
Toda esta radicalização a que assistimos desde há alguns anos era desnecessária. Não traz nada de novo nem, muito menos, de positivo. Já ocorreram fenómenos parecidos noutros tempos e os resultados são conhecidos. Deverá existir uma qualquer explicação, mais ou menos científica, que identifique as causas que conduziram a isto. Provavelmente terá a ver com a infantilização da sociedade. Hoje é-se “jovem” até mais tarde. Começou nos agricultores e actualmente – com aquela treta dos “quarenta são os novos vinte” - serve para quase toda a gente. É só esticar mais um bocadinho. O que explica a conhecida teoria de que “se aos vinte não fores de esquerda, não tens coração. Se aos quarenta ainda fores, não tens juízo”. Recordo-me de, quando era gaiato, os mais velhos recomendarem a enxada como meio mais adequado para o tratamento dos mais variados desvios comportamentais e chamar à razão os papagueadores de ideias parvas. Parecia-me, na altura, injusto. Lá está, tinha pouco juízo. Hoje faço igual recomendação e vou, até, mais longe. Forneço a ferramenta e, para efeitos de terapia, disponibilizo cerca de cem metros quadrados de terreno para cavar.
Boa noite
ResponderEliminarO mal não é a radicalização, é a polarização. Radicais deveriam ser todos os Partidos em defenderem os seus princípios ideológicos. Radicalismo não divide a sociedade entre os "Bons" e os "Maus", conforme o ponto de vista de cada um, quem faz isso é Bipolarismo por que os outros - à exceção de um - não contam para nada. E como esse "um e outro" querem governar a qualquer preço provoca é que faz o "hoogalinismo político", quanto a mim mal traduzido para "radicalismo".
É como no futebol - no norte, salvo raras exceções ou se é pelo Porto ou pelo Benfica, já no resto do País ou se é, também com as devidas exceções, ou se é pelo Benfica ou pelo Sporting - há três candidatos ao título, o resto está lá como passadeira vermelha por onde os grandes passeiam rumo ao título.
Que cada partido explique claramente qual a visão que tem para melhorar a vida das pessoas, sem trair os seus ideais, vendendo-os por um prato de lentilhas a troco de votos.
Isso é que é ser democrático. Rotular os outros seja do que for e chamar-lhes inúteis é que cria o descrédito e uma partidarite doentia e agressiva.
Zé Onofre
concordo contigo para muitos seria a melhor terapia para ver como é doce e terem mais juízo.
ResponderEliminarBeijocas e um bom fim de semana
Generosidade sua. Terapia nem com ela pelo lombo.
ResponderEliminarCumpts.
Nem é tanto pelos partidos, embora o PS esteja cada vez mais a deslocar-se para a esquerda o que, a continuar assim, não augura nada de bom. Entre as pessoas, nas redes sociais e na convivência do dia a dia, há cada vez mais radicalismo na defesa das respectivas ideias, sejam elas quais forem e acerca do que fôr. E, se calhar fruto da educação que tem sido dada às gerações mais recentes, ninguém aceita ser contrariado. Parece-me que discordar é uma coisa salutar, mas se calhar estou enganado!
ResponderEliminarPois seria...que isto descanso a mais é um problema!
ResponderEliminarBom fim de semana.
Pois não. Desconfio que muitos "papagaios" nem sabem o que é nem muitos menos para que serve uma enxada.
ResponderEliminarCumprimentos
Boa tarde
ResponderEliminarNa discordância e no debate é que reside a democracia.
Esta fica ferida quando pretendem, de modo arbitrário e iníquo, reduzir as várias correntes de Pensamento a um denominador comum, de modo a ficarem dois galos a lutarem pelo poder dentro do galinheiro.
É esta redução da política a dois blocos artificiais que leva a linguagem agressiva, porque então só resta a cada um deles afirmarem "eu seu melhor do que tu" e depois no concreto os resultados governativos são iguais.
Não é por acaso que cada governo Rosa, ou Laranja, a primeira coisa que diz é "recebemos uma pesada herança do governo anterior". É um discurso com quase cinquenta anos. E como todos desde o PS, o PSD e a comunicação social, salvo raras exceções - e uma delas é o diretor do DN, pelo que ele disse um dia destes num debate entre comentadores - continuam a afirmar que são a única possibilidade de governo, atirando para canto todos os outros. É nestas alturas que um partido que repita todas as conversas de café e dos taxistas como Programa Político capta os cidadãos desiludidos e zangados com a governação de quase cinquenta anos.
Agora traçam linhas vermelhas tentando excluir um partido, ou partidos, a quem forneceram lenha para se queimar. Além de terem formado no seu seio dirigentes e quadros dos novos partidos, ainda lhes atiram para o regaço o voto de muitos cidadãos.
Não entendo a posição do PSD e PS - e apenas cito estes, porque se acham donos do Governo - que nunca farão alianças com o Chega e o IL. Mais uma vez estes senhores estão a desprezar a legitimidade democrática de "deputados democrática e livremente eleitos" como dizem das Eleições. Contudo, convenceram-se que apenas os seus deputados são legítimos e democráticos.
Foi a esta situação que nos trouxe o afunilamento artificial das escolhas partidárias.
Bom fim de semana,
Zé Onofre
Por mim acho bem que o PSD não faça qualquer espécie de acordo com o Chega. Os mandatos que obtiverem são todos legitimos, mas não é um partido que garanta estabilidade. Quem ganha deve governar e os que perdem devem opor-se. Se o governo cair cada qual assume a sua responsabilidade e o povo decide. Foi a subversão deste principio que contribuiu - e muito - para o meu ódio de estimação a António Costa. Em termos politicos, claro.
ResponderEliminarCumprimentos
Já ninguém quer cavar, nem para encontrar ouro.
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