Diz
que, por causa da crise, os candidatos autárquicos vão privilegiar
os contactos directos com os eleitores e apostar em campanhas mais
poupadas. Por mim acho bem isso da poupança. Com certeza não será
por gastar um pouco menos do que o habitual que os dedicados
candidatos colocarão menos entusiasmo nas acções de campanha. Já
quanto a essa coisa dos contactos directos entre candidatos e
eleitores manifesto algumas reservas. Tudo depende do grau de
contacto. Ou da intensidade, como dizem os comentadores da bola
quando analisam o empurrão que deu origem a um penalti. E também do
jeitinho. Que fica sempre bem. Na Cunheira e em todo o lado.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
Esplanada com vista para a merda
Borba,
sábado à tarde, uma esplanada na praça central da cidade. Podia, é
verdade, ser outro sitio qualquer. Ou noutro dia qualquer. Mas não.
No caso o monte de merda de cão estava mesmo junto a uma esplanada,
ontem e no centro de Borba. Isto enquanto ao lado se depenicam os
caracóis, beberricam umas “mines” ou saboreia um café. Embora
aparentemente não sejam muitos os que se incomodam com estas coisas,
as mesas daquele lado não eram as preferidas dos clientes. Vá lá
saber-se porquê.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Espanha vai nacionalizar o Sol...
Ao
contrário do que julgávamos o Sol quando nasce, afinal, não é
para todos. Literalmente. Em Espanha – para já, porque certamente
não faltará quem pretenda seguir o mesmo modelo – o astro rei vai
ser nacionalizado. O governo espanhol prepara-se para criar
legislação que visa taxar a energia gerada e consumida no mesmo
edifício. Ou seja, quem investiu nas energias alternativas pensando
em poupar uns cobres vai, caso esta ideia brilhante se concretize,
gastar ainda mais dinheiro do que se recorrer ao consumo através da
rede eléctrica. Mais vinte sete por cento, ao que adiantam algumas
estimativas. E se fizer a coisa à surrelfa sujeita-se a uma multa
que pode ir até aos trinta milhões de euros. A ideia, assumida
pelos governantes espanhóis, é proteger as empresas do sector
eléctrico, coitadas, precavendo uma provável desestabilizarão do
mercado da energia por utilização excessiva desta forma de geração.
Que é como quem diz, evitar que os lucros das empresas do ramo
diminuam.
Pouco
me surpreende se por cá, mais dia menos dia, alguém num momento de
rara sagacidade tiver ideia semelhante. Ou, quiçá, até pior. Um
imposto sobre a electricidade gerada a partir da energia solar ainda
é capaz de ser pouco. Há que ir mais longe. Porque não fazer o
mesmo relativamente aos painéis para aquecimento de água, para
compensar as empresas de gás?! Ou, melhor, sobre a utilização de
estendais para secar a roupa? Os fabricantes de secadores iam ficar
satisfeitos. E, num rasgo de ousadia, que tal taxar a malta que por
nas praia, piscina, no quintal ou mesmo na rua, se farta de trabalhar
para o bronze? Um imposto sobre o bronzeado é que era!
O
rol de hipóteses parece infindável. Portanto, com um pouco de
imaginação, teremos o problema das contas dos Estados resolvidos
num ápice e os accionistas de um incontável numero de empresas
todos contentinhos. E isto é apenas o começo. Certamente se
seguirá o vento, a chuva e o ar que respiramos.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Eleições?! Bom, também há quem acredite no pai natal...
Que
o PS queira antecipar as eleições legislativas ainda percebo.
Pretendem voltar as meter as mãos no pote e, mesmo com a Alemanha a
mandar nisto, acalentam a esperança de conseguir enganar a Merkel e
poder continuar a esturrar dinheiro à força toda. Coisa que,
obviamente, não vai ser possível. O que já não percebo é a
insistência de comunistas e bloquistas em quererem, também eles, ir
às urnas mais cedo. Terão, pelo menos quero acreditar nisso,
inteligência suficiente para perceberem que, na melhor das
hipóteses, ganharão dois ou três deputados e que a sua capacidade
de influenciar seja o que for se manterá exactamente igual à que
têm agora. Ou seja, para eles e para os portugueses em geral, nada
mudará com eleições antecipadas, adiadas ou mesmo sem elas. Podem
mudar as varejas mas o resto continuará igual.
Fora
dos partidos, entre os cidadãos normais, não falta também quem
reclame por eleições. Ingenuamente acreditam que isso mudará o
rumo do país ou que, pelo menos, atenuará o nível das malfeitorias
que estes javardolas nos andam a fazer. Desengane-se quem assim
pensa. Não temos, enquanto país, dinheiro nem autonomia para
decidir seja o que for acerca do nosso futuro. Mas estamos em estado
de negação e recusamos-nos a aceitar que isso seja verdade. Deve
ser esse o motivo porque nos preparamos para colocar outra vez no
poleiro aqueles que, ainda há pouco tempo, achávamos insuportáveis.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Autárquicas 2013
As
eleições autárquicas constituem, a cada quatro anos, um momento
ímpar. No campo da galhofa, nomeadamente. No caso de hoje – o
Barreiro – menos mal que os autores do cartaz não exigem a
mudança...
terça-feira, 23 de julho de 2013
Noticias do mais interessante que há...
Se
me é difícil entender a histeria dos ingleses por causa do
nascimento do filho de uns príncipes quaisquer, a importância que
por cá os órgãos de comunicação social pretendem dar ao real
rebento provoca-me náuseas. A principal vitima da irritação que
estas parvoíces me causam tem sido, de tanto uso, o comando da
televisão. Se a saga continua por muito mais tempo o desgraçado é
capaz de vir a sofrer danos irreparáveis. É que não se pode. Tudo,
desde a gravidez da gaja até ao peso do gaiato, serve de notícia. O
pior é que, desconfio, a coisa tenderá a piorar. Pelo menos
enquanto não se souber o nome do catraio, se dorme bem, se mama
melhor e mais um infindável rol de informações que contribuem
tanto para a nossa felicidade como a chuva que cai por esta altura,
ou noutra qualquer, em Cabul.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Há que tomar providências...
A
sentença que condena a ministra Cristas e o também ministro Álvaro,
ao pagamento de uma multa diária na ordem dos quarenta e três euros
até que as obras de umas estradas no Baixo Alentejo estejam
concluídas, ou repostas as condições anteriores, é, no mínimo,
sui generis. Por muitas razões que outros, melhor capacitados para o
fazer do que eu, certamente se encarregarão de escalpelizar.
Por
mim, podia divagar sobre a falta de dinheiro para concretizar qualquer
uma das opções determinadas pela sentença. Ou estranhar que quem
avançou para a realização das obras, mesmo sabendo que não havia
dinheiro para as fazer, não tenha merecido igual condenação. Mas
isso sou eu, que não percebo nada dessas coisas da justiça nem espero
que alguém dessa área entenda alguma coisa de números.
Perante
esta decisão judicial, o que me apetece – e se tivesse jeito para
isso já a estava a fazer – é, também, meter uma
providência cautelar. É que isto de repor as condições anteriores
não se pode apenas aplicar a obras paradas. Deve, igualmente,
aplicar-se às nossas vidas. Se a circulação nas vias em causa é
agora um tormento causado pelas decisões do governo, a nossa vida
não o é menos por causa de outras decisões do mesmo governo. Que os impostos
regressem aos valores anteriormente cobrados. Que tudo o que nos foi
tirado seja reposto. Não há dinheiro para isso?! Não interessa. Se
não há, faz-se. Não se pode fazer? Quem disse? Mete-se uma
providência cautelar para acabar com essa proibição parva. Então
não querem lá ver...
domingo, 21 de julho de 2013
Pomba doida
Deve
ter sido uma aterragem de emergência. Ou, antes, causada por um
assunto que não podia esperar mais. Longe do ninho e na falta de
melhor, o vaso deve ter surgido a esta pomba – de “corrida”,
embora isso não se perceba na foto – como um último recurso. Má
escolha. Ou talvez não, porque desconheço o desfecho da aventura.
sábado, 20 de julho de 2013
Não percebo!
Acabo
de ouvir o secretário geral do partido socialista defender, num tom
inflamado, que quando chegar ao governo criará legislação que
permita à banca pagar directamente aos fornecedores do Estado.
Resolverá assim, diz ele, os problemas de liquidez de muitas
empresas enquanto para a divida pública a operação tem um efeito
nulo porque, garantiu, trata-se “apenas” - aspas minhas – de
substituir divida a fornecedores por divida à banca.
Apesar
de, aparentemente, a ideia não ser das piores, suscita-me umas
quantas questões. A primeira tem a ver com essa coisa dos juros, ou
lá o que é, que os bancos costumam cobrar nestas ocasiões. O que
me faz recordar, quase de imediato, certas criticas que à esquerda
se fazem aquilo a que chamam negociatas entre o estado e a banca e
que, por norma, servem de argumento para tudo e mais qualquer coisa.
Por outro lado esta intenção envolve, à boa maneira de mau
pagador, empurrar o problema para a frente. Ou seja, pagar a divida
de hoje a longo prazo para continuar a gastar no imediato. Parece-me,
se não estou enganado, que foi mais ou menos isso que nos fez ficar
nesta tragédia.
Por
último, esta proposta, a não ser que eu não perceba mesmo nada
disto, revela uma incoerência sem limites do senhor Seguro. A menos
que já tenha deixado cair a promessa feita aos autarcas de revogar a
lei dos compromissos mal chegue ao poleiro. É que esta lei tem
precisamente por finalidade acabar com os pagamentos em atraso por
parte do Estado...
quarta-feira, 17 de julho de 2013
O morango da crise
Os
morangos são, por esta altura do ano, das raras plantas que
sobrevivem no meu quintal. Poucos, ainda assim. É por isso que a
colheita deste exemplar de proporções épicas constitui facto digno
de ser relatado ao mundo. Nomeadamente aos leitores deste blogue, com
quem faço questão de partilhar estas coisas. Estes pequenos
acontecimentos, entenda-se. Porque quanto ao morango vou comê-lo eu.
Se me despachar, claro.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Os figos da crise
A
produção das figueiras lá da propriedade é, este ano, bastante
razoável. A juntar a isso há igualmente a salientar a aparente
diminuição das investidas das forças terrestres que, por norma
nesta altura do ano, se encontravam particularmente activas na zona.
Já no que respeita aos ataques aéreos está tudo na mesma. Os
patifes dos pássaros gostam mesmo de figos!
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Semáforo stressado
Qualquer
equipamento é susceptível de avariar. Hoje calhou a este. Deu-lhe o
amok e ficou assim. Com o laranja e o verde sempre ligados. Se isto
fosse uma daquelas cidades com muito movimento seria imprescindível
um policia sinaleiro. Ou, se por aqui houvesse gente com espírito
empreendedor, um gajo a controlar a sinalização alternada no
interior das “portas”. A troco de uma moedinha, claro.
domingo, 14 de julho de 2013
Boas contas
Dados
recentemente divulgados revelam que, no espaço de apenas um ano, os
municípios nacionais reduziram o total da divida autárquica em mais
de mil milhões de euros. Ainda que neste número possam
eventualmente estar contidos alguns esquemas contabilísticos
destinados a mascarar as contas, a verdade é que este resultado,
mesmo assim, é digno de registo e merecedor de uma palavra de apreço
relativamente aos autarcas. Convém lembrar que no mesmo período as
receitas municipais tiveram uma quebra bastante acentuada, o que
valoriza ainda mais os resultados obtidos. De realçar, também, que
esta diminuição do endividamento, apesar das circunstâncias, não
prejudicou os serviços que são prestados às populações nem pôs
em causa, que se saiba, o funcionamento de nenhuma autarquia.
Pode
argumentar-se que o facto de muitos funcionários municipais não
terem recebido os subsídios de férias e natal contribuiu para esta
diminuição da divida. Verdade que sim. Mas isso não foi o factor
decisivo. A melhoria das contas deve-se, no essencial, a dois
factores: Por um lado uma gestão bastante mais rigorosa do que vinha
acontecendo motivada pela pressão dos credores através da
generalização do recurso a meios de cobrança muito mais
persuasivos, chamemos-lhe assim. O segundo factor, não menos
importante, foi a implementação da Lei dos compromissos e
pagamentos em atraso. Terá sido, também, graças a esta lei,
apenas ignorada por 26 dos 308 municípios, que responsabiliza
criminal, civil e financeira dos eleitos e dirigentes municipais, que se conseguiu operar este pequeno milagre. Deve ser por isso que o Totó Inseguro já prometeu acabar com ela mal chegue ao poder...
sábado, 13 de julho de 2013
Que bonita está a minha rua!
Testemunhas
oculares garantem que o mastim que adoptou este sitio como espaço de
eleição para largar as suas monumentais cagadas – os vestígios
do anterior alivio ainda são bem visíveis - tem como dono um
militar da GNR na situação de reforma. Mas há também quem garanta
que é propriedade de uma professora primária aposentada. Ou de
ambos, sabe-se lá. Por mim, que não presenciei a ocorrência, não posso afiançar que assim seja. Desconfio é que
isto tem tudo para correr mal. Os populares ouvidos no local parecem
estar furiosos e, até, capazes de fazer...coisas.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Eles não sabem...nem sonham!
É
costume olhar-se, especialmente em altura de eleições, para as
promessas dos autarcas ou para a maneira como estes esturraram o
dinheiro ao longo do(s) mandato(s). Esta perspectiva, ainda que também
usada aqui no Kruzes, parece manifestamente redutora. Embora sejam
eles que administram os recursos e tomam as decisões, afinal foi
para isso que foram eleitos, também se afigura de todo o interesse
analisar as críticas que vão sendo tecidas por aqueles que se vão
candidatar e pelos que não se candidatam mas que gostavam de ser
candidatos se houvesse alguém que se arriscasse a candidatá-los.
A
esmagadora maioria dos reparos à actuação dos executivos em
funções – vindas da parte de potenciais ou putativos candidatos –
envolvem a falta de investimento. Por mais que se gaste, parece que
não falta quem ache que ainda é pouco. Atente-se nalguns exemplos.
O país vive numa permanente overdose de cultura, basta ver os sites
dos municípios ou a publicidade a eventos de toda a espécie em que
se tropeça permanentemente, mas, ainda assim, acham que é pouco.
Constroem-se escolas por todo o lado, mesmo onde não existem
crianças – é uma festa, como dizia a outra – mas, apesar disso,
querem mais. Ainda que se tenham construído piscinas, pavilhões,
parques de feiras e exposições, casas de cultura, multiusos,
rotundas e estradas nos lugares mais inóspitos, para esta gente tudo
isso continua a ser pouco. E o rol podia continuar...
Ao
ler as declarações de muitos candidatos - ou candidatos a
candidatos ou não candidatos desgostosos por não serem candidatos –
fico com a sensação que se trata de pessoas que chegaram
recentemente a Portugal vindas directamente de um local qualquer onde
não chega informação sobre o país. Ou, então, são gastadores
compulsivos a divagar acerca do que fariam se pusessem as mãos no
pote. Seja num ou noutro caso eles parecem não saber – nem sonhar
– que, tal dizia o gajo que estuda em Paris, o mundo mudou e que
isso do gastar hoje e pagar quando calhar já não é coisa deste
mundo. A menos que estejam ansiosos por ir fazer companhia ao
Isaltino.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Patifarias
Que
Portugal é um país de corruptos, vigaristas e
trafulhas será apenas novidade para – e mesmo
assim não tenho certezas absolutas quanto a isso – um ou outro
habitante das profundezas da selva ou de qualquer outro lugar remoto
onde não cheguem as noticias cá da pocilga. Neste
âmbito temos, alegadamente, de tudo. Desde casos que movimentam
milhões aos montes, como o BPN e outros parecidos, até aos que, por
comparação, envolvem apenas uns trocos. Assim
tipo baixas por doença, subsidio de desemprego ou rendimento mínimo.
Diria que neste campo da trafulhice em geral, e
da fraude em particular, somos uns verdadeiros
especialistas. Nós e os que, vindos de outros
países, assimilam num ápice os nossos vastos conhecimentos nestas
matérias e aproveitam as fragilidades, sempre muito convenientes,
dos nossos serviços públicos.
Um
dos domínios em que nos especializamos desde há muitos anos foram
os chamados casamentos brancos. Aqueles em que, a troco de dinheiro,
alguém casa com um estrangeiro para que este tenha acesso a certos
direitos apenas reservados a cidadãos nacionais. A marosca teve
alguma notoriedade quando envolvia futebolistas. Hoje estará
mais direccionada para
desenrascar – outra coisa em que somos especialmente bons – a
rapaziada oriunda do espaço extra-comunitário.
Nomeadamente a mourama. Os tais que odeiam
a sociedade ocidental mas que sabem tirar partido dos apoios sociais
que esta distribui de forma generosa e indiscriminada.
Uma
das fraudes que aparenta revelar um crescimento acentuado é o
casamento de velhotes com mulheres substancialmente mais novas. De
nacionalidade brasileira, muitas deles. A ideia será, para
além de enquanto o gajo for vivo viverem à conta dele, beneficiarem
da pensão de sobrevivência quando o idoso bater a bota. O que
significa que o Estado poderá suportar os encargos referentes a um
beneficiário - entre o tempo que esteve reformado mais o tempo de
vida da beneficiária da pensão de sobrevivência – durante
cinquenta, setenta ou mesmo mais anos. Isto se não estiver muito
enganado na idade de certos “casais” que encontro nos
supermercados da cidade a abastecer a despensa.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
O fogaréu do costume
Domingo,
pelas onze da manhã, esta fumarada erguia-se sobre a cidade. Vinha,
claro está, do sitio do costume. Sinal de que o almoço no resort deve ter metido
grelhados.
Não,
não se trata do novo tema de estimação do Kruzes. A sucessão de
posts envolvendo incêndios ou coisas potencialmente incendiáveis é
apenas mera coincidência. Nada mais do que isso.
domingo, 7 de julho de 2013
"Eles" são sempre os mesmos. Mas alguns não sabem.
A
propósito do post de ontem – ainda que vagamente, porque a relação
não é grande – lembrei-me de uma entrevista a um popular
transmitida durante uma reportagem televisiva acerca de um incêndio
qualquer que estava a ocorrer na altura. Saliente-se, a talhe de
foice, que nesta altura do ano os populares fartam-se de opinar. Ele
é sobre os fogos, o calor ou o bem que se está na praia.
Mas,
voltando à vaca fria, dizia o popular da tal entrevista que tinha
ardido uma enorme extensão de terreno. Lamentava o acontecido mas,
acrescentou, um pinhal ali da zona até devia era ter ido todo à
vida. Ter ficado todo queimado, portanto. Pensei de imediato que o
espaço em causa fosse de algum inimigo do nosso popular. Ou, pior,
que a casa da sogra ficasse lá no meio. Mas não. De imediato o
homem esclareceu que o dono era o Estado e que devia ter ardido tudo
para “eles” aprenderem.
Aguardo
com alguma expectativa a próxima entrevista a Paulo Portas.
Nomeadamente o que terá para dizer acerca dos 1,2 mil milhões
euros, só em aumento de juros da divida, que custou a sua mais
recente birra. Não dirá, com toda a certeza o óbvio, que “eles”
pagam isso. Mas lá que mostra o mesmo desprezo por “eles” que o
tal popular, lá isso mostra.
sábado, 6 de julho de 2013
Corta, corta!
Fui
um destes dias alertado pela GNR – de forma simpática, sublinhe-se
- para a necessidade de proceder ao corte dos pastos lá na
propriedade, de forma a precaver a ocorrência de incêndios. E
muitíssimo bem. Porque, apesar de se tratar de um descampado no meio
de nenhures, nada como prevenir as chatices antes que aconteçam.
Pena
é que a jurisdição daquela força militar não se estenda a todo o
território e fique, ao que parece, do lado de fora dos perímetros
urbanos. Sim, porque estou em crer que se assim fosse o proprietário
deste olival, mesmo colado a um bairro residencial – o meu, só por
acaso - teria recebido idêntico aviso.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Quem foi o morador de Estremoz que perdeu estes objectos?
Este
monumental monte de merda de cão podia ser apreciado hoje manhã na
minha rua. O que causou, vá lá saber-se porquê, um elevado nível
de aborrecimento ao morador na casa junto à qual um dos mastins
residentes nas cercanias evacuou este vistoso conjunto de cagalhões.
Ficou, digamos, assim a atirar para o indignado. Com tudo e com
todos, dada a frequência com que a cena – as cagadas, portanto –
se repete. Num estado de evidente irritabilidade prometeu, não sei é
se terá coragem para isso, aparecer numa reunião de câmara para
protestar contra esta praga que assola o bairro. Não sei se será
grande ideia. Mas, enfim, cada um lá sabe quanto do seu tempo está disposto a desperdiçar. Espero é que não leve as provas...
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Sapos e aviões. Não necessariamente por esta ordem.
Vá
lá entender-se esta gente. Antes refilavam porque passavam sobre as
nossas cabeças aviões americanos carregados de terroristas,
transportados à surrelfa depois de capturados ilegalmente. Era, pelo
menos, o que afiançavam uns quantos auto proclamados defensores dos
direitos humanos. Agora estão aborrecidos porque alguém, do governo
ou outra autoridade qualquer, não permitiu que o nosso espaço aéreo
fosse cruzado por um aeroplano suspeito de transportar um passageiro
clandestino. Bolas, que esta gente é chata!
Por
falar em chatos. Continuam alguns a pedir eleições antecipadas. Que
o Tótó Inseguro o faça até compreendo. O lugar dá-lhe jeito, não
se ganha mal e ainda pode arranjar colocação para os amigos,
companheiros, camaradas e outros palhaços. Mas que o Partido
Comunista e o Bloco de Esquerda também o façam é que já me parece
uma coisa assim a atirar para o parvo. Para que querem eles a porra
das eleições?! Só se for para voltarem a colocar no poder os
mesmos que derrubaram há dois anos atrás. Devem estar arrependidos,
eles. Tenho esperança de ainda os ver a tapar a cara do Sócrates no
boletim de voto e a pôr a cruz no quadradinho em frente. Depois de
engolido o sapo da ordem, claro.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Revolução?! É pá não chateiem...
Estranhamente
nas últimas semanas – meses, talvez – tem-se falado muito e
escrito ainda mais, acerca de uma tal revolução que o povo
desejará. Basta estar atento a algumas palavras de ordem berradas
por manifestantes mal apessoados, ouvir opiniões proferidas na
televisão ou na rádio e ler os muitos artigos de opinião escritos
em blogues considerados de referência. E já nem digo essa parede de
casa de banho pública dos tempos modernos que dá pelo nome de
facebook. Aí, então, é bacorada atrás de bacorada.
Não
sei ao certo – nem ao incerto, como me apraz dizer – é que
revolução têm em mente. Nem a que povo, o que estará mortinho por
tal desiderato revolucionário, se referem eles. Nah...O povo não
quer revolução nenhuma. Quer é dinheiro pró carro novo, para
férias na estranja, para umas petiscaradas ou, pelo menos, para a
bucha. Ah, e isso, de trabalho ou lá o que é. Revolução?! São
tretas de intelectuais merdosos que, como dizia o camarada Jerónimo
e muito bem embora noutro contexto, sabem lá o que é a vida!
terça-feira, 2 de julho de 2013
Festejam o quê?!
Admito
que seja eu que esteja a ver mal a coisa. Ou então algo me está a
escapar. A verdade é que não consigo ver nada de positivo na queda
do governo. Não que tenha aquela malta em especial conta. Aliás,
quem tem a pachorra de me ler fará a justiça de reconhecer que
aprecio tanto a politica dos que ainda lá estão como a dos que por
lá passaram antes. Acontece é que não vejo alternativas credíveis.
Tenho
manifestas dificuldades em perceber os comportamentos eufóricos que
muitos exibem por aí. Mas que é que esta gente espera? Eleições,
para começar. Por mim, que até gosto de votar, não me parece mal.
Mas, e a seguir? Provavelmente ganha o PS. Os mesmos, não sei se se
recordam, que rebentaram com esta merda toda e que levaram o país à
bancarrota. Mas, e a seguir? Esturrar o dinheiro que continuamos a
não ter, certamente. Ou não. Porque os credores chateiam-se e não
põem cá mais pilim. Mas, sejamos e optimistas e consideremos que
nos autorizam a voltar à nossa antiga vidinha, e a seguir?
Nomeadamente quando chegar a altura de pagar o que devemos agora mais
aquilo que o PS – partindo do principio que cumpre o que anda a
prometer – vai gastar? Voltam as manifestações, as greves e uma
troika qualquer. Ou acham que não?!
São
estas e outras inquietações que não me deixam tranquilo. Isto
porque, mas se calhar sou eu que sou um gajo de pouca fé, não
acredito que o Partido Comunista ganhe as eleições. Se assim fosse
o sol brilharia para todos nós e teríamos amanhãs para cantar. E,
já agora, emprego para todos. Nem que fosse a fazer Trabants.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Parem lá com isso de querer derrubar o sinal, pá!
Este
sinal de transito é um chato. Um impertinente, vá. Sempre ali, ao
virar da curva, a aborrecer quem tem pressa. A impor – bom, isso de
impor é uma força de expressão – a paragem a quem com ele dá
de trombas. Está mesmo a pedi-las, em suma. É por isso muito bem
feito que de vez em quando o queiram deitar abaixo. Desconfio que um
destes dias ainda vai fazer companhia à parabólica que está do
outro lado do muro...
Eles "andem" aí...
Ficou
por estes dias a saber-se que os americanos andam a espiar o que
fazemos cá pela Europa. Ele é ler-nos o e-mail, escutarem o que
dizemos ao telefone, bisbilhotarem o que fazemos na Internet e
sabe-se lá que mais. Diz até que esconderam uns microfones para
ouvirem o que dizem os lideres europeus. Coitados. Deve ser um
aborrecimento para os gajos que têm de escutar as conversas dessa
malta...
De
inicio ainda pensei que fosse invenção de um tal Edward Snowden.
Uma coisa assim tipo vingança por ter sido um trabalhador precário.
Uma forma de protesto contra as leis cada vez mais selvagens que
vigoram no mundo laboral, digamos. Mas não. É mesmo verdade. Eles
andam por aí a meter o nariz nas nossas vidas. E não se pense que é
só nos lugares importantes lá da Europa. Nada disso. Estão por
todo o lado. Se não, o que faz esta antena parabólica, camuflada
entre as ervas secas, mesmo junto às muralhas cá do burgo? Ah, pois
é...
domingo, 30 de junho de 2013
Dividas das autarquias do distrito de Évora
Nos
sites dos municípios a divulgação de eventos culturais, festas,
espectáculos de toda a ordem ou as actividades em prol da população
em que o respectivo presidente está envolvido, são tudo matérias
merecedoras de especial destaque. Já a informação relativa à
maneira como é aplicado o dinheiro dos munícipes e contribuintes em
geral, é outra conversa. Apesar de ser de publicação obrigatória,
a informação disponível é, quase sempre, difícil de descobrir, em muitos casos desactualizada e, não raras vezes, nem
sequer é disponibilizada.
Apesar
das dificuldades descritas pode constatar-se que os catorze municípios
do distrito de Évora tinham em 31 de Dezembro de 2011, no seu
conjunto, uma divida total – banca e fornecedores – de 193,9
milhões de euros. Pode, até, nem parecer muito. A menos que
comecemos a pensar em dividir este valor pelos 167.434 habitantes...
Os
dados referentes a 2012 não são, por enquanto, conhecidos na sua
totalidade. Cinco municípios, apesar de terem as contas apreciadas
desde Abril, não tiveram até hoje tempo para as publicitar no
respectivo sitio da Internet. Ou então esconderam-nas tão bem que
não as consigo localizar. Os valores em divida, ao que tudo indica,
ainda que se mantenham demasiado elevados, irão ficar abaixo dos
apurados em 2011. O que, no seu conjunto, é de louvar.
Dos
municípios que já divulgaram os resultados o destaque, pela
positiva, para Estremoz, com uma redução da divida em 22,4% e, pela
negativa, para o Alandroal que viu, no espaço de um ano, o valor da
divida subir de 19,6 para 20,2 milhões de euros.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Não suporto piquetes de greve. Seja lá isso o que for.
Nunca
percebi muito bem a legitimidade – e sublinho legitimidade - de um
piquete de greve. Que é o que chamam a um grupo de gajos - por
vezes também há gajas – estrategicamente colocados à entrada de
uma fábrica, estaleiro ou seja lá o que for. Nem, sequer, entendo a
permissividade e a tolerância com que são tratados por quem tem
como obrigação manter a ordem e assegurar a liberdade de circulação
daqueles que, mesmo em dia de greve, pretendem trabalhar.
Tem
esta malta – a dos tais piquetes – a intenção de intimidar
aqueles que escolheram outra opção. Coisa que a mim, mas se calhar
é algum problema meu, parece muito pouco coincidente com o conceito
de democracia e nada respeitadora dos princípios da livre escolha em
que assenta a sociedade em que todos – ou, pelo menos, a esmagadora
maioria – pretende viver. Verdade que o pessoal dos piquetes é,
também ele, livre de escolher as suas opções. Mas, que é que
querem, faz-me
espécie que não optem por aproveitar o dia de greve
para ficar na cama até mais tarde em lugar de ir aborrecer quem
apenas quer trabalhar.
A
patética tentativa de evitar a saída de autocarros da carris, que
pode ser apreciado num vídeo amplamente divulgado na net, é por
demais evidente que era na caminha que deviam estar os elementos do
piquete de greve. Uns quantos deitaram-se no chão, provavelmente
cheios de sono, e necessitaram mesmo da ajuda dos agentes da
autoridade para se levantar. Outros perguntavam insistentemente,
enquanto a policia os afastava para abrir caminho à passagem dos
autocarros, porque é que os estavam a empurrar. Era, digo eu, para
não serem atropelados. Ou então porque não saíram quando os
agentes amavelmente lhes solicitaram que evacuassem a área.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O pantomineiro, afinal, devo ser eu.
Parece-me
ter ouvido dizer que existem funcionários públicos em excesso.
Seria, ao que me pareceu ouvir, na área administrativa que o número
de empregados do Estado estaria especialmente inflacionado face às
necessidades da administração e à capacidade desta em suportar os
custos salariais com tão elevada quantidade de gente. Ao que suponho
ter ouvido, o governo estará a preparar-se para colocar no olho da
rua – requalificação, mobilidade, ou lá o que é que agora
chamam ao acto de despedir – umas quantas dezenas de milhares de
funcionários. De que, como faz questão de salientar, não precisa
para assegurar o regular funcionamento dos serviços.
Mas
tudo isto, presumo, devo ter sido eu a sonhar. Ou então por, a maior
parte dos dias, apenas ouvir as noticias de manhã. Quando estou
naquela fase em não tenho a certeza se ainda estou a dormir ou já
estou acordado. Isto porque, depois, ao longo do dia, a realidade
encarrega-se de provar o contrário. Neste caso mostra-me claramente
que ando a ouvir mal, a deturpar as noticias e, quiçá, a pregar
pantominices a quem me quer ouvir ou ler. O governo não pretende,
afinal, despedir ninguém. Como, igualmente, não existem
funcionários a mais. Bem pelo contrário, precisamos é de mais
pessoal. Veja-se o caso de um organismo público que, na ausência de
recursos próprios, tem recorrer a uma empresa de trabalho temporário
para dar conta do recado. Ou do serviço.
Situações
desta natureza ocorrem com inusitada frequência nos mais insuspeitos
organismos da administração pública. Contratam-se empresas de
trabalho temporário a preços exorbitantes que, por sua vez, pagam
uma miséria aos trabalhadores que recrutam. Podia perguntar-me o que
é feito da diferença entre o muito que o Estado paga a mais do que
pagava antes e o que o novo trabalhador recebe a menos do que aquele
que lá estava. Poder, podia. Mas era uma pergunta desnecessária.
terça-feira, 25 de junho de 2013
"Cão do presidente da Câmara vai ao cabeleireiro no carro oficial"
Estou
que nem posso. Faltam-me as palavras para formular considerações
jocosas, ou mesmo de outra natureza, acerca de uma revelação como
esta. Isto, claro, partindo do principio que a noticia é verdadeira.
É que até a mim me custa a acreditar!
domingo, 23 de junho de 2013
A culpa não é de quem não paga. É de quem não compra...Ou a teoria socialista para o crescimento.
O
secretário geral do partido socialista garantiu aos autarcas
socialistas que, logo que chegue ao poder, tratará de revogar a lei
dos compromissos. Presumo que a audiência tenha exultado. Para os
portugueses essa é, ainda que a maioria nem saiba do que se trata,
uma péssima noticia.
A
lei em causa pretende, no essencial, limitar os gastos das
administrações públicas obrigando-as a só comprar quando têm
dinheiro para pagar nos noventa dias seguintes. A ideia é que os
pagamentos em atraso não cresçam e que o Estado passe a cumprir os
seus compromissos dentro de um prazo aceitável. E, em determinadas
circunstâncias, mesmo os três meses previstos ainda parecem
constituir um espaço de tempo demasiado dilatado.
Ora
nada disto interessa a quem sempre se habitou a governar gastando o
que tem e o que não tem, a comprar hoje e a pagar quando calhar e,
em suma, a esturrar dinheiro como se não houvesse amanhã. O que,
qualquer parvo sabe, terá sempre como consequência num futuro mais
ou menos próximo a destruição de emprego e da economia.
Também
foi assim que nos habituamos a ser governados. Daí que nos
preparemos para trazer de volta ao governo a bandalheira socialista.
É disso que gostamos e é apenas assim que sabemos viver. Um dia,
quando tivermos mesmo a sério de pagar a conta, alguém o fará em
nosso lugar. Achamos nós.
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