais juízo e respeito umas pelas outras ou não tinham dinheiro para extravagâncias esses cães eram uma raridade. Hoje constituem a esmagadora maioria e nem sei se algum está devidamente licenciado. Coisas de uma sociedade evoluída.

sábado, 16 de julho de 2016

Férias

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Desde o sábado passado que todas as actualizações do "Kruzes", inclusivé esta, foram previamente agendados e/ou publicadas a partir do telemóvel. Com as nefastas consequências daí resultantes. Nomeadamente, quanto ás últimas, no que diz respeito a formatação do texto, erros e o resto que apenas daqui a umas horas irei constatar.


É que eu fui de férias mas o Kruzes não é trabalho. No dia que o for, acaba. 


 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Deixem lá de montar os animais, pá!

 


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Isto não pode ficar apenas pelas carroças. Nem por outras tonterias menores. Há que ir ao cerne da questão. Esteja isso do cerne onde estiver e por mais dificil que se revele lá chegar. Verdade que temos andado lá perto. Do cerne. Nomeadamente quando deixámos de trautear aquelas músicas violentas como o "atirei o pau ao gato" ou "a pulga maldita". Mas é, manifestamente, pouco. Deviamos proibir, entre outras coisas, aqueles brinquedos insufláveis a imitar golfinhos, tartarugas ou crocodilos que as crianças cavalgam furiosamente nas praias e piscinas. Isso é que era. Ficavam a saber desde pequeninos que os animais não são para montar. Como alternativa podiam usar-se bonecas. Ou bonecos, vá. Daqueles que coiso, portanto. Que é para a criançada começar desde cedo a perceber para que tipo de animais é que pode - e deve - saltar para cima.


 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Os filhos da malta

Que o Estado se substitua aos progenitores que não querem pagar a pensão de alimentos aos respectivos rebentos, assim como assim, não é das piores maneiras de gastar o dinheiro dos restantes cidadãos. Há outras mais condenáveis. Não recuperar coersivamente, junto dos papás e mamãs incumpridores, os valores dispendidos pelos contribuintes ė que já me parece uma negligência grave. E, ao que diz um alto responsável por esta área, nunca foi, sequer, tentado. Parece que são só trinta milhões por ano. Depois, segundo alguns nababos, o tratado orçamental, a União Europeia e o gajo da cadeira de rodas é que têm a culpa. Nós, claro, somos uns génios.


 


 


 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

O toureiro fez assim tanta viúva?!

A morte de um toureiro, colhido em plena lide, deixou em extase os fundamentalistas da igualdade entre pessoas e bichos. Os comentários exultando com a morte do homem são mais que muitissimos e a estupidez evidenciada nos mesmos atinge niveis para lá de demenciais. Não percebo nada de touradas. Não gosto e acho que a sua existência não faz do mundo um lugar melhor. Desconheço, por não ligar nada a essas coisas, se o falecido era ou não uma figura de relevo no meio. Assim uma espécie de Cristiano Ronaldo da tauromaquia. Ė que, a julgar pela revolta dos familiares das vitimas, deve ter feito uma verdadeira chacina entre o gado taurino.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Eu acreditei!

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Acreditei na selecção desde o inicio do Europeu. E confiei neles até ao fim. Que é como quem diz, até ao último minuto do tempo regulamentar. Uma aposta acertada. Ė que, como em tudo na vida, emoções e dinheiro não se devem misturar.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Uns modernaços, estes comunas.

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Até nas medidas que toma a geringonça revela o quanto é modernaça. Têm todas vários pais. Até o PCP entra no espírito da coisa apesar de não alinhar em paneleirices. Neste caso congratula-se com a co-paternidade de um conjunto de iniciativas que, excepto os feriados que não aquecem nem arrefecem, aumentam a despesa e diminuem a receita. Já agora - por seriedade ou, vá, apenas por distracção – podiam ter dito quem são os filhos da puta que vão pagar a conta.

domingo, 10 de julho de 2016

Obrai, obrai...

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Ná, não acredito nisso das sanções contra Portugal. Até porque, a existirem, elas constituiriam antes uma espécie de prémio. O melhor que nos podia acontecer era a torneira dos fundos comunitário fechar-se. De preferência em definitivo. Mas não. Tal não é possível. Seria o fim de muitas comissões. Daquelas que servem para melhorar a vida dos portugueses. Pelo menos de alguns. Assim, de repente, lembro-me de várias. As comissões de estudo, de acompanhamento, de execução, de análise, de avaliação…


Contudo – não vá o diabo tecê-las, ou a comissão europeia que é quase a mesma coisa – o Costa tratou já de anunciar uma majoração de dez por cento a quem realizar obra já este ano à pala dos financiamentos comunitários. É obrar gente, é obrar, que para depois limpar a merda cá estaremos nós. Outra vez.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Eh pá...ao menos tomem os remédios!

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Correr, voluntariamente, rua fora à frente – ou pelo menos fazer por manter a dianteira – de um touro, parece uma coisa do mais idiota que há. Digamos que, assim de repente, para além da ideia de tomar um banho de água fria logo pela manhã, nada me ocorre de mais parvo.


Mas isto era só até ler os comentários dos intelectuais do Facebook a propósito das imagens, que tem sido divulgadas naquela rede social, das largadas de touros de San Fermin. Os amiguinhos dos animais fazem questão de destilar o seu ódio aos seres humanos e de dar largas a toda a sua estupidez. Um chorrilho de bacoradas que quase parece um concurso para ver qual o mais anormal. E pensar que esta gente respira, vota e anda à solta por aí...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O multiculturalismo é uma cena bué da fixe...

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- Imagem gamada de um site qualquer -   


 


Uma adoradora de refugiados terá confessado que mentiu, deliberadamente, à policia alemã acerca da nacionalidade de três criminosos que a terão violado quando trabalhava num centro de acolhimento. Preferiu dizer que eram alemães para, alega a criatura, não incitar o racismo.


Não será caso único, ao que parece. Mas nem é coisa que importe. Os indivíduos que vêm daqueles países esquisitos podem fazer o que quiserem por cá. É para se sentirem mais integrados. Criminosos são os que não gostam deles. Uns quantos parvos que não exultam por ver as suas nações invadidas por hordas de bárbaros e que não nutrem especial admiração pelas pessoas simpáticas e bondosas que insistem em impor o seu modo de vida na casa daqueles que os acolhem.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Tanta casa sem gente... e tanta gente sem as conseguir vender!

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A esquerda gosta de impostos. Principalmente daqueles que ela entende incidirem sobre os mais ricos. E isso de ser rico é, para a esquerda, um conceito muito abrangente. Basta ter qualquer coisa de seu, mesmo que daí não se obtenha rendimento, para merecer o rotulo de ricaço e merecedor de ser severamente punido por causa disso.


É o caso, já abordado noutros posts, do Imposto municipal sobre imóveis. A geringonça vai providenciar que as câmara o possam aumentar se os prédios estiverem devolutos. Ora tal medida, por mais aplausos que possa receber da ala esquerdista da nossa sociedade, constitui apenas mais um roubo. O país não é Lisboa, o Porto ou, vá, a faixa costeira que vai de Setúbal a Viana do Castelo. Existe outro país para além desse. Onde muitas casas estão fechadas por não haver gente para as ocupar e onde, se esta intenção for para diante, a solução terá de passar pela demolição massiva dos edifícios desocupados e sem perspetivas realistas de poderem, um dia ainda que longínquo, voltarem a ser ocupados de novo. Já estou a imaginar o quão bonitas ficarão as nossas vilas e cidades do interior...


Este é um problema transversal a toda a sociedade e todos, mesmo os que agora aplaudem a ideia, um dias destes vão perceber a estupidez da medida. Basta que comecem a herdar as casas dos pais, dos avós, dos sogros ou da tia rica da província.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Velhofobia

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Depois do Reino Unido, onde se culpam os eleitores mais idosos pelo resultado do referendo ter sido favorável ao Brexit, também em Espanha se assiste a uma onda de velhofobia por o Partido Popular ter voltado a vencer as eleições e a esquerda ter tido um resultado miserável. Tudo graças, afiançam os esquerdelhos mais jovens, ao voto dos velhos na direita. Há mesmo, num e noutro país, quem defenda a interdição de voto aos mais idosos por, alegam, estarem a decidir sobre um futuro que não lhes pertence.


Deixo de lado a notória indigência mental destas afirmações e os altos valores democráticos que esta gente demonstra possuir. Não me surpreendem. Dos velhos apenas querem a mesada que lhes permite fazer vida de rico e, quanto à democracia, julgam que é mais ou menos como nas suas casas onde os papás sempre lhes fizeram todas as vontades. Chegados à idade adulta não admira que constitua para eles uma novidade o facto de haver gente que, democraticamente, os contrarie. Uma chatice a que não estão habituados.


O que me espanta é não ter vindo ainda ninguém, nomeadamente da área do politicamente correcto, condenar estas afirmações velhofobicas. Se algum infeliz ousasse escarnecer de uma fufa, de um larila, de um negro, de um muçulmano, de um refugiado, de um anão ou, principalmente, de um cão teríamos os intelectuais do Facebook em pé de guerra com o mundo. Concluo, portanto, que não faz mal nenhum ser velhofóbico.

domingo, 3 de julho de 2016

Viva a discriminação! Esta deve ser a bebidofobia, talvez.

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Já dizia a minha avó – essa sábia senhora – que isto mais vale cair em graça do que ser engraçado. Assim está a geringonça. Em estado de graça. Agora é o IVA da restauração. Montaram uma trapalhada monumental mas, apesar disso, ninguém se queixa. A receita fiscal diminuirá – terá de ser compensada com um aumento de outro imposto qualquer – e o IRS que nós, os parvos do costume, teremos a pagar irá aumentar. Mas anda tudo satisfeito. Se fosse o insensível governo de direita é que era uma chatice. Uma violência sobre quem menos pode e menos tem, até. Ou, se preferirem, um assalto descarado aos bolsos dos portugueses, para satisfazer o grande capital. Ou pequeno, não interessa.


Acredito que, mais mês menos menos mês, sairá um estudo sério e aprofundado, como convém, da autoria do João Galamba ou de outro economista igualmente sério, onde ficará demonstrada a bondade desta medida e onde serão evidenciados os magníficos resultados em termos de crescimento do emprego, do PIB ou do pirilau dos clientes. Por mim as contas estão feitas. Tomemos como exemplo o café. Se eu beber mil café por ano, a sessenta e cinco cêntimos cada um, pago exactamente o mesmo que pagava quando o iva era a 23%, mas deduzo menos sete euros de IRS. O vendedor, pelos mesmos mil cafés, entrega ao fisco menos quarenta e seis euros e setenta e sete cêntimos. Que ficam para o bolso dele.


Nem vale a pena questionar acerca de quem fica a perder. Isso, no entanto, não nos tira a fé na geringonça. Têm mesmo muita graça, eles. E nós também.

sábado, 2 de julho de 2016

Pecados. Públicos e privados.

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Podia, por ser sábado e véspera do dia do senhor ou simplesmente por me apetecer, dissertar sobre a arrogância, a gula, ou a luxuria que, naquilo que se relaciona com os pecados capitais é o que mais se propicia à piadola fácil, ao sarcasmo e aos dichotes mais jocosos. Fica para uma próxima oportunidade.


Hoje limito-me à ganância. À minha, nomeadamente. Arriscar uns cobres ao jogo constitui um acto de ganância, dizem. Se assim é, confesso-me um pecador. Mas pouco. Apenas no Placard e com resultados bastante satisfatórios. E depois, ao contrário de outros pecados de outros pecadores – alguns, quiçá, potencialmente mais devotos - este meu pecado não aborrece ninguém. Só a mim, quando não ganho.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

São uns fofos estes defensores dos animais

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Essa coisa das petições online está na moda. Não servem para nada, ninguém lhes liga, mas há-as para todos os gostos e para todas as causas. Há, até, as petições contra as petições e existem, igualmente, petições contra as petições que são contra outras petições.


Dei, assim por mero acaso, com uma petição exigindo a uma autarquia – daquelas lá do norte - a urgente melhoria do canil da terra. Comovido pela fotografia de um cachorrinho amoroso metido numa enxovia, quase tive vontade de assinar. Mas, confesso, passou-me depressa. A leitura dos comentários de alguns signatários demoveram-me de tão tresloucado acto. Ficam uns quantos exemplos:


 



Pedro V.



Morte a quem faz isto, ponham-se no lugar dos pobres animais.



 



Ana O.



Sr. presidente, daria tudo para vê-lo nas mesmas condições que estes animais, veria como mudaria de atitude!!!Vergonha!!



 



maria e.



Tenho VERGONHA de os meus pais terem nascido nesta maldita cidade, desejo que esta tenha um CASTIGO ENORME da mãe natureza, pelo mal que fazem a inocentes.



 



andreia m.



que miséria...coitadinhos...o cãozinho da foto já deveria de ter sido abatido...coitados dos animais... :(



 


Tolerante esta gente. E com bom coração, também. O Pedro quer matar quem mal-trata os bichos, a Ana daria tudo para ver o presidente lá do sitio nas mesmas circunstâncias do canito e a Maria deseja que a terra dos pais seja castigada pela natureza. Tudo gente recomendável e merecedora do nosso respeito, portanto. Já a Andreia está ligeiramente baralhada. Coitada, se os outros três a apanham não lhe queria estar na pele...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A sério que ainda não perceberam?!

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Não sou dos que acham que o Fundo Monetário Internacional, só por nos emprestar o dinheiro que andamos a esturrar para fazer a nossa vidinha de alarves, não se pode imiscuir nos nossos assuntos. Pode e, mais do que isso, deve. Mal comparado é como se eu emprestasse dinheiro a um cavalheiro em dificuldades financeiras e, depois, não o pudesse criticar por fazer uma vida faustosa com o dinheiro que lhe emprestei. O FMI não pode – nem, muito menos, deve – é dizer parvoíces. Coisa que, reconhecidamente, tem feito quase de cada vez que os seus representantes abrem a boca para se referir a Portugal.


O caso do horário de trabalho da função pública, por exemplo. Segundo a análise de um individuo qualquer daquela organização se em trinta e cinco horas é executado o mesmo serviço que em quarenta, então é porque existe gente a mais. Assim, de repente, o homem até parece ter razão. Mas contas dessas até os ciganos que vendem penicos rachados resgatados ao lixo sabem fazer.


Com o que a criatura se deve preocupar é com o significativo aumento das despesas com aquisições de serviços, nos anos em que o FMI nos mandou apertar o cinto. Aquilo que engloba os outsourcings, as empresas de trabalho temporário e aquelas aquisições de serviços a empresas e trabalhadores individuais para fazerem, nomeadamente, coisas. Só na administração local – presumo que no Estado central seja igual – este tipo de despesa aumentou, entre 2010 e 2014, a “insignificância” de 243 milhões de euros. Quase dezoito por cento. Face a números desta natureza, este e outros badamecos de certeza que querem falar do horário de trabalho? Se calhar querem, mas isso é porque “não conhecem o dinheiro”, como em tempos idos se dizia por cá daqueles que eram assim a atirar para o “poucochinho”...

terça-feira, 28 de junho de 2016

Uiiiiiiiii......que medo!!!!!!

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Não costumo dar palco aos anónimos que, por motivos que a psiquiatria explicará melhor do que eu, para aqui vêm marrar comigo. Ando há muitos anos nisto e, como é natural, não faltarão os que não apreciam aquilo que escrevo. Têm sempre a opção de não ler ou, lendo, manifestar de forma cordata uma opinião diferente. É o que fazem as pessoas normais.


Há, depois, as outras. Como aquela anónima que hoje, cerca das quinze e quarenta, me telefonou para o meu local de trabalho. “Se voltas a dizer mal dos animais estás fodido”, garantia uma mulher, com voz de bagaço e um timbre notoriamente labrego, enquanto desligava antes que a pudesse inquirir acerca da envolvência de tão estranha promessa. Apesar de, sabendo quem sou e onde trabalho, não necessitar de recorrer a este método para me oferecer os seus préstimos.


Não falta quem garanta que se trata de uma lunática cá da terra. Não creio. Será, apenas, mais uma idiota que por aí vai vegetando. Tão idiota que não sabe que isso do anonimato, seja ao telefone ou num computador, é apenas relativo. Mas, seja quem for, não possui capacidade intelectual para interpretar um texto. Por aqui não se diz mal dos bichos. Coitados, eles nem sabem ler. Diz-se, isso sim, de gentinha como ela. E continuará a dizer. Porque quero, porque me apetece e porque posso.


 

Eles "andem" aí...

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Ao que consta, embora estas coisas não apareçam nas noticias e apenas se saibam por meios alternativos, têm sido avistados nos últimos dias – e nas ultimas noites, também – diversos objectos voadores não identificados nos céus de Portugal. Por todo o lado. Do norte ao Algarve, em Lisboa e em vários locais do interior do país. Os relatos de avistamentos são mais que muitos, as fotos e os vídeos a documenta-los são igualmente em número apreciável e quem, alegadamente, os avistou jura, pelas alminhas dos que já lá estão e dos que para lá hão-de ir, que aquilo não era coisa deste planeta.


Pois eu, um dia destes, também me deparei com algo a esvoaçar nos céus do Alentejo. Era um domingo. Que até nem é dia muito propicio a estes aparecimentos mais ou menos inopinados. Em plena luz do dia apareceu, vindo do nada, mesmo em frente ao meu nariz este objecto esvoaçante. Pode, ao contrário dos outros, ser perfeitamente identificado mas, também contrariamente aos demais avistamentos, neste caso as provas são irrefutáveis.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A "Vitória" é nossa e há-de ser! O PAN que se vá f****!

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Não me importo nada que os meus escritos provoquem manifesto desagrado aos defensores dos animais que visitam este espaço. Estou-me nas tintas. Nem, como já escrevi noutras circunstâncias, admito pressões no sentido de escrever ou deixar de escrever seja acerca de que assunto for. Pressões que, diga-se, nunca tive. Até porque, quem as fizer – seja lá quem for - vai ter o nome aqui escarrapachado, vai ler e, sobretudo, ouvir um sonoro “vai para o c******”. Sem asteriscos. Depois, se não ficar satisfeito, pode queixar-se nos locais próprios. Até porque, comigo, estas coisas costumam funcionar ao contrário. Quanto mais se sentirem incomodados, mais vezes o assunto aqui será abordado, a critica mais corrosiva e o humor mais jocoso. Apenas por dois motivos. O primeiro porque quero e o segundo porque posso.


Posto isto – e por me dar um especial gozo malhar nos amiguinhos dos animais – vejamos as últimas ideias do PAN. Trata-se de uma proposta de regulamento municipal do animal, apresentada por aquela agremiação na Assembleia municipal de Lisboa e, felizmente, rejeitada pela maioria dos membros daquele órgão autárquico da capital. A ser aplicado, ficaria proibido o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto ou, por exemplo, a exibição da águia “Vitória” no Estádio da Luz.


Mas há mais. E pior. O controlo dos pombos apenas podia ser feito com recurso a contraceptivos e, mesmo para os afugentar, apenas se poderia recorrer a meios que não fossem susceptíveis de os magoar. Estão a ver aquilo dos picos nos edifícios? Com este regulamento tal seria impossível. Proibido seria também a existência de coches, atrelados e jaulas de transporte de cães e gatos. Trela apenas se não prejudicar os movimentos do bicho e, no caso dos cães perigosos, as pessoas devem adoptar um comportamento que não os irrite. Mesmo o extermínio de pragas de insectos ou ratazanas ficaria condicionado à aplicação de métodos que não causassem sofrimento aos exterminados.


Por fim, tipo piece-de-resistance, os “donos” deixariam de o ser. Passariam a “detentores”. Ainda bem que já não tenho animais de estimação. Acho que o meu cão ia ficar confuso quando me ouvisse chama-lo “BENFICA! Anda cá ao detentor”.

domingo, 26 de junho de 2016

Antes tinham fome...agora apenas sentem um ratinho!

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Ao contrário de anos lectivos anteriores, o que agora findou não nos trouxe noticias de criancinhas a chegar esfaimadas às salas de aula. Mesmo as informações acerca da necessidade de manter abertas as cantinas escolares durante os períodos de férias foram relativamente escassas, nomeadamente por comparação com os quatro anos precedentes. Deve ter ocorrido algum milagre, neste entretanto. Ou, então, sou eu que ando distraído.


Do que tenho ouvido falar, no âmbito dos alunos esfomeados, é de comida a mais. Parece – é o que decorre de uma proposta, sobre este tema, apresentada por um partido da geringonça - que um número significativo de alunos, maioritariamente carenciados, os que não pagam a refeição que lhes é fornecida na cantina escolar, não aparecem para o almoço nem avisam que não vão almoçar. Originando, assim, um enorme desperdício alimentar que a tal proposta pretende combater. Embora, como não há noticias de mortes por desnutrição, se presuma que continuem a dar ao dente. Coisa que, presumivelmente, não teriam condições para fazer sem ser na escola...



sábado, 25 de junho de 2016

Uma chatice essa mania de pôr o povo a decidir...

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Não percebo a dificuldade evidenciada por todos aqueles que enchem a boca de democracia, vontade popular e sei lá mais o quê em aceitar os resultados do referendo no Reino Unido. Entre o alegado milhão de subscritores de uma alegada petição, que corre lá para a Grã-Bretanha, visando fazer nova consulta para decidir - de novo e desta vez é que vale -  a saída da União Europeia estarão, seguramente, muitos desses alegados democratas. Repetir votações até que estas dêem o resultado pretendido não constitui novidade, mas, bolas, custa assim tanto respeitar o resultado de uma votação?!


Isto da democracia é uma chatice. Principalmente quando a escolha popular não é a que nós gostamos. Ou, como se começa a pressentir por essa Europa fora, o povo se está nas tintas para o politicamente correcto, para a opinião publicada e para as ideias bacocas de alguns génios auto-proclamados. Habituem-se, que é capaz de vir aí mais...

Abram lá uns "gulags", vá...

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Pois faz. Nomeadamente a quem precisa dela. Da saúde. Daquela que o Estado não tem condições de prestar mas que, por convicção ideológica, a geringonça pretende recusar aos portugueses. A partir do próximo ano, ao que se lê em alguma imprensa, os hospitais ficarão inibidos de emitir cheques-cirurgia para o sector convencionado. Voltarão as famosas listas de espera. Deve ser, outra vez, aquilo da opção. Quem não quiser morrer, ou não tiver paciência para aguardar a sua vez, que pague do seu bolso. E se não tiver dinheiro que peça um crédito. Ainda bem que temos um governo preocupados com os mais pobres e que não quer cá negociatas com a banca, as seguradoras, os privados e coiso...


 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Abandonar animais humanos não é crime

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(imagem obtida um dia destes na minha rua) 


A imprensa deu-nos por estes dias a noticia da absolvição de um individuo que foi presente a tribunal por abandono e maus tratos a familiares. Daqueles humanos. O pai e uma tia, no caso. O mesmo sucederá a todos os outros animais humanos levados à justiça acusados de iguais práticas. Tudo mudará de figura se em causa estiver um cão, um gato, um pássaro ou um animal não humano de qualquer outra espécie. Aí o agressor está feito ao bife. Pode, até, ir malhar com os costados xelindró.


Esta altura de férias costuma ser fértil em abandono de animais. Presumo que este ano não vá ser diferente. Há é que escolher o animal certo para abandonar. Por isso, caros leitores, quando rumarem a sul e ao gozo das merecidas, certifiquem-se que é a sogra que fica na beira da estrada e não o Boby. E se a filha – da sogra – for amiguinha dos animais deixem-na lá também. Pode ser que descubra uma nova vocação…

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Exactamente igual e simultaneamente completamente diferente

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De tão entretidos que andamos com a selecção do Ronaldo, nem reparamos que os nossos bolsos continuam a ser atacados. Exactamente como eram antes. No tempo da malvada coligação de direita. Só que agora ninguém se importa. A finalidade, por acaso, até continua a ser a mesma. A tal que, anteriormente, toda a gente criticava. Salvar bancos. E investimentos ruinosos, também. Daqueles em que o lucro foi privado e o prejuízo é assumido pelo Estado. Mas isso foi noutros tempos. Hoje vamos todos, felizes e contentes, salvar a Caixa Geral de Depósitos e os “lesados” do BES. Não faz mal. Não nos importamos. Nós só não gostamos é de apoiar o grande capital. Nem os especuladores oportunistas. Ainda bem que não é o caso.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Não se deve generalizar...excepto quando dá jeito.

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Uma reputada jornalista portuguesa garantia hoje, a propósito do referendo à permanência da Grã-Bretanha na União Europeia, que os apoiantes da continuação na UE eram jovens, urbanos, cultos e viajados. Os outros, os que defendem a saída, seriam o contrário. Pessoas com mais de cinquenta anos, rurais e com pouca instrução. Gente que nem com a ajuda da Cofidis lá do sitio teria dado uma voltinha pela estranja, talvez tenha acrescentado.


Oxalá a senhora em causa ainda esteja em condições de fazer reportagens quando igual questão for colocada aos portugueses. Se em terras de sua majestade os euro-cépticos são maioritariamente de direita, por cá é exactamente ao contrário. Daí que vou gostar de a ouvir chamar velhos, campónios, analfabetos – uns verdadeiros labregos, em suma – aos gajos do PCP, do Bloco e da ala mais esquerdista do PS. Receio é que não tenha coragem. Não vá algum deputado a sugerir que seja despedida...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Um pombo tem sentimentos?!

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Esta gente dos amiguinhos dos animais não me dá descanso. Cada dia sua indignação. Ou, como se diria noutros tempos, cada tiro cada melro. Diria, porque agora já não se pode atirar aos melros. Ou torcer o pescoço a um pássaro qualquer. Nem, sequer, a esses que poluem as cidades, deterioram os edifícios e nos cagam em cima.


Mas, voltando à vaca fria, os amiguinhos da bicharada indignaram-se este fim de semana com um Município ribatejano que resolveu controlar a população de pombos lá da terra. Uma chatice. Não se faz. Atrair os bichinhos para uma gaiola, onde estava depositado milho, da qual já não conseguem voltar à liberdade, não é coisa que se faça àqueles seres. Sencientes, possivelmente. Pior, argumentavam, sabe-se lá que destino está reservado aos pobres animais não humanos tão cruelmente capturados. Se calhar, receavam algumas alminhas, nem os vão soltar longe. Assim, tipo um descampado, onde não façam mal a ninguém. Às tantas ainda os matam. Uma maçada.

domingo, 19 de junho de 2016

E aquilo dos gostos não se discutirem? Deixou de ser assim e ninguém me avisou?!

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Não sei quem é Rui Sinel de Cordes. Nunca, até um dias destes, tinha lido ou ouvido fosse o que fosse que me fizesse ter conhecimento da sua existência. É, ao que parece, um humorista. Que, tal como todos os outros, fará umas piadolas. Não conheço nenhuma, mas presumo que umas terão mais graça que outras e, de certo, algumas  não terão piada nenhuma na opinião de uns, enquanto para outros serão de rir até às lágrimas.


Isto a propósito de uns gracejos que o homem, alegadamente, terá feito acerca do atentado onde quinaram umas dezenas de gays e que causaram indignação aos alarves do costume. Não sei o que o humorista terá dito, ou escrito, acerca da ocorrência. Nem me interessa. Tem é todo o direito de o fazer. E toda a gente tem o direito de não apreciar. De ficar indignado, também. Como normalmente eu fico quando contam anedotas ou vomitam dichotes, geralmente parvos, acerca de alentejanos.


Parece que começam a existir novos tabus na sociedade ocidental. Assuntos sobre os quais, alegando essa coisa da discriminação, não se pode discordar, ser contra, nem – ai de quem o ousar – assumir publicamente uma posição diferente do pensamento único que nos está a ser imposto. Se isto não é ditadura...não sei o que lhe chame!


 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Liberdade. É disso que se trata, gajas!

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Por um acaso qualquer, que me esforçarei por não repetir, dei por mim a ler um blogue de gajas. Daqueles que, volta e meia e sabe-se lá porquê, estão em destaque no Sapo. Para meu espanto, quer a gaja autora quer as gajas comentadoras estavam manifestamente encantadas com a proibição – censura, é capaz de ser mais apropriado – imposta pelo autarca de Londres à exibição de publicidade, que envolva mulheres com pouca roupa, nos transportes públicos daquela cidade. Esta opinião escapa, confesso, ao meu entendimento. Provavelmente todas elas, as gajas do blogue, serão gordas, feias e mal-apessoadas. Uns camafeus, em suma. Embora isso não se afigure – excepto, quiçá, para as próprias – como um problema de especial importância. Não precisam é de ser invejosas.


Se calhar, um destes dias, por lá, terão de passar a andar na rua um pouco mais cobertas. Coisa que, de certo, também não vão achar mal. Talvez, até, mais dia menos dia, dar porrada na mulher deixe de ser considerado crime. Nessa altura, possivelmente, gajas como as do tal blogue de gajas poderão começar a pensar que talvez se esteja a ir um nadinha longe de mais. Então o mais certo é já ser demasiado tarde. Mas pedir a uma gaja – ou mais – que escreve para gajas, num blogue de gajas sobre coisas de gajas, para perceber que se trata de uma questão de liberdade e não de estética é, seguramente, pedir demais.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

A hipocrisia fica-lhes tão bem...

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Como já se esperava multaram o tal hotel que não aceita como hospedes gays, lésbicas, adeptos de futebol, festivaleiros e consumidores de drogas. É, mais uma vez, a ditadura do politicamente correcto no seu melhor.


Nem é preciso grande capacidade adivinhatória para prever a satisfação que muitos irão expressar nas redes sociais pela penalidade a que os proprietários foram sujeitos. Interessante seria, no entanto, saber quantos escolheriam o último quarto de uma unidade hoteleira, sabendo que todos os outros quartos estavam ocupados com pessoas destas características. Dentre quem não se dedica a nenhuma daquelas práticas, o gajo que mandou aplicar a multa seria, quase de certeza, o único. Ou, já agora que o tema está na moda, quantos levariam os filhos para um hotel onde metade dos alojamentos – sim, só metade – estivessem ocupados por gente daquela que o dito hotel não aceita.