De tão entretidos que andamos com a selecção do Ronaldo, nem reparamos que os nossos bolsos continuam a ser atacados. Exactamente como eram antes. No tempo da malvada coligação de direita. Só que agora ninguém se importa. A finalidade, por acaso, até continua a ser a mesma. A tal que, anteriormente, toda a gente criticava. Salvar bancos. E investimentos ruinosos, também. Daqueles em que o lucro foi privado e o prejuízo é assumido pelo Estado. Mas isso foi noutros tempos. Hoje vamos todos, felizes e contentes, salvar a Caixa Geral de Depósitos e os “lesados” do BES. Não faz mal. Não nos importamos. Nós só não gostamos é de apoiar o grande capital. Nem os especuladores oportunistas. Ainda bem que não é o caso.