segunda-feira, 4 de março de 2024

Os avistadores do canito perdido

Vejo com inusitada frequência publicações e inúmeras partilhas dessas mesmas publicações, onde se dá conta de avistamentos de cães que, segundo os autores dessas mensagens, estarão perdidos. Ou os canitos andam completamente desorientados ou as pessoas estão cada vez mais parvas. Alinho pela segunda hipótese. Até porque para a sustentar – ainda que isso não seja preciso, de tão evidente que ela é – aparece quase sempre alguém a esclarecer que “não senhor, o cachorro não está nada perdido. Pertence a beltrano ou a sicrano e anda apenas a dar a sua voltinha habitual”. É uma loucura, isto. Não podem ver um bicho sozinho, estas malucas, que está logo perdido. Sim, malucas que isto passa-se maioritariamente com mulheres e a maior parte delas com idade para ter juízo.


Noutros tempos, quando muito, os cães estavam abandonados e, mais tarde ou mais cedo, encontravam alguém que cuidava deles. Durante a minha infância e juventude adoptei alguns nestas circunstâncias. Se estivessem perdidos facilmente encontrariam o caminho para casa se essa fosse a sua vontade. Como, de resto, acontece com toda a espécie de bicharada. Todos conhecemos casos de animais que percorreram dezenas, até mesmo centenas, de quilómetros para se juntarem aos donos. Sem necessidade de GPS.

domingo, 3 de março de 2024

A bolha dos pitosgas

Os paineleiros e comentadores que nas televisões tentam desesperadamente influenciar o sentido de voto dos portugueses e, modo geral, as redacções dos órgãos de comunicação social vivem numa espécie de bolha que os isola do sentimento das pessoas que vivem no país real. Aquilo deve ser gente que apenas fala uns com os outros e que vive num circuito fechado onde todos pensam da mesma maneira. Daí que achem que o mundo é como eles o veem ou como eles querem que seja. Mas não é. Aquele pagode ainda não deve ter percebido que ninguém lhes liga e que a realidade é, quase sempre, muito diferente daquilo que eles projectam ou, pior, comentam ou analisam horas a fio. Fazem lembrar o ministro da Informação do Iraque ao tempo da invasão americana, os trastes.


Veja-se, por exemplo, o caso do Chega. Andam há anos a malhar naquela agremiação. Todas as conversas daquela malta, quando o assunto é política, vão lá parar. Sempre a alertar para os perigos que decorrem do seu crescimento e consequentes malefícios que isso traria para a sociedade em geral. O resultado é o que já se viu e o que, tudo indica, se vai voltar a ver daqui por uma semana. Se calhar, digo eu, fazia-lhes bem sair à rua e perceber que há mais vida para além das redacções, dos estúdios das Tv’s e do Twitter.


Este mesmo comportamento está agora a ser replicado em relação à AD. Não creio que tenham sucesso. Mesmo uma mais que provável vitória do PS não se ficará a dever ao inusitado apoio que a comunicação social presta aos socialistas. Ela será, simplesmente, natural. Estranho seria se assim não fosse. Até eu, se olhasse apenas para o meu umbigo, teria todas as razões para votar naquele partido. Mas não. Os meus problemas de visão são apenas a ver ao perto. Ao longe, felizmente, vejo muitíssimo bem.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Aprender, sempre!

Ouço com frequência que devia haver eleições todos os anos. Isto por causa das medidas tomadas em vésperas de eleições pelos governo em funções, com medo de deixarem de o ser, para manterem o eleitorado satisfeito e garantirem a reeleição. Naturalmente que tudo isso, mais as promessas eleitorais que eventualmente venham a ser cumpridas, transforma-se um tempo depois em impostos. Daqueles que fazem com que o nosso rendimento diminua ainda que o salário aumente. Coisa que o tipo que agora é secretário-geral do PCP tem manifesta dificuldade em entender. Para o cavalheiro essa cena do rendimento não importa nada. O que interessa é o salário. Uma sorte para o partido dele não haver eleições todos os anos. Se houvesse já nem um deputado tinham para amostra.


Por mim também acho que devia haver eleições mais vezes. São sempre alturas propicias à diversão. E nem estou a pensar em maluqueiras como atirar tinta uns aos outros, ou repetir muitas vezes a palavra “fascista” como se tivesse a “boca cheia de favas” que era uma bela de uma expressão, infelizmente caída em desuso, que caracteriza muitíssimo bem o tom de voz de umas quantas criaturas que andam apavoradas perante a hipótese de perderem o tacho. Estou, antes, a pensar que o período eleitoral serve para todos aprendermos mais alguma coisa. Aprendi hoje, ao ouvir a doutora Mortágua, economista de formação, que “Portugal é um país pobre porque paga salários baixos”. Eu, que destas coisas da economia percebo tanto quanto um barbeiro, cuidava que o país é pobre por não gerar a riqueza suficiente para elevar o nível salarial. Daí, por exemplo, aquilo do SMN por mais que aumente comprar praticamente sempre o mesmo. Mas não. Estou enganado. Eu e o governo do Sudão, da Somália e mais uns quantos. Se aqueles países descobrem a formula da doutora Mortágua tornam-se iguais à Alemanha num ápice.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Saudade do tempo em que as vacas não voavam

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Graças aos variados simplex’s – que até conseguem pôr vacas a voar – e à vontade politica dos representantes do povo legitimamente eleitos, mudar de sexo no registo civil, alterar o nome e conseguir o divórcio é hoje um processo que se trata num piscar de olhos. Diz, que eu dessas coisas não sei nada. Sei, isso sim, é que para cessar relações de carácter comercial com determinados prestadores de serviços é uma chatice. Para terminar um contrato com uma operadora de telecomunicações foram necessários quase três meses e duas deslocações à capital de distrito, dado que as restantes lojas do operador só servem para vender telemóveis e contratualizar serviços. O mesmo com os bancos. Até a agência local do banco público já nem serve para encerrar contas. Agora é tudo centralizado. Quase dois meses depois, de tão centralizado que é, ainda continuo, contra a minha vontade, a ser cliente. Começo a desconfiar que mais depressa vejo por aí um bovídeo a esvoaçar.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

O BE quer empobrecer os portugueses

A doutora Mortágua insiste que é necessário baixar o preço das casas. Não se cala com isso, a gaja. Tem, até, propostas para tornar esse seu sonho em realidade. Não está a ver bem a coisa. Num país em que setenta por cento das famílias têm casa própria não me parece muito avisado nem, sequer, eleitoralmente muito vantajoso afrontar uma parte significativa dos eleitores apenas para agradar a uma percentagem que provavelmente não chegará a quinze ou vinte por cento. Sim, porque não estou a ver que existam muitas famílias que fiquem felizes com a depreciação do valor do seu imóvel. Ela lá sabe. A julgar pelo discurso nem quer muitos votos. Chegam-lhe os suficientes para obter o número de deputados bastantes para poder reclamar um lugar no governo do camarada Santos.


Tal como o camarada Raimundo, também eu não acredito em sondagens. Não creio, por exemplo, que a CDU se fique nos miseráveis dois por cento – nos dias bons - que lhe têm sido atribuídos. Ainda anda por aí gente suficiente para fazer duplicar esses números. É o que dá a esperança média de vida não parar de crescer. Igualmente não me convencem as alegadas intenções de voto no Chega. Ná, isto é um país de mentirosos. A começar por mim que, em certa ocasião, mal acabei de votar fui interpelado por uma criatura que me pediu para “votar” da mesma maneira que tinha acabado de fazer. Era para aquelas sondagens que, supostamente, nos dizem quem ganhou assim que fecham as urnas. Acedi - todo satisfeito por colaborar numa cena tão importante - e votei. Noutro.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

SNS, assim não vale...

O SNS tem constituído um dos principais temas para a habitual demagogia que os políticos gostam de usar para atacar os adversários e que, modo geral, os portugueses nas suas conversas de dia a dia adoram replicar para defender os da sua cor e depreciar os demais. Por mim apenas quero que o SNS funcione. Estou-me nas tintas se o serviço me é prestado pelo Estado ou por um privado que o Estado contrata por não ter capacidade para me tratar a tempo e horas.


Infelizmente esta prática não é seguida. Pelo menos da forma mais adequada. Estou, desde o final do Verão passado, inscrito para uma cirurgia num hospital público da região. No inicio de Dezembro fui convocado para a realização de exames tendo em vista a realização da mesma. A meio de Janeiro recebi uma carta do tal hospital e, ainda antes de a abrir, confidenciei aos meus fechos de correr a satisfação pela rapidez do processo enquanto enaltecia as virtudes do sistema que, afinal, não estava tão mal como o andavam a pintar. Só que não. A missiva continha um vale-cirurgia que podia utilizar num de dez hospitais à minha escolha. Oito públicos, todos a norte do Douro e dois privados. Um em Lisboa e outro no Algarve. Mais ou menos como aqueles vale-prenda para usar obrigatoriamente em determinadas lojas, mas aquilo que nós precisamos só está à venda no estabelecimento do outro lado da rua.


Obviamente não aceitei a generosa oferta e vai daí continuo na lista de espera. Estava, antes do dito vale, em 378º lugar e passado um mês avancei para 358º. Por este andar daqui por uns dezanove meses deve chegar a minha vez. Ou não, porque a lista tem umas particularidades assaz curiosas. É que, neste período, já estive também nos lugares 380º, 399º e 402º. Ou seja, já andei para trás. Diz que é porque vão aparecendo casos urgentes. Ou, então, é porque há gente a fazer como uma amiga da minha avó quando precisava de consulta com o médico da “Caixa”. Oferecia-lhe uma galinha.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

As rainhas da bicharada

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Ainda me lembro de quando era proibido alimentar animais errantes. Ou vadios, vá. Agora, provavelmente em consequência da vadiagem que há por aí, pelos vistos já não é. Ou, se é, ninguém se importa. Nem exporta. Daí que umas quantas malucas tenham como desígnio de vida dar comida à bicharada desvalida. E à outra, também. Que elas não são esquisitas. Não raramente até alimentam os cães e gatos que estão nos quintais e jardins dos respectivos donos. Acharão, se calhar, que os bichos estão desnutridos. É doida, esta gente. Estou muito longe de perceber o que as leva a adoptar este comportamento, mas coisa boa não será, certamente. Deve ser mais uma daquelas situações para as quais o SNS não tem resposta.

domingo, 18 de fevereiro de 2024

O IRS do vizinho

Não faço contas à viabilidade das propostas da direita, nomeadamente da Iniciativa Liberal, sobre a redução do IRS. Até porque não as sei fazer. Para quem apresenta a proposta seriam quatro ou cinco mil milhões, para a Esquerda, que está contra tudo o que é redução de impostos, os cofres do Estado deixariam de contar com nove mil milhões caso a proposta fosse implementada. Tudo, obviamente, estimativas. Nem uns nem outros saberão ao certo qual o impacto de uma medida desta natureza. Dependeria sempre do que cada um fizesse com o dinheiro que lhe sobraria no bolso. Se, por exemplo, eu gastasse os meus – suponhamos – cem euros de alivio fiscal em bifes o Estado perderia noventa e quatro euros, mas se optasse por gastá-los em gasolina só perdia quarenta, mais coisa menos coisa em ambos casos. Já se fosse gastar os cem paus ali a Badajoz, aí sim, o Estado perdia tudo.


Seja como for, reduzir o IRS é da mais elementar justiça. O que nos estão a fazer constitui um roubo. De tal forma que a Esquerda já nem recorre à lengalenga habitual do “Estado-social”, da Educação ou do SNS. Prefere apelar ao sentimento de inveja e justificar a sua oposição à redução do imposto sobre o trabalho com a desculpa que quem ganha ordenados milionários é mais beneficiado. Ou seja, prefere prejudicar milhões de trabalhadores para não beneficiar dois ou três mil indivíduos. Não espero, obviamente, que os portugueses entendam o que está em causa e deem o merecido castigo a quem tem estas opções. Metade não paga IRS e, portanto, estes assuntos nada lhes dizem. Da outra metade muitos não sabem sequer ler o recibo de vencimento ou sentem-se confortáveis com o que pagam. É lá com eles. Só me aborrece é que ainda tenham o descaramento de achar que eu é que estou errado. Perdoai-lhes Senhor, que deve ser doença…

sábado, 17 de fevereiro de 2024

O rigor da análise jornalistica...

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Para mim, que sou benfiquista, o SLB joga sempre melhor que o adversário e, ainda que numa ou noutra ocasião a bola entre mais vezes na nossa baliza do que na deles, no fim do jogo continuo a achar que o Benfica ganhou. O mesmo se passa com os comentadores televisivos que analisam os debates entre os diversos lideres partidários. Para eles o seu candidato favorito - o de esquerda, seja ele qual for, que aquela malta não é esquisita no que toca à canhotice – ganha, invariavelmente, tudo o que é disputa com o candidato da direita. Que eu ache, mesmo após os sete zero de Vigo, que o Glorioso dá em cada jogo uma cabazada ao adversário é como o outro. São cá coisas minhas, sem importância nenhuma e que não interessam a ninguém. Já aquelas criaturas, que durante horas debitam alarvidades acerca do que na imaginação deles terá acontecido, deviam ter mais juízo. Aquilo não é opinião. É propaganda. Ilegítima, pouco séria e, se calhar, de duvidosa legalidade.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Avaliar com cautela...

Não tenho má impressão daquela senhora anafada que foi ministra de qualquer coisa no anterior governo do PS e que dá ares da Fiona, a namorada do Sherk. O que, vindo de mim e tratando-se de uma ex-governante daquele partido, quase se pode considerar um rasgado elogio. A criatura em causa terá sido, ao que é público, a coordenadora da equipa que elaborou o programa eleitoral dos socialistas. Aquilo, reconheço, está ali um trabalho bem feito. Gosto especialmente das partes em que se promete “avaliar a possibilidade”, proceder ou promover a “avaliação” e “estudar” coisas. Para quem quer mais acção, menos conversa e “fazer” não parece um mau principio.


Agora a que eu gosto mais – mas é que gosto mesmo – é aquela de devolver em IRS às famílias com menores rendimentos parte do IVA suportado em consumos de bens essenciais, incluindo às famílias que não pagam IRS”. Esta sim, é genial. Não pagam IRS, mas ainda assim recebem. Porreiro, pá. É o desfazer daquele mito que para ganhar a lotaria é necessário jogar. Nah, com o PS isso vai ser possível mesmo não comprando a “cautela”. Por falar em cautela, presumo que para ter essa esmola seja necessário que o NIF conste das facturas. Eu não disse que estava ali um trabalho todo supimpa?!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Combustões

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Todos os invernos ardem vários contentores em consequência de dentro deles serem depositados os restos da lareiras. Uma estupidez que sai cara a toda a gente. Até ao idiota que não tem o discernimento de, antes de as despejar no lixo, verificar se entre as cinzas ainda existem brasas acesas.


Mais raro é este fenómeno ocorrer com os eco-pontos. Se calhar, digo eu, não haverá ninguém tão estúpido ao ponto de despejar as cinzas nestes contentores. Nem, tão pouco, em pirómanos, vândalos ou gente que anda ao metal passe a repetição. Mais depressa acredito em combustão espontânea. Ou, sei lá, numa experiência cientifica qualquer.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Tá tudo a funcionar!

O outro é que tinha razão, somos uns piegas. E aquele que não sabe o que é que não funciona, também está carregadinho de razão. Funciona tudo. Funciona o Estado, funciona o mercado e, a bem dizer, o país em geral funciona lindamente. Não se percebe por isso esta lamuria generalizada acerca de tudo e mais um par de botas. Ele é queixinhas acerca do salário mínimo que é baixo, ele é lamentações que a habitação está cara e, modo geral, queixume que o dinheiro não chega para nada. Porra, pá. Não aborreçam, mas é. Façam-se à vida e deixem-se pieguices. Olhem o dr. Macaco, por exemplo. O coitado, apesar de ter um curso superior, só conseguiu um emprego onde apenas aufere o ordenado mínimo, mas apesar disso consegue ter uma casa de trezentos metros quadrados perto do mar, automóveis topo de gama, faz férias na estranja e ainda lhe sobra dinheiro para ir à bola todas as semanas. Isso é que é saber gerir os recursos, mesmo tendo um patrão explorador que lhe paga uma miséria. Um português de sucesso, portanto. Daqueles que em vez de se ficar a lamentar resolveu meter as mãos na massa. Um exemplo contra a nacional pieguice, até. Espero que o Marcelo lhe dê uma medalha. O homem merece.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Profilaxia à base da enxada

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Toda esta radicalização a que assistimos desde há alguns anos era desnecessária. Não traz nada de novo nem, muito menos, de positivo. Já ocorreram fenómenos parecidos noutros tempos e os resultados são conhecidos. Deverá existir uma qualquer explicação, mais ou menos científica, que identifique as causas que conduziram a isto. Provavelmente terá a ver com a infantilização da sociedade. Hoje é-se “jovem” até mais tarde. Começou nos agricultores e actualmente – com aquela treta dos “quarenta são os novos vinte” - serve para quase toda a gente. É só esticar mais um bocadinho. O que explica a conhecida teoria de que “se aos vinte não fores de esquerda, não tens coração. Se aos quarenta ainda fores, não tens juízo”. Recordo-me de, quando era gaiato, os mais velhos recomendarem a enxada como meio mais adequado para o tratamento dos mais variados desvios comportamentais e chamar à razão os papagueadores de ideias parvas. Parecia-me, na altura, injusto. Lá está, tinha pouco juízo. Hoje faço igual recomendação e vou, até, mais longe. Forneço a ferramenta e, para efeitos de terapia, disponibilizo cerca de cem metros quadrados de terreno para cavar.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária

Segundo uma alegada sondagem, um pretenso estudo de opinião ou uma análise de mercado hoje publicada na capa de um pasquim da nossa praça os inquiridos – que, supostamente, representarão o sentimento dos portugueses – consideram Montenegro mais honesto e competente e, ao mesmo tempo, que Pedro Nuno Santos está mais bem preparado para desempenhar o cargo de primeiro-ministro. Obviamente que estas coisas valem o que valem. No caso muito pouco, como amplamente tem sido demonstrado nas mais diversas ocasiões e nos mais diversos lugares. Ainda sim permito-me concluir que os alegados inquiridos serão pessoas do tipo “estou inteiramente de acordo e simultaneamente de opinião contrária”, o que me parece um princípio de vida um bocado parvo. Ou então e igualmente bastante plausível, que ser menos honesto e menos competente significa estar mais bem preparado para governar. Atendendo ao que se tem visto, se calhar é isso.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Habitação: Um negócio sem risco... para o Estado.

Nisto da habitação não há soluções fáceis. Se houvesse, há muito que tinham sido encontradas em países onde o problema é idêntico e a capacidade para resolver situações difíceis é muito maior. Daí que, para disfarçar, a oposição de hoje culpe os governantes actuais e demais partidos que os têm sustentado no poder, e estes atribuam a responsabilidade a quem os antecedeu. Mesmo que uns já lá estejam há oito anos – vai para nove – e os outros de lá tenham saído há igual período.


Há quem insista pretender em baixar o preço das casas por decreto, seja na venda ou no arrendamento. Esqueçam lá isso. Não resulta. Se outra razão não houver, setenta por cento da população ser proprietária de imóveis parece-me constituir motivo mais do que suficiente para augurar um futuro pouco risonho a quem tente concretizar tamanho disparate. Os teóricos da intervenção do Estado nos bens dos outros, que experimentem fazer obras de recuperação num imóvel de que sejam donos. De outra maneira nunca entenderão. É que isto é muito fácil falar dos preços especulativos das rendas, mas ninguém se lembra do custo não menos especulativo da mão-de-obra, dos materiais, das taxinhas, dos projectos e de um sem número de despesas que envolvem uma obra. Como se isso não fosse suficiente, no final, ainda aparece o Estado. Torna-se sócio no negócio, ao "abotoar-se" com quase um terço do rendimento gerado, sem que para além de atrapalhar tenha feito algo de útil ou investido um cêntimo.

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Broncos e choninhas

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Tomar partido por um dos lados é do pior que a comunicação social pode fazer. Mas fá-lo com inusitada frequência sem que nenhuma entidade reguladora, o poder político – excepto quando lhe interessa – ou, até mesmo, a opinião pública se insurja contra tais práticas. As manifestações de ontem foram noticiadas como se de um lado estivessem os bonzinhos e do outro os malvados. Só que não. Ambos os lados são detestáveis. A maioria dos cidadãos deste país  mudaria para o passeio oposto se, por azar, se deparasse com uns em qualquer ruela mais ou menos escusa e, aos outros, jamais compraria um carro em segunda mão ou arrendaria uma casa. De ambos qualquer pessoa com juízo ou minimamente decente quererá uma salutar, prudente e higiénica distância.


A islamização do ocidente é um processo imparável. Não há volta a dar. Lutar contra isso é o mesmo que tentar parar o vento com as mãos. Trata-se de uma questão demográfica e irá ocorrer quer queiramos quer não. É, para as actuais gerações, uma causa perdida e uma tragédia para os europeus que restarem dentro de três ou quatro gerações. É a vida e comprar guerras que não se podem vencer é só parvo.


Defender que todos são bem-vindos, nomeadamente os islâmicos, são me parece mal. Pelo contrário, até se afigura como uma posição cordial e deveras amigável perante o forasteiro que todos devíamos adoptar. Não me parece é que aquela malta esquisita – pelas imagens quase se assemelhava a um circo de aberrações – saiba grande coisa acerca do que se estava a manifestar. Se soubessem desconfio que não ostentavam cartazes com porcos numa acção de apoio aos seguidores do profeta. É mais ou menos o mesmo que eu ir com uma bandeira do Benfica para a porta do tribunal solidarizar-me com o Macaco. Acho que ele não ia apreciar.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Há transgressores mais toleráveis que outros...

Se há coisa que me aborrece a um nível difícil de expressar sem recorrer ao vernáculo é a indignaçãozinha selectiva. Ou seja, ter posições diferentes sobre situações iguais ou comparativamente próximas entre si. Motivos para me indignar não têm faltado. Veja-se, por exemplo, a ideia alucinada do PCP de trazer de volta a reforma agrária “aos campos do sul”. Ninguém se indignou com a ameaça de roubo nem - se em vez de roubar a ideia for nacionalizar -fez as contas ao rombo que esse dislate causaria aos bolsos dos contribuintes. Já outras propostas igualmente parvas mereceram ampla e consensual reprovação. Com as continhas todas feitas e tudo…


Também ninguém se importou com esta arruaça dos agricultores. Ao contrário do que acontece sempre que os arruaceiros dos apanhados do clima fazem o mesmo, nenhum valentão se atreveu a remove-los da via. Nem a policia ou a GNR, entidades que até tinham obrigação de o ter feito. Mas não, é muito mais fácil multarem-me a mim – um perigoso transgressor que se atreve a circular a 64/km por hora numa zona onde, por qualquer motivo que não se vislumbra, o limite é 60 – do que autuar quem impede a livre circulação dos cidadãos. Coisa que até, imagine-se, é severamente punida pela legislação nacional. Mas ninguém se indigna com isso. Não admira. Estorvar os outros é uma cena absolutamente normal desde que se trate de uma causa da moda ou os empecilhos possam causar algum estrago eleitoral.

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

Em cinquenta anos não aprenderam nada...

O pior inimigo de um pobre é outro pobre que se acha rico e que defende aqueles que o tornam pobre”. Vejo esta frase replicada vezes sem conta, nomeadamente em altura de eleições, em inúmeros perfis das redes sociais de gente ligada, de uma ou outra maneira, aos sectores mais à esquerda da sociedade. Por norma merece aplausos entusiásticos de pessoas que se identificam com ela, que tratam de a partilhar e, também, reproduzir em público. Até a mim, confesso, me apetece fazê-lo de tão brilhante e motivadora que a acho. É mais uma coisa – entre muitas outras – que estou de acordo com esse pessoal. A ideia expressa por um autor desconhecido – pelo menos para mim, que sou um ignorante nestas cenas das filosofices – não podia ser mais verdadeira. De facto o maior inimigo de um pobre é outro pobre que defende quem cria pobreza. Ou seja, quem aprecia o socialismo e demais políticas esquerdalhas. Que o digam, entre outros, os cubanos, norte-coreanos e todos os povos que tiveram o azar de nascer do lado de lá da antiga “cortina de ferro”.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

"Herança social"?! Não há limites para a falta de vergonha...

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Detesto ladrões e invejosos. São criaturas pouco recomendáveis das quais, sempre que posso, procuro manter uma salutar distância. Entre outras constituem também duas das principais razões para fugir, como Maomé do toucinho, dos partidos de esquerda.
Não digo – nem, sequer, insinuo - que o programa eleitoral do Livre foi escrito por ladrões. Seguramente que não. Mas algumas das propostas apresentadas configuram um verdadeiro assalto aos bens das pessoas, provavelmente em resultado de um sentimento de inveja mal disfarçado. Entre outras, a ideia de criar um imposto sobre as heranças para financiar a tal “herança social”, dificilmente poderá ser chamada de outra coisa que não roubo.
Acredito que PNS terá igual intenção. Só não quer – nem pode – dizer, para não assustar os velhinhos que, certamente, não iam gostar de saber que o resultado do seu trabalho e das suas poupanças vai servir para financiar a malandragem. E eu, que já não vou para novo, também não tenho interesse em financiar invejosos.

domingo, 28 de janeiro de 2024

Livra!

A esquerda sempre gostou de proibições. Adora proibir. Seja o que for. Não admira pois que à medida que se vão conhecendo os programas eleitorais dos partidos daquele espectro político o rol de cenas com que a esquerdalha se propõe acabar vá aumentando.


O Livre – curioso nome para um partido que gosta de proibir – inscreveu no seu programa eleitoral a proibição de abertura aos domingos das grandes superfícies comerciais porque, justificam, “a situação actual favorece os maiores espaços em relação ao comercio de bairro ou de proximidade, além de prejudicar dinâmicas familiares”. Provavelmente poucos se recordarão que, com os mesmos argumentos isto já foi posto em prática durante uns tempos. E, obviamente, não resultou. Nem para os tais comerciantes de bairro – que na altura já eram poucos e agora ainda são menos – nem para os trabalhadores do sector. Estes seriam mesmo os mais afectados. Quer pelo desemprego quer pela quebra de rendimentos. Situações que, como qualquer pessoa percebe, costumam contribuir para excelentes dinâmicas familiares. Mas disso pouco sabem os tipos do Livre. Na bolha onde habitam esses problemas não os afectam, logo não existem.


Mas sim, haverá de certo quem aprecie esta ideia. Os comerciantes das lojas dos chineses, nomeadamente.

sábado, 27 de janeiro de 2024

Nem todos podem morar na praça...

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Umas centenas de criaturas mal-apessoadas manifestaram-se mais uma vez pelo direito à habitação. Direito esse que, tanto quanto sei, ninguém colocou em causa. Todos continuam a tê-lo. Desde que, obviamente, o paguem. Fazem-me confusão estas reivindicações dos manifestantes. Nomeadamente quando se acham no direito a ocupar propriedade privada, quando consideram que os senhorios têm o dever de lhes arrendar uma casa pelo preço que eles entendem e quando acham que têm o direito de morar onde muito bem querem, nomeadamente no centro das cidades, sem pagar mais por isso.


Por mim, que estou a recuperar uma vivenda para eventualmente colocar no mercado de arrendamento, dificilmente a arrendaria a qualquer uma das pessoas que aparecem nas televisões a mandar bitaites. Nem eu nem ninguém com juízo. Com aquele aspecto e aquele discurso o melhor é tentarem na Palestina, já que gostam tanto que nem numa manifestação sobre a habitação em Portugal largam a bandeira daquele território. Esta gentinha não percebe que um imóvel é sempre o fruto do trabalho de alguém que poupou e que não esturrou os seus recursos em futilidades. Daí que seja normal que qualquer proprietário procure rentabilizar o investimento. Não conseguem pagar? Temos pena, mas tudo na vida tem uma alternativa. É procurá-la.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Beneficiar o infrator

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Por que carga de água é que a posse – ou a tutoria, vá – de animais de estimação dá direito a benefícios fiscais?! Nomeadamente no IRS. Além de alimentação dos bichos, se adquirida através de associações protectoras da bicharada, beneficiar de isenção de iva. Deve ser para depois fazerem – os donos, que a canzoada não tem culpa – javardices destas à porta dos outros. Que, lamentavelmente, ficam sempre impunes. Numa altura em que – e bem - se quantificam as despesas que decorreriam do aumento das pensões, da redução dos impostos sobre o trabalho e de outras medidas destinadas às pessoas ignoram-se todos os custos derivados da alucinação colectiva pelos animais de estimação. O que é pena. Pois se alguém um dia fizer as contas aos “investimentos” das autarquias em parques caninos, taxas de registo e licenciamento não pagas, benefícios fiscais e custos ambientais associados à inusitada proliferação desta bicheza nos centros urbanos terá uma desagradável surpresa.


Se calhar sou só eu que reparo nestas coisas, mas é impressão minha ou são apenas os cidadãos “brancos” que são afectados por esta maluqueira da adoração pelos animais? É que nunca vi um negro ou um asiático a passear um cão…

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Negócios com futuro

Com a mais que provável vitória do PS nas próximas eleições e consequente formação de uma nova geringonça, assistiremos a uma vaga de nacionalizações. Eles já nos andam a preparar. Mas nem valia a pena. O pessoal - ao que leio e ouço mesmo a pessoas que eu julgava que tinham juízo – não só está preparado, como até parece ansioso para que isso aconteça.


Como todos sabemos o Estado faz sempre bons negócios e é um óptimo gestor. Veja-se o caso da TAP e da CP. Depois de anos e anos de prejuízos bastou o Estado intervir para darem lucro. Seguir-se-ão os jornais e as rádios. Parece até haver um clamor nesse sentido. Ainda que, atendendo às tiragens médias, se calhar nem cinco por cento da população tenha por hábito comprar o jornal. Mas isso não interessa nada. Trata-se de um sector estratégico para o poder e com a sabedoria que caracteriza a gestão pública aquilo depressa começa a ser, também, uma actividade lucrativa.


Vão ser tempos divertidos, os que se aproximam. Mais ainda do que os do PREC. Nesses, sei porque estive lá, a diversão foi mais que muita. Agora, com redes sociais e muito mais informação, a galhofa será bastante maior. Espero que não me desiludam e estejam ao nível, no mínimo, do companheiro Vasco. Fico ansiosamente a aguardar pelo controlo público dos sectores estratégicos para a economia do país e, também, de outros não tão estratégicos quanto isso. Se, então, garantiam que “nacionalizar até as tabernas”, não se esqueçam agora de nacionalizar aquela loja que vende CD’s e disquetes e que estará em risco de fechar porque o senhorio aumentou a renda…

domingo, 21 de janeiro de 2024

E para coxos e marrecos, também é adequado?

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Estes novos conceitos todos modernaços não param de me surpreender. Agora são parques de estacionamentos adequados para LGBT não sei que mais. Cuidava eu, na minha imensa ignorância, que um parque desta natureza se tratava de uma área especificamente destinada ao aparcamento de automóveis. Podendo, eventualmente, uns serem exclusivos para ligeiros e outros para pesados. Ou, quando muito, existir uma ou outra limitação em função de outras características mais especificas das viaturas. Assim de repente não estou a ver o que importam as opções técnico-tácticas dos condutores para o acto de estacionar.


A menos que se destine a automóveis que não se identificam com a marca que lhes foi atribuída pela fábrica. Com esta cena da inteligência artificial não me admiraria. O meu Dácia deve ser desses. A julgar pelas multas de excesso de velocidade que já me arranjou deve ter a mania que é um Porche, BMW ou isso. Ou, quiçá, este espaço se destine a estacionamento exclusivo de carros que só pegam de empurrão ou com problemas na centralina.

sábado, 20 de janeiro de 2024

O brócolo da crise

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Não se trata de exemplar único, mas dada a sua imponência sobressai dos demais. Dariam, se os colhesse a todos na mesma ocasião, para um molho de brócolos. Daqueles jeitosos. À séria, mesmo. Nada de comparações com outras molhadas metafóricas de legumes desta espécie que se veem por aí a toda a hora. Essas, por mais que se multipliquem, serão sempre miseráveis.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Um automóvel a cada português é que era...

A coisa promete. A campanha eleitoral ainda nem começou e as promessas já são mais que muitas. As do Chega são as que têm dado mais conversa. Parece que são caras e a serem aprovadas levariam o país à ruína. Calculo que sim. O que me espanta é que de repente e ao contrário do que acontece com outras propostas igualmente alucinadas – e têm sido tantas só nos últimos anos – toda a gente sabe quanto custam e declara com veemência a sua impraticabilidade. A menos que me tenha escapado nunca vi, por exemplo, ninguém quantificar ou, sequer, chamar nomes ao Rui Tavares, do Livre, quando propôs a criação do Rendimento Básico Incondicional. Uma medida que para além de injusta, por dar dinheiro a toda a gente só porque sim, seria muitíssimo mais dispendiosa do que a do Chega sobre as pensões. Deve ser sina dos partidos de um homem só, como é o caso destes dois, apresentarem medidas completamente desfasadas da realidade, chamemos-lhe assim.


Ando a dizer há anos que Chega, PCP e BE não são muito diferentes uns dos outros. A diferença, quando muito, estará mais no que fumam ou no que bebem. O que justifica, se calhar, que aqui no Alentejo muitos votantes do PC e do BE escolham agora o partido da extrema-direita. Bem visto, bem visto, nem precisaram de mudar de ideias. Veja-se, por exemplo, a retórica sobre os “grandes grupos económicos”, o “grande capital” ou a banca que os extremistas de esquerda fazem diariamente e os impostos que o Ventura ameaça lançar para se perceber que aquilo é tudo igual.


Seja como fôr, nisto de deitar contas às promessas eleitorais - uma preocupação nova, como referi - os custos não deviam ser mensurados em milhares de milhões de euros. Isso é dinheiro que está para além da minha fraca compreensão. Se me explicarem, sei lá, em TAP's, CP's ou resgates bancários talvez perceba melhor.


 

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

O último a rir...

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Muito se tem falado e escrito nos últimos dias acerca de migrações. De cá para lá e de lá para cá. Se bem que um e outro “lá” sejam sítios diferentes. Tão diferentes como as pessoas que saem são diferentes das que entram.


Há quem não se mostre especialmente preocupado com a fuga de jovens portugueses em direcção ao estrangeiro. É uma inevitabilidade, dizem. Será, mas muitos deles não tinham necessidade nenhuma de o fazer. Mesmo com salários mais altos e impostos mais baixos, acredito que nem todos ficarão a ganhar muito por demandar outras paragens. Se calhar, em muitas circunstâncias, é mais uma moda.


Não falta também quem delire e transborde de alegria ao assistir à invasão de estrangeiros pobres e pouco dispostos a adoptar o modo de vida da terra que os acolhe. Todos os que já cá estão – e muitos mais, provavelmente – serão necessários para que o país funcione. Mas parece ser do mais elementar bom senso exercer alguma selectividade na escolha de quem recebemos. E, já agora, penalizar alguns comportamentos. Deles e nossos.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Triplicação dos salários, já!

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Nem sei como ainda há quem tenha a ousadia – o topete, diria – de questionar as evidentes melhorias do país nestes quase nove anos de governação socialista. O caso dos salários, por exemplo. Aqueles que afirmam que o PS apenas se preocupou em aumentar o SMN estão redondamente enganados. Houve até quem visse o salário aumentado no triplo. Não todos, obviamente, mas é destas coisas, tinha de se começar por algum lado. E que se comece pela malta amiga que se escolheu para gerir a empresa que nacionalizámos não me parece descabido.


Razão têm aqueles que não gostam dos privados. São uns unhas de fome, esses privados. Só visam o lucro, os malandros. Já viram algum dar aumentos desta grandeza? Ah, pois é… Exploram os trabalhadores e pagam salários de miséria, os patifes. O melhor mesmo é nacionalizar as empresas todas – nacionalizar até as tabernas, já! - e triplicar os ordenados da classe operária. E das outras, também, que não queremos cá discriminações em função da actividade laboral desempenhada. Tanta generosidade salarial vai dar em prejuízos?! Nada disso. O Estado mete lá o dinheiro que for preciso para aquilo dar lucro. Se resultou na TAP e na CP, como é que não vai resultar nas outras? Que falta de literacia que tem esta malta da oposição, pá! Porra, que até aborrecem.

sábado, 13 de janeiro de 2024

O "lhes" é o Diabo do Bloco?!

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Pela habitação. Não lhes dês descanso” é um dos mais recentes slogans do Bloco de Esquerda. Sendo a habitação um problema para muita gente, parece-me bem que suscite preocupação a todas as forças políticas e que estas se empenhem em encontrar soluções. Fico é intrigado acerca do “lhes” que está ali pelo meio. Quem são os “lhes” a quem não devemos deixar descansados? As centenas de milhares de imigrantes que nos últimos anos chegaram ao país e que, obviamente, têm de morar em algum lado? As pessoas que arriscaram as poucas economias ou, por terem perdido o emprego, resolveram mudar de vida e investir no alojamento local? Os que, na sequência dos quase cem mil divórcios só nos últimos cinco anos, tiveram de procurar outro poiso?


Nem sei porque ainda me questiono. É óbvio que aquela malta se está a referir aos senhorios e especuladores tipo Robles. Todos uns patifes da pior espécie que merecem ser atirados escadas abaixo. Como, talvez inspirados pelo slogan, fizeram um destes dias uns inquilinos caloteiros a um senhorio que teve o topete de lhes bater à porta a exigir o pagamento da renda. É isso e partir a casa toda. Costuma resultar em mais casas no mercado e a preços mais em conta. Seguramente a falta de descanso que este comportamento “lhes” proporciona irá, de certeza, contribuir - e muito - para a resolução do problema habitacional. Mas isso pouco importa ao BE. Aquela gente não existe para encontrar soluções. Apenas sobrevive criando problemas.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

É cultura...

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São recorrentes as noticias acerca de coisas estranhas que acontecem nos museus. Nada que envolva fantasmas, fantasias de vária ordem ou qualquer outra cena fantástica. Nada disso. É mais acerca de óculos esquecidos no chão, bananas coladas na parede – burriés também, embora isso seja uma arte menor – ou peças sanitárias feitas em cacos. Tudo objectos que suscitam a atenção dos visitantes, que os apreciam com ar de entendidos no assunto enquanto se entretêm a divagar acerca da mensagem que o artista pretendia transmitir.


Não vejo nada de mal nessa actividade contemplativa nem, menos ainda, que a malta da cultura se aproveite da crescente imbecilização da sociedade para orientar uns trocos. Pelo contrário. Podiam, até, aproveitar para expandir o “negócio” com a introdução de novas modernaças tendências culturais. Uma exposição de merda de cão, por exemplo. Nela os apreciadores dessas artes poderiam apreciar uma vastíssima panóplia de criações artísticas que, de certeza, os deixaria boquiabertos perante a diversidade existente neste segmento cultural. Se precisarem de um curador estão à vontade.