Hoje
foi dia de semear as ervilhas da crise. O que envolveu aquela tarefa
chata e desagradável de cavar a terra onde os ditos legumes iam ser
semeados. Cavar – já devo por aqui ter escrito isto – é de
todas as coisas que já fiz a que mais me aborrece. E, atrevo-me
mesmo a dizer, também das que ainda não fiz.
O
cenário piorou perante a quantidade de merda de gato com que me
deparei durante a preparação do terreno. Desconfio que todos os
felinos do bairro vêm cagar ao meu quintal. Era cada cavadela cada
bosta. Ou quase. Eram muitas, pronto. E, chamem-me o que quiserem,
foram todas direitinhas para o meio da rua. Literalmente. Porque se
eu não tenho gatos, nem vou cagar ao quintal dos outros, por que
raio hei-de apanhar a merda que não é minha? Assim pode ser que
algum dos donos a pise. Ou, pelo menos, se sinta incomodado com a
javardice que ficou à vista de todos.
Já
agora, alguém conhece uma maneira eficaz de manter os bichanos
afastados? Soluções demasiados drásticas serão liminarmente
ignoradas, obviamente.

