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domingo, 2 de outubro de 2022

Ide multar a mãezinha...

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Nada parece ser suficiente para saciar a máquina de gastar dinheiro montada pelos socialistas. Somos vitimas do maior saque fiscal das últimas décadas, está a ser cozinhado o mais descarado corte nas pensões desde que existe o conceito de “pensão” e, porque isso ainda não basta aos generosos distribuidores de dinheiro alheio, somos vitimas de uma inusitada caça à multa. E isto nem sou eu que o digo. São os números divulgados pelo governo. Aí, valha-nos isso, não podem mentir nem trapacear. Está lá tudo. O quadro acima, para quem tiver paciência, é por demais elucidativo do esbulho que nos estão a fazer.


Atente-se, por exemplo, nas multas de trânsito. Segundo a previsão do governo, inscrita no OE para 2022, serão arrecadados quase 129 milhões euros resultantes daquele tipo de infração. Mais 38,4% por cento do que em 2021. Deve ser essa a razão porque militares da GNR e agentes da PSP arriscam diariamente a vida atrás de radares colocados estrategicamente nos locais mais inusitados. Urge apanhar perigosos condutores que circulam a 31 Km/h onde a velocidade máxima permitida é de 30. Ou os aceleras da A6, onde passa um carro de cinco em cinco minutos, que se atrevem a voar a uns arrepiantes 130Km/h. Sem esquecer – esses são os piores – aqueles criminosos do asfalto que vão a assapar nas estradas rurais que unem as diversas aldeias. Têm o pé pesado, os patifes, mas a GNR está lá para garantir que pagam por isso. E é bem feito, que essa coisa de conduzir acima do limite legal é só para ministros.


Pode, para os moralistas de serviço e outros parvos, até parecer uma acção muito meritória. Digam que é a prevenção de acidentes, contribui para salvar vidas e mais o que quiserem. A intenção, nem vale a pena querer tapar o sol com a peneira, é só uma. Angariar receita. O resto não lhes importa. Dos portugueses eles apenas querem duas coisas. Os votos e o dinheiro.

domingo, 8 de novembro de 2015

Enganaram-se na formula. Só pode. Ou então vão pôr um radar em cada esquina...

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Presumo que a esmagadora maioria dos que exultam de felicidade com a coligação das esquerdas já se tenha dado ao trabalho de ler o programa do governo que vão apoiar. Se sim e, apesar de o terem lido, continuam a acreditar que a solução governativa encontrada não nos vai atirar, a médio prazo, para mais uma bancarrota, então, são qualquer coisa mais do que apenas ingénuos ou idealistas.


Ali, no tal programa, o PS propõe-se fazer um enorme aumento da despesa – não sei quantificar mas serão, seguramente, largos milhares de milhões de euros – e uma colossal diminuição da receita. Mantendo, garantem, o desvio orçamental dentro das margens do tratado. Acredito que os autores disto saibam fazer contas. Suponho, até, que usem o excel – ou o calc, vá - para calcular estas coisas. Desconfio é que se enganaram nas formulas.


A menos que estejam confiantes no espírito transgressor, na tendência acelera dos portugueses e na receita que possam obter com a colocação de um radar em cada esquina. Com aquilo do SINCRO deve ser só facturar.