quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Nem a lesar se revelaram competentes...

O que têm em comum os alegados lesados do BES e do BANIF? Muita coisa, certamente. Permito-me destacar duas. São ignorantes e, quase todos, velhotes. Nenhum de entre eles se coíbe de garantir a sua manifesta ignorância em matéria financeira e o total desconhecimento do risco que corriam as suas poupanças ao subscreverem os produtos que os bancos lhes tentavam impingir. Nem, pelos vistos, lhes terá ocorrido aquela máxima popular que relaciona a esmola avultada com a desconfiança do pobre. Talvez, quem sabe, por não serem desconfiados. Nem pobres. Apenas ignorantes, confessam.


O segundo aspecto em comum entre uns e outros é a idade relativamente avançada de quase todos. Algo que me deixa boquiaberto. É que andei quatro anos a ouvir queixas acerca das atrocidades que o governo estava a cometer contra os idosos, condenando-os à pobreza, à fome, à miséria – às galés, quase – e, vai-se a ver essas tretas, como já se suspeitava, eram manifestamente exageradas. Até nisso, em matéria de lixar o pagode, o governo anterior se revelou incompetente.


Seja como for passaríamos bem sem estes escândalos. Nomeadamente os contribuintes. Os outros, na sua maioria seguramente, foram à ganância. Tanto assim é que, ainda agora, os “depósitos” que os bancos prometem remunerar com juros mais simpáticos continuam a ter uma procura muito significativa. Inclusive pelos reformados. Outra vez...


 

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

E assobiar?! Pode-se ou também dá choça?

Como já tenho idade para ter juízo – daqui a pouco até para deixar de o ter – não me parece que corra o risco de ir malhar com os costados à cadeia por causa de algum piropo inapropriado. Digamos que não é assunto que integre a minha lista de preocupações imediatas. O que me apoquenta é o caminho que estamos a percorrer. Da ditadura do politicamente correcto e da imposição do pensamento único, parece estarmos agora a acelerar o passo em direcção a uma ditadura mesmo a sério. Temo que um destes dias seja criada uma espécie de policia do comportamento. Ainda que disfarçada de entidade reguladora. É que isto as proibições não devem ficar por aqui. Ou muito me engano seguir-se à criminalização da piscadela de olho. E do clássio assobio, por que não. Ambos perigosas e ultrajantes formas de assédio, como todos sabemos. Noutro âmbito, também não tardará a penalização do peido e do arroto. Ou, quiçá, da bufa. Nem que seja com uma coima.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Coisas de um tempo velho. Ou novo, sei lá.

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O país está repleto de obras faraónicas. De utilidade duvidosa, a maior parte delas. O mal não vem de agora nem, por estranho que isso possa parecer, foi exclusivo de Sócrates, Guterres ou Cavaco. É muito anterior. Nem, presumo, terá um fim à vista. Vai, de certeza, continuar enquanto por cá habitar um povo que aprecia esturrar dinheiro e admira quem o esturra em seu nome.


Visitei por estes dias um desses exemplos. O Forte da Graça, em Elvas. Uma fortaleza inexpugnável destinada a defender a linha de fronteira. Parece que nunca foi invadida. Nem, sequer atacada. Reconvertida, num longínquo dia, em presidio militar. Ambivalência que não deixa de ser irónica, diga-se. Que isto de transformar um lugar concebido para impedir que o inimigo lá entre num espaço de onde ninguém consegue sair não é para qualquer um.


Ficou a sua construção em mais de setecentos mil réis. Menos de quatro euros, na actual moeda, mas que à época custou um colossal aumento de impostos aos contribuintes da altura. A juntar aos mais de seis milhões de euros que os contribuintes portugueses e europeus, agora, gastaram na recuperação do imóvel e sua envolvente. Para completar o ramalhete, assim tipo cereja em cima do bolo”, só falta saber quanto custará o teleférico “Rondão de Almeida” a ligar a cidade ao Forte...

sábado, 26 de dezembro de 2015

Presentes para cão

 


Diz que este ano os artigos – itens, vá - que supostamente serão prendas natalícias para gatos e cães tiveram imensa saída. Venderam-se muito, portanto. Nada que me surpreenda por aí além. Atendendo à quantidade de “mães”, “pais” e “avós” babados que vejo a falar à atrasado mental com os bichos não é motivo para espanto. O que ainda me causa alguma admiração é ver – e são cada vez mais – esses mesmos familiares beijarem os cães no focinho ou permitirem que eles lhes lambam a cara. Presumo que eles e elas saibam que os canitos lambem os seus próprios tomates, comem merda e metem o focinho no cú dos outros cães. Mas, reitero, apenas me admiro. Não me importo. Apenas exerço o meu direito de os considerar, digamos, pouco asseados.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Olha o Costa preocupado com os fregueses...

Criticar a troika por ter estado mais preocupada com as freguesias do que com a banca fará - toda a gente concordará - algum sentido. Isto dependendo, no entanto, de quem faz a critica. É que se for feita por quem chamou a dita troika e com ela assinou o acordo de todos conhecido, parece-me que é apenas mais uma conversa da treta. Demagogia, ou lá o que se costuma chamar a estas patacoadas. Mais ainda, quando finalmente conseguiu o poder que tanto ambicionava fez o mesmo que os antecessores que tanto criticou. Ou pior. Bastava-lhe ter esperado mais uns dias e o problema seria de outros e não nosso. Mas isso, sou eu a especular, era capaz de não dar jeito à corja do centrão cujos interesses todos temos de pagar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Vendam a outro que não ao mesmo...

Nem sei por que raio anda o governo a moer-nos com essa coisa dos bancos. Não se podia vender tudo ao Jorge Mendes e pronto?! Pronto, não. Nem precisava de ser a pronto. Podia ser em prestações suaves e a perder de vista. E também se fazia uma atençãozinha. Assim tipo leva três e paga um. Sempre era melhor do que pagarmos três e ficarmos sem nenhum.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Imposto religioso?! Cruzes! Credo!

Parece que na Alemanha os cidadãos com rendimentos acima de determinando valor, praticantes de um culto religioso, pagam um imposto que, em parte, reverte a favor da respectiva confissão religiosa. Uma eficiente ideia alemã, esta. Especialmente naquela coisa da “parte”.


O estranho é este imposto não ser aplicado por cá. Por enquanto. Estou crente – salvo seja – que a sua aplicação em Portugal seria fácil. Tenho fé – lagarto, lagarto, lagarto – que a receita obtida era capaz de salvar um ou dois bancos. O Alimentar, o do Tempo ou outros congéneres.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Facturas para que vos quero...

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Para conseguir poupar “algum” no IRS não basta pedir factura com NIF. Há que estar atento, de seguida, ao que vai sendo submetido pelos comerciantes no e-factura. Se para as “despesas gerais familiares” qualquer coisa serve, para o resto já não é bem assim. Uma das situações mais frequentes é o CAE não corresponder a uma actividade onde se pode obter beneficio fiscal. Aí o que há a fazer é seleccionar a factura e alterar a “actividade de realização da aquisição”. Ou, a verificar-se um caso como o da imagem, efectuar o reporte à Autoridade Tributária através do e-balcão. Sim, por que isto de estabelecimentos com mais ramos de negócios do que actividades registadas é o que não falta. Depois quem se lixa são os do costume.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O culpado?! Para não variar devo ser eu.

E pronto lá foi mais um. O BANIF, desta vez. Mas agora vamos apurar os responsáveis por mais este pesadelo financeiro para os contribuintes. Vamos caçar os patifes. Palavra dada que, presumo, seja palavra honrada. Acho muitíssimo bem. Há que levar à justiça quem nos anda a desgraçar. Estes e os outros. Todos. Os responsáveis por três falências das finanças públicas, os que estoiraram os bancos e os que rebentaram com o tecido produtivo do país. Mesmo que quase todos continuem instalados nas cadeiras do poder ou a banquetearem-se à mesa do orçamento. Acho bem mas, pelo sim pelo não, vou esperar sentado.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Será que assim já vão pedir factura?

Afinal, ao contrário do que personalidades ligadas ao PS chegaram em tempos a anunciar, o sorteio do fisco "factura da sorte" é para continuar. Embora, ao que parece, com outros prémios que não os polémicos autómoveis. Desta vez, diz, são certificados de aforro. Sempre estou para ver que argumentos, mais ou menos rebuscados, vão agora arranjar os criticos desta medida. Que, por acaso ou talvez não, eram maioritariamente apoiantes da trupe que está agora no poder. Por mim acho muitissimo bem esta alteração. Ainda que me suscite algumas reservas. É que, sabendo a simpatia que os partidos do governo manifestam pela renegociação da divida, não sei se esta ideia não será uma espécie de piada de mau gosto. Ás tantas o melhor é sortearem entradas para a festa do avante...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Um pandego, este Costa.

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Logo que a hipótese da existência de um governo das esquerdas começou a ganhar forma vaticinei que iríamos viver num estado de divertimento permanente. Mas, reconheço, não esperava tanto. Hoje, por exemplo, naquela conferência onde ameaçou nacionalizar a TAP – não vejo que outro sentido se pode extrair da conversa do homem – esteve ao melhor nível de um qualquer ditadorzeco latino-americano com pinta de narco-traficante. Teve piada. E depois aquilo de um governo não poder estar dependente da vontade de particulares, também teve a sua laracha. Cuidava eu que preocupante era os particulares estarem à mercê dos humores dos governos. Mas isso sou eu, que tenho a mania de achar que sei governar a minha vida e não aprecio que o governo – este ou outro qualquer - o queira fazer por mim.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A oportunidade de ser generoso...

A generosidade tuga não conhece limites. Surpreende até os mais cépticos. Grupo onde faço o que posso para me incluir. Somos solidários como o caraças. Uns altruístas quaisquer, lá para o norte, não tinham melhor alojamento para oferecer aos refugiados do que uma casa em ruínas mas, ainda assim, num gesto de assinalável desprendimento e solidariedade, mostraram-se disponíveis para ali alojar uma família necessitada de acolhimento. Um gesto bonito, sem dúvida. Até porque quem dá o que tem a mais não é obrigado. Tocou-me profundamente tanta solidariedade. Tanto que também estou disponível para ceder um edifício, com jardim, para acolher uma família de refugiados. Precisa é de pequenas obras. Coisa pouca. Assim tipo, portas, janelas e telhado novo. Como a outra que os misericordiosos transmontanos disponibilizaram. Espero é que haja quem pague. Como os outros.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ajudar os bancos agora já é uma coisa boa...

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Deve ser impressão minha. Andarei distraído, na certa. Mas, assim que me lembre, ainda não ouvi dos se indignam com os custos das intervenções públicas no BPN e no BES para os contribuintes, o mais pequeno reparo às declarações de António Costa acerca do BANIF. O homem, só para recordar aos menos atentos, garantiu a integral protecção de todos os depósitos dos clientes daquele banco. Todos. Mesmo aqueles que ultrapassam os cem mil euros. Garantidos à custa dos contribuintes, como é óbvio. A somar, seja lá quanto for o montante, aos muitos milhões que já lá foram injectados e que iremos igualmente pagar.


O curioso é que desta vez parece que ninguém está contra. Nem o PCP, o BE, a imensa chusma de comentadores encartados ou os sábios de pacotilha que percebem de tudo e têm a solução para todos os males. Está tudo caladinho. Devem estar a reunir argumentos para nos convencerem que se trata de uma coisa completamente diferente das anteriores falências. Por mim tudo bem. Podem continuar em silêncio. Ou a justificarem as manigâncias do ilusionista que chegou a primeiro ministro pela porta do cavalo. Continuarei a achá-los parvos na mesma.


Como está tudo garantido pelo Costa – palavra dada é palavra honrada – tomei finalmente uma decisão. Vou mesmo deixar de beber café. Com o dinheiro poupado compro o Banif. Uma semana de privação da cafeína deve chegar.


 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O nó

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Tive, há muitos anos, uma colega que topava à distância aquilo a que chamava o “arrastar da asa”. Ou, desconfiava eu, era a sua prodigiosa imaginação a pregar-lhe partidas. Seja como for se a coisa demorasse muito tempo a concretizar-se, ou não se concretizasse de todo, a culpa era invariavelmente do “nó”. Algo que definia como a incapacidade do cavalheiro verbalizar perante a alegada pretendida tudo o que sentia pela dita. Uma espécie de nó, explicava, que apertaria a goela do fulano, comprometendo irremediavelmente ao fracasso o desfecho do “arranjinho”.


Quem fez estes gatafunhos manhosos deve padecer do mesmo mal. Se a declaração se limitou a isto, é bem feito que ela – ele, ou outra coisa qualquer, que eu não sou de discriminar ninguém – procure outro. Ou outra. Ou seja o que for. Mas deste o melhor é só querer distância. Que é para não ser parvo.


 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Só para memória futura

Vai uma aposta em como para o ano já não vai existir essa coisa do ranking das escolas? E nem será tanto pelo facto de, invariavelmente, as escolas privadas açambarcarem as primeiras dezenas de lugares. Isso é pouco relevante por todas as razões que se conhecem. O problema será outro. Mesmo que em causa estivessem apenas as escolas públicas, uma classificação desta natureza causaria sempre incómodos. Nomeadamente aos que acham que somos todos iguais e que, quando não somos, o fracasso dos menos capazes é sempre dos outros, da sociedade, da chuva ou da falta dela, do grande – o pequeno escapa-se, o que me parece uma discriminação em função do tamanho - capital, dos EUA e da Merkel. Ah, espera. Da Merkel não, que ela agora já é boazinha.

domingo, 13 de dezembro de 2015

A caixa prioritária

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Quando tirei a carta de condução ensinaram-me que a regra da prioridade era isso mesmo, uma regra. Nunca devia ser confundida com um direito absoluto. Ou, aplicada aos tempos actuais, como um direito adquirido.


O mesmo, achava eu, seria aplicável noutras circunstâncias que não o trânsito automóvel. Como naquelas caixas prioritárias dos supermercados, por exemplo. Mas não. Ao que tenho visto, enquanto observador atento destes fenómenos, ali a prioridade é um direito inalienável exercido à custa de empurrões e sem uma palavra – nem sequer um simples “destó” - aos restantes consumidores da fila. Uma ultrapassagem forçada e está o caso arrumado.


Não contesto a priorização de grávidas, portadoras de crianças de colo ou de pessoas com maleitas diversas. Era o que mais faltava. A hierarquização da prioridade é que se me afigura demasiado complexa para deixar ao simples bom-senso da populaça. Deve a grávida de seis meses, apesar de saudável, passar à frente da de dois meses com uma gravidez de risco? A mamã com um rebento de três semanas dentro daquela coisa de transportar bebés deve ser preterida em detrimento de outra com um pirralho de cinco anos ao colo? E o gajo, que até podia ser eu, com uma unha encravada a tentar equilibrar-se apenas numa perna deve aguardar que toda esta malta seja atendida? Questões inquietantes, de facto. E que de vez em quando, tal como acontece no trânsito, dão em “desinquieta”.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Parem lá de me defender, se fazem favor...

Se há coisa que me aborrece no Partido Comunista – e até há muitas – é aquela conversa parva, repetitiva e desconchavada de se auto-proclamarem defensores dos interesses dos trabalhadores e do povo. Começam logo por fazerem uma distinção, cujo sentido me escapa, entre trabalhadores e povo. Será que, para a camaradagem, o povo não trabalha? Ou os que trabalham não integram o povo? Povo é só quem está desempregado ou reformado? Admito que a resposta às minhas dúvidas seja óbvia mas, o que é que querem, não estou a captar a ideia. Ou então há uma gritante ausência de rigor terminológico no discurso comunista.


Depois, sendo eu trabalhador ou eventualmente povo, não me lembro de ter pedido a ninguém para me defender fosse no que fosse. E se tivesse pedido não seria, de certo, ao PCP. Parece-me, portanto, abusivo que o camarada Jerónimo e os seus sequazes me atormentem com a insistência de defender os meus interesses. Fazem lembrar as testemunhas de Jeová. Ou os vendedores de cartões de crédito. No fundo, no fundo, andam todos ao mesmo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sim, claro. Toda a gente sabe que a culpa é do IVA...

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Existe um estranho consenso acerca da culpa da taxa máxima do IVA na alegada crise do sector da restauração. Posso, admito, estar enganado mas não concordo mesmo nada. A proliferação de estabelecimentos do ramo é capaz de ser mais culpada. E, depois, há aquela coisa dos preços. Ainda que à beira-mar, cobrar um euro e vinte por um simples café quando à volta todos os outros vendem a pouco mais de metade não deve dar grande vida ao negócio. Como, de resto, anunciava a esplanada praticamente vazia onde um dos raros clientes garantia, para quem o queria ouvir, estar morto. Tal como todos nós, acrescentava. Só que, concluía, ainda não sabíamos. Nada o demovia da sua convicção. Por mais que o parceiro o tentasse convencer do contrário. Aquilo era o álcool da noite anterior a falar. Ou então – ao contrário de mim que não olhei para o precário antes – já sabia o preço. A boa noticia é que se lá voltar daqui por uns meses cada café vai custar “apenas” um euro e dez...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Arte?! Talvez, mas mázinha.

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Não acredito que alguém, em seu perfeito juízo, admita a hipótese do funcionário da CP que impediu a vandalização de um comboio possa ser acusado da morte dos jovens grafiteiros. Pelo contrário. A acção merece um louvor da sua entidade patronal e o reconhecimento da sociedade pelo seu empenho na defesa da segurança e bem-estar dos utentes. De todos. Dos que estavam naquela altura na composição e dos outros que são obrigados a viajar em carruagens vandalizadas por artistas auto-proclamados.


A morte, seja de quem for é sempre de lamentar. Ainda que nuns casos mais que outros. Há, no entanto, actividades que envolvem risco. Entre elas a delinquência. Que, recorde-se, neste caso nem era motivada por qualquer intuito de satisfazer necessidades básicas ou essenciais à subsistência dos intervenientes. Entenderam, livre e espontaneamente, colocar a vida em risco em troca de algo inútil. Tiveram azar. Acontece.

Algum problema, palhaços?!

Não estou a ver qual é o problema das nossas elites bem pensantes relativamente aos resultados eleitorais em França, que colocaram a extrema-direita lá do sitio como o partido mais votado. Então aquilo de não se poder excluir nenhum partido do arco da governação agora já não vale? Mas os votos, lá como cá, não valem todos o mesmo? Noto aqui uma estranha dualidade de critérios. E por mais argumentos bacocos que a insanidade mental de uns quantos consigam encontrar, não me convencem. A extrema-direita tem tanto direito a governar – lá, cá ou pelo caminho – como a extrema esquerda. Assim o povo queira. E em França, nomeadamente aqueles que sofrem na pele as maravilhas do multi-culturalismo, querem. Vide, por exemplo, os resultados da Frente Nacional na região de Calais… É que isto defender o ladrão que rouba a casa do vizinho é muito bonito. Já quando é a nossa que está a ser roubada...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

É capaz de existir ainda alguma diferença entre pessoas e cães...não sei, digo eu!

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Se há comentários que merecem ser apagados este não é, seguramente, um deles. Merece reflexão. Mesmo que acerca dele não haja muito para acrescentar. Esta criatura parece demonstrar uma visceral aversão pelos outros seres humanos. Causam-lhe nojo, pelos vistos. Se os pais pensassem assim o mais certo era não estar cá para escrever estes disparates. O que, diga-se, tornaria o mundo um lugar melhor. Seja como fôr, dentro de alguns anos provavelmente alguém vai ter de lhe voltar a limpar o vómito, a baba e o cocó. Coisa que, caso desse uso ao cérebro, já devia ter percebido.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Há muito tuga corajoso escondido atrás de um teclado...

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O post anterior esteve em destaque no Sapo - obrigado equipa dos blogs do Sapo - o que atraiu um inusitado número de visitantes e originou uma quantidade de comentários absolutamente fora do normal. Insultuosos na sua maioria, discordantes quase todos e impublicáveis uma dúzia deles. Nada disso me surpreende. Nem, sequer, me aborrece. Pelo contrário. Diverte-me.


O conteúdo do post parece ter irritado muita gente. Ainda bem. Era essa a ideia. Seguir-se-ão outros sobre as pessoinhas que empatam as filas nas caixas dos supermercados. Ou que conduzem a dez à hora. Ou que não apanham os cocós dos cães. Só porque quero. E também porque posso.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Vá lá pessoas modernizem-se. Adiram ao Home banking!

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Se há coisa que me aborrece é ficar largos minutos à espera que uma criatura qualquer pague as contas, suas e de todos os familiares, no multibanco. Mais desesperante ainda se, após cada pagamento, fizer uma consulta ao saldo da conta. Tudo assuntos que podem, com muito mais segurança e tranquilidade, ser feitos em casa. Mas não. Vá lá saber-se porquê há ainda quem prefira fazê-las na rua. Uns corajosos, é o que é. Não só revelam um destemor enorme face à bandidagem, como não se importam de enfrentar os olhares de desprezo dos que têm de aguentar pela conclusão das suas transações. É por estas e por outras – mas especialmente por estas, reconheço – que me agrada a ideia de lançar um imposto sobre este tipo de operações. O que até se pode concretizar em breve se essa for a vontade do PCP.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Governo fantoche e deputados “faztudos”

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Contrariando aquelas teses populistas que asseguram ser os deputados pessoas pouco dadas ao trabalho, temos agora, que me lembre pela primeira vez vez, um parlamento disposto a trabalhar. Até demais, a julgar pela amostra dos primeiros dias. Trabalham por eles e pelo governo. Preparam-se para legislar acerca de tudo e de todos. Como se não houvesse amanhã. Está tudo previsto. Desde os temas fracturantes às nacionalizações. Do fim dos exames à proibição das praxes. Deverá seguir-se, quiçá, a criminalização do piropo. Ou, com a obsessão que este gente tem com as bichas, a fixação administrativa de preços dos bens de consumo.


Bem visto bem visto nem precisávamos de governo. A Assembleia da Republica faz-tudo. E é isso, mais ainda que as maluquices do ilegítimo, que me faz temer o futuro. Daqueles “faztudos” qualquer coisa se pode esperar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O primeiro que acenda a luz... (actualizado)

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Assim que as trevas da noite caem sobre a terra, diz que ali para os lados do resort cá do sitio fica um breu do caraças. Nem uma luzinha se acende. Parece que a EDP se fartou de fornecer energia gratuitamente às centenas de habitantes e tratou de resolver o problema. Electrodomésticos de toda a espécie serão, enquanto a normalidade não for reposta, monos sem utilidade. Uma chatice. Ou não, nunca se sabe. O pagode que por lá vive, estranhamente, não está a ser particularmente efusivo na reacção ao acontecido. Às tantas até andam satisfeitinhos – e satisfeitinhas - da vida. Daqui por uns mesitos ficamos a saber...


 


Actualização - Diz que o assunto estará resolvido e a luz regressado ao resort. Parece que agora irão "abastecer-se" de energia noutro poste um pouco mais distante. Tudo isto alegadamente, como é óbvio.


 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Bombas boas e bombas más



Os russos andam há semanas a bombardear a Síria. Não se sabe ao certo para quê, pois ao que garantiram fontes altamente credíveis - sites comunistas da América-latina amplamente citados por cá – no fim de três ou quatro dias já tinham aniquilado mais de noventa por cento do Daesh. Mas, independentemente do tempo que estão a demorar a rebentar com os restantes dez por cento, o que impressiona é a invulgar pontaria da aviação russa. Nem uma criança esventrada, uma velhinha desgrenhada a lamentar o rebentamento da casa ou um habitante indignado pela criminosa violência e a clamar vingança pelos actos criminosos de uma potência imperialista. Nada. Nicles. As bombas estão a acertar em cheio nos alvos e isso dos danos colaterais é coisa que nem sequer existe. Para desespero das TV's e dos próprios terroristas, presumo.


Já a hipótese de alguns países ocidentais se juntarem aos bombardeamentos está a provocar a ira de alegados pacifistas. Acreditam estes idiotas inúteis que estas acções irão provocar uma mortandade geral. Manifestam, vá lá saber-se porquê, uma evidente falta de confiança na pontaria dos pilotos franceses, ingleses e americanos. De qualquer forma, podem sempre colocar em prática aquela tese fantástica das flores que derrotam armas, que ouvimos tão propalada quando dos atentados de Paris. Mandem muitas flores para a Síria e o Iraque. Depois digam se resultou.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Indignação de barriga cheia

Percebo a indignação dos reformados relativamente à anterior governação. Foram chamados, pela primeira vez, a partilhar as dificuldades de um Estado falido e isso, por mais que se tente justificar, dificilmente é compreendido por quem é vitima daquilo que considera ser uma injustiça. Compreendo-os, reitero. Até porque fui, de longe, muitíssimo mais prejudicado do que eles. Logo a começar, ainda no tempo do outro governo socialista, pelo fim do abono de família para quem auferia, salvo erro, mais de oitocentos euros. Isto enquanto deixava intactas todas as reformas. E sublinho todas. Nessa altura não me recordo de ninguém, desde a Isabel Moreira à outra senhora anafada da associação de reformados, achar que estávamos perante uma inqualificável injustiça. Nem, sequer, me lembro de ter ouvido falar nessa coisa da solidariedade intergeracional. Ou lá o que chamam àquilo de cortar os direitos aos novos para manter os dos velhos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Organizem-se!

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As famílias portugueses têm cada vez menos filhos. O que, presumo, no conceito de uns quantos iluminados deve constituir uma espécie de evolução social, de melhoria da qualidade de vida ou outra parvoíce qualquer que os alarves bem pensantes e fazedores de opinião em geral gostam de papaguear.


Os portugueses estão, também, cada vez mais tolerantes. Excepto na politica e no futebol. Quando ao resto aceitam tudo. Agora até parece que inventaram uma idiotice qualquer de “especismo” ou lá o que é. Diz que é assim uma coisa tipo discriminação mas aplicada quando não se dão à bicheza os mesmos direitos que gozam as pessoas. Deve ser por isso – consta - que aquilo do tudo ao molho será cada vez mais frequente. Modernices.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Koisas

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Como escrevi noutra ocasião – num post ali mais abaixo e que envolvia sushi, ou lá o que é – uma coisa leva a outra. Quase sempre, diz. De vez em quando, vá. Ou então há excepções que confirmam a regra. São as coisas que não levam a outra. Também conhecidas por aquelas coisas que não levam a lado nenhum...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Aceitam-se animais...crianças é que não!

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Será, de certo, tudo muito legal. Estará, acredito, inserida numa opção estratégica de negócio que, porventura, dará óptimos resultados. Pode ser isso tudo e mais o que se quiser. Mas, para mim, é uma estupidez. Coisa de gente que nem merece que a reconheçam como tal.


Por breves instantes ainda ponderei incluir o estabelecimento hoteleiro em causa – culpa do Booking - entre as opções de escolha para uma curta estadia. Mas foi só até ver as condições do empreendimento. Não me serve. Recuso-me a pernoitar num sitio que permite animais. E, a juntar a isso, se não aceitar crianças, como é este, é coisa para o desaconselhar vivamente. Vade retro!

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O gajo que perdeu as eleições já tomou posse. Cuidado, portanto!

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E pronto. Quarenta anos depois voltamos a ter um governo apoiado pelos comunistas, esquerdistas burgueses e outros malucos. Acerca do que aí vem nem vale a pena especular. Basta ter estado atento à história do país e do mundo no último meio século. Ou, para não nos maçarmos muito a esmiuçar o passado, na última meia dúzia de anos.


Entretanto, se puderem, vão pensando na possibilidade de abrir uma conta na Suíça. Noutro país governado por gente séria também serve. Mas, se não souberem como se faz ou o pé de meia não justificar a trabalheira, o Paypal pode sempre constituir uma boa alternativa. Em último caso ponderem dar utilidade à parte inferior do colchão.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Bons sonhos...enquanto podem!

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O pagode de esquerda e todos os que acreditam no Pai Natal, mesmo que ele não use barbas e tenha uma tez mais escura, podem finalmente dormir descansados. Os pesadelos, esses, virão mais tarde. Mas depois não sejam rabugentos.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Comissão de boas-vindas

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Apenas agora, perante as evidências, é que alguns – muitos ainda nem assim - começam a despertar para o perigo de islamização da Europa. Receio que seja demasiado tarde. Aquilo a que uns quantos idiotas chamam multiculturalismo é apenas o principio do fim da civilização tal como a conhecemos. De pouco servirá levantar barreiras, fechar fronteiras ou jogar toneladas de bombas em cima deles. Eles estão cá dentro. No meio de nós. A impor os seus valores. Se é que podemos chamar valores àquilo.


Quiçá a nossa última esperança esteja no porco. Não no indicado, mas no outro. No verdadeiro. Diz que àquela malta lhes dá azar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

E que tal começar pela própria casa?

Todos temos direito à opinião. Seja lá o assunto o que for. Independentemente do grau de conhecimento que tenhamos da matéria sobre a qual exerçamos o nosso direito opinativo. Daí que não exclua legitimidade a todos que, convictamente, manifestam uma opinião diferente da minha acerca dos destinos políticos, económicos e financeiros do país. Só estranho que muitos, sabendo exactamente o que é melhor para o governo, para a economia e para as finanças nacionais não saibam governar a sua própria casa, gerir a economia doméstica e organizar as respectivas finanças pessoais. Mas isso sou eu e o meu mau feitio.

domingo, 22 de novembro de 2015

Hoje fico-me por cá

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Embora a qualidade – ou a falta dela – da imagem não deixe perceber, a placa por baixo do sinal de transito proibido diz “excepto veículos afectos ao transporte para o CCVE”. Que é como quem diz Centro de Ciência Viva de Estremoz.


 


Presumo que o problema se situe mais ao nível da minha compreensão. Talvez, reconheço, não revele grande capacidade para assimilar todos os conceitos que envolvem a ciência da colocação da sinalética de trânsito. A incompreensão que manifesto quanto à sinalização do meu bairro é disso um bom exemplo. Mas, neste caso em concreto, sempre gostava de saber para que serve ao certo – ou até mesmo ao incerto - aquele sinal.


 

sábado, 21 de novembro de 2015

E a ejaculação precoce, pá?

Os chamados temas fracturantes parecem constituir a prioridade das prioridades para a nova maioria parlamentar. De uns já trataram de levar a plenário e mais uns quantos, ameaçam, se seguirão. Tal como outros que, inexplicavelmente, têm ficado de fora da discussão política. Assim, de repente, lembro-me da ejaculação precoce. Problema que devia, também, ter o tratamento assegurado pelo Serviço Nacional de Saúde. E, naturalmente, sem estar sujeito a essa tirania das taxas moderadoras. Embora, admito, a oposição de direita possa sempre argumentar que isso se cura a pensar na Isabel Moreira.


Por mim – ainda que possa parecer o contrário - até nem acho mal que os deputados da nação ocupem o seu tempo a discutir problemática desse nível. Pelo menos enquanto andam entretidos com esses assuntos manhosos não apoquentam quem trabalha e lhes paga o entretém. O que me deixa inquieto é que aquilo não dura para sempre e, um destes dias, vão começar a tratar de coisas realmente importantes. De cenas sérias, vá.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A ignorância também paga imposto

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Tendo a desconfiar dos estudos. Mas, no caso do que foi divulgado hoje que coloca os portugueses entre os povos mais ignorantes do mundo relativamente a assuntos financeiros, acredito que não deve falhar por muito. Basta ouvir o que se diz na rua e ler o que se escreve nos jornais ou nas redes sociais para facilmente se concluir pela ignorância que por aí grassa quando o tema são as finanças.


Atente-se, por exemplo, no caso das facturas com NIF com as quais os contribuintes podem obter deduções a nível fiscal. Os comentários que tenho lido e ouvido sobre o assunto são de arrepiar. Reveladores de uma desinformação e de uma mentalidade distorcida que, acreditava eu, já não existiam nos tempos em que vivemos. Coisa que, reitero, nada tem a ver com a idade nem com o nível de escolaridade de cada um. Que o diga uma senhora a quem todos os anos preencho a declaração de IRS, analfabeta e com mais de oitenta anos, que não deixa escapar uma factura sem o respectivo número de contribuinte.


A ignorância costuma sair cara. E, como ando a escrever de há um ano a esta parte, todos os que alarvemente se recusaram a pedir factura vão, lá para meados do ano que vem, sofrer na carteira as consequências dessa alarvidade. Depois queixem-se do Passos, do Costa ou de quem quer que seja que lá esteja nessa altura. Por mim, que não gosto mesmo nada de pagar impostos, cada cêntimo conta. É pouco? É. Mas ainda assim deve ser mais do que a devolução da sobretaxa…

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Os mercados já não são o que eram...

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Tempos houve em que os mercados de Estremoz atraiam consumidores aos magotes. Hoje, com a alteração dos hábitos de consumo, já não é assim. Estão, por comparação com os de então, praticamente despidos de gente. Ou, para ser ligeiramente menos pessimista, em trajes menores. Diria, vá, que o seu declínio é directamente proporcional à redução das dimensões que o tempo trouxe a certas peças da indumentária feminina.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mas ainda ninguém topou o esquema do Jerónimo?!

A esquerda anda nervosa. A perspectiva de Cavaco não nomear o líder do partido que sofreu uma das mais humilhantes derrotas eleitorais da sua história, está a deixar muita gente à beira de um ataque de nervos. Da histeria, quase. E isso impede-os de perceber a estratégia do PCP, brilhantemente protagonizada pelo camarada Jerónimo. Parece-me mais do que evidente que a direcção comunista está a fazer tudo o que pode - por mais que diga o contrário – para que o Presidente da República não indigite o Costa como primeiro ministro. As propostas de lei apresentadas – e as retiradas, também – no parlamento são, apenas, mais um sinal. Se a isto juntarmos a recusa em garantir a aprovação do Orçamento para 2016, não vejo que outra conclusão se pode retirar das atitudes protagonizadas pelos comunistas.


O não de Cavaco à nomeação de Costa resolve dois problemas ao PCP. Liberta-o da obrigação de, forçosamente, ter de aprovar medidas anti-populares que as bases comunistas dificilmente entenderão e, ao mesmo tempo, não carrega com o ónus de inviabilizar um governo de esquerda.


Portanto, seja qual for a decisão do Presidente, a diversão está garantida.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Crónica dos bons marmanjos

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Marmelos. Muito havia para escrever a propósito de marmelos. Ou de marmanjos. Que são, segundo o dicionário de língua portuguesa, a mesma coisa. Mas não quero. Não tenho tempo. Nem, sequer, me apetece. Está na hora de ir ali fazer marmelada com a minha Maria.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Daaaaaxxxxxxx qué burro!

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Com preocupante frequência têm surgido, de há uns tempos a esta parte, algumas vozes a sugerir a imposição de restrições à liberdade individual dos cidadãos. Nomeadamente em relação ao que se publica na Internet com o intuito de, segundo quem defende esta tese, combater o ódio e o incitamento à violência.


Não posso estar mais em desacordo. Mesmo achando que imagens como esta – copiada de um qualquer site comunista latino-americano e publicada no Facebook por um javardo comuna com a mania que é intelectual - constituem uma clara demonstração de intolerância. E de apelo à pancadaria, também. Até eu, que sou um gajo pacifico, fiquei com vontade de lhe ir aos cornos. Salvo seja, que a velhota, coitada, se calhar não é dessas coisas.


Ainda assim, defenderei sempre que a besta em causa deve ter toda a liberdade para continuar a escoicear. Afinal se ele não fosse livre para o fazer nunca saberíamos quão mentecapto é o animal. Sem ofensa para os ditos, que não quero cá aborrecimentos com o PAN.

domingo, 15 de novembro de 2015

O livro que urge oferecer aos jihadistas

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A teoria que por estes dias tenho visto replicada até à exaustão, segundo a qual o auto proclamado “Estado islâmico” é uma criação dos Estados Unidos, do Ocidente e do capitalismo em geral tem o seu quê de curioso. Esta tese, sendo defendida acerrimamente pela malta de esquerda faz dela, como é óbvio, uma verdade absoluta. Irrebatível, mesmo. Como tudo o que brota da reconhecida sabedoria e superior inteligência daquele pagode. Nisto a única coisa que me faz espécie é que – tratando-se de uma criação americana - eles, os comunistas, não estejam especialmente preocupados com as suas acções e que, sendo conhecida a aversão ianque aos comunas, não se sintam, sei lá, um bocadinhos ameaçados. Eu, se fosse comunista e acreditasse nessa teoria, ficaria assim ligeiramente preocupado por saber que andava por aí um bando de gajos, financiado pelos anti-comunistas, a matar gente. Mas isso sou eu, que não percebo nada disto.

sábado, 14 de novembro de 2015

A coligação de esquerdelhos é cada tiro cada melro...

Com aquela coisa dos macacos que se andaram a explodir por Paris, a entrevista do camarada Jerónimo à RTP quase passou despercebida. O homem, entre outras declarações assaz curiosas, garantiu não saber se o seu partido vai ou não aprovar o orçamento de Estado para 2016 que um eventual governo do PS venha a apresentar mal acabe de tomar posse. Estamos, portanto, conversados acerca da solução estável e credível que António Costa tem para apresentar ao Cavaco...

Hoje não "sou francês"...

Hoje é mais um daqueles dias, cada vez mais frequentes, em que os idiotas do costume serão “Charlie's”, “franceses”, “parisienses” ou outra coisa qualquer que lhes pareça adaptada ás circunstâncias. Cantarão a Marselhesa, enaltecerão os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Provavelmente darão as mãos a gente de outras culturas e não se cansarão de se manifestar em defesa de “valores” como o multiculturalismo ou a solidariedade. Quase de certeza não faltarão as referências à maldade do homem branco, causadora de todo o mal.


Mas é igualmente o dia de pedir contas. De responsabilizar os governos e todos os que têm permitido a invasão islâmica do ocidente ao longo das últimas dezenas de anos. Todos são culpados. Desde os políticos que lhes abrem as fronteiras aos que os acolhem. E não, não excluo os gajos que os vão lá buscar nem, sequer, quem lhes dá donativos. Todos têm sangue nas mãos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O problema deve ser ninguém a ter apalpado...

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Aquela deputada escanzelada, mal-parecida e em aparente excitação permanente, vulgarmente identificada com as chamadas causas fracturantes e que tem assento na bancada do Partido Socialista, alega ter sido agredida pelos manifestantes que se reuniram em frente – de lado, vá - ao parlamento para apoiar o governo. Os da PAF, portanto. Que isto agora, sinal do tempos esquisitos que vivemos, até a GCTP já faz manifestações de apoio a coisas. Futuras, mas coisas na mesma.


Mas, escrevia eu antes de entrar pela via da divagação, a dita senhora quase esquelética e extremamente mal apessoada afirma ter sido agredida fisicamente ao som de gritos colectivos - “morre cabra”. Ora isto deixa-me indignado. Por vários motivos. Dois, mais precisamente. O primeiro pela ingenuidade da deputada - nossa representante, afinal - e eu não gosto que quem me representa seja ingénuo. Se a criatura foi realmente agredida ou, pelo menos, sentiu um ligeiro contacto, devia ter-se imediatamente atirado para o chão. A estrebuchar, como se estivesse às portas da morte, como fazem os jogadores de futebol na área adversária. Se não o fez, ninguém acredita nela. Mesmo que o tivesse feito também ninguém a ia levar a sério mas, convenhamos, a coisa tinha muito mais pinta.


O segundo motivo tem a ver isso do “morre cabra”. Está errado desejar a morte ao coitado do bicho. Que, ao contrário da outra, até é um animal simpático. Para a próxima vociferem antes “falece mosca varejeira” ou “sucumbe ténia intestinal”. É capaz de ser ligeiramente mais ofensivo e talvez não suscite a ira dos defensores dos animais.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Peixeiradas

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Esta espécie de decoração – chamemos-lhe assim – da viatura é para lá de desconcertante. Nem sei o que diga. Menos, ainda, o que escreva. Podia discorrer acerca do peixe. De um qualquer, desde que servido cru. Sushi, ou lá o que chamam aquilo. Diz que é fino, o sushi. Ou podia, também, dissertar sobre o linguado. Embora isso do linguado seja mais coisa para o inicio. Logo não faz sentido falar dele, do linguado, no fim. Nem esse é, sequer, o objectivo. É mais o sushi. Até porque, como isto anda tudo ligado, por vezes uma coisa leva à outra. 

terça-feira, 10 de novembro de 2015

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Caça-promoções

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Diz que duas famílias se envolveram em pancadaria, numa grande superfície comercial, quando duas crianças disputavam o mesmo brinquedo. Deve ser, digo eu, mais um sinal de retoma da economia. Um facto revelador, quiçá, do crescimento do poder de compra da população. A juntar a muitos outros a que assistimos diariamente. Como, por exemplo, num supermercado cá do sitio onde quase tudo o que pode ser consumido na restauração desaparece num ápice das prateleiras. Neste caso não consta que tenha havido recurso ao tabefe para levar a última garrafa. Desconfio, até, que o primeiro taberneiro a chegar as levou todas. E depois ainda têm a lata de andar por aí com a lamuria disso da crise e tal...

domingo, 8 de novembro de 2015

Enganaram-se na formula. Só pode. Ou então vão pôr um radar em cada esquina...

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Presumo que a esmagadora maioria dos que exultam de felicidade com a coligação das esquerdas já se tenha dado ao trabalho de ler o programa do governo que vão apoiar. Se sim e, apesar de o terem lido, continuam a acreditar que a solução governativa encontrada não nos vai atirar, a médio prazo, para mais uma bancarrota, então, são qualquer coisa mais do que apenas ingénuos ou idealistas.


Ali, no tal programa, o PS propõe-se fazer um enorme aumento da despesa – não sei quantificar mas serão, seguramente, largos milhares de milhões de euros – e uma colossal diminuição da receita. Mantendo, garantem, o desvio orçamental dentro das margens do tratado. Acredito que os autores disto saibam fazer contas. Suponho, até, que usem o excel – ou o calc, vá - para calcular estas coisas. Desconfio é que se enganaram nas formulas.


A menos que estejam confiantes no espírito transgressor, na tendência acelera dos portugueses e na receita que possam obter com a colocação de um radar em cada esquina. Com aquilo do SINCRO deve ser só facturar.

sábado, 7 de novembro de 2015

Chegaram os primeiros refugiados

Bem - vindos! Mas alguém que avise uma das senhoras refugiadas que, em Portugal, o Carnaval é só lá para Fevereiro...

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Vai ser bonita a festa, pá...O pior será a ressaca!

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Acredito que a concretização do acordo de governo entre os partidos derrotados nas últimas eleições constitua, para muitos dos que neles votaram, a concretização de uma espécie de sonho. Nada que me incomode. Embora tenha a certeza, mais do que absoluta, que este sonho de alguns acabará num imenso pesadelo para todos. Mas cada um acredita no que quer e se existe quem acredite que os pastorinhos viram uma senhora a pairar sobre uma azinheira, também não me surpreende que uns quantos possam estar convencidos da bondade das politicas que advirão da existência de um governo desta natureza.


Estou mesmo em crer que, daqui por vinte ou trinta anos, haverá quem faça questão de recordar o governo onde estiveram o BE e o PCP como um dos melhores de sempre. Tal como, já hoje, há quem não se canse de garantir ter sido a governação de Vasco Gonçalves a melhor de todos os tempos. Claro que, no presente, quem tem o discernimento suficiente para analisar o passado sabe a que nos conduziu o desvario daquele general. E sabe, igualmente, onde no futuro vai ter o percurso que estes novos “companheiros”, “camaradas” ou lá como se vão tratar eles vão percorrer. Sabe, também, quem vai apanhar as canas. Mas, até lá, que venham os foguetes.


 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A culpa não é deles. É dos idiotas que lhes deram o voto...

O PAN - essa coisa a quem uns quantos palermas entregaram o seu voto, mesmo sem conhecer o que os gajos querem mas apenas porque lá pelo meio fala em animais – parece que andou a mandar umas bocas contra a praça de touros cá da terra e a defender o fim do voo da águia Vitória no estádio do GLORIOSO. Em relação ao touril aqui do burgo ainda percebo. Eu também não gosto daquilo. Não pelas mesmas razões dos esparveirados do PAN, mas porque, enquanto contribuinte, entendo que o dinheiro público – europeu ou nacional – deve ser aplicado em investimento útil. Se os aficionados querem touradas, que as paguem. Desde as arenas aos bois.


Já quanto à Vitória a coisa muda de figura. O PAN que vá marrar para outro lado. Deixem lá o bicharoco em paz. Eles que proíbam os cães e gatos enclausurados em apartamentos onde mal se podem mexer, os pássaros presos em gaiolas, os peixinhos nos aquários e as aranhas metidas em caixinhas minúsculas. Ou, melhor, eles que continuem mas é a divertir-nos com aquela coisa dos copos...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Olha quem ganhou a raspadinha!

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Fontes geralmente bem informadas garantiram-me ter visto António Costa à porta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Estava, assegura quem alegadamente o terá avistado, visivelmente perturbado. Parece que o Departamento de jogos teria liminarmente recusado pagar-lhe o prémio obtido nesta raspadinha...

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Valha-lhe um burro aos coices!

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Óbvio que, naquilo das cheias em Albufeira, o Ministro teve um discurso patético. Numa coisa tem, no entanto, toda a razão. Podiam os comerciantes ter um seguro que lhes garantisse uma indemnização pelo prejuízo sofrido. Afinal o homem não fez mais do que recordar aquela coisa da malta só se lembrar de Santa Bárbara quando fazem trovões. Era, se calhar, a referência que mais lógica teria feito em todo aquele discurso a atirar para o religioso.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Avante Kamarada!

O PCP, garante Jerónimo, só aprovará no parlamento medidas boas para os trabalhadores. Fico contente. Embora ache que o líder comunista não trabalha há tanto tempo que, quase de certeza, já nem sabe o que é bom, ou não, para quem tem de labutar para ganhar a vida. Daí que, apesar do contentamento, fique ligeiramente desconfiado com a garantia.


Mesmo entre o eleitorado comunista é capaz de não haver muita gente ainda a bulir. São poucos, estão velhos e, provavelmente, os jovens que por lá andam também devem ser atingidos por essa praga do desemprego. Daí que, se calhar, por lá a experiência acerca do que é ou não prazenteiro para os que trabalham também não seja muita.


Depois é aquela mania de pretender saber o que é bom para os outros. Se a esmagadora maioria dos eleitores não aprecia as suas teses, por que raio aquele partido se arroga no direito de achar que sabe o que é bom para o eleitorado? Não sei porquê fazem lembrar os padres. Não casam mas fartam-se de dar conselhos sobre o casamento...

domingo, 1 de novembro de 2015

Devo ser um "especista", eu... O que, presumo, será crime um dia destes.

O que está hoje a indignar os profissionais da indignação que operam no facebook – uma espécie de brigada do politicamente correcto – é o caso da morte, devido a electrocussão, de um canito no passeio marítimo de Oeiras em consequência de uma avaria num foco luminoso instalado no pavimento. Chocante esta morte. Até porque podia dar-se o azar de ter sido uma pessoa. Tudo o que vem a seguir é que se dispensa. Nomeadamente o discurso que equipara os animais às pessoas, tornam-os quase humanos e enxovalhando todos os que têm a lucidez de recordar aos mais fanáticos da causa animal – uma imensa trupe de urbano deprimidos - que os bichos não podem ter os mesmos direitos nem a sua existência valer o mesmo que a vida humana.

É o multiculturalismo...

A socialista Câmara de Lisboa prepara-se para esturrar três milhões de euros na construção de uma nova mesquita. Andarei, muito provavelmente, a dispersar a minha atenção por outras cenas igualmente rocambolescas – também elas, curiosamente, protagonizadas pelos xuxas – para ainda não ter dado conta de nenhum movimento de indignação contra este escandaloso esbanjamento de dinheiro público. Se o há não dei por nada. Nem, sequer, um grupelho qualquer de intelectuais a manifestarem o seu asco à promiscuidade entre o poder e a religião. Algo assim, sei lá, do tipo daquilo que fizeram por causa dos crucifixos. Ou, vá, um protestozito ao nível daqueles que apelam ao fim do financiamento público às touradas e correlativos. Mas não, ninguém protesta. Nem, tão pouco, acham isto uma espécie de má despesa pública. Deve por isso da mesquita ser uma coisa assim a atirar para o multiculturalismo. O que, como se sabe, é algo que dá ares de inteligente até ao maior burro.

sábado, 31 de outubro de 2015

Estranho conceito de democracia...

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Bastou um grupo de três indivíduos, cada um por si, ter a ideia de sugerir a realização de uma manifestação em frente à Assembleia da República contra um eventual governo de esquerda, para deixar os comunistas e outros esquerdalhos à beira de um ataque de nervos. Pelos vistos a rua é da esquerda. O direito ao protesto é da esquerda. O direito à liberdade de expressão só pode ser exercido se for para exprimir opiniões favoráveis à esquerda. Apenas a esquerda se pode manifestar nas ruas. Tem o exclusivo, devem achar as criaturas. Era assim em setenta e cinco. Pelos vistos querem que assim continue em dois mil e quinze. E isto ainda sem estarem no governo...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Há silêncios que valem por mil palavras

Mário Soares é um gajo que gosta de dizer coisas. Daí que seja mais do que estranho o silêncio a que se remeteu desde o dia 4 de Outubro. Deve ter perdido o pio. Ou, o mais provável, estar em choque. Não é para menos. Mas lá que o silêncio do homem é ensurdecedor, lá isso é.

Costa, a serpente.

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Toda a gente já reconheceu que o actual impasse na vida politica portuguesa se deve a uma birra do individuo que chefia o PS. O homem – em termos políticos, evidentemente – não presta. O seu percurso fala por si. Mas não o culpo em exclusivo a ele. Todos os que viram – ou, apesar de tudo, ainda veem - ali um Messias, uma espécie de salvador da pátria, também são culpados. Em termos pessoais o senhor até pode ser uma jóia de criatura mas politicamente não vale nada. É pior do que as cobras. Daqueles que nem a história julgará. Não vai lá ter lugar. Terá, isso sim, um lugar destacado no anedotário nacional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Refeições, fruta e transferências bancárias.

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Acho mal – do pior, mesmo – isso das ofertas aos árbitros. Inclua o rol do ofertório canetas, camisolas, fruta, refeições ou apenas uma bebida num bar qualquer. Ou, até, coisas de menor importância como depósitos em dinheiro nas contas bancárias dos homens da arbitragem. Estou, portanto, do lado dos indignados que exigem a descida de divisão dos clubes ofertantes. E a despromoção não seria para a segunda divisão. Iam era direitinhos para os distritais.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Convicções, ilusões e alguns parvalhões

Admito que exista muita gente satisfeita com a perspectiva de existir no país, quarenta anos depois, um governo que envolva os comunistas e os radicais de esquerda. Uns por convicção, outros por ilusão e mais uns quantos pela expectativa de ver no que dá. Respeito todos eles. Por achar que a experiência vai outra vez correr muito mal discordo em absoluto mas, reitero, reconheço que têm todo o direito a estar do lado errado.


O que já não aceito, nem muito menos respeito, são os anormais de merda – ou umas bestas do caraças, para ser mais simpático – que andam por essa Internet fora com aquela treta do “Costa, Catarina e Jerónimo 4ever”, “para sempre” ou outra idiotice qualquer que envolva a enternização daquela trupe no poder. Gente que, a julgar pelo slogan, gosta pouco de democracia. Ou, então, é simplesmente parva.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Koisas que m'atormentam

Sim, nós sabemos que os comunistas já não comem - mas alguma vez comeram? - criancinhas ao pequeno almoço. E eles, os comunistas, sabem?

Estes estudiosos dão-me azia

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Estudos há muitos e para todos os gostos. Ou desgostos, depende. Agora é sobre os enchidos e as carnes em geral. Diz que são prejudiciais à saúde. É provável que sim. Se eles, os sábios, o dizem não serei eu a duvidar. Mesmo acreditando nos estudiosos não será por isso que vou passar a comer tofu. Nem virar vegetariano. Até porque o ar que respiramos, desconfio, também nos deve estar a matar e, mesmo assim, vou esforçar-me por continuar a respirar.


Outro estudo qualquer garantirá que a esmagadora maioria dos óbitos acontece na cama. É, por mais voltas que se lhe dê, o sitio onde quase toda a gente falece. Surpreendentemente todos continuam a deitar-se sem qualquer preocupação perante este dado estatístico incontornável. Depois queixem-se. Se puderem.

domingo, 25 de outubro de 2015

Esta proposta eleitoral do PCP parece-me um caso de estimulação precoce...

Não sei se os entusiastas da maioria de esquerda leram com atenção – ou apenas na diagonal, vá – o programa eleitoral dos comunistas. Propõem-se os camaradas, entre outras coisinhas boas, estimular a poupança dos portugueses. Ora de estímulos quase todos gostamos e, ainda que o estimulo envolva apenas a area da poupança, não há quem não goste de se sentir estimulado.


O pior é que a vontade comunista de dar estímulos ao pagode acaba mais ou menos a meio da página 37 do dito programa comunóide. Também ela, a página, perto do meio do citado conjunto de intenções do PCP. Aí se prevê a criação de um imposto, com uma taxa de 0,5%, que incidirá sobre quem possua património mobiliário superior a cem mil euros. Ou seja, estimular sim, mas só até certo ponto. Pode igualmente dizer-se que o estimulo se vai demasiado depressa...

sábado, 24 de outubro de 2015

O que a malta se vai divertir...

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Cavaco, por muito que lhe custe, terá mesmo de nomear o derrotado Costa como chefe de um governo composto, ou apoiado, pelos perdedores das eleições. Passos e Portas não estarão dispostos, segundo alguns círculos próximos da coligação, a manterem-se num governo de gestão. A ideia será, no parlamento, CDS e PSD votarem contra tudo e mais alguma coisa proposta pelo governo, deixando assim o PS nas mãos do PCP e do BE. Vai ser bonita a festa, pá.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Tudo é relativo. Mas há coisas mais relativas do que outras.

Leio e ouço com frequência que o país está numa espécie de emergência social. Pode ser que sim. Mas tendo a desconfiar que isso da emergência é capaz de ser manifestamente exagerado. Nomeadamente quando os exemplos apontados vão num sentido bastante diferente daquilo que por aí se vai vendo.


Atente-se no caso dos reformados. Uma “classe” que, vá lá saber-se porquê, é permanentemente apontada como a principal vitima da pretensa malvadez do governo. Admito que, como quase todos os portugueses, tenham fundados motivos de queixa das opções de quem governa. Convém, contudo, relativizar as coisas. Se consultarmos as páginas pessoais no Facebook de muitos reformados, os lamentos que lá vão deixando relativamente aos alegados maus tratos governativos de que estão a ser alvo, não são compatíveis com as numerosas fotografias de convívios gastronómicos, viagens, cruzeiros e outros eventos manifestamente dispendiosos onde constantemente marcam presença. Nada, obviamente, tenho a ver com isso. Acho até muitíssimo bem que pratiquem essas actividades e todas as outras que lhes dê na real gana. O que me desagrada é que se queixem da miséria para onde foram atirados quando, se calhar, estão a gozar de privilégios que nenhuma geração teve antes e que, a seguir, mais nenhuma terá.

Cavaco mau...

A esquerda ficou histérica com a decisão do Cavaco. Nada de surpreendente. Apenas incoerência, como quase sempre. Para a malta da esquerdalha o Costa governar, mesmo amplamente derrotado nas eleições, é legítimo. E, perante a lei vigente, de facto é. O Presidente equacionar manter em gestão um governo que não passe no parlamento, embora legítimo perante a lei em vigor, não é. Coisas…

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Alguém que lhe diga para pôr mais tabaco naquilo...

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Ainda mal tinha acabado de escrever o post de ontem - vaticinando tempos divertidos à conta do futuro governo dos perdedores - e já Catarina Martins, a pequenota de olhos esbugalhados e olhar alucinado, revelava ao mundo as preocupações que o seu partido pretende ver reflectidas no programa de governo dos derrotados nas eleições. Ficámos assim a saber que a anulação das recentes alterações à lei do aborto e um problema qualquer relativo às parelhas do mesmo sexo, constituem as preocupações maiores da pequena líder.


Compreendo que a criatura pretenda satisfazer o seu eleitorado. Fica-lhe bem. O que já não me parece tão acertado é tornar as problemáticas relacionadas com as partes pudibundas a prioridade da acção governativa. É divertido, todos damos umas boas gargalhadas à conta disso mas, que diabo, é capaz de haver um ou outro assunto um bocadinho mais importante a tratar. Não sei, digo eu. Que, assim de repente e por comparação, até já começo a achar aquilo da educação de adultos, que inviabilizou o acordo do PS com os PAF's, uma coisa de extrema importância.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Já vi este filme...

A ideia de um governo à esquerda, constituído pelos derrotados das ultimas eleições, começa a agradar-me. É que isto de ser governado por comunistas e radicais de extrema-esquerda não é coisa que muitos europeus ocidentais já tenham vivenciado. Por cá os portugueses com menos de cinquenta anos nem sonham o divertimento que constitui ver o país gerido por essa malta. Por mim – que já vi este filme na versão a preto e branco – começo a estar em pulgas para assistir a esta nova reprise da tramóia. Vai ser divertido, isso garanto. E, sem pretender ser spolier, deve durar mais ou menos o mesmo tempo da outra vez e o final também não deverá ser substancialmente diferente.


Presumo que as diferenças estarão nos personagens. Todos eles mais cultos e com melhor aspecto que os originais. Desde os principais aos secundários. E, até mesmo, os figurantes apesar de igualmente parvos são um pouco melhor apessoados e menos brutamontes. Desta vez não haverá Libórios a organizar barricadas nem a disparar sobre automóveis. O resto vai ser igual. Uma comédia patética que rebenta com o orçamento mas que se revela um fracasso de bilheteira.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Consultei o programa do PAN e não encontrei nada sobre isto...

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Parece-me perfeitamente normal que muitos considerem o animal de estimação que têm em casa como mais um membro da família. É lá com eles. Cada um sabe de si e do grau de parentesco que o liga ao bicho com que coabita. O que não se me afigura muito dentro da normalidade é que, em situações como as da foto, os extremosos donos finjam que nem conhecem o animal. É, também por isto, que continuo sem perceber se é o cão que é da família deles ou eles é que são da família do cão.

sábado, 17 de outubro de 2015

E o coiso do PCP não é um anti-democrata primário?!

Jerónimo abdica de tudo e mais um par de botas só para ver o PS no governo. Quem não partilha dessa vontade é, na opinião do aprendiz de grande lider, um anti-comunista primário. Sim, é mesmo isso que sou. Anti-comunista. Primário, secundário ou o que ele quiser. E com muito orgulho. Por mim prefiro a democracia.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Que façam um longo caminho até ao socialismo...e não voltem!

Começo a ficar sem paciência para a cambada de comentadores da treta que pululam pelas televisões e para as conversas acerca de quem deve ou não governar. Menos ainda para os exercícios parvos, geralmente reveladores de elevado grau de demência, dos que procuram demonstrar que quem perdeu as eleições, afinal, as ganhou. Vão todos bardamerda. Decidam-se mazé a formar governo e a dar um rumo a isto. Num país a sério vinte e quatro ou quarenta e oito horas após as eleições os governos estão em funções. A bem dizer nem só nos países a sério é assim. Até naqueles onde a bandalheira é apenas relativa estas coisas são feitas mais depressa.


Já estou por tudo. Só para deixar de os ouvir. Constituam lá o vosso governo socialista-comuno-bloquista. Só espero que não me decepcionem. Comecem a tratar da reforma agrária nos campos do sul, a construir o TVG, o novo aeroporto de Lisboa, a terceira ponte sobre o Tejo e a dividir o país em regiões administrativas. E, já agora, não se esqueçam de regulamentar o trabalho sexual e enquadrar os respectivos profissionais num quadro legal que os proteja na sua actividade. E, também, os faça pagar impostos. Ah, e comecem a caminhar para o socialismo. Sem parar, de preferência. Ou, se pararem que seja quando estejam bem longe...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dar a volta à lei.

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Obrigado pela troika ou motivado apenas por questões ideológicas, o governo que agora cessa funções adoptou medidas sem qualquer sentido. Inúteis, mesmo. Quando não, até, contraproducentes relativamente ao que, imagina-se, seria o objectivo das mesmas.


A redução dos feriados ou o aumento do horário de trabalho na função pública para quarenta horas semanais constituem apenas dois exemplos de politica reles, feita por políticos sem qualidade e que, no caso do horário, apenas agrada aos que defendem o quanto pior melhor relativamente aos funcionários públicos.


Neste último tema, o poder local, como acontece com tudo o que é lei que belisque os seus interesses, tratou de dar à volta à questão. Municípios houve que ignoraram liminarmente a medida sem que daí, saliente-se, tenha vindo mal ao mundo ou sanção a quem assim decidiu. Outros – muitos, ao que parece – trataram de assinar acordos que permitem a laboração nos moldes do horário anteriormente vigente.


Há, finalmente, um terceiro grupo. Os que preferem não fazer acordos e manter as quarenta horas. Tudo a bem, diz, dos seus trabalhadores. Que assim têm a oportunidade de complementar o parco salário através das horas extraordinárias que generosamente lhes são pagas. Sortudos os funcionários que, por via deste acréscimo salarial, podem melhorar o seu nível de vida, pagar a prestação do carro, fazer aquela viagem ou, simplesmente, esturrar o graveto naquilo que mais lhes aprouver. Não é que conheça autarquias onde isto aconteça, mas tenho ouvido falar que lá para o norte é muito frequente.