Não me importo nada que os meus escritos provoquem manifesto desagrado aos defensores dos animais que visitam este espaço. Estou-me nas tintas. Nem, como já escrevi noutras circunstâncias, admito pressões no sentido de escrever ou deixar de escrever seja acerca de que assunto for. Pressões que, diga-se, nunca tive. Até porque, quem as fizer – seja lá quem for - vai ter o nome aqui escarrapachado, vai ler e, sobretudo, ouvir um sonoro “vai para o c******”. Sem asteriscos. Depois, se não ficar satisfeito, pode queixar-se nos locais próprios. Até porque, comigo, estas coisas costumam funcionar ao contrário. Quanto mais se sentirem incomodados, mais vezes o assunto aqui será abordado, a critica mais corrosiva e o humor mais jocoso. Apenas por dois motivos. O primeiro porque quero e o segundo porque posso.
Posto isto – e por me dar um especial gozo malhar nos amiguinhos dos animais – vejamos as últimas ideias do PAN. Trata-se de uma proposta de regulamento municipal do animal, apresentada por aquela agremiação na Assembleia municipal de Lisboa e, felizmente, rejeitada pela maioria dos membros daquele órgão autárquico da capital. A ser aplicado, ficaria proibido o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto ou, por exemplo, a exibição da águia “Vitória” no Estádio da Luz.
Mas há mais. E pior. O controlo dos pombos apenas podia ser feito com recurso a contraceptivos e, mesmo para os afugentar, apenas se poderia recorrer a meios que não fossem susceptíveis de os magoar. Estão a ver aquilo dos picos nos edifícios? Com este regulamento tal seria impossível. Proibido seria também a existência de coches, atrelados e jaulas de transporte de cães e gatos. Trela apenas se não prejudicar os movimentos do bicho e, no caso dos cães perigosos, as pessoas devem adoptar um comportamento que não os irrite. Mesmo o extermínio de pragas de insectos ou ratazanas ficaria condicionado à aplicação de métodos que não causassem sofrimento aos exterminados.
Por fim, tipo piece-de-resistance, os “donos” deixariam de o ser. Passariam a “detentores”. Ainda bem que já não tenho animais de estimação. Acho que o meu cão ia ficar confuso quando me ouvisse chama-lo “BENFICA! Anda cá ao detentor”.
Os apoiantes do PAN são, no mínimo, irracionais. Preocupam-se com a vida animal mas promovem leis contra a vida humana, como o aborto. Talvez para esses irracionais um ser humano não é um animal.
ResponderEliminarE o que poderá acontecer aos dromedários da Assembleia da República?
ResponderEliminarEsses já são uma espécie protegida...
ResponderEliminarNa tropa, antigamente, dizia-se em tom depreciativo que o recruta estava abaixo de cão. Eram uns visionários...
ResponderEliminarSubscrevo inteiramente e tudo tem os seus limites. Sinceramente exageram e muito, mas ninguém faz nada quando participamos que um animal (cão) de grande porte incomoda todos os moradores mal os donos saem e temos de gramar os seus uivos e latidos. É maltratado? Não senhora...nós é que o somos e afinal onde ficam os nossos direitos?
ResponderEliminarNo prédio em frente ao meu há um cão pequenote que há horas está a ladrar. Se me incomoda a mim o que dizer ao meu vizinho que esá gravemente doente?
Abençoados os prédios em que o condomínio proíbe cães e em alguns até gatos.
Jamais faço mal a um animal, agora há pragas e já referi num post..."porque não os apanham e levam para as suas casas?
Enfim...anda tudo marado!
Nasci, cresci e vivi até aos vinte e tal anos no campo. Nessa altura sempre tive cães e gatos, daí que não aceite que um qualquer "queque" ou "copinho de leite", que sempre viveu no meio do betão me venha dar lições de moral acerca de animais e da natureza. Sinceramente não suporto essa cambada!
ResponderEliminarFelizmente os partidos com assento na AM de Lisboa tiveram juízo e rejeitaram a proposta daquelas bestas do PAN e do BE...
Kruzes, felicito-o pelo post.
ResponderEliminarPara mim é claro que quem, como eu, conviveu na infância e na adolescência com animais tem uma perspectiva muito mais real da realidade... Homem é homem, bicho é bicho. Deus nos abençoe.