Percebo a indignação dos reformados relativamente à anterior governação. Foram chamados, pela primeira vez, a partilhar as dificuldades de um Estado falido e isso, por mais que se tente justificar, dificilmente é compreendido por quem é vitima daquilo que considera ser uma injustiça. Compreendo-os, reitero. Até porque fui, de longe, muitíssimo mais prejudicado do que eles. Logo a começar, ainda no tempo do outro governo socialista, pelo fim do abono de família para quem auferia, salvo erro, mais de oitocentos euros. Isto enquanto deixava intactas todas as reformas. E sublinho todas. Nessa altura não me recordo de ninguém, desde a Isabel Moreira à outra senhora anafada da associação de reformados, achar que estávamos perante uma inqualificável injustiça. Nem, sequer, me lembro de ter ouvido falar nessa coisa da solidariedade intergeracional. Ou lá o que chamam àquilo de cortar os direitos aos novos para manter os dos velhos.
Já não tenho filhos a cargo mas não me indignaria se o Estado versus governos dessem o exemplo, porque cortarem nas mordomias reinantes onde se gastam milhões, nos casos de corrupção onde desapareceram milhões, no desvio de dinheiro público para o ensino privado e por aí fora ninguém fala disso porquê? Se tivéssemos uma justiça célere e imparcial outra galo cantaria!
ResponderEliminarTrabalhei 40 anos e sempre descontei para a S.Social e a minha reforma não é paga pela dita. Pergunto, quem ocasionou o buraco (se é que existe)? É corrupção atrás de corrupção e usaram esse bolo em quê e para quê? Pois é amigo...eu que não percebo nada sei apenas que os maiores vigaristas e não me apetece referir alguns...estão a braços com a justiça mas a curtires reformas pornográficas!!!!!!
Que informem, que digam, que punam, que devolvam o dinheiro para que nem tu, nem ninguém fique com uma pedra na mão para atirar, porque acirrarem e mal (incluo todos os governos) a guerra geracional.
Isto sou a pensar que não percebo nada mas todos os cortes foram unicamente usados e mal para salvarem a banca e banqueiros corruptos!!!
O problema fundamental, no caso da segurança social, é que não há gente suficiente a descontar para assegurar a sua sustentabilidade. Ou seja, estamos perante um esquema de pirâmide do tipo Dª Branca. Pior, pois é organizado pelo Estado.
ResponderEliminarA Caixa Previdencia Advogados e Solicitadores, provavelmente a única ainda privada, distribuía alguns benefícios de forma muito generosa. Para aqueles que já estão reformados.
ResponderEliminarEu tinha uma projecção de me reformar aos 62 anos com 40 anos de descontos e com um montante mensal de € 1280. Em Outubro deste ano as regras foram alteradas em função do factor de sustentabilidade e demais variáveis. Só aos 65 anos me vou poder reformar e o simulador da pensão indica-me um montante mensal de € 813. Aumentam-me 3 anos de descontos e baixam-me a pensão para dois terços.
Falei com um colega especialista em Segurança Social e ele garantiu-me que este tipo de correcção vai ter que ocorrer na Segurança Social e na CGAposentações mais tarde ou mais cedo. Só falta saber qual vai ser o Governo com coragem para dar a má notícia à malta.
Porque a minha Caixa me permite escolher o montante dos descontos, em devido tempo optei por fazer uma poupança-reforma privada, porque não acreditei na minha Caixa (tive um processo com um Vogal há muitos anos, ele portou-se mal e eu achei que quem procedia daquele modo em Tribunal não podia ser de boas contas. Sorte a minha. Não foi seguramente por ele, mas tive a sorte de fazer a poupança noutro lado.)
Entretanto os meus dois filhos mais velhos estão à espera de oportunidade de ir trabalhar para o estrangeiro. Não estão para pagar a pensão da senhora anafada da associação dos reformados que não abdica de um centimo para ajudar a geração mais nova que ela exige que a sustente.
O sistema de pensões, tal como o conhecemos, não é sustentável. O curioso disto é que aqueles que dele beneficiam não acreditam na sua insustentabilidade e preferem recorrer a um conjunto de argumentos que podem fazer sentido mas que, para o caso, não representam nada. Népia, mesmo!
ResponderEliminar